Putin visita hoje Pequim e reivindica apoio chinês na crise ucraniana

O Presidente russo, Vladimir Putin, visita Pequim esta sexta-feira, no primeiro dia dos Jogos Olímpicos e numa altura em que as tensões entre a Rússia e a Ucrânia aumentam.

Executive Digest com Lusa

O Presidente russo, Vladimir Putin, visita Pequim esta sexta-feira, no primeiro dia dos Jogos Olímpicos e numa altura em que as tensões entre a Rússia e a Ucrânia aumentam.

Os presidentes russo e chinês sublinharão a sua “visão comum” em termos de segurança internacional, indicou Moscovo, que reivindicou o apoio chinês na crise ucraniana.

“Foi preparada uma declaração comum sobre a entrada das relações internacionais numa nova era”, indicou Iuri Ochakov, conselheiro diplomático do Presidente russo, Vladimir Putin, a propósito do encontro agendado com o chefe de Estado chinês, Xi Jinping.

“Aí será revelada a visão comum da Rússia e da China (…) em particular sobre questões de segurança”, disse o representante do Kremlin (Presidência russa).

Putin é esperado esta sexta-feira na China, no primeiro dia dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, quando as tensões estão no seu ponto mais exacerbado com os ocidentais, que o acusam de preparar um ataque militar contra a Ucrânia.

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A Rússia, que desmente qualquer projeto de invasão, exige garantias de segurança, em particular a promessa de que a Ucrânia nunca seja integrada na NATO e que a Aliança retire as suas forças para as posições de 1997.

“A China apoia as exigências russas sobre garantias de segurança”, assegurou hoje Ochakov, ao considerar que “Moscovo e Pequim possuem o mesmo entendimento da necessidade em garantir uma ordem mundial mais justa”.

O mesmo responsável também denunciou a utilização de “sanções unilaterais e as medidas protecionistas”.

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Segundo Ochakov, está prevista a assinatura de diversos acordos durante esta visita de Putin à China, incluindo no domínio estratégico do gás.

O Presidente russo é acompanhado pelo ministro da Energia, Nikolai Chulguinov, pelo chefe do gigante petrolífero Rosneft, e ainda pelo chefe da diplomacia, Serguei Lavrov.

A China, com posições próximas da Rússia no atual contexto, apelou no final de janeiro para que as “razoáveis preocupações” de Moscovo relacionadas com a sua segurança “sejam levadas a sério”, e encontrada uma “solução”.

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