Qatar retomou contactos com Hamas no quadro das negociações sobre Gaza

Responsável dos Estados Unidos afirmou, por seu lado, esperar que os negociadores se reúnam nos próximos dias para tentar alcançar uma trégua em Gaza, apelando mais uma vez a Israel e ao Hamas palestiniano para que cheguem a um acordo.

Executive Digest com Lusa
Outubro 24, 2024
14:55

O primeiro-ministro do Qatar, Mohammed ben Abdelrahmane Al-Thani, declarou hoje que o seu país, mediador entre Israel e o Hamas, retomou os contactos com o movimento islamita palestiniano após a morte do seu líder, Yahya Sinouar.

Questionado numa conferência de imprensa sobre os contactos com o Hamas depois da morte por soldados israelitas daquele que é considerado o mentor do ataque do Hamas a Israel de 7 de outubro de 2023, o chefe do Executivo respondeu que foram retomados “os contactos com o Hamas”.

“Houve trocas de impressões com representantes do gabinete político (do Hamas) em Doha (…) Ainda não é claro como vamos proceder” no futuro, acrescentou depois de uma reunião com o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.

O responsável dos Estados Unidos afirmou, por seu lado, esperar que os negociadores se reúnam nos próximos dias para tentar alcançar uma trégua em Gaza, apelando mais uma vez a Israel e ao Hamas palestiniano para que cheguem a um acordo.

“Discutimos as opções (…) e os próximos passos para fazer avançar o processo, e espero que os nossos negociadores se reúnam nos próximos dias”,declarou.

Al-Thani avançou que “uma equipa de negociadores norte-americanos virá a Doha juntamente com uma equipa de negociadores israelitas e discutirão a forma de fazer avançar estas negociações”.

Desde uma breve trégua, há 11 meses, durante a qual foram libertadas dezenas de reféns detidos na Faixa de Gaza, as sucessivas rondas de negociações sobre Gaza não tiveram quaisquer resultados.

No entanto, a morte de Yahya Sinouar reativou as esperanças de um reatamento das conversações, já que o líder do Hamas era considerado um obstáculo nas negociações conduzidas com a ajuda dos Estados Unidos, do Qatar e do Egito, segundo a agência France Presse.

As últimas reuniões ocorreram em agosto, no Egito e no Qatar, com base num plano apresentado no final de maio pelo Presidente norte-americano, Joe Biden.

Depois de meses a defender este plano, o chefe da diplomacia norte-americana afirmou hoje que os Estados Unidos estavam a considerar “diferentes opções” para acabar com a guerra.

“Estamos a considerar diferentes opções”, afirmou. “Ainda não determinámos se o Hamas está pronto para se comprometer, mas o próximo passo é reunir os negociadores (…). Nos próximos dias saberemos certamente mais”, acrescentou.

Blinken anunciou também uma ajuda suplementar de 135 milhões de dólares aos palestinianos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.

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