São palavras de Vladimir Putin, garante a agência de notícias ‘Associated Press’: o Kremlin está ainda a estudar a resposta dos EUA e NATO às exigências de segurança russas apresentadas na semana passada, mas há algo que está para já muito claro: foi claramente ignorada a solicitação de que a NATO não se expandirá para a Ucrânia e outras nações ex-soviéticas. Tal como não se absteve de destacar armas e militares para perto da Rússia nem fez recuar os destacamentos para a Europa Oriental.
Para Putin, é uma recusa que “viola as obrigações de integridade da segurança feitas na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa”. Ao que argumentou ainda o líder russo, embora “os aliados ocidentais enfatizem a liberdade de cada país de escolher alianças”, no seu entender acabam por “negligenciar o princípio da ‘indivisibilidade da segurança” consagrado nos documentos daquela organização.
O tema foi hoje debatido no Kremlin entre Putin e o primeiro-ministro da Hungria Victor Orban, a quem o presidente russo informou das suas exigências. Orban, que forjou laços estreitos com Putin, colocando a Hungria, membro da NATO, numa posição única, evitou para já tomar uma posição definitiva sobre a acumulação de tropas russas ao longo das fronteiras da Ucrânia – dizendo apenas que “nenhum líder europeu quer uma guerra na região”.
Mas não se livrou da crítica dos seus opositores, que consideraram esta viagem a Moscovo como uma traição aos interesses da Hungria e às alianças ocidentais.



