PSP realiza operação de fiscalização nos transportes públicos

A obrigatoriedade do uso de máscara nos transportes é uma das medidas que está a merecer especial atenção da PSP e que, caso não seja cumprida, pode significar a aplicação de uma multa de 100 euros até 500 euros.

Revista de Imprensa

Encontra-se a decorrer esta quarta-feira uma operação de fiscalização nos transportes públicos, levada a cabo pela Polícia de Segurança Pública (PSP), com o objectivo de verificar a lotação dos mesmos, bem como se os passageiros estão ou não a cumprir com as normas impostas pela pandemia da Covid-19, avança a ‘SIC.

A obrigatoriedade do uso de máscara nos transportes é uma das medidas que está a merecer especial atenção da PSP e que, caso não seja cumprida, pode significar a aplicação de uma multa de 100 euros até 500 euros.

A operação, que teve inicio às 7h30, conta para já com um «balanço muito positivo», tal como explica à ‘SIC’ a sub-comissária da PSP, Inês Lemos, que se encontra na estação de Monte Abraão, em Queluz. «Estamos aqui para fiscalizar o uso da máscara ou da viseira e o cumprimento dos dois terços da lotação nos transportes públicos», afirmou.

«Não só hoje mas também diariamente, o nosso policiamento tem por base as recomendações e indicações que são feitas pelas autoridades de saúde», sublinha.

Inês Lemos explica que já foram realizadas várias acções de vigilância, desde o inicio da estado de calamidade, «claro que a de hoje tem uma envergadura maior e é feita essencialmente porque a Estação de Monte Abraão tem normalmente a esta hora um pico de pessoas que se deslocam».

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Segundo a responsável, «desde meados de Maio já foram levantados cerca de 200 autos de contraordenação, o que significa que tendo em conta as centenas de passageiros que diariamente passam por todas as linhas, o balanço é muito positivo», afirma.

STCP admite que não é possível manter o distanciamento determinado nos transportes

Ainda que as operadores de transportes, nomeadamente a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), bem como o metro do Porto neguem «situações de sobrelotação», a STCP reconhece que com o «limite de dois terços de lotação máxima [dos autocarros], não é possível manter distanciamento físico de dois metros, ou mesmo de um metro», avança o ‘Jornal de Notícias’ (JN).

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Desta forma a operadora admite a existência da «percepção de sobrelotação por parte dos passageiros», exemplificando com um autocarro de capacidade para 76 pessoas, 32 das quais sentadas, se o limite imposto for de 50 passageiros, muitos deles têm de ir em pé e não conseguem manter a distância.

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