A Comissão Europeia propôs na quarta-feira sete novas medidas para que os estados-membros da União Europeia possam reduzir os preços da eletricidade e do gás, podendo ser adotadas tanto a nível europeu como por cada país individualmente.
“Os mercados energéticos globais e europeus estão a atravessar tempos turbulentos, especialmente desde a invasão russa da Ucrânia. A Europa precisa de tomar medidas rápidas para garantir o nosso aprovisionamento energético para o próximo inverno e para aliviar a pressão das faturas de energia elevadas sobre os nossos cidadãos e empresas”, explica Kadri Simson, comissária responsável pela Energia.
No comunicado, a comissão apresenta várias opções de medidas de emergência de curto prazo, agrupadas em duas categorias, compensação financeira e regulamentação, que podem limitar o impacto dos preços elevados da eletricidade, apresentando também os contras dessas medidas.

Apesar de a Comissão Europeia dar a cada Estado-Membro a opção de adotar as medidas que funcionarem melhor, seria mais benéfico que todos estivessem de acordo, pois a adaptação de estratégias diferentes pode levar a perturbações e desequilíbrios no mercado, que consequentemente pode ser ainda pior que o problema que se está a tentar resolver.
Por exemplo, no que toca ao limite para os preços máximos da eletricidade, países do sul como Portugal, Espanha e outros, como a Bélgica, concordam que deve ser adotado, mas outros governos, como o da Alemanha e os Países Baixos, dizem já existirem mecanismos para tal no sistema atual.
O Conselho Europeu, que decorre hoje e amanhã, vai ser crucial para determinar o grau de consenso e para determinar se Espanha e Portugal se podem juntar para impor um limite ao mercado grossista de eletricidade, que era a ideia inicial dos dois países.








