“Putin não vai vencer a sua guerra nem ditar os termos de um acordo de paz”, aponta chanceler alemão

Olaf Scholz sublinha que a Alemanha vai encerrar as importações de petróleo russo até ao final de 2022 e também pretende reduzir a dependência do gás russo

Francisco Laranjeira

A Rússia não vai vencer a sua guerra na Ucrânia e o presidente russo, Vladimir Putin, não deve ditar os termos de qualquer acordo de paz, segundo revelou esta quinta-feira o chanceler alemão Olaf Scholz.

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Depois de não conseguir conquistar a capital da Ucrânia, Kiev, ou a sua segunda cidade, Kharkiv, quando já se somam três meses de confito, as forças russas estão a tentar tomar o controlo total da região leste do Donbass, perante avanços iguais no sul, apesar da forte resistência ucraniana e as duras sanções ocidentais sobre Moscovo.

“Putin não deve vencer a sua guerra e estou convencido de que ele não vencerá”, apontou Scholz, num discurso no Fórum Económico Mundial no resort suíço de Davos. “A captura de toda a Ucrânia parece mais distante agora do que no início da guerra.”

Embora alguns responsáveis políticos tenham sugerido que a Ucrânia deveria negociar com Putin e considerar ceder território, Scholz rejeitou a ideia de deixar Putin ditar os termos de um acordo. “Não haverá uma paz ditada”, acrescentou Scholz. “A Ucrânia não aceitará isso e nós também não.”

Putin provavelmente só negociará seriamente quando aceitar que a guerra não pode ser vencida, tornando essencial o apoio ocidental contínuo à Ucrânia, explicou Scholz, sem abordar no entanto os pedidos ucranianos para a entrega de mais armas pesadas a Kiev, apesar dos pedidos concretos do ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, em Davos.

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Na esperança de enfraquecer a economia da Rússia e, portanto, a sua capacidade de travar a guerra, Scholz apontou que a Alemanha vai encerrar as importações de petróleo russo até ao final de 2022 e também pretende reduzir a sua dependência do gás russo.

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