PSP detém adolescente de 16 anos que ligou para o 112 e mentiu sobre sequestro de alunos em escola

Um jovem de 16 anos foi detido pela Polícia de Segurança Pública (PSP) por suspeitas da prática dos crimes de abuso e simulação de sinais de perigo.

Pedro Zagacho Gonçalves

Um jovem de 16 anos foi detido pela Polícia de Segurança Pública (PSP) por suspeitas da prática dos crimes de abuso e simulação de sinais de perigo, depois de ter efetuado uma falsa denúncia para o número de emergência 112, alegando que um homem armado mantinha alunos reféns numa escola da zona de Belém, em Lisboa.

O caso ocorreu no passado dia 5 de junho e levou à mobilização imediata de diversos meios policiais para o estabelecimento de ensino, perante a possibilidade de estar em curso uma situação de elevado risco envolvendo crianças. A informação foi divulgada pela PSP em comunicado.

Segundo a polícia, o alerta foi dado cerca das 12h00 de quinta-feira, quando o adolescente contactou o 112 para comunicar que um homem armado se encontrava no interior de uma sala de aula.

De acordo com a descrição transmitida às autoridades, o suspeito estaria a manter vários alunos sequestrados enquanto os ameaçava, um cenário que obrigou a PSP a desencadear uma resposta imediata devido à gravidade da situação relatada.

Perante a possibilidade de existirem crianças em perigo, foram acionadas várias valências operacionais da força de segurança para o local.

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A resposta policial envolveu diferentes unidades da PSP, incluindo meios de Investigação Criminal, equipas do programa Escola Segura, Equipas de Intervenção Rápida, a Equipa de Prevenção e Reação Imediata, bem como outros recursos de patrulhamento.

Segundo a PSP, a mobilização foi realizada com carácter de urgência, tendo em conta a natureza do alerta recebido e a necessidade de garantir a segurança de alunos, professores e restantes funcionários da escola.

Contudo, quando chegaram ao estabelecimento de ensino, os agentes foram informados pela administração de que não existia qualquer situação anormal nas instalações.

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A direção da escola esclareceu que tudo decorria normalmente e que a denúncia não correspondia à realidade, tratando-se de uma chamada com contornos falsos.

Investigação permitiu identificar rapidamente o autor
Apesar de ter sido confirmada a inexistência de qualquer ameaça e de a segurança da comunidade escolar não ter estado em risco, a PSP deu continuidade às diligências de investigação para identificar a origem do telefonema.

As autoridades conseguiram localizar e intercetar o suspeito poucos minutos após a ocorrência, apurando que se tratava de um jovem de 16 anos.

De acordo com a PSP, o adolescente acabou por confessar ter efetuado a chamada para o 112 por motivos considerados fúteis. Durante os procedimentos policiais, afirmou não ter consciência das consequências que o seu ato poderia provocar, nomeadamente a mobilização urgente de numerosos meios operacionais.

A PSP confirmou que o jovem foi detido por suspeitas dos crimes de abuso e simulação de sinais de perigo.

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Após a realização das formalidades processuais, o adolescente foi libertado e notificado para comparecer perante a autoridade judiciária competente.

Em comunicado, a polícia recorda que este tipo de falsas denúncias tem consequências relevantes para a capacidade de resposta dos serviços de emergência e das forças de segurança.

A força policial sublinha que os alertas falsos podem comprometer a resposta a situações verdadeiramente urgentes, desviando recursos humanos e operacionais que poderiam estar a ser utilizados noutras ocorrências.

A PSP alerta, por isso, que este tipo de comportamento pode atrasar o socorro a pessoas que se encontrem efetivamente em risco de vida, além de implicar a mobilização desnecessária de meios especializados para cenários inexistentes.

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