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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Fri, 05 Jun 2026 12:52:01 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
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		<title>Portugal prepara-se para nova vaga de calor: Há regiões com mais de 35ºC na próxima semana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:47:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal continental deverá enfrentar uma nova subida significativa das temperaturas ao longo da segunda semana de junho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal continental deverá enfrentar uma nova subida significativa das temperaturas ao longo da segunda semana de junho, num cenário marcado pela instalação de uma massa de ar quente sobre a Península Ibérica que poderá fazer disparar os termómetros para valores bastante acima do habitual para esta altura do ano.</p>
<p>De acordo com previsões divulgadas pelo portal especializado Tempo.pt, os modelos meteorológicos europeus apontam para anomalias térmicas positivas que poderão atingir os 6 ºC acima da média climatológica em várias regiões do país entre os dias 8 e 15 de junho, sobretudo no interior Norte, Centro e Sul.</p>
<p>A previsão surge após um final de maio considerado invulgarmente quente e numa altura em que os primeiros dias de junho têm apresentado temperaturas mais moderadas em várias zonas do litoral Norte e Centro. Ainda assim, algumas regiões do interior alentejano e do Sotavento Algarvio continuam a registar valores elevados para a época.</p>
<p>Os modelos meteorológicos indicam que uma crista subtropical deverá fortalecer-se sobre a Península Ibérica durante os próximos dias, favorecendo a entrada e permanência de uma massa de ar mais quente sobre Portugal continental.</p>
<p>Este padrão atmosférico deverá promover condições de tempo estável e um aumento gradual das temperaturas, especialmente nas regiões do interior. Em consequência, grande parte do território nacional poderá registar valores claramente superiores aos normalmente observados em meados de junho.</p>
<p>Os mapas de anomalias térmicas do modelo europeu ECMWF mostram praticamente todo o território continental coberto por tons vermelhos, sinal de temperaturas acima da média sazonal.</p>
<p><strong>Interior do país poderá registar as maiores anomalias</strong><br />
As previsões apontam para os desvios mais significativos nas regiões do interior do continente.</p>
<p>Entre as áreas potencialmente mais afetadas destacam-se grande parte da Região Norte, Viseu Dão-Lafões, Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa, Alto Alentejo e Baixo Alentejo.</p>
<p>Nestas zonas, os modelos sugerem que as temperaturas poderão situar-se até 6 ºC acima dos valores médios normalmente registados nesta época do ano, podendo mesmo existir locais onde esse desvio seja ligeiramente superior.</p>
<p>Caso estas previsões se confirmem, várias regiões do interior poderão experimentar condições mais típicas de pleno verão do que de uma fase ainda inicial de junho.</p>
<p><strong>Litoral deverá escapar aos valores mais extremos</strong><br />
Apesar da subida generalizada das temperaturas, o impacto do calor não deverá ser uniforme em todo o país.</p>
<p>As zonas costeiras do litoral Oeste, assim como várias áreas do litoral Norte e Centro, deverão beneficiar do efeito moderador do Oceano Atlântico. A presença da nortada poderá igualmente contribuir para manter as temperaturas mais amenas nestas regiões.</p>
<p>Também áreas como a costa de Lisboa, Caparica, Arrábida, litoral alentejano e Costa Vicentina poderão apresentar temperaturas menos elevadas quando comparadas com o interior do território.</p>
<p>Ainda assim, mesmo nestas regiões prevê-se a ocorrência de temperaturas ligeiramente acima dos valores normais para a época, embora com anomalias mais modestas, geralmente entre 1 e 3 ºC.</p>
<p><strong>Açores também poderão registar temperaturas acima da média</strong><br />
As previsões indicam igualmente um cenário de temperaturas ligeiramente superiores ao normal em parte do arquipélago dos Açores.</p>
<p>Os grupos Central e Oriental deverão ser os mais influenciados por esta situação, podendo registar valores até cerca de 1 ºC acima da média climatológica.</p>
<p>Já o arquipélago da Madeira constitui a principal exceção ao padrão de aquecimento previsto para Portugal.</p>
<p>Segundo os modelos analisados, a região autónoma poderá mesmo apresentar anomalias térmicas negativas, com temperaturas ligeiramente inferiores ao habitual para esta altura do ano, até cerca de 1 ºC abaixo da média.</p>
<p><strong>Pico do calor poderá ocorrer a 10 e 11 de junho</strong><br />
Os meteorologistas antecipam uma subida gradual das temperaturas ao longo da semana.</p>
<p>Na segunda-feira, dia 8 de junho, e na terça-feira, dia 9, várias regiões do interior deverão já apresentar máximas claramente acima da média para o início do mês.</p>
<p>As previsões apontam para valores entre 30 ºC e 35 ºC em zonas como o vale do Douro, Beira Baixa, Alentejo e Sotavento Algarvio.</p>
<p>No entanto, o período potencialmente mais quente deverá ocorrer entre quarta-feira e quinta-feira, dias 10 e 11 de junho.</p>
<p>Nesses dias, o calor deverá intensificar-se e alargar-se a uma área geográfica mais extensa, abrangendo grande parte do interior Norte e Centro, Alentejo e Algarve.</p>
<p>As temperaturas máximas poderão oscilar entre os 32 ºC e os 36 ºC em muitas destas regiões, especialmente no vale do Guadiana e noutras zonas do interior Centro e Sul.</p>
<p>Os locais tradicionalmente mais quentes do interior sul poderão até ultrapassar estes valores, caso as condições atmosféricas evoluam conforme os cenários atualmente previstos.</p>
<p><strong>Final da semana ainda apresenta alguma incerteza</strong><br />
Apesar de existir um elevado grau de confiança relativamente ao aumento das temperaturas durante a primeira metade da próxima semana, as previsões tornam-se mais incertas para os dias seguintes.</p>
<p>Os modelos meteorológicos sugerem que, após o pico de calor previsto para os dias 10 e 11 de junho, poderá ocorrer uma evolução mais variável das temperaturas.</p>
<p>Os primeiros sinais apontam para um período caracterizado por oscilações térmicas, embora ainda seja cedo para determinar com precisão a intensidade ou duração dessas alterações.</p>
<p>Para já, tudo indica que Portugal continental se prepara para enfrentar vários dias consecutivos de calor acima do normal, com especial incidência nas regiões do interior, onde os termómetros poderão atingir valores típicos das fases mais quentes do verão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772597]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Juros de renegociações e novos créditos para casa sobem em abril pela 1.ª vez este ano</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/juros-de-renegociacoes-e-novos-creditos-para-casa-sobem-em-abril-pela-1-a-vez-este-ano/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:45:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação subiu em abril em cadeia pela primeira vez este ano, para 2,85%, continuando abaixo do registado um ano antes, divulgou hoje o BdP.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação subiu em abril em cadeia pela primeira vez este ano, para 2,85%, continuando abaixo do registado um ano antes, divulgou hoje o BdP.</P><br />
<P>Segundo dados do Banco de Portugal (BdP) hoje divulgados, a taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação, que inclui novos contratos e renegociações, atingiu em abril 2,8%, um valor que compara com 2,81% no mês anterior e 3,06% um ano antes.</P><br />
<P>Este valor tem oscilado entre um máximo de 2,88% em setembro de 2025 e 2,81% em março, depois de um período mais alto em 2023 &#8211; chegando aos 4,31%.</P><br />
<P>Por segmento, a taxa de juro média dos novos contratos avançou 0,05 pontos percentuais em cadeia, para 2,86%, e a das renegociações cresceu 0,01 pontos percentuais, para 2,80%. Em termos homólogos, a taxa era de, respetivamente, 3,01% e 3,30%.</P><br />
<P>Na área do euro, a taxa de juro média aumentou 0,08 pontos percentuais em cadeia, para 3,43%, tendo Portugal apresentado a quarta taxa de juro média mais baixa para as novas operações de empréstimos à habitação, atrás de Malta, Bulgária e Espanha.</P><br />
<P>Já a prestação média mensal do &#8216;stock&#8217; de empréstimos à habitação aumentou três euros face a março, para 428 euros, registando subidas todos os meses desde agosto.</P><br />
<P>A taxa fixa apresentava a maior taxa de juro entre as novas operações (3,72%, menos 0,02 p.p. em cadeia), seguindo-se a taxa variável (2,96%, +0,14 p.p.) e a taxa mista (2,74%, +0,03 p.p.).</P><br />
<P>A Euribor a 12 meses, que foi a mais utilizada durante quase dois anos, até abril do ano passado, representou, no mesmo mês deste ano, 36,3% do montante das novas operações com taxa variável, enquanto a Euribor a três meses subiu para 9,5%. As operações com Euribor a seis meses representaram cerca de metade (49,4%).</P><br />
<P>Em abril, 85% dos novos empréstimos à habitação foram contratados a taxa mista, 14% com recurso a taxa variável e 2% a taxa fixa. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772599]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Provedora da UE arrasa Von der Leyen por ter apagado mensagem enviada por Macron sobre Mercosul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:32:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A provedora de Justiça da União Europeia considerou que a Comissão Europeia agiu de forma inadequada ao não preservar uma mensagem enviada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, à presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, relacionada com as negociações do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A provedora de Justiça da União Europeia considerou que a Comissão Europeia agiu de forma inadequada ao não preservar uma mensagem enviada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, à presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, relacionada com as negociações do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. A crítica surge após uma investigação que concluiu que o executivo comunitário deveria ter mantido esse registo e reforçado os seus mecanismos de conservação de comunicações oficiais.</p>
<p>Segundo revelou o Politico, a mensagem foi enviada por Macron no início de 2024, numa fase decisiva das negociações do acordo comercial entre a União Europeia e o bloco sul-americano Mercosul, composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O objetivo do líder francês teria sido tentar travar o avanço das negociações numa altura em que o entendimento estava próximo da conclusão.</p>
<p>O acordo acabaria, contudo, por avançar. Foi aprovado no início de 2026 por uma maioria qualificada dos Estados-membros da União Europeia, apesar da oposição de um grupo de países liderado pela França. A aplicação provisória entrou em vigor a 1 de maio deste ano.</p>
<p><strong>Investigação começou após pedido de acesso à mensagem</strong><br />
O caso teve origem num pedido de acesso à mensagem apresentado pelo jornalista Alexander Fanta, da plataforma Follow the Money. Após esse pedido, a Comissão Europeia reconheceu que a comunicação existia, mas informou que já não estava disponível porque tinha sido enviada através da aplicação Signal com a funcionalidade de mensagens temporárias ativada, o que levou à sua eliminação automática.</p>
<p>A situação motivou a abertura de uma investigação por parte da provedora europeia, Teresa Anjinho, em setembro do ano passado. Na recomendação agora divulgada, a responsável defende que a Comissão Europeia deve garantir que todas as mensagens de texto e comunicações instantâneas relacionadas com políticas, atividades ou decisões da instituição sejam preservadas durante um período razoável, mesmo quando utilizem mecanismos de eliminação automática.</p>
<p>A recomendação refere especificamente as comunicações trocadas entre chefes de Estado ou de Governo, ministros e membros da Comissão Europeia.</p>
<p><strong>Provedora aponta má administração</strong><br />
Além da questão da preservação da mensagem, Teresa Anjinho criticou também o tempo que a Comissão demorou a responder ao pedido de acesso apresentado pelo jornalista.</p>
<p>De acordo com a provedora, passaram cerca de 15 meses até ser dada uma resposta ao requerente. Na sua avaliação, esta demora constitui um caso de má administração por parte da instituição europeia.</p>
<p>A responsável acrescentou ainda que não foi possível excluir totalmente a hipótese de a mensagem ter sido eliminada após a receção do pedido de acesso, embora não tenha apresentado conclusões definitivas nesse sentido.</p>
<p>No documento divulgado, Teresa Anjinho afirma que &#8220;a forma como a Comissão tratou o pedido de acesso público do queixoso constituiu má administração&#8221;.</p>
<p><strong>Comissão lamenta atraso, mas defende confidencialidade</strong><br />
Em reação às conclusões da provedora, a Comissão Europeia procurou sublinhar que a acusação de má administração está relacionada com o atraso na resposta ao pedido de acesso e não com o facto de a mensagem não ter sido conservada.</p>
<p>O porta-voz da Comissão, Balazs Ujvari, reconheceu que o jornalista não recebeu uma resposta inicial dentro dos prazos previstos, classificando a situação como um erro administrativo.</p>
<p>&#8220;A Comissão lamenta o facto de o senhor Fanta não ter recebido uma resposta inicial. Tal deveu-se a uma falha administrativa. Nem toda a falha administrativa constitui automaticamente má administração&#8221;, afirmou.</p>
<p>Apesar de garantir que Bruxelas irá analisar cuidadosamente as conclusões da provedora, Ujvari defendeu também a necessidade de preservar espaços de comunicação confidencial entre os líderes europeus.</p>
<p>Segundo o porta-voz, &#8220;a presidente da Comissão e os chefes de Estado e de Governo precisam de ter a possibilidade de trocar mensagens num ambiente de confiança mútua e confidencialidade, que permita fluidez nas trocas de informação&#8221;.</p>
<p><strong>Não é a primeira polémica envolvendo mensagens de von der Leyen</strong><br />
Esta não é a primeira vez que as comunicações privadas de Ursula von der Leyen suscitam controvérsia em matéria de transparência.</p>
<p>Em maio do ano passado, o Tribunal Geral da União Europeia considerou que a Comissão Europeia agiu incorretamente ao recusar o acesso a mensagens trocadas entre von der Leyen e o presidente executivo da farmacêutica Pfizer, Albert Bourla, durante o período mais crítico da pandemia de Covid-19.</p>
<p>Nesse caso, também esteve em causa a preservação de mensagens consideradas relevantes para a atividade institucional da Comissão Europeia. O tribunal concluiu então que o executivo comunitário não tinha demonstrado adequadamente os motivos que justificariam a impossibilidade de disponibilizar essas comunicações.</p>
<p>A nova recomendação da provedora europeia reacende o debate sobre a forma como as instituições da União Europeia gerem comunicações digitais entre responsáveis políticos de topo.</p>
<p>Com o recurso crescente a aplicações de mensagens instantâneas para tratar assuntos relacionados com políticas públicas, decisões governativas e negociações internacionais, aumenta igualmente a pressão para que existam regras claras sobre conservação, arquivo e acesso a esses conteúdos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772593]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Criação de novas empresas até maio cai 5,2%, mostram dados da Informa D&#038;B</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/criacao-de-novas-empresas-ate-maio-cai-52-informa-db/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:28:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A criação de novas empresas nos primeiros cinco meses do ano caiu 5,2%, face ao período homólogo, tendo sido constituídas constituídas 24.022 empresas desde o início de 2026, segundo dados da Informa D&#38;B.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A criação de novas empresas nos primeiros cinco meses do ano caiu 5,2%, face ao período homólogo, tendo sido constituídas constituídas 24.022 empresas desde o início de 2026, segundo dados da Informa D&amp;B.</p>
<p>Esta queda &#8220;contraria a subida que se verificou desde 2021, interrompida apenas em 2024, com uma queda muito ligeiro (-1,2%)&#8221;, indica a Informa D&amp;B, em comunicado.</p>
<p>A maioria dos setores de atividade registaram quebras na constituição de empresas, com as descidas mais expressivas na agricultura e outros recursos naturais (-318 constituições, -34%), transportes (-283 constituições, &#8211; 16%) e alojamento e restauração (-253 constituições, -11%).</p>
<p>Por outro lado, nos setores da construção, das tecnologias da informação e comunicação e no grossista verificou-se um crescimento na criação de novas empresas nos primeiros cinco meses do ano.</p>
<p>O Barómetro da Informa D&amp;B, com dados relativos a 03 de junho, indica também que entre janeiro e maio de 2026, encerraram 4.842 empresas, menos 20% (-1 212 encerramentos) face ao mesmo período do ano anterior.</p>
<p>Já as insolvências aumentaram, sendo que, até ao final de maio, 879 empresas iniciaram um novo processo de insolvência, mais 3,8% (+32 insolvências) do que no mesmo período do ano anterior.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772594]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Como uma ideia dinamarquesa marginal para expulsar migrantes da Europa se tornou política oficial da UE</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/como-uma-ideia-dinamarquesa-marginal-para-expulsar-migrantes-da-europa-se-tornou-politica-oficial-da-ue/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:19:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[imigração]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Novo regulamento da UE sobre retornos abre caminho a que Estados-membros enviem migrantes com pedidos de asilo rejeitados para países terceiros com os quais tenham acordos, mesmo que esses países não sejam os seus países de origem]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há cinco anos, a Dinamarca provocou polémica ao aprovar uma lei que lhe permitiria enviar requerentes de asilo para países terceiros fora da União Europeia. A proposta parecia então uma experiência isolada, juridicamente arriscada e politicamente extrema. </p>
<p>Agora, essa ideia deixou de estar nas margens do debate europeu: o novo regulamento da UE sobre retornos abre caminho a que Estados-membros enviem migrantes com pedidos de asilo rejeitados para países terceiros com os quais tenham acordos, mesmo que esses países não sejam os seus países de origem, escreve o &#8216;El País&#8217;.</p>
<p>A mudança é profunda. Durante anos, modelos como o da Dinamarca, o plano britânico de deportações para o Ruanda ou o centro italiano na Albânia foram vistos como experiências polémicas, difíceis de aplicar e expostas a contestação judicial. Nenhum se consolidou plenamente. Mas a Europa mudou de pergunta: o debate já não é apenas sobre se estes modelos devem existir, mas sobre como podem ser implementados e tornados eficazes.</p>
<p>O novo regulamento sobre retornos, acordado entre Comissão Europeia, Conselho e Parlamento Europeu, torna evidente esta viragem. A legislação contempla a possibilidade de enviar pessoas com ordem de expulsão para países terceiros e admite a criação de centros de detenção para quem viu o pedido de asilo rejeitado. Uma solução que há poucos anos era tratada como exceção passou a integrar o centro da política migratória europeia.</p>
<p><strong>A direita mudou o eixo do debate</strong></p>
<p>A explicação está menos numa alteração súbita dos fluxos migratórios e mais numa mudança política dentro da União Europeia. Birgit Sippel, eurodeputada alemã do Partido Social-Democrata, resume o novo contexto com a existência de “novas maiorias políticas”, uma direita mais radical e uma extrema-direita mais forte.</p>
<p>Para Sippel, a Europa está a reagir menos aos factos do que à pressão do debate político em torno da migração. Gerald Knaus, um dos arquitetos intelectuais do acordo migratório de 2016 entre Bruxelas e Ancara, reconhece que a ideia é hoje muito menos controversa do que há cinco ou dez anos. Existe agora, diz, um consenso mais amplo entre governos muito diferentes.</p>
<p>A ascensão da direita radical e da extrema-direita ajuda a explicar essa normalização. Em setembro de 2025, grupos de extrema-direita participavam em oito dos 27 governos da União Europeia, liderando executivos ou integrando coligações. A imigração e o controlo de fronteiras tornaram-se um dos seus temas eleitorais mais eficazes.</p>
<p>Estrella Galán, eurodeputada espanhola da esquerda, acusa a direita tradicional de estar a comprar os slogans da extrema-direita. Para a deputada, propostas que antes pareciam marginais estão agora a ser incorporadas em acordos institucionais.</p>
<p><strong>A Europa endurece quando as entradas estão a cair</strong></p>
<p>O paradoxo é que esta viragem acontece num momento em que as entradas irregulares na União Europeia estão a diminuir. Nos primeiros quatro meses de 2026, a Frontex registou menos 40% de tentativas de entrada irregular do que no mesmo período do ano anterior.</p>
<p>A tendência de queda começou em 2024 e continua. Mas não resulta sobretudo do novo Pacto de Migração e Asilo, que ainda está a entrar na fase de implementação. A redução está mais ligada a acordos anteriores com países terceiros, como Líbia, Tunísia, Mauritânia e Marrocos, ao reforço dos controlos em rotas importantes e a alterações geopolíticas recentes.</p>
<p>A União Europeia prevê gastar mais de cinco mil milhões de euros na gestão da migração e das fronteiras em 2026. Ao mesmo tempo, a queda do regime de Bashar al-Assad, na Síria, reduziu significativamente os pedidos de asilo de cidadãos sírios, um dos principais grupos de requerentes na Europa.</p>
<p><strong>O que começou na Dinamarca</strong></p>
<p>A Dinamarca foi o primeiro país europeu a tentar transformar esta ideia em lei. Copenhaga defendia que a Europa precisava de novas ferramentas para desencorajar a migração irregular e garantir o retorno de requerentes rejeitados. A imprensa dinamarquesa chegou a apontar o Ruanda como possível parceiro.</p>
<p>O plano, porém, nunca saiu do papel. As perguntas eram demasiado difíceis: que países poderiam ser considerados seguros? Como garantir proteção efetiva? Que incentivos seriam dados a esses Estados para aceitarem requerentes de asilo ou migrantes com ordem de saída?</p>
<p>Apesar do fracasso prático, a Dinamarca abriu caminho. O Reino Unido avançou depois com o plano de Rishi Sunak para enviar requerentes de asilo para o Ruanda. O Supremo Tribunal britânico considerou o projeto ilegal em 2023, devido a preocupações com a segurança das pessoas deportadas. O Governo conservador tentou salvar a medida com nova legislação em 2024, mas o executivo trabalhista acabou por cancelá-la.</p>
<p>A terceira tentativa veio de Itália. Giorgia Meloni abriu um centro de detenção em Gjadër, na Albânia, e chegou a enviar para lá um grupo de requerentes de asilo. A estreia foi um fiasco: Roma gastou entre 250 mil e 290 mil euros, cerca de 18 mil euros por migrante, para transferir apenas 16 pessoas, que acabaram por ser devolvidas por decisão de um juiz italiano.</p>
<p>O problema estava no estatuto dos países de origem. Muitos eram do Bangladesh e do Egito, países cuja classificação como seguros tinha sido contestada em decisões judiciais europeias e italianas. Essa barreira mudou em fevereiro, quando a União Europeia adotou formalmente a primeira lista de países de origem seguros, incluindo Egito, Colômbia e Bangladesh.</p>
<p><strong>A Albânia pode ser o precedente</strong></p>
<p>A experiência italiana está longe de estar encerrada. O centro de Gjadër foi pensado para deter migrantes enquanto os seus pedidos de asilo eram analisados, mas o novo regulamento europeu reacendeu outra possibilidade: transformá-lo num centro de retorno para pessoas que aguardam deportação.</p>
<p>Essa é a diferença política mais importante. Até agora, modelos como o da Albânia eram iniciativas nacionais, juridicamente frágeis e expostas a contestação. Com o novo regulamento, Itália e outros Estados-membros passam a ter uma base jurídica comum para avançar com soluções semelhantes.</p>
<p>Para Estrella Galán, esse é precisamente o risco: projetos apresentados como excecionais estão a tornar-se precedentes. O caso australiano é frequentemente citado como exemplo de eficácia, depois de Camberra ter enviado requerentes de asilo para centros offshore em Nauru e na Papua Nova Guiné. Mas esse modelo teve custos muito elevados, com milhares de milhões gastos, anos de litígios e denúncias de abusos.</p>
<p><strong>A grande dúvida: quem aceita receber os migrantes?</strong></p>
<p>A União Europeia já gastou milhares de milhões de euros em políticas de deportação, mas os resultados continuam limitados. Atualmente, só consegue devolver efetivamente 28% dos migrantes com ordem de expulsão aos respetivos países de origem.</p>
<p>É aqui que surgem as maiores dúvidas sobre a nova estratégia. Gerald Knaus questiona a utilidade dos centros de retorno: se a UE já não consegue devolver certas pessoas aos seus países de origem, por que razão seria mais fácil enviá-las para países que nem sequer são os seus?</p>
<p>Ainda assim, Knaus vê uma consequência relevante no regulamento: os Estados-membros passam a poder negociar acordos que antes não eram possíveis. A medida poderá, na perspetiva dos seus defensores, reduzir rotas irregulares perigosas e aumentar a pressão para que as ordens de expulsão sejam cumpridas.</p>
<p>Vários Governos já estão a explorar essa via. Os Países Baixos anunciaram que vão estudar formas de processar pedidos de asilo fora da Europa e desenvolver projetos-piloto com parceiros europeus. Dinamarca, Áustria, Alemanha e outros países analisam soluções semelhantes.</p>
<p>Mas a distância entre aprovar uma lei europeia e conseguir aplicá-la continua grande. Como resume Birgit Sippel, “a peça que falta é a diplomacia da migração”. A União Europeia pode criar a base legal, mas isso não significa que países terceiros aceitem receber migrantes que não são seus cidadãos.</p>
<p>A ideia que parecia extrema tornou-se oficial. Falta saber se será exequível.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772561]]></sapo:autor>
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		<title>Mais de 50 quedas, dedos amputados e suspeitas de ocultação: os problemas da &#8216;estrela&#8217; dos drones militares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Shield AI, uma das mais valiosas empresas norte-americanas de tecnologia militar e especializada em drones autónomos para uso militar, enfrenta novas questões relacionadas com a segurança dos seus equipamentos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Shield AI, uma das mais valiosas empresas norte-americanas de tecnologia militar e especializada em drones autónomos para uso militar, enfrenta novas questões relacionadas com a segurança dos seus equipamentos após uma série de acidentes, lesões graves e alegações de antigos funcionários que acusam a empresa de ter minimizado ou ocultado problemas técnicos para facilitar vendas a clientes militares.</p>
<p>Segundo uma investigação da Reuters, a empresa sediada em Silicon Valley está a lidar com consequências de vários incidentes envolvendo o drone V-BAT, uma aeronave não tripulada de descolagem e aterragem vertical utilizada por forças armadas de vários países e que constitui um dos principais produtos da companhia.</p>
<p>O mais recente caso ocorreu a 12 de maio durante um exercício de formação realizado ao largo da costa do Texas. De acordo com informações confirmadas pelo Ministério da Defesa da Roménia, uma oficial da Marinha romena sofreu ferimentos extremamente graves quando a mão ficou presa na hélice de um drone V-BAT.</p>
<p>O acidente resultou na amputação de dois dedos e na fratura de um terceiro.</p>
<p>A militar foi inicialmente submetida a intervenções cirúrgicas para tentar reimplantar os dedos num hospital universitário de Nova Orleães, mas o seu estado clínico agravou-se posteriormente, levando à transferência para o Walter Reed National Military Medical Center, em Maryland, uma das principais unidades médicas militares dos Estados Unidos.</p>
<p>A identidade da vítima não foi divulgada pelas autoridades romenas.</p>
<p>O Ministério da Defesa da Roménia confirmou que está a investigar o sucedido e considerou prematuro retirar conclusões sobre eventuais responsabilidades ou sobre a possibilidade de o acidente ter sido evitado.</p>
<p>Apesar do incidente, a Marinha romena indicou que continua em vigor o contrato de cerca de 30 milhões de dólares celebrado com a Shield AI para aquisição dos drones V-BAT.</p>
<p><strong>Problema semelhante já tinha ocorrido anteriormente</strong><br />
O acidente na Roménia não é um caso isolado. Há cerca de um ano, a empresa já tinha sido obrigada a responder a preocupações relacionadas com a segurança do mesmo modelo de drone depois de um responsável da Marinha dos Estados Unidos ter sofrido lesões graves nas mãos durante testes operacionais.</p>
<p>Na altura, a Shield AI anunciou alterações no sistema de aterragem, reforço das medidas de segurança e colocação de novos avisos junto das hélices.</p>
<p>O então diretor da empresa, Ryan Tseng, afirmou publicamente que o aparelho tinha sido profundamente melhorado e descreveu-o como uma aeronave radicalmente superior à versão anterior.</p>
<p>Contudo, o novo acidente levanta dúvidas sobre a eficácia dessas alterações.</p>
<p><strong>Mais de 50 quedas em apenas 18 meses</strong><br />
A investigação revela ainda que os problemas não se limitam aos acidentes com operadores.</p>
<p>Segundo fontes ligadas à empresa, mais de 50 drones V-BAT terão sido destruídos em acidentes durante operações de treino e testes ao longo dos últimos 18 meses.</p>
<p>Esses números representam uma taxa de falha considerada elevada, tendo em conta que a frota interna da empresa é composta por cerca de 200 aparelhos modernizados.</p>
<p>Entre os incidentes relatados encontra-se uma aterragem forçada durante um exercício liderado pela NATO em Portugal, realizado em setembro do ano passado para demonstração de sistemas militares não tripulados.</p>
<p>Outro episódio ocorreu no Texas, quando a queda de um drone terá provocado um incêndio que consumiu mais de 40 acres de terreno antes de ser controlado pelos bombeiros.</p>
<p>Perante a sucessão de acidentes, a Shield AI chegou mesmo a suspender temporariamente as operações de voo durante várias semanas para identificar as causas dos problemas.</p>
<p><strong>Empresa rejeita críticas e defende histórico de segurança</strong><br />
Confrontada com as alegações, a Shield AI rejeitou as acusações e garantiu que possui um sólido histórico de segurança operacional.</p>
<p>Num comunicado, a empresa afirmou que incidentes operacionais são relativamente comuns em sistemas não tripulados deste tipo e defendeu que o V-BAT continua a ser uma das plataformas VTOL mais testadas e utilizadas atualmente.</p>
<p>A companhia refere que o drone acumula cerca de 18 mil horas de voo desde 2019.</p>
<p>Relativamente ao acidente envolvendo a militar romena, a empresa sustentou que o episódio resultou de uma violação dos procedimentos de segurança estabelecidos e não de qualquer defeito do equipamento, embora não tenha especificado quais os procedimentos alegadamente incumpridos.</p>
<p><strong>Denúncia de ex-funcionário levanta novas suspeitas</strong><br />
Grande parte das novas polémicas surgiu após uma denúncia apresentada por Jacob Miller, antigo gestor de produto da empresa.</p>
<p>Miller apresentou uma queixa formal junto das autoridades laborais norte-americanas e acusa a Shield AI de ocultar problemas técnicos aos clientes militares.</p>
<p>Segundo o ex-funcionário, a empresa teria, em determinados testes, transmitido informações incorretas sobre as capacidades reais do drone.</p>
<p>Uma das alegações mais graves refere-se a uma demonstração realizada para as forças armadas da Grécia, durante a qual o V-BAT teria sido apresentado como estando a operar de forma autónoma quando, alegadamente, estaria a ser controlado manualmente.</p>
<p>A denúncia sustenta ainda que alguns relatórios internos sobre acidentes teriam sido alterados ou revistos para criar uma imagem mais favorável do desempenho da aeronave.</p>
<p>De acordo com Miller, esses dados teriam sido utilizados para apoiar negociações e contratos com vários clientes internacionais, incluindo Grécia, Japão, Noruega, Taiwan e Ucrânia.</p>
<p><strong>Funcionários alegam represálias por alertas de segurança</strong><br />
A investigação aponta igualmente para um ambiente interno marcado por tensões relacionadas com questões de segurança.</p>
<p>Segundo diversas fontes, pelo menos três trabalhadores que levantaram preocupações sobre riscos operacionais terão sido despedidos ou abandonaram a empresa nos últimos 18 meses.</p>
<p>Jacob Miller afirma ter sido afastado após insistir em alertas relacionados com a segurança aérea.</p>
<p>Além da denúncia laboral, apresentou também uma ação judicial contra a Shield AI e contra um diretor da empresa.</p>
<p>A resposta oficial da companhia foi firme. A Shield AI declarou que considera as acusações sem fundamento e garantiu que irá defender-se vigorosamente em tribunal.</p>
<p><strong>Quase colisão aérea durante testes preocupa especialistas</strong><br />
Entre os episódios mais preocupantes relatados encontra-se um incidente ocorrido durante testes de sistemas de deteção e prevenção de colisões.</p>
<p>Segundo testemunhos recolhidos na investigação, dois funcionários da empresa participavam num voo de teste a bordo de uma aeronave Cessna quando perceberam que o drone não estava a identificar corretamente a presença do avião.</p>
<p>Os pilotos foram obrigados a executar uma manobra evasiva para evitar uma possível colisão em pleno ar.</p>
<p>De acordo com as mesmas fontes, um dos funcionários tinha o filho menor a bordo da aeronave naquele momento.</p>
<p><strong>Empresa tornou-se uma das maiores apostas da defesa norte-americana</strong><br />
Fundada em 2015 pelos irmãos Ryan e Brandon Tseng, a Shield AI tornou-se numa das empresas mais promissoras da nova geração de tecnologia militar dos Estados Unidos.</p>
<p>A companhia procura competir com gigantes tradicionais da indústria da defesa, fornecendo drones autónomos e software de inteligência artificial para utilização militar.</p>
<p>Em março deste ano, uma ronda de financiamento liderada parcialmente pelo JPMorgan avaliou a empresa em cerca de 12,7 mil milhões de dólares, consolidando-a como uma das maiores startups de defesa do mundo.</p>
<p>O crescimento da empresa coincidiu com o aumento da procura por sistemas autónomos em conflitos como a guerra na Ucrânia e as tensões geopolíticas crescentes no Médio Oriente e na região do Indo-Pacífico.</p>
<p><strong>Pentágono aposta em novo drone apesar das polémicas</strong><br />
Apesar das controvérsias, a Shield AI continua a expandir os seus projetos.</p>
<p>A empresa está atualmente a desenvolver o X-BAT, uma aeronave de maiores dimensões concebida para operar ao lado de aviões de combate como um chamado &#8220;ala fiel&#8221;, acompanhando missões militares de elevado risco.</p>
<p>Recentemente, a empresa recebeu um contrato da Unidade de Inovação de Defesa do Pentágono para avançar com o projeto.</p>
<p>Documentação consultada pela investigação indica que a Shield AI procurava obter até 500 milhões de dólares de apoio do Departamento de Defesa para desenvolver quatro protótipos do novo sistema até 2029, num programa cujo custo total poderá atingir 1,3 mil milhões de dólares.</p>
<p>Questionado sobre os riscos associados ao facto de o X-BAT utilizar tecnologias derivadas do V-BAT, o Pentágono respondeu que o risco faz parte do processo de inovação tecnológica e constitui um elemento essencial no desenvolvimento de novas capacidades militares.</p>
<p>Entretanto, os novos acidentes, as alegações de falhas ocultadas e as denúncias de antigos trabalhadores continuam a lançar dúvidas sobre uma das empresas mais mediáticas e valorizadas do setor da defesa tecnológica norte-americana.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772560]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PS pede audição do governador do Banco de Portugal sobre posição quanto às taxas de juro</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ps-pede-audicao-do-governador-do-banco-de-portugal-sobre-posicao-quanto-as-taxas-de-juro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:14:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O PS requereu hoje a audição do governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, para esclarecer a posição sobre a evolução das taxas de juros e riscos inflacionistas, pedindo também para ouvir Vitor Constâncio, antigo responsável pelo cargo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O PS requereu hoje a audição do governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, para esclarecer a posição sobre a evolução das taxas de juros e riscos inflacionistas, pedindo também para ouvir Vitor Constâncio, antigo responsável pelo cargo.</P><br />
<P>Em causa está, segundo o requerimento do PS, uma entrevista recente à da Antena 1 e Jornal de Negócios na qual Álvaro Santos Pereira respondeu, sobre uma eventual subida das taxas de juro diretoras do Banco Central Europeu, que &#8220;vale mais atuar mais cedo do que mais tarde&#8221; e que é importante &#8220;atuar rapidamente e decisivamente&#8221; quando existam indícios de potenciais espirais inflacionistas.</P><br />
<P>&#8220;A posição assumida pelo Governador do Banco de Portugal nesta entrevista assume particular relevância num contexto marcado por elevada incerteza económica internacional, pela persistência de desafios muito sérios associados ao custo da habitação e ao endividamento das famílias, bem como pela importância que a evolução das taxas de juro assume para o investimento e para o crescimento económico&#8221;, justificam os socialistas.</P><br />
<P>O PS quer por isso a audição no parlamento de Álvaro Santos Pereira &#8220;para prestar esclarecimentos sobre as declarações públicas recentemente proferidas acerca da evolução das taxas de juro, dos riscos inflacionistas e das respetivas implicações para a economia portuguesa&#8221;.</P><br />
<P>O objetivo dos socialistas é que o parlamento conheça &#8220;de forma mais aprofundada a avaliação efetuada pelo Banco de Portugal relativamente aos riscos inflacionistas identificados, aos fundamentos económicos que sustentam a posição expressa pelo seu Governador e aos potenciais impactos que uma eventual subida das taxas de juro poderá ter sobre a economia portuguesa, as famílias e as empresas&#8221;.</P><br />
<P>O PS pede ainda a audição do antigo governador do Banco de Portugal e antigo vice-presidente do Banco Central Europeu, Vítor Constâncio, sobre &#8220;as perspetivas da política monetária e da evolução económica na área do euro&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772575]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mau tempo: Quase 24  milhões de euros de indemnizações por danos em habitações pagos na região Centro</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/mau-tempo-quase-24-me-de-indemnizacoes-por-danos-em-habitacoes-pagos-na-regiao-centro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:14:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Perto de 24 milhões de euros de indemnizações por danos em habitações provocados pela tempestade Kristin e outras já foram pagos na região Centro, anunciou hoje a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Perto de 24 milhões de euros de indemnizações por danos em habitações provocados pela tempestade Kristin e outras já foram pagos na região Centro, anunciou hoje a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).</P><br />
<P>Num ponto de situação feito hoje, a CCDR referiu que há 6.237 candidaturas com indemnizações pagas, num valor total de 23.716.666,95 euros.</P><br />
<P>No total, foram apresentadas 25.728 candidaturas na região Centro, das quais 9.240 (35,9%) já estão decididas. Há ainda 14.168 em análise em 73 municípios e 2.320 na CCDR.</P><br />
<P>O presidente da CCDR Centro, José Ribau Esteves, aludiu ao &#8220;empenho da equipa de trabalho institucional que tem vindo a concretizar respostas com a devida qualidade e num tempo curto face à quantidade de processos e à complexidade da tarefa&#8221;.</P><br />
<P>Comparando com o tratamento de danos de calamidades em anos anteriores, Ribau Esteves frisou a &#8220;menor quantidade de tempo utilizada entre a data dos danos causados (epicentro a 28 de janeiro), a disponibilização de verba pelo Governo para fazer os pagamentos, o período de apresentação de candidaturas (até 07 de abril) e as respostas com decisões e pagamentos aos beneficiários&#8221;.</P><br />
<P>Segundo a CCDR, dos 73 municípios com candidaturas apresentadas, há oito em que todas já foram decididas e dez em que mais de 90% estão nessa situação.</P><br />
<P>Os municípios que têm menos de 25% das candidaturas decididas são 24.</P><br />
<P>Leiria é aquele que apresentou mais candidaturas, um total de 10.808, estando decididas 3.721 (34,4%). Seguem-se Marinha Grande (3.365 apresentadas e 243 decididas), Pombal (2.482 apresentadas e 1.318 decididas), Sertã (972 apresentadas e 373 decididas), Ansião (878 apresentadas e 475 decididas) e Coimbra (647 apresentadas e 110 decididas).</P><br />
<P>Estes seis municípios apresentaram 19.152 candidaturas, que correspondem a 74,4% das 25.729 totais da região Centro. Das 9.240 das candidaturas decididas, 6.240 (67,5%) são destes municípios.</P><br />
<P>&#8220;Entramos em junho de 2026, o mês que se definiu por acordo entre as entidades gestoras como o último para terminar tão importante tarefa, sendo pertinente prestar informação pública com um ponto de situação, apresentando dados respeitantes ao acumulado até ao dia 31 de maio (inclusive)&#8221;, explicou Ribau Esteves.</P><br />
<P>A CCDR Centro prometeu fazer nova atualização com dados de 10 e de 20 de junho.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772574]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Escola Nacional de Saúde Pública lança &#8216;site&#8217; para ajudar a reduzir exposição a químicos nocivos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/escola-nacional-de-saude-publica-lanca-site-para-ajudar-a-reduzir-exposicao-a-quimicos-nocivos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:14:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Escola Nacional de Saúde Pública lançou hoje uma plataforma em várias línguas que ajuda os cidadãos a compreenderem e a reduzirem a exposição diária a substâncias químicas que interferem com o sistema hormonal e afetam a saúde.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Escola Nacional de Saúde Pública lançou hoje uma plataforma em várias línguas que ajuda os cidadãos a compreenderem e a reduzirem a exposição diária a substâncias químicas que interferem com o sistema hormonal e afetam a saúde. </P><br />
<P>A plataforma &#8216;NEMESIS for You&#8217;, lançada no Dia Mundial do Ambiente, foi desenvolvida pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA), com o apoio de parceiros de toda a Europa, fornecendo &#8220;informações claras e acessíveis&#8221;, bem como sugestões práticas para ajudar a reduzir a exposição aos &#8220;químicos disruptores endócrinos&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Estas substâncias químicas podem estar no ambiente, produtos de consumo e alimentos e a informação disponível nesta plataforma pretende ajudar nas escolhas diárias que podem reduzir a exposição a estas substâncias&#8221;, refere a ENSP Nova em comunicado.</P><br />
<P>A instituição refere que estes químicos continuam a ser pouco conhecidos pela população, apesar da crescente evidência científica sobre os seus possíveis impactos na saúde, incluindo a potencial contribuição para a obesidade, diabetes tipo 2 e outras doenças metabólicas. </P><br />
<P>Alerta ainda que algumas populações podem ser particularmente vulneráveis aos efeitos destes químicos, especialmente grávidas e crianças pequenas. </P><br />
<P>&#8220;Alguns disruptores endócrinos conseguem atravessar a placenta, o que significa que a exposição durante a gravidez pode afetar não apenas a saúde da mãe, mas também a da futura criança&#8221;, salienta. </P><br />
<P>Durante os primeiros anos de vida, órgãos e sistemas hormonais encontram-se ainda em desenvolvimento, tornando as crianças mais sensíveis a exposições ambientais.</P><br />
<P>&#8220;Os primeiros anos de vida representam uma fase particularmente sensível para o desenvolvimento humano. A exposição a substâncias químicas em períodos críticos como o gestacional pode ter efeitos importantes na saúde&#8221;, refere Susana Viegas, professora catedrática da ENSP NOVA, citada no comunicado.</P><br />
<P>Um questionário &#8216;online&#8217; realizado no âmbito do NEMESIS, projeto financiado pela comissão europeia, com a participação de cidadãos de vários países europeus, incluindo 364 pessoas de Portugal, demonstra essa preocupação. </P><br />
<P>Segundo os resultados, 93% dos participantes consideram importante evitar a exposição a disruptores endócrinos e 66% acreditam que os problemas de saúde associados a estas substâncias podem ser muito ou extremamente graves. </P><br />
<P>Apenas 18% afirmam sentir-se confiantes na sua capacidade de evitar a exposição, enquanto 87% gostariam de obter mais informação sobre este tema.</P><br />
<P>&#8220;A maioria das pessoas está preocupada, mas não sabe exatamente o que pode fazer para reduzir a exposição no dia-a-dia&#8221;, afirma Cristina Godinho, professora auxiliar da ENSP NOVA, acrescentando que &#8220;existe uma necessidade clara de informação acessível, aplicável aos contextos do dia-a-dia e baseada na evidência científica&#8221;.</P><br />
<P>Embora seja impossível eliminar totalmente a exposição a substâncias químicas presentes no ambiente, os especialistas sublinham que pequenas escolhas quotidianas podem ajudar a reduzir o contacto com alguns destes químicos.</P><br />
<P>Entre as recomendações estão optar por alimentos frescos e menos por alimentos embalados, arejar e aspirar regularmente a casa, ler os rótulos dos produtos e escolher alternativas mais simples, com menos ingredientes e sem fragrâncias, bem como reciclar e eliminar corretamente resíduos e produtos químicos como restos de tinta ou vernizes, que não devem ir para o lixo comum, mas serem depositados em pontos de recolha específicos.</P><br />
<P>A plataforma, acessível em https://nemesisforyou.eu/, foi criada no âmbito do projeto europeu NEMESIS, do qual a ENSP NOVA faz parte, e está disponível em inglês, português, espanhol, francês, neerlandês, finlandês, grego, sueco e alemão.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772573]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Presidenciais: Apelos de Goucha e imigração entre principais casos de desinformação, revela Iberifier</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/presidenciais-apelos-de-goucha-e-imigracao-entre-principais-casos-de-desinformacao-iberifier/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:06:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Falsas declarações atribuídas a candidatos presidenciais, alegados apelos de Manuel Luís Goucha e conteúdos que ligavam Seguro à imigração sem restrições foram os principais casos de desinformação durante as presidenciais, concluiu um relatório do observatório Iberifier.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Falsas declarações atribuídas a candidatos presidenciais, alegados apelos de Manuel Luís Goucha e conteúdos que ligavam Seguro à imigração sem restrições foram os principais casos de desinformação durante as presidenciais, concluiu um relatório do observatório Iberifier.</P><br />
<P>O documento, que analisou as principais narrativas de desinformação detetadas entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026 em Portugal e Espanha, identificou a campanha presidencial portuguesa como um dos períodos de maior circulação de conteúdos manipulados nas plataformas digitais.</P><br />
<P>Entre os exemplos estão conteúdos falsos que alegavam que o apresentador Manuel Luís Goucha tinha apelado ao voto contra o socialismo na segunda volta das eleições e publicações que atribuíam a António José Seguro posições favoráveis à imigração sem restrições e à construção de mais mesquitas.</P><br />
<P>&#8220;O objetivo destas narrativas era influenciar perceções eleitorais e alimentar a desconfiança relativamente aos candidatos, ao processo democrático e às próprias instituições democráticas&#8221;, lê-se no documento.</P><br />
<P>O Observatório Ibérico dos Media Digitais (Iberifier) assinalou a disseminação de informação enganosa destinada a criar uma perceção negativa de Portugal face a outros países da União Europeia (UE), através da divulgação de indicadores socioeconómicos descontextualizados ou falsos.</P><br />
<P>Entre os exemplos identificados estiveram alegações de que Portugal seria um dos países europeus onde menos pessoas conseguem pagar uma refeição adequada ou aquele com a taxa de IVA mais elevada da Europa.</P><br />
<P>Além disso, a imigração voltou igualmente a surgir como um dos principais focos de desinformação em Portugal.</P><br />
<P>Durante o período natalício circularam vídeos falsamente apresentados, nos quais era visível grupos de muçulmanos a invadir mercados de Natal na Alemanha, bem como alegações de que determinadas expressões associadas ao Natal teriam sido proibidas.</P><br />
<P>O relatório destacou conteúdos falsos segundo os quais a TAP ou diretivas da UE teriam proibido o uso de termos relacionados com o Natal, bem como alegações de que mercados natalícios teriam passado a designar-se &#8220;mercados de inverno&#8221;, para fomentar a inclusão. </P><br />
<P>Foram ainda identificados vídeos manipulados sobre alegada sobrelotação de hospitais por imigrantes e publicações falsas sobre uma suposta produção massiva de cartões de cidadão portugueses destinados a estrangeiros.</P><br />
<P>Outro dos fenómenos em crescimento em Portugal foi a fraude digital associada à desinformação.</P><br />
<P>Segundo o relatório, foram detetadas campanhas em larga escala que imitavam comunicações de entidades oficiais, incluindo falsas multas de trânsito, notificações fraudulentas do Serviço Nacional de Saúde e anúncios enganosos sobre alegados apoios financeiros atribuídos pelo Governo.</P><br />
<P>Os investigadores destacam igualmente o crescimento do uso de Inteligência Artificial (IA) na proliferação de conteúdos falsos, sobretudo em torno de acontecimentos internacionais de elevada sensibilidade política.</P><br />
<P>Um dos principais exemplos foi a detenção do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, que gerou uma vaga de imagens e vídeos manipulados produzidos por IA, incluindo falsas operações militares e manifestações fabricadas.</P><br />
<P>Segundo o relatório, este foi um dos temas de desinformação mais recorrentes tanto em Portugal como em Espanha. </P><br />
<P>Os &#8220;Epstein files&#8221; continuaram a alimentar teorias da conspiração, com a circulação de imagens geradas por IA e documentos manipulados que associavam figuras públicas ao caso.</P><br />
<P>No plano europeu, a própria União Europeia foi alvo frequente de desinformação, incluindo alegações falsas sobre uma proibição do uso das redes sociais por menores de 18 anos, acusações de censura nas plataformas digitais e narrativas sobre penalizações a eurodeputados por discordarem de posições pró-Ucrânia.</P><br />
<P>O relatório foi elaborado no âmbito do Iberifier, financiado pela Comissão Europeia e integrado no Observatório Europeu dos Media Digitais (EDMO).</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772565]]></sapo:autor>
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		<title>O pacote laboral trouxe mais algoritmos, mas o legislador ainda não está preparado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[pacote laboral]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade Portucalense]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de José Marques Moreira, docente do Departamento de Direito da Universidade Portucalense]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por José Marques Moreira, docente do Departamento de Direito da Universidade Portucalense</strong></em></p>
<p>A proposta do pacote laboral veio reforçar a regulação da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho, mas fá-lo com uma técnica legislativa frágil, confundindo decisões propostas por algoritmos com decisões exclusivamente automatizadas.</p>
<p>No passado dia 19 de maio, deu entrada na Assembleia da República a Proposta de Lei n.º 77/XVII/1.ª, também conhecida como “pacote laboral”, encerrando um período de nove meses de negociações em sede de Concertação Social que não culminou no entendimento tripartido desejado.</p>
<p>Entre as medidas propostas que têm dominado o debate público, figuram sobretudo as mais politicamente sensíveis, como a alteração da duração do contrato de trabalho a termo certo, o alargamento da exclusão da reintegração do trabalhador em caso de despedimento ilícito a todos os tipos de empresa, ou a revogação da proibição de recorrer ao outsourcing, durante doze meses, após o despedimento.</p>
<p>Menos visíveis, mas não menos relevantes, são as inovações relativas à utilização de algoritmos e de sistemas de IA na gestão da relação laboral.</p>
<p>Desde logo foi proposta a alteração do art. 127.º do Código do Trabalho, passando a dispor-se que o empregador deverá assegurar que determinadas decisões propostas por algoritmos (e.g. recrutamento, ou aplicação de sanções disciplinares) não deverão ser adotadas sem intervenção humana. Com todo o respeito, até aqui nada de novo uma vez que tal disposição já resulta do Regulamento Europeu de IA, que, como sabemos, tem aplicabilidade direta e não necessita de ser transposto para o ordenamento jurídico nacional. É que resulta desse diploma que os sistemas de IA utilizados na gestão da relação laboral são considerados sistemas de IA de risco elevado, impondo-se, pois, a supervisão humana (art. 14º).</p>
<p>De outra banda, foi também proposta a alteração do art. 129.º do Código do Trabalho, por forma a que o trabalhador possa reclamar, ou recorrer hierarquicamente, das decisões baseadas exclusivamente em algoritmos. Esta norma encontra paralelismo no art. 22.º do RGPD, que permite ao titular dos dados contestar uma decisão tomada exclusivamente no tratamento automatizado. O RGPD, como sabemos, tem também aplicabilidade direta e a aprovação da Lei n.º 58/2019, de 08 de agosto, assegura a sua execução.</p>
<p>Ora, é precisamente na proposta de alteração do art. 129.º que, a manter-se a redação atualmente prevista, poderão surgir as maiores dificuldades interpretativas. Desde logo porque esta norma está correlacionada com o art. 127.º, que em momento algum se refere a decisões tomadas exclusivamente em algoritmos. Depois, porque o art. 127.º determina que terá de existir intervenção humana nas decisões propostas por algoritmos. Decisões propostas por algoritmos, ou decisões tomadas exclusivamente por algoritmos são realidades bastante distintas. E, por último, porque decisões tomadas exclusivamente por algoritmos não têm intervenção humana. Isto é, a palavra exclusivamente é sinónimo de único, singular, pelo que não poderá comportar intervenção humana.</p>
<p>Mas o problema não termina aqui. O atual art. 24.º do Código do Trabalho determina que o trabalhador, ou o candidato a emprego, têm direito a igualdade de oportunidades e de tratamento no que se refere ao acesso ao emprego, não podendo ocorrer discriminação em função da idade, orientação sexual, origem étnica, etc. Já o n.º 3 do artigo estende a proibição de discriminação às decisões baseadas em algoritmos, ou a outros sistemas de IA.</p>
<p>Ora, a proposta de alteração do art. 129.º refere que o trabalhador terá direito a reclamar de qualquer decisão que o afete em matéria de recrutamento, seleção, etc. Então os candidatos a emprego (tal como previsto no art. 24.º) ficam excluídos do direito de reclamar ao abrigo do Código do Trabalho? Ou a proposta de alteração do art. 129.º deverá ser aplicável apenas a processos de recrutamento interno, onde o trabalhador faz já parte da empresa?</p>
<p>Em suma, a técnica legislativa utilizada ficou aquém do esperado, o que é de lamentar. De um médico cirurgião esperamos que saiba operar. De um advogado esperamos que saiba interpretar a lei e representar os interesses legítimos do seu cliente segundo as <em>leges artis</em>. Do legislador esperamos que saiba legislar.</p>
<p>Resta esperar que estas fragilidades sejam objeto de correção no decurso do processo legislativo, em particular na fase da especialidade. Sempre, naturalmente, na hipótese de a iniciativa superar a votação na generalidade e, depois, a votação final global, o que, no atual quadro parlamentar, está longe de ser certo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de José Marques Moreira, docente do Departamento de Direito da Universidade Portucalense]]></sapo:autor>
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		<title>Espanha ataca regime fiscal português e exige imposto a reformados com pensões no estrangeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:59:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em causa está o Regime Especial para Residentes Não Habituais, criado por Portugal em 2009 para atrair talento estrangeiro, património e reformados]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A disputa fiscal entre Espanha e Portugal em torno dos reformados estrangeiros que beneficiaram do antigo regime dos residentes não habituais voltou a subir de tom. O &#8216;El Economista&#8217; escreve que o Tribunal Económico-Administrativo Central, organismo ligado ao Ministério da Fazenda espanhol, confirmou que Espanha não reconhece determinados certificados de residência emitidos por Portugal a reformados espanhóis, abrindo caminho à cobrança de imposto sobre as pensões recebidas da Segurança Social espanhola.</p>
<p>Em causa está o Regime Especial para Residentes Não Habituais, criado por Portugal em 2009 para atrair talento estrangeiro, património e reformados. Durante vários anos, o regime permitiu que pensões estrangeiras não fossem tributadas em Portugal, desde que os beneficiários cumprissem certos requisitos. A partir de 2020, essas pensões passaram a estar sujeitas a uma taxa de 10%, bastante inferior às taxas que podiam chegar aos 48% aplicáveis a outros contribuintes.</p>
<p>O regime foi extinto em 2024, mas quem já tinha adquirido o estatuto pôde mantê-lo durante dez anos. Assim, um reformado espanhol que tivesse obtido a residência especial em Portugal em 2023 poderia continuar a beneficiar da tributação reduzida sobre a pensão até 2033.</p>
<p><strong>Espanha acusa Portugal de criar tributação apenas “formal”</strong></p>
<p>As autoridades fiscais portuguesas têm contestado a posição espanhola, defendendo que estes contribuintes estão sujeitos a imposto em Portugal e que o regime permite isenções ou taxas reduzidas sobre rendimentos obtidos no estrangeiro. Mas o TEAC rejeita essa interpretação.</p>
<p>Numa resolução de 20 de abril, citada pelo &#8216;El Economista&#8217;, o tribunal espanhol classificou o regime português como “velado”, “obscuro” e “pernicioso”. O organismo considerou ainda a posição portuguesa “enganosa ou hipócrita”, por entender que a sujeição fiscal em Portugal seria apenas “formal ou nominal”, devido à isenção total ou quase total concedida aos pensionistas estrangeiros.</p>
<p>A tese espanhola é que estes reformados não devem ficar protegidos pelo Acordo para Evitar a Dupla Tributação assinado entre Espanha e Portugal em 1993. Para o TEAC, o acordo não se aplica quando o contribuinte paga imposto apenas sobre rendimentos gerados no território português e não sobre a totalidade dos seus rendimentos mundiais.</p>
<p><strong>Reformados podem pagar como não residentes em Espanha</strong></p>
<p>O tribunal espanhol sustenta que, se os pensionistas não são residentes fiscais em Espanha por passarem mais de 183 dias fora do país, mas também não são tributados de forma efetiva em Portugal sobre a totalidade dos seus rendimentos, então devem ser chamados a pagar em Espanha como não residentes.</p>
<p>Na prática, a cobrança seria feita através do Imposto sobre o Rendimento de Não Residentes, aplicável às pensões pagas pela Segurança Social espanhola. O objetivo é impedir que estes contribuintes fiquem numa zona fiscal intermédia: sem pagar IRS em Espanha como residentes e sem uma tributação plena em Portugal.</p>
<p>O TEAC recorre ainda ao entendimento da OCDE para defender que não deve ser considerado residente, para efeitos de convenção fiscal, quem é tributado num país apenas pelos rendimentos aí gerados, e não pelo conjunto do património e dos rendimentos globais.</p>
<p><strong>Caso concreto envolveu pensão de 37.500 euros</strong></p>
<p>A decisão analisada envolveu um reformado espanhol que se mudou para Portugal em 2021 e obteve um certificado de residência especial. Segundo a interpretação do tribunal espanhol, o objetivo era evitar a tributação em Espanha sobre uma pensão de 37.500 euros recebida da Segurança Social.</p>
<p>O TEAC concluiu que o contribuinte deve pagar 8.336 euros às autoridades fiscais espanholas, na qualidade de não residente. A decisão reforça a ofensiva de Madrid contra os benefícios fiscais portugueses que, durante anos, atraíram reformados estrangeiros para Portugal.</p>
<p>O caso pode ter impacto sobre outros pensionistas espanhóis que se mudaram para Portugal ao abrigo do antigo regime dos residentes não habituais. Mesmo com o regime já abolido, os direitos adquiridos continuam em vigor durante dez anos para quem entrou antes do fim do sistema, o que mantém aberta a disputa fiscal entre os dois países.</p>
<p><strong>Explicador: o que está em causa nesta disputa fiscal?</strong></p>
<p>O problema nasce da diferença entre residência fiscal formal e tributação efetiva. Portugal atribuiu a determinados reformados estrangeiros o estatuto de residentes não habituais, permitindo-lhes beneficiar de isenção ou de uma taxa reduzida sobre pensões recebidas do estrangeiro. Espanha entende que isso não basta para considerar que esses contribuintes são verdadeiramente tributados em Portugal.</p>
<p>A questão central é saber se o Acordo para Evitar a Dupla Tributação entre Espanha e Portugal protege estes pensionistas. Para Madrid, não protege, porque o acordo pressupõe que o contribuinte seja tributado de forma real no país de residência. Se Portugal cobra zero ou apenas uma taxa muito baixa sobre a pensão estrangeira, Espanha considera que pode aplicar as suas próprias regras.</p>
<p>Na prática, a decisão interessa aos reformados espanhóis que se mudaram para Portugal para beneficiar do antigo regime dos residentes não habituais. Mesmo passando mais de 183 dias fora de Espanha, podem vir a ser chamados a pagar imposto espanhol como não residentes sobre pensões pagas pela Segurança Social espanhola.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772519]]></sapo:autor>
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		<title>Presidente da República promulga diploma que regula contratação de médicos tarefeiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:53:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Presidente da República promulgou o diploma do Governo que regula a contratação pelos hospitais públicos de médicos em regime de prestação de serviços, os chamados tarefeiros, aprovado em Conselho de Ministros no início de maio.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente da República promulgou o diploma do Governo que regula a contratação pelos hospitais públicos de médicos em regime de prestação de serviços, os chamados tarefeiros, aprovado em Conselho de Ministros no início de maio.</P><br />
<P>Uma nota publicada hoje no &#8216;site&#8217; da Presidência da República indica que António José Seguro promulgou o &#8220;diploma que regula o regime de contratação de médicos em regime de prestação de serviços por parte dos estabelecimentos e serviços integrados no Serviço Nacional de Saúde&#8221;.</P><br />
<P>O Governo já tinha aprovado a regulamentação do trabalho médico em prestação de serviços em outubro, mas o diploma foi devolvido ao executivo no início deste ano pelo anterior Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para aperfeiçoamentos.</P><br />
<P>Em 07 de maio, quando voltou a ser aprovado pelo Governo, a ministra da Saúde adiantou que o diploma tinha sofrido &#8220;alguns retoques&#8221; em relação à versão inicial.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772511]]></sapo:autor>
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		<title>Juros dos depósitos a prazo sobem em abril pelo 3.º mês consecutivo para 1,44%, indica BdP</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/juros-dos-depositos-a-prazo-sobem-em-abril-pelo-3-o-mes-consecutivo-para-144-bdp/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:52:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A remuneração dos novos depósitos a prazo aumentou em abril pelo terceiro mês consecutivo, para 1,44%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do verificado no mês homólogo, divulgou hoje BdP.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A remuneração dos novos depósitos a prazo aumentou em abril pelo terceiro mês consecutivo, para 1,44%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do verificado no mês homólogo, divulgou hoje BdP.</P><br />
<P>Segundo o Banco de Portugal (BdP), a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares avançou 0,02 pontos percentuais em abril face a março, para 1,44%.</P><br />
<P>Este indicador compara com uma média de 1,64% no mesmo mês do ano passado.</P><br />
<P>A remuneração dos novos depósitos a prazo caiu de forma consecutiva desde janeiro de 2024 (2,91%) até agosto de 2025 (1,39%, tendo registado ligeiras variações nos meses seguintes.</P><br />
<P>No final de abril, e face a março, o montante de novas operações de depósitos a prazo de particulares avançou 288 milhões de euros, para 13.398 milhões de euros, no valor mais alto da série histórica.</P><br />
<P>Em termos homólogos, compara com os 12.970 milhões de euros colocados em abril de 2025.</P><br />
<P>A taxa de juro média dos novos depósitos com prazo até um ano também aumentou 0,02 pontos percentuais, cifrando-se em 1,44%, tendo estes representado 97% dos novos depósitos no mês em análise.</P><br />
<P>No quadro europeu, a taxa de juro média avançou 0,05 pontos percentuais, cifrando-se em 1,91%.</P><br />
<P>Portugal foi, no mês em análise, o sexto país com a taxa mais baixa da zona euro.</P><br />
<P>Junto das empresas, a remuneração média para depósitos a prazo subiu face a março, passando de 1,79% para 1,83%, que compara com 2,01% um ano antes. </P><br />
<P>Junto das sociedades, os novos depósitos somaram 11.326 milhões de euros, menos 188 milhões de euros do que no mês anterior. No mês em análise, os depósitos a prazo até um ano representaram 99,7% dos novos depósitos a prazo das empresas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772521]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Israel e Estados Unidos iniciam conversações para redefinir cooperação militar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:51:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Israel e os Estados Unidos iniciaram conversações formais para redefinir o quadro de cooperação em matéria de defesa e substituir o memorando de entendimento atualmente em vigor, que expira em 2028, indicou hoje o Ministério da Defesa israelita.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Israel e os Estados Unidos iniciaram conversações formais para redefinir o quadro de cooperação em matéria de defesa e substituir o memorando de entendimento atualmente em vigor, que expira em 2028, indicou hoje o Ministério da Defesa israelita.</p>
<p>Num comunicado, Telavive adianta que as negociações visam estabelecer um novo modelo de cooperação estratégica que reforce a &#8220;vantagem militar qualitativa&#8221; de Israel através de um &#8220;maior investimento conjunto em investigação, desenvolvimento e produção&#8221;, bem como de uma transição gradual da ajuda para uma relação de &#8220;cooperação plenamente recíproca&#8221;.</p>
<p>Segundo o comunicado, a delegação israelita é liderada pelo diretor-geral do Ministério da Defesa, o general na reserva Amir Baram, em coordenação com o embaixador de Israel nos Estados Unidos, Yechiel Leiter.</p>
<p>Do lado norte-americano, a equipa é chefiada pelo conselheiro do Departamento de Estado Daniel Holler e pelo embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee.</p>
<p>Segundo a mesma nota, as duas partes realizaram esta semana uma reunião inaugural formal e preveem novas sessões nas próximas semanas, tanto em Israel como nos Estados Unidos.</p>
<p>Israel e os Estados Unidos mantêm há vários anos uma estreita relação na área da aquisição e venda de armamento, que inclui acordos recentes como a compra, por Israel, de seis aviões-tanque &#8216;Boeing KC-46&#8217;, destinados a reforçar a capacidade operacional da Força Aérea israelita.</p>
<p>Estas novas aquisições enquadram-se no novo &#8220;plano de reforço&#8221; que o Governo israelita pretende implementar na próxima década, já ratificado pelo gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e pelo Ministério da Defesa, e que contará com um orçamento específico de 350.000 milhões de shekels (cerca de 101.000 milhões de euros) para esse período.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772524]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: Hezbollah disposto a retirar-se do sul caso Israel deixe a região</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:51:43 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Israel]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, aliado do Hezbollah pró-iraniano, admitiu hoje pela primeira vez a possibilidade de o movimento abandonar o sul do país caso Israel se retire do Líbano e seja alcançado um cessar-fogo global.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, aliado do Hezbollah pró-iraniano, admitiu hoje pela primeira vez a possibilidade de o movimento abandonar o sul do país caso Israel se retire do Líbano e seja alcançado um cessar-fogo global.</P><br />
<P>&#8220;Aceito a retirada do Hezbollah da zona a sul do rio Litani em paralelo com a retirada de Israel&#8221;, bem como a implementação de um cessar-fogo &#8220;global e sem condições&#8221;, afirmou Berri em comunicado.</P><br />
<P>Berri desempenha o papel de intermediário junto do Hezbollah.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772525]]></sapo:autor>
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		<title>Dia Mundial do Ambiente. Volkswagen Autoeuropa reforça gigaliners e ferrovia para cortar emissões na logística</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:30:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial do Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[gigaliner]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Volkswagen Autoeuropa]]></category>
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					<description><![CDATA[Fábrica de Palmela pretende reduzir o peso do transporte rodoviário, melhorar a eficiência operacional e cortar emissões de CO₂ nas operações associadas à sua cadeia logística]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Volkswagen Autoeuropa está a reforçar a sua estratégia de descarbonização logística com a introdução de uma nova rota de gigaliner e o aumento do transporte ferroviário para o Porto de Setúbal. A fábrica de Palmela pretende reduzir o peso do transporte rodoviário, melhorar a eficiência operacional e cortar emissões de CO₂ nas operações associadas à sua cadeia logística.</p>
<p>O novo gigaliner, operado pela Torrestir, está em circulação desde abril de 2026 numa rota dedicada ao fornecedor Purem, localizado em Tondela, responsável pelo fornecimento de sistemas de escape para a fábrica. A solução surge depois da implementação inicial deste conceito em 2019 e permite reduzir cerca de 30% do tráfego semanal de camiões nesta rota.</p>
<p>Segundo a empresa, a utilização deste veículo deverá evitar aproximadamente 64 toneladas de CO₂ por ano, o equivalente a uma redução de 16% das emissões associadas a esta operação de transporte. Além do impacto ambiental, o projeto deverá gerar uma poupança logística estimada em cerca de 3% face às condições atuais.</p>
<p><strong>Gigaliners aumentam eficiência no transporte rodoviário</strong></p>
<p>A nova operação destaca-se também pela elevada taxa de ocupação dos veículos. O reboque principal, com 13,6 metros, circula com uma ocupação média de 99%, usando 97,2 metros cúbicos dos 98 metros cúbicos disponíveis.</p>
<p>Já o segundo reboque apresenta uma ocupação média de 70%, correspondente a 38,88 metros cúbicos num total de 55,44 metros cúbicos disponíveis. Esta diferença é explicada pela tipologia das embalagens transportadas.</p>
<p>A aposta nos gigaliners permite transportar mais volume por viagem, reduzindo o número de camiões necessários e, consequentemente, o impacto ambiental da operação rodoviária.</p>
<p><strong>Mais comboios para o Porto de Setúbal</strong></p>
<p>Em paralelo, a Volkswagen Autoeuropa aumentou desde março o transporte ferroviário para o Porto de Setúbal, passando de dois para três comboios diários. Cada composição transporta 244 viaturas, elevando a capacidade total para 732 automóveis por dia.</p>
<p>Este reforço ferroviário deverá permitir uma redução de até 80% das emissões de CO₂ nesta componente logística, o equivalente a cerca de 532 toneladas de CO₂ por ano.</p>
<p>Com esta evolução, a empresa prevê que a ferrovia represente 55% do transporte total e cerca de 70% do volume destinado ao cais, consolidando o comboio como um dos eixos centrais da estratégia logística sustentável da fábrica de Palmela.</p>
<p><strong>Descarbonização no centro da logística</strong></p>
<p>A Volkswagen Autoeuropa enquadra estas medidas numa estratégia mais ampla de transporte multimodal, combinando soluções rodoviárias mais eficientes com o reforço da ferrovia.</p>
<p>Mais do que uma alteração operacional, a empresa apresenta esta transição como parte do compromisso de colocar a redução das emissões de CO₂ no centro das decisões logísticas, contribuindo para uma cadeia de abastecimento mais eficiente, sustentável e alinhada com os objetivos ambientais da marca.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772508]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Portugal bate recorde no ranking tecnológico da Deloitte com 18 empresas distinguidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:24:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Deloitte]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Technology Fast 500 EMEA]]></category>
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					<description><![CDATA[Melhor classificação portuguesa pertence novamente à Bloq.it, empresa especializada em soluções inteligentes de smart lockers, que manteve o 2º lugar no ranking internacional pelo segundo ano consecutivo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal alcançou a maior representação de sempre no &#8216;Technology Fast 500 EMEA&#8217; da Deloitte, com 18 empresas nacionais distinguidas na edição de 2025. O ranking reconhece as 500 empresas tecnológicas com maior crescimento na Europa, Médio Oriente e África nos últimos três anos.</p>
<p>A presença portuguesa aumentou face à edição anterior, quando tinham sido distinguidas 15 empresas. Este reforço consolida a posição do ecossistema tecnológico nacional entre os mais dinâmicos da região EMEA, num ranking que inclui empresas de 24 países, entre os quais Reino Unido, Espanha, Bélgica, Turquia, Itália, Países Baixos, Finlândia, Suécia, Polónia e Noruega.</p>
<p>A melhor classificação portuguesa pertence novamente à Bloq.it, empresa especializada em soluções inteligentes de smart lockers, que manteve o 2º lugar no ranking internacional pelo segundo ano consecutivo. A tecnológica registou uma taxa de crescimento de 12.192,52%, ficando apenas atrás da sueca Stunlock Studios AB. A suíça Boost inc fecha o top 3.</p>
<p><strong>Empresas portuguesas crescem em média mais de 7.000%</strong></p>
<p>As 18 empresas portuguesas distinguidas registaram, em conjunto, um crescimento médio superior a 7.000%, confirmando a capacidade de escala e internacionalização das tecnológicas nacionais.</p>
<p>Além da Bloq.it, o ranking inclui empresas como i-charging, Coverflex, Digital Manager Guru, BRIDGE IN, Sensei, Lyzer, QuickOps, Horus, DreamForTek, Replai, 3cket, knok, Ztech, WSBP, EFFY, Infraspeak e HiJiffy.</p>
<p>A presença portuguesa concentra-se sobretudo na área de software, refletindo o peso crescente dos negócios digitais no crescimento económico e na projeção internacional das empresas nacionais.</p>
<p>Para Pedro Brás da Silva, partner da Deloitte, “a presença de 18 empresas portuguesas no ranking e a posição de grande destaque da Bloq.it entre as empresas tecnológicas com maior crescimento na região EMEA demonstram a consistência e competitividade do ecossistema nacional”.</p>
<p>O responsável sublinha ainda que Portugal “atinge a maior representação de sempre neste ranking” e continua a afirmar-se como um mercado capaz de gerar empresas tecnológicas “com ambição internacional, modelos escaláveis e capacidade de execução”.</p>
<p><strong>Tecnológicas portuguesas ganham escala internacional</strong></p>
<p>A edição de 2025 do Technology Fast 500 EMEA volta a colocar empresas portuguesas em posições de destaque, depois de, no ano anterior, Portugal ter conquistado os dois primeiros lugares do ranking.</p>
<p>Para a Deloitte, os resultados mostram a evolução do ecossistema nacional, com organizações que crescem de forma acelerada e com vocação internacional desde as primeiras fases de desenvolvimento.</p>
<p>O Technology Fast 500 EMEA é apoiado pela iniciativa Deloitte Technology Fast 50 e distingue empresas tecnológicas de elevado crescimento, com base na evolução registada nos últimos anos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772488]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Morreu José Miguel Leonardo, Conselheiro da Executive Digest</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:23:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Luto]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O engenheiro civil, de 64 anos, natural de Elvas, morreu esta semana.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Morreu José Miguel Leonardo, figura destacada do panorama empresarial nacional, e Conselheiro da Executive Digest.</p>
<p>Engenheiro Civil, formado pelo Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, reforçou a sua formação com programas executivos na INSEAD, França, na IMD Business School, Suíça, e London Business School, Reino Unido.</p>
<p>Com experiência internacional em várias indústrias, José Miguel Leonardo esteve 14 anos na Dow Chemical em funções de gestão sénior, experiência que o levou a viver e trabalhar em diferentes geografias. Posteriormente, liderou a área de segurança eletrónica da Stanley Black &amp; Decker em Portugal e Itália. Tem também um percurso no universo das PME, como gestor e investidor.</p>
<p>Foi CEO da Randstad Portugal, empresa de referência no setor dos Recursos Humanos, entre 2014 e 2023. <span data-olk-copy-source="MessageBody">Neste âmbito, foi distinguido pela Human Resources Portugal (também do Multipublicações Media Group) por duas vezes: em 2022, recebeu o prémio &#8220;Comunicação em Gestão de Pessoas&#8221; e, em 2019, foi considerado &#8220;Personalidade do Ano&#8221;.</span></p>
<p>Atualmente, era vice-presidente da Cruz Vermelha e administrador não executivo noutras organizações. Especializado em transformação organizacional, era presença habitual em eventos sobre liderança e gestão de talento.</p>
<p>À família e amigos, a Executive Digest apresenta as mais sentidas condolências.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772322]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ministério Público recorre da absolvição de Rui Pinto e acusa tribunal de desconfiança injustificada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:21:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público apresentou recurso da decisão que absolveu o hacker português Rui Pinto de 241 crimes informáticos, contestando de forma veemente as conclusões do coletivo de juízes que julgou o segundo processo relacionado com o caso Football Leaks.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério Público apresentou recurso da decisão que absolveu o hacker português Rui Pinto de 241 crimes informáticos, contestando de forma veemente as conclusões do coletivo de juízes que julgou o segundo processo relacionado com o caso Football Leaks. Os procuradores responsáveis pelo recurso consideram que a decisão contém erros jurídicos significativos e defendem que o tribunal de primeira instância deverá reformular o acórdão.</p>
<p>Segundo informações avançadas pelo Correio da Manhã, os magistrados Vera Camacho e André Ribeiro da Silva dirigem críticas particularmente duras ao coletivo constituído pelas juízas Tânia Loureiro e Catarina Cortez Silva e pelo juiz João Rodrigues, sustentando que o tribunal aparentou partir de uma “visão profundamente desconfiada da atuação do Ministério Público”.</p>
<p>A controvérsia centra-se sobretudo numa das principais conclusões do acórdão que absolveu Rui Pinto em abril deste ano. Na decisão, os juízes consideraram que a forma como o Ministério Público separou vários processos relacionados com os alegados crimes informáticos poderá ter configurado uma situação de perseguição penal injustificada.</p>
<p>O tribunal entendeu que a fragmentação dos processos teve consequências relevantes para os direitos do arguido, recordando que uma das investigações já tinha conduzido anteriormente à condenação de Rui Pinto a uma pena de quatro anos de prisão, suspensa na sua execução.</p>
<p>Na fundamentação da absolvição, os magistrados afirmaram estarem em causa “violações dos princípios fundamentais e absolutos da dignidade da pessoa humana e da República Portuguesa enquanto Estado de Direito Democrático e do direito fundamental à tutela jurisdicional efetiva, traduzida no direito a obter uma decisão em prazo razoável e mediante processo equitativo”.</p>
<p>Foi precisamente esta interpretação que motivou a forte reação do Ministério Público.</p>
<p><strong>Procuradores rejeitam acusação de inconstitucionalidade</strong><br />
No recurso entregue ao Tribunal da Relação de Lisboa, os procuradores sustentam que a decisão do coletivo de juízes incorre num erro ao considerar inconstitucional a separação processual realizada durante a investigação.</p>
<p>Segundo o Ministério Público, essa divisão dos processos foi juridicamente fundamentada e resultou das necessidades concretas da investigação.</p>
<p>Os magistrados defendem que a autonomização dos vários inquéritos foi “necessária e proporcional” face à complexidade do caso e aos constrangimentos processuais existentes.</p>
<p>Na perspetiva dos procuradores, a decisão judicial ignora a realidade das investigações de criminalidade informática complexa, onde frequentemente surgem novos factos, novos suspeitos e novas vítimas ao longo do tempo.</p>
<p><strong>Ministério Público nega que investigação tenha dependido de Rui Pinto</strong><br />
Outro dos pontos contestados no recurso diz respeito à alegada colaboração prestada por Rui Pinto durante a investigação.</p>
<p>Ao contrário da interpretação acolhida pelo tribunal de primeira instância, o Ministério Público garante que a recolha da prova não dependeu da cooperação do arguido.</p>
<p>No documento agora apresentado, os procuradores afirmam que “os autos demonstram que a identificação de Rui Pinto, as diligências internacionais, as apreensões, os exames periciais e a recolha de prova digital decorreram de investigação própria da Polícia Judiciária e do Ministério Público”.</p>
<p>Por esse motivo, consideram incorreta a conclusão segundo a qual a obtenção dos elementos probatórios teria dependido de forma decisiva da colaboração do criador do Football Leaks.</p>
<p><strong>Separação dos processos era indispensável, diz o MP</strong><br />
O recurso dedica também particular atenção à questão da fragmentação processual, considerada pelo tribunal como um dos fatores que justificaram a absolvição.</p>
<p>Segundo os procuradores, os diferentes processos instaurados não incidiam sobre os mesmos factos nem sobre as mesmas vítimas.</p>
<p>De acordo com o Ministério Público, cada investigação envolvia acessos informáticos distintos, contextos autónomos e condutas praticadas em momentos temporais diferentes, apesar de estarem associados a uma alegada estratégia criminosa global.</p>
<p>Os magistrados alertam ainda para as consequências que a interpretação adotada pelo tribunal poderá ter em futuras investigações de criminalidade organizada e tecnológica.</p>
<p>“A interpretação acolhida pelo tribunal recorrido compromete gravemente a investigação de criminalidade complexa, organizada e informática, em que a descoberta progressiva de novos factos e vítimas é frequente e em que a autonomização processual constitui muitas vezes um instrumento indispensável de gestão processual e de preservação da eficácia da ação penal”, sustentam no recurso.</p>
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