PSI inverte tendência e recupera em março. Reuniões de política monetária da Fed e BCE podem dar novo fôlego à Praça de Lisboa

No mês de março, a Bolsa de Lisboa apresentou um crescimento mensal de 2%, invertendo a trajetória descendente dos últimos 3 meses. No entanto, a evolução acumulada anual mantém-se num patamar negativo em torno de -1,8%.

André Manuel Mendes

No mês de março, a Bolsa de Lisboa apresentou um crescimento mensal de 2%, invertendo a trajetória descendente dos últimos 3 meses. No entanto, a evolução acumulada anual mantém-se num patamar negativo em torno de -1,8%.

O PSI terminou o mês de março com o valor de  6.280,5 pontos, que significa um crescimento  mensal de 2 %, num contexto de crescimento generalizado dos mercados europeu e norte americano.

De acordo com os dados da Maxyield, a banda de variação mensal do PSI oscila entre 17,1% do BCP e -16,9% da Jerónimo Martins.

Assim, no mês de março, 12 sociedades cotadas do PSI tiveram crescimento mensal das suas cotações e apenas quatro sofreram redução de valor. O ranking mensal das sociedades com aumento de valor envolve o BCP (17,1%), a Altri (16%), os CTT (13,6%), a NOS (12,7%), a Navigator (7,8%), a Semapa (7,8%), a Galp (5,1%), a Corticeira Amorim (4,1%), a Sonae SGPS (3,5%), a Ibersol (2,4%), a Greenvolt (0,6%) e a REN (0,5%).

As sociedades com diminuição de valor no mês de março foram a Jerónimo Martins (-16,9%), a Mota-Engil (-15,2%), a EDP (-1,9%) e a EDP Renováveis (-0,4%).

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Ao contrário da primeira quinzena do mês, onde apresentou uma quebra, o PSI acompanha a tendência dos mercados internacionais na segunda metade do mês.

“Merece uma referência a forte volatilidade dos índices norte-americanos na primeira metade do mês e a trajetória uniforme de crescimento mensal do índice de referência europeu. Este comportamento está associado às perspetivas e reações dos investidores às decisões sobre a evolução das taxas de juro tomadas em 7 de março pelo BCE e 20 de março pelo FED”, escreve a Maxyield.

Numa análise ao ano de 2024, o comportamento do PSI fica marcado por forte volatilidade no mês de janeiro, que se reduziu significativamente em fevereiro e março.A banda de variação anual é bastante ampla e oscila entre 21,6% da Mota-Engil e -32,3% da EDP Renováveis, sendo que 10 títulos apresentam uma variação anual positiva e seis sofreram quebras na sua cotação.

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As sociedades com variação anual positiva foram a Mota-Engil (21,6%), a Galp (14,8%), os CTT (18,3%), a Navigator (14,1%), o BCP (13,9%), a Altri (13,7%), a NOS (13,3%), a Semapa (11,2%), a Corticeira Amorim (7,5%) e a Ibersol (1,2%).

As 6 (seis) sociedades com quebra anual da cotação foram a EDP Renováveis (-32,3%), a EDP (-20,7%), a J. Martins (-20,2%%), a REN (-5,4%), a Sonae SGPS (-2,7%), e a Greenvolt (-0,2%).

“Existirá muita expectativa relativamente às reuniões de política monetária da FED e do BCE nos meses de abril e junho (1ªquinzena). Neste contexto, admite-se que o PSI possa regressar à faixa de variação [6.300- 7.750], onde esteve momentaneamente no mês de junho de 2022 , regressando  no mês de novembro de 2023 e da qual saiu em fevereiro de 2024”, considera a Maxyield.

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