Putin refugia-se num palácio ‘secreto’ após decretar mobilização parcial: protestos sobem de tom na Rússia

Presidente russo terá pré-gravado vários vídeos de reuniões, que a imprensa estatal russa pretende divulgar esporadicamente ao longo da semana, para tentar mascarar a sua ausência do público

Francisco Laranjeira

Vladimir Putin ter-se-á refugiado no seu complexo palaciano secreto após o anúncio da mobilização parcial decretado na passada 4ª feira, o que levou a violentos protestos em várias cidades da Rússia e à fuga de milhares de cidadãos do país para evitar o envio para a Ucrânia, garantiu a jornalista independente Farida Rustamova, na rede social ‘Telegram’.

O presidente russo encontra-se a descansar “o seu corpo e alma”, referiu a jornalista, que garantiu que Putin pretende permanecer no complexo até, pelo menos, quinta-feira. Putin terá pré-gravado vários vídeos de reuniões, que a imprensa estatal russa pretende divulgar esporadicamente ao longo da semana, para tentar mascarar a sua ausência do público.

A mobilização parcial decretada por Putin não foi bem acolhida na Rússia: a primeira mobilização militar da Rússia desde a II Guerra Mundial desencadeou protestos em dezenas de cidades em todo o país. O grupo independente de monitorização de protestos OVD-Info garantiu que pelo menos 100 pessoas foram detidas na capital regional do Daguestão, Makhachkala. Segundo dados do grupo, já houve mais de 2.300 pessoas detidas em comícios anti-mobilização na Rússia.

O Daguestão já pagou um alto preço humano durante a guerra na Ucrânia. Segundo os britânicos, da ‘BBC’, já morreram pelo menos 301 soldados do Daguestão – mais de qualquer região russa e mais de 10 vezes o número de mortes de Moscovo, que tem uma população cinco vezes maior.

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