Vladimir Putin terá sobrevivido a uma tentativa de assassinato há dois meses, de acordo com o chefe de inteligência militar da Ucrânia, citado esta segunda-feira pela imprensa local.
Kyrylo Budanov, responsável da Diretoria de Inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia, disse que houve uma tentativa de matar o presidente russo logo depois de ter invadido a Ucrânia, segundo o jornal Ukrainska Pravda.
O jornal afirma que Budanov disse que representantes da região do Cáucaso, que inclui Arménia, Azerbaijão, Geórgia e partes do sul da Rússia, tentaram assassinar Putin.
“Houve uma tentativa de assassinar Putin. Ele até foi atacado, dizem, por representantes do Cáucaso, não há muito tempo”, afirmou Budanov, citado pelo jornal local.
O responsável acrescentou: “Esta é uma informação não pública. [Foi uma] tentativa absolutamente mal sucedida, mas realmente aconteceu. Foi há cerca de dois meses”, disse. “Repito, esta tentativa não teve sucesso. Não houve publicidade sobre este evento, mas aconteceu”, garantiu.
Putin afirmou anteriormente que escapou a inúmeras tentativas de assassinato. Em 2017, o responsável disse ao cineasta Oliver Stone que houve cinco tentativas de assassinato contra si– e a única razão pela qual ainda estava vivo, era porque lidava pessoalmente com a sua própria segurança.
“Eu faço meu trabalho e os oficiais de segurança fazem o deles e eles ainda estão a atuar com bastante sucesso”, disse Putin na altura, citado no documentário “The Putin Interviews”.
Diz-se que Putin viaja com seu próprio esquadrão de seguranças, cujo papel é localizar quaisquer atiradores e matá-los antes que possam puxar o gatilho contra o presidente russo.
Em março, um ex-chefe do Exército britânico disse que a NATO e aliados ocidentais não deveriam descartar a possibilidade de assassinar Putin. O coronel Richard Kemp sublinhou que Putin representa uma “ameaça permanente e mortal” e matá-lo pode ajudar a salvar milhares de vidas.
Osama Bin Laden, o chefe do Estado Islâmico Abu Bakr Al Baghdadi e o comandante da Guarda Republicana iraniana Qasem Soleimani foram todos mortos para combater as ameaças, argumentou o coronel.













