Quais são os países da Europa com melhores prestações sociais? Portugal surge em destaque… se se olhar para o fundo da tabela

Em 2022, os países da UE gastaram em média 830 euros por pessoa em benefícios familiares, o que representa um aumento de 47% face aos 566 euros gastos em 2012

Executive Digest
Agosto 17, 2025
15:30

Os benefícios da segurança social familiar pretendem ajudar a combater a pobreza infantil e promover a inclusão social – ajudam a sustentar as famílias e são especialmente importantes na prevenção da pobreza infantil -, mas os gastos públicos por pessoa variam muito em toda a Europa, revelou a ‘Euronews Business’.

Em 2022, os países da UE gastaram em média 830 euros por pessoa em benefícios familiares, o que representa um aumento de 47% face aos 566 euros gastos em 2012. Mas como esses benefícios se comparam em toda a Europa? Quais países gastam mais para apoiar as famílias?

Na UE, as despesas com benefícios familiares por pessoa em 2022 variaram de 211 euros na Bulgária e os 3.789 euros em Luxemburgo, segundo o Eurostat. Quando se incluem os países candidatos à UE e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), a Albânia ofereceu o menor benefício por pessoa, com apenas 48 euros, seguido de perto pela Turquia (57 euros) e pela Bósnia e Herzegovina (59 euros).

Em geral, os benefícios familiares por pessoa são mais altos no Norte e no Oeste da Europa, e mais baixos no Sul e no Leste. Depois de Luxemburgo, os países nórdicos lideram a lista: Noruega (2.277€), Dinamarca (1.878€), Islândia (1.874€), Suécia (1.449€) e Finlândia (1.440€). “Os países nórdicos e França continuam entre os que mais gastam em benefícios familiares, embora a sua abordagem dependa mais de serviços em espécie, como creches, que não são totalmente captados pelas medidas de benefícios monetários per capita”, apontou Anne Daguerre, da Universidade de Brighton.

Alemanha (1.616€), Suíça (1.375€), Áustria (1.340€) e Irlanda (1.026€) são os restantes países que gastam mais de mil euros por pessoa: Bélgica (976€) e França (867€) estão acima da média da UE (566€) – já Portugal está na parte de baixo da tabela, com apenas 292 euros por pessoa.

Grega Strban, da Universidade de Liubliana, expressou cautela ao comparar países: “A questão é se todos os países classificam todos os benefícios da mesma maneira”, apontou. “Alguns concentram-se no apoio aos pais (ou responsáveis por uma criança), outras nas próprias crianças (e alunos). Algumas são universais, outras direcionadas. Algumas estão vinculadas à deficiência ou à assistência social”, acrescentou.

Como os benefícios familiares mudaram nos últimos 10 anos?

Entre 32 países, os benefícios familiares por pessoa diminuíram em apenas dois países, enquanto os aumentos variaram significativamente nos últimos 10 anos. Na UE, a média aumentou de 566 em 2012 para 830€ em 2022. Em que países caíram? Noruega, com menos 130 euros, e Chipre, menos 62 euros. Portugal aumentou 50% o valor da prestação, acima da média europeia (47%).

Em termos percentuais, a Polónia relatou um aumento sem precedentes de 320%, seguida pela Letónia (245%), Roménia (227%) e Lituânia (198%).

Os benefícios familiares por pessoa também mais do que duplicaram na Estónia (125%), Sérvia (115%), Bulgária (112%), Islândia (110%) e Croácia (101%). Em euros, os maiores aumentos foram registados na Islândia (980€), no Luxemburgo (819€) e na Alemanha (558€).

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