Qatargate: Justiça belga decide manter Eva Kaili e Marc Tarabella na prisão. Antiga vice-presidente do Parlamento Europeu fica detida pelo menos mais dois meses

Kaili vai passar pelo menos mais dois meses na prisão, enquanto que a detenção de Tarabella será prolongada por pelo menos um mês.

Beatriz Maio

Os membros do Parlamento Europeu (PE) Eva Kaili, antiga vice-presidente, e o eurodeputado socialista Marc Tarabella vão permanecer na prisão, apesar dos pedidos para serem libertados, numa altura em que as autoridades continuam a realizar a investigação quanto ao esquema de corrupção.

Os advogados tentaram anular uma acusação que levou à sua detenção pelo juiz de instrução do caso, mas o Tribunal de Recurso de Bruxelas, na Bélgica, decidiu contra o pedido pela terceira vez, esta sexta-feira, de acordo com um comunicado de imprensa citado pelo ‘Politico’.

Esta decisão significa que Kaili vai passar pelo menos mais dois meses na prisão, enquanto que a detenção de Tarabella será prolongada por pelo menos um mês. De recordar que a ex-vice-presidente do PE foi uma das várias suspeitas presas em dezembro, quando o escândalo ‘Qatargate’ eclodiu pela primeira vez.

A sua detenção faz parte de uma investigação que se debruça sobre a possibilidade de países estrangeiros terem pressionado ilegalmente o Parlamento através de esquemas de corrupção. As acusações contra Kaili e Tarabella incluem não só este crime como também lavagem de dinheiro e pertença a uma organização criminosa.

A equipa de advogados da eurodeputada argumentou que libertá-la deixando-a com uma pulseira eletrónica, tal como o tribunal aceitou para o seu parceiro Francesco Giorgi na semana passada, permitir-lhe-ia passar algum tempo com a sua filha de dois anos.

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Também o advogado de Tarabella, Maxim Töller, referiu que vai continuar a insistir na libertação do eurodeputado que vai ser transferido para uma instalação mais próxima da sua família.

Outro suspeito no caso, o antigo deputado italiano Pier Antonio Panzeri, que fez um acordo com a polícia onde concordou em partilhar informações sobre o suborno de legisladores em troca de uma pena reduzida, também permanece detido.

Quanto à deputada italiana Andrea Cozzolino, também implicada na investigação, está sob prisão domiciliária em Itália, a aguardar a sua audiência de extradição para a Bélgica, que foi adiada no início desta semana.

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Relativamente ao chefe da Organização não governamental (ONG) Niccolo Figa-Talamanca, que foi inicialmente detido em dezembro, foi libertado sem condições, de acordo com o seu advogado.

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