O PSI terminou o mês de julho com o valor de 6.715,6 pontos, que significa um crescimento mensal de 3,6%. Apesar de apresentar um maior dinamismo que os índices europeus e norte americanos, não acompanha o seu ritmo de crescimento anual.
A banda de variação mensal do PSI oscila entre 15,2% do BCP e -11,3% da Jerónimo Martins. O comportamento mensal do PSI, continua fortemente influenciado pela evolução das cotações da EDP, EDP Renováveis, Jerónimo Martins e do BCP, que no seu conjunto representam 48% do índice de referência da bolsa portuguesa, explicam os especialistas da Maxyield.

No mês de julho, apenas cinco sociedades cotadas do PSI tiveram diminuição mensal das suas cotações, sendo que 11 sofreram aumento de valor.
O ranking mensal das sociedades com aumento de valor no mês de julho envolve o BCP (15,2%), a EDP Renováveis (10,4%), a EDP (9,1%), a Sonae SGPS (7,9%), a NOS (7,7%), a Mota-Engil (5,3%), a Semapa (3,5%), a REN (2,8%), a Ibersol (2,3%) e a Corticeira Amorim (1,2%).
Já as sociedades com diminuição de valor no mês de Julho foram a Jerónimo Martins (-11,3%), a Altri (-6,3%), a Navigator (-3,1%), a Galp (-1,4%), os CTT (-0,8%) e a Greenvolt (-0,1%).
O PSI continua na faixa [6300 – 7750], que nos reporta para níveis atingidos há 10 anos.
Evolução anual
A evolução anual do PSI é aferida mediante comparação do índice e cotações observadas no final da sessão do último dia útil de julho, com os valores verificados em 31 de dezembro de 2023. Observou-se um aumento de 5% desde o início do ano.
“Após quebra nos meses de aneiro e fevereiro, o PSI entrou numa trajetória crescente, interrompida por forte diminuição no mês de Junho, a qual foi parcialmente absorvida com o crescimento do mês de julho”, explicam os especialistas da Maxyield.

Verifica-se que 11 títulos apresentam uma variação anual positiva e cinco sociedades cotadas sofreram quebras de valor.
As sociedades com variação anual positiva foram a Galp (45,7%), o BCP (41,3%), os CTT (19,1%), a Semapa (11,8%), a NOS (11,3%), a Altri (9,7%), a Navigator (6,1%), a Ibersol (4,5%), a Sonae SGPS (4,4%), a Greenvolt (1,6%) e a REN (1,3%).
As cinco sociedades com quebra anual da cotação são a Jerónimo Martins (-29,7%), a EDP Renováveis (-22,2%), a EDP (-16,2%), a Mota-Engil (-8,5%) e a Corticeira Amorim (-0,2%).
Verifica-se que 6 sociedades em 2024 entraram na situação de bear market, com quebras superiores a 20% relativamente ao último máximo, envolvendo a EDP Renováveis, a EDP, a REN, a NOS, a J. Martins e a Sonae SGPS, que no seu conjunto representam 49% do PSI, condicionando o ritmo da evolução positiva anual.

Resultados das cotadas no 1º semestre
Na segunda quinzena de julho, as empresas cotadas no índice PSI divulgaram os resultados referentes ao segundo trimestre (2ºT)e ao primeiro semestre (1ºS) de 2024. Ao final do mês, 13 das 16 sociedades já tinham apresentado seus resultados, com exceção da Mota-Engil, Ibersol e Greenvolt, cujos relatórios são esperados para agosto e setembro.
Todas as 13 empresas que divulgaram seus resultados registaram lucros, somando um total de 3.015 milhões de euros (M€) no 1ºS de 2024, um novo recorde semestral que representa um crescimento de 27,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entre as empresas que se destacaram estão a EDP, GALP, NOS, Altri e Semapa, todas a apresentarem taxas de crescimento dos lucros superiores a 20%. A NOS, por exemplo, reportou um lucro de 148,6 M€, que inclui uma componente não recorrente significativa de 52,8 M€ após impostos, provenientes de decisões judiciais e da venda de um portefólio de torres à Cellnex.
A EDP conseguiu contrariar a redução dos preços no mercado internacional, graças a uma recuperação no desempenho operacional impulsionada por boas condições naturais para a produção de energias renováveis, além de ganhos com a rotação de ativos. As empresas do setor de papel, como a Altri, beneficiaram de preços favoráveis nos mercados internacionais e de uma procura global mais robusta.
No entanto, quatro empresas registaram uma queda nos lucros em comparação com o 1ºS de 2023: Corticeira Amorim, CTT, Jerónimo Martins e REN. A Jerónimo Martins enfrentou dificuldades devido à deflação alimentar e à alta inflação de custos na Polónia, enquanto os CTT sofreram com a redução na atratividade dos certificados de aforro após mudanças introduzidas pelo governo em 2023.














