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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Zelensky prevê que guerra com a Rússia continue pelo menos até novembro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 17:34:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Volodymyr Zelensky]]></category>
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					<description><![CDATA[Assessor de comunicação da presidência ucraniana, Dmytro Litvin, explicou que Zelensky apresentou esse período como uma fase decisiva, mas rejeitou leituras que apontavam para uma previsão de guerra prolongada por mais dois ou três anos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, terá pedido ao seu partido, Servo do Povo, que concentre esforços nos próximos seis meses, até novembro, num momento em que não há novas negociações marcadas com a Rússia e em que Kiev acusa Moscovo de preparar uma nova mobilização militar.</p>
<p>Segundo a &#8216;Europa Press&#8217;, o assessor de comunicação da presidência ucraniana, Dmytro Litvin, explicou que Zelensky apresentou esse período como uma fase decisiva, mas rejeitou leituras que apontavam para uma previsão de guerra prolongada por mais dois ou três anos.</p>
<p>“Na reunião do partido, o presidente disse que devemos concentrar-nos nos seis meses restantes até novembro, que é o período final”, afirmou Litvin, citado pela agência ucraniana &#8216;Ukrinform&#8217;. O assessor classificou como “informação irrelevante” as notícias divulgadas nos últimos dias sobre alegadas declarações de Zelensky segundo as quais a guerra poderia durar mais de dois ou três anos.</p>
<p>A mensagem de Kiev surge numa altura em que o processo negocial continua bloqueado. Desde o final de 2025, têm ocorrido contactos envolvendo Rússia, Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Suíça, com alguns avanços em temas humanitários, nomeadamente trocas de prisioneiros de guerra e devolução de corpos de soldados mortos em combate.</p>
<p>No essencial, porém, Kiev e Moscovo continuam distantes nos temas centrais. Entre os pontos mais sensíveis estão a gestão da central nuclear de Zaporizhia, considerada estratégica para a segurança energética europeia, e o futuro dos territórios ucranianos parcialmente ocupados por forças russas.</p>
<p>A mediação americana também enfrenta novos constrangimentos, numa altura em que os Estados Unidos estão absorvidos pela guerra no Irão, o que poderá limitar a capacidade de Washington para manter o mesmo nível de envolvimento diplomático entre Kiev e Moscovo.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Zelensky acusou a Rússia de preparar uma nova mobilização para compensar as perdas sofridas no campo de batalha. Segundo o presidente ucraniano, Moscovo estará a preparar o recrutamento de “mais algumas dezenas de milhares” de soldados, sinal que Kiev interpreta como falta de compromisso real com a diplomacia.</p>
<p>“Isso visa compensar as pesadas perdas sofridas pelo exército russo nos territórios ocupados”, afirmou Zelensky, depois de uma reunião com o comandante-em-chefe das Forças Armadas ucranianas, Oleksandr Syrskyi, e com o chefe do Estado-Maior, Andriy Hnatov.</p>
<p>O encontro serviu também para avaliar a situação nas frentes de Kharkiv, Donetsk e Zaporizhia, onde as forças russas continuam a tentar manter pressão sobre as posições ucranianas. Kiev tem insistido que a Rússia procura ganhar tempo nas conversações enquanto prepara novas operações militares.</p>
<p>“Estamos a receber cada vez mais informação interna da inteligência russa sobre os preparativos para uma mobilização maior”, escreveu Zelensky nas redes sociais, apelando a maior atenção internacional sobre as intenções de Moscovo.</p>
<p>Para a Ucrânia, os próximos meses são assim apresentados como uma janela decisiva: manter pressão militar, garantir apoio externo e tentar chegar a eventuais negociações numa posição menos vulnerável. Para Moscovo, segundo Kiev, a prioridade continua a ser recompor forças e prolongar a guerra.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768658]]></sapo:autor>
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		<title>Há 35 candidatos que querem suceder a Macron: França teme uma corrida “grotesca” ao Eliseu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 17:21:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[eleições presidenciais]]></category>
		<category><![CDATA[emmanuel macron]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Jordan Bardella]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[França prepara-se para escolher um novo presidente em 2027, mas a corrida ao Eliseu já começou marcada por uma fragmentação política que preocupa o centro, a direita tradicional e a esquerda moderada]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>França prepara-se para escolher um novo presidente em 2027, mas a corrida ao Eliseu já começou marcada por uma fragmentação política que preocupa o centro, a direita tradicional e a esquerda moderada. O &#8216;The Guardian&#8217; escreve que há atualmente 35 figuras entre candidatos declarados, potenciais candidatos ou políticos que admitem estar interessados em suceder a Emmanuel Macron, que não pode cumprir um terceiro mandato consecutivo.</p>
<p>O risco, segundo a análise, é claro: se os partidos tradicionais e moderados não conseguirem reduzir o número de candidaturas, a primeira volta das presidenciais pode transformar-se numa autoestrada para a extrema-direita. O Rassemblement National, de Marine Le Pen e Jordan Bardella, surge confortavelmente à frente nas sondagens para a primeira volta, enquanto centro, centro-direita e esquerda continuam divididos entre vários nomes.</p>
<p>A preocupação foi resumida pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, numa frase citada pelo jornal britânico: “O verdadeiro risco é que este emaranhado de ambições reflita uma falta tão grande de ligação à realidade por parte de todos estes candidatos que os eleitores considerem tudo grotesco.”</p>
<p>Macron deixará o Palácio do Eliseu depois de uma década no poder e com níveis elevados de impopularidade. Esse legado complica a vida aos candidatos do campo presidencial, incluindo Gabriel Attal, antigo primeiro-ministro e uma das figuras mais visíveis do centro. Attal, que foi o mais jovem chefe de Governo francês quando chegou ao cargo em 2024, já sinalizou ambição presidencial, mas enfrenta dois problemas: a proximidade a Macron e a concorrência de outros centristas.</p>
<p>Entre esses rivais está Édouard Philippe, antigo primeiro-ministro de Macron, presidente da Câmara de Le Havre e líder do partido Horizons. Philippe surge como uma das figuras moderadas mais competitivas e, segundo as sondagens citadas pelo &#8216;The Guardian&#8217;, é até agora o único candidato apontado como remotamente capaz de derrotar a extrema-direita numa segunda volta.</p>
<p>A confusão não se limita ao centro. A centro-direita também surge fragmentada, depois do colapso eleitoral de 2022, quando Valérie Pécresse obteve apenas cerca de 5% dos votos na primeira volta. Bruno Retailleau, antigo ministro do Interior de linha dura, deverá concorrer pelos Republicanos, mas enfrenta concorrência de outros responsáveis regionais e locais que também querem representar a direita.</p>
<p>À esquerda, o cenário é ainda mais disperso. Entre candidatos declarados ou potenciais surgem cerca de 17 nomes, incluindo o antigo presidente François Hollande, antigos ministros, deputados, eurodeputados e figuras independentes. Socialistas, Verdes e pequenos partidos discutem a possibilidade de uma candidatura comum, mas continuam sem acordo sobre o método de escolha.</p>
<p>A divisão agrava-se em torno de Jean-Luc Mélenchon, líder da esquerda radical, que prepara uma quarta candidatura presidencial. Parte da esquerda considera que sem Mélenchon será impossível chegar à segunda volta; outra parte entende que o seu perfil afasta demasiados eleitores e pode condenar qualquer tentativa de reconstrução de uma esquerda moderada.</p>
<p>Na extrema-direita também existe uma incógnita, mas de natureza diferente. O Rassemblement National saberá a 7 de julho se os problemas judiciais de Marine Le Pen a impedem definitivamente de concorrer. Se isso acontecer, o candidato deverá ser Jordan Bardella, presidente do partido e protegido político de Le Pen.</p>
<p>O problema para os restantes campos políticos é que tanto Le Pen como Bardella aparecem acima dos 35% nas intenções de voto para a primeira volta. Se centro, centro-direita e esquerda moderada concorrerem divididos, a probabilidade de a extrema-direita chegar à segunda volta em posição dominante aumenta substancialmente.</p>
<p>As consequências ultrapassariam a política francesa. Para a União Europeia, uma vitória de um candidato nacionalista em Paris poderia representar um choque institucional profundo. França é a segunda maior economia da UE e a única potência nuclear do bloco. Um presidente de extrema-direita poderia bloquear decisões europeias, contestar a primazia do direito comunitário e defender uma agenda “França primeiro” com impacto no mercado único e no espaço Schengen.</p>
<p>Ainda assim, vários analistas citados pelo &#8216;The Guardian&#8217; lembram que o campo de candidatos deverá estreitar até ao outono e que as presidenciais francesas raramente ficam decididas tão cedo. Mas o aviso permanece: se os campos moderados não conseguirem apresentar alternativas claras e credíveis, a eleição pode acabar dominada pelos extremos.</p>
<p>O pano de fundo é uma sociedade francesa profundamente insatisfeita. As sondagens indicam que 74% dos eleitores querem uma “transformação radical” ou “mudanças profundas” no país. Para Brice Teinturier, da Ipsos, o sentimento dominante é que os políticos parecem mais interessados nas suas próprias candidaturas do que nos problemas dos cidadãos.</p>
<p>É essa combinação — ambições pessoais, fragmentação partidária, fadiga com o macronismo e desejo de mudança profunda — que torna a corrida presidencial francesa tão imprevisível. A pergunta central, para França e para a Europa, é se os partidos tradicionais ainda conseguem organizar-se a tempo de impedir que a extrema-direita transforme a divisão dos adversários numa vitória histórica.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768647]]></sapo:autor>
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		<title>Governo vai analisar mensagem de Seguro sobre subsídio de mobilidade e alerta para prejuízos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 17:11:36 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo vai avaliar o novo modelo do subsídio de mobilidade para residentes das regiões autónomas e os alertas do Presidente da República, mas reiterou que a solução aprovada pelo Parlamento pode causar prejuízos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo vai avaliar o novo modelo do subsídio de mobilidade para residentes das regiões autónomas e os alertas do Presidente da República, mas reiterou que a solução aprovada pelo Parlamento pode causar prejuízos.</P><br />
<P>No debate quinzenal desta tarde, na Assembleia da República, o deputado único do JPP, Filipe Sousa, questionou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre quando avançará a Governo com a regulamentação do decreto-lei que define um novo modelo para a atribuição do subsídio de mobilidade para os residentes na Madeira e nos Açores, promulgado pelo Presidente da República esta quarta-feira.</P><br />
<P>O primeiro-ministro disse que o Governo vai &#8220;analisar o conteúdo da decisão do Parlamento, com a qual em vários domínios não concorda&#8221;, bem como os alertas deixados pelo Presidente da República, António José Seguro, na nota que acompanhou a promulgação do diploma.</P><br />
<P>Seguro considerou &#8220;que a eliminação do limite máximo quanto ao custo elegível das passagens aéreas poderá comportar diversos efeitos que merecerão uma cuidada regulamentação e um acompanhamento exigente da execução do novo regime&#8221;.</P><br />
<P>Luís Montenegro lembrou que decorrem ainda dois processos legislativos no Parlamento sobre a mesma matéria e que o executivo aguardará o seu desfecho para &#8220;criar soluções no terreno que efetivamente evitem malefícios e prejuízos para a vida dos cidadãos e da economia das regiões autónomas&#8221;.</P><br />
<P>O líder do Governo criticou ainda o Parlamento por &#8220;excesso de voluntarismo&#8221; ao aprovar uma solução que &#8220;pode vir, se mal aplicada, a provocar mais prejuízos do que benefícios, apesar de não ser essa a intenção&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Com respeito pelo poder de decisão de todos, aquilo que é o meu compromisso hoje é fazer esta avaliação e esta ponderação de maneira precisamente a evitar essa consequência&#8221;, disse.</P><br />
<P>As alterações ao Subsídio Social de Mobilidade foram aprovadas em votação final global, em 10 de abril, com os votos a favor de PS, Chega, BE, Livre, PAN e JPP, as abstenções de CDS-PP, IL e PCP e o voto contra do PSD (com exceção dos seis deputados eleitos pelos Açores e pela Madeira, que votaram a favor).</P><br />
<P>Com as mudanças aprovadas, o acesso ao Subsídio Social de Mobilidade passa a ser designado por Mecanismo de Continuidade Territorial (MCT), deixa de estar dependente da situação contributiva dos beneficiários e da apresentação de recibo, caindo também o teto máximo do custo elegível da passagem.</P><br />
<P>O valor do reembolso atribuído a residentes e estudantes das regiões autónomas resulta da diferença entre o custo elegível da passagem e a tarifa máxima suportada pelo residente. Se o custo da passagem for superior ao teto máximo, o passageiro tem de suportar esse valor adicional.</P><br />
<P>O subsídio estabelece uma tarifa máxima para os residentes de 79 euros e para estudantes de 59 euros nas ligações entre a Madeira e o continente (ida e volta), com um teto máximo de 400 euros.</P><br />
<P>Nos Açores, a tarifa máxima suportada pelos residentes nas viagens para o continente é de 119 euros e a suportada pelos estudantes é de 89 euros, tendo sido aplicado recentemente um teto máximo de 600 euros.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768636]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador: porque é que a economia de Putin está pior do que parece e reacende fantasmas de 1917 e 1991?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 17:09:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Guerra na Ucrânia está a pressionar empresas, bancos, trabalhadores e contas públicas, enquanto alguns analistas recuperam paralelos históricos com 1917 e 1991, dois momentos em que crises militares, económicas e políticas transformaram a Rússia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A economia russa resistiu durante mais tempo do que muitos analistas esperavam, apoiada na despesa militar, nas receitas da energia e num controlo apertado do Estado. Mas os sinais de desgaste estão a acumular-se. A guerra na Ucrânia está a pressionar empresas, bancos, trabalhadores e contas públicas, enquanto alguns analistas recuperam paralelos históricos com 1917 e 1991, dois momentos em que crises militares, económicas e políticas transformaram a Rússia. Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, a fragilidade atual pode ser mais profunda do que os dados oficiais deixam perceber.</p>
<p><strong>Porque é que a economia russa parece mais frágil?</strong></p>
<p>O primeiro problema é que a economia de guerra cria uma aparência de atividade, mas não necessariamente riqueza duradoura. Produzir tanques, mísseis e munições aumenta o PIB, mas não melhora a vida dos cidadãos, não reforça a economia civil e não resolve os problemas estruturais do país.</p>
<p>A guerra também está a absorver recursos humanos e financeiros. Parte da população ativa foi mobilizada, morreu no conflito ou saiu do país, deixando empresas com falta de trabalhadores e custos laborais mais altos. Ao mesmo tempo, a despesa militar continua a crescer e obriga o Estado a financiar-se num contexto de juros elevados.</p>
<p><strong>Onde está o maior risco: na economia real ou nos bancos?</strong></p>
<p>O risco mais preocupante pode estar no sistema financeiro. Um relatório do Centro de Análise Macroeconómica e Previsão de Curto Prazo, ligado ao Kremlin, indica que os ativos tóxicos e créditos problemáticos no sistema bancário russo já ultrapassam 10% do total, nível que o Fundo Monetário Internacional associa ao limiar de uma crise bancária sistémica.</p>
<p>A crise ainda é descrita como “latente”, porque os principais bancos estatais estarão a adiar o reconhecimento real de algumas perdas através de reestruturações artificiais de empréstimos problemáticos. O problema é que, se empresas continuarem a enfrentar dificuldades de liquidez e atrasos nos pagamentos, esses incumprimentos podem acabar por chegar em força aos bancos.</p>
<p><strong>Porque é que o petróleo caro já não resolve tudo?</strong></p>
<p>A Rússia continua muito dependente das receitas da energia, e a subida dos preços do petróleo e do gás deveria, em teoria, aliviar a pressão. Mas vários analistas citados no texto defendem que isso já não chega.</p>
<p>As taxas de juro continuam elevadas, as sanções limitam a atividade económica, a economia civil está a perder força e o Governo tem de equilibrar a necessidade de financiar a guerra com a contenção das contas públicas. Ou seja: mesmo com energia cara, a Rússia não consegue transformar automaticamente essas receitas em estabilidade económica.</p>
<p><strong>O PIB russo já está a cair?</strong></p>
<p>Os dados oficiais apontam para sinais de travagem. A economia russa registou uma contração anual de 0,2% no primeiro trimestre de 2026, a primeira queda desde 2023, segundo a Capital &#8216;Economics&#8217;. A produção industrial também caiu durante o trimestre, reforçando a ideia de que o impulso da economia de guerra está a perder força.</p>
<p>As previsões de crescimento são fracas para um país em economia de guerra. Algumas estimativas apontam para crescimento de apenas 0,7% este ano, enquanto a previsão para 2026 terá sido revista para 0,4%, apesar da subida dos preços do petróleo.</p>
<p><strong>A elite russa está a ficar inquieta?</strong></p>
<p>Esse é um dos pontos centrais. A guerra prolongou-se muito além do que Moscovo esperaria, trouxe perdas humanas pesadas, ataques ucranianos com drones em território russo, restrições internas mais duras e uma economia sob pressão.</p>
<p>O &#8216;El Economista&#8217; sublinha que a paciência da elite russa pode estar a esgotar-se, sobretudo se a crise económica evoluir para uma crise financeira. A história russa mostra que grandes guerras falhadas ou demasiado dispendiosas podem abrir fraturas dentro das elites, mesmo em regimes muito centralizados.</p>
<p><strong>Porque se fala em 1917 e 1991?</strong></p>
<p>As referências a 1917 e 1991 não significam que uma nova revolução ou colapso esteja iminente. Servem como aviso histórico.</p>
<p>Em 1917, a combinação de guerra, crise económica, desgaste social e perda de confiança nas elites ajudou a desencadear a revolução que derrubou o regime czarista e abriu caminho à União Soviética. Em 1991, a estagnação económica, a pressão política e a crise do sistema soviético culminaram no colapso da URSS.</p>
<p>O paralelo traçado por analistas do IISS é que derrotas, impasses ou guerras demasiado caras já provocaram divisões internas profundas na Rússia. A guerra na Ucrânia pode não repetir esses episódios, mas reativa padrões perigosos: desgaste militar, pressão económica, elites inquietas e sociedade cada vez mais controlada.</p>
<p><strong>A China pode salvar Putin?</strong></p>
<p>Pequim continua a ser o principal apoio externo de Moscovo, mas não necessariamente em condições favoráveis à Rússia. Analistas citados no texto defendem que a China tem ajudado a economia russa e o esforço militar, mas sempre protegendo os seus próprios interesses.</p>
<p>A ideia é que Putin pode aceitar qualquer margem de apoio oferecida por Xi Jinping, mas dificilmente receberá uma solução que elimine os problemas estruturais russos. A relação com a China ajuda Moscovo a resistir, mas também pode reforçar a dependência russa de Pequim.</p>
<p><strong>O que pode acontecer a seguir?</strong></p>
<p>O Kremlin pode ser obrigado a escolher entre três caminhos difíceis. Pode tentar manter o atual modelo, com uma economia de guerra disfarçada de normalidade. Pode procurar um acordo que lhe permita declarar vitória e concentrar-se na gestão dos danos internos. Ou pode avançar para uma mobilização mais ampla da sociedade e da economia, assumindo de forma mais explícita que a “operação militar especial” é, na prática, uma guerra total.</p>
<p>Esse último cenário poderia reforçar o esforço militar, mas também aumentaria o risco de instabilidade interna. É por isso que a crise económica russa é mais do que uma questão de PIB: pode tornar-se uma crise financeira, social e política.</p>
<p>Em resumo, a Rússia ainda não está perante um colapso visível. Mas os sinais de desgaste acumulam-se em demasiadas frentes ao mesmo tempo: bancos, empresas, trabalhadores, orçamento, elites e sociedade. E é precisamente essa combinação que faz regressar os fantasmas de 1917 e 1991.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768625]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Montenegro defende que Europa deve sentar Rússia à mesa: “Não pode estar eternamente dependente” dos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 17:04:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
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					<description><![CDATA[À saída do debate quinzenal desta quarta-feira, Luís Montenegro afirmou que a posição russa “vai ao encontro” do que tem defendido e do que outros líderes europeus também têm vindo a admitir: qualquer processo de paz para a Ucrânia terá de incluir Moscovo à mesa das negociações]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro português defendeu que a Europa deve tomar a iniciativa num processo de paz que envolva diretamente a Rússia e a Ucrânia, numa reação às declarações vindas de Moscovo sobre a disponibilidade de Vladimir Putin para negociar com representantes europeus.</p>
<p>À saída do debate quinzenal desta quarta-feira, Luís Montenegro afirmou que a posição russa “vai ao encontro” do que tem defendido e do que outros líderes europeus também têm vindo a admitir: qualquer processo de paz para a Ucrânia terá de incluir Moscovo à mesa das negociações.</p>
<p>“O processo de paz carece também de sentar à mesa a Rússia”, afirmou o chefe do Governo, sublinhando que a Europa deve assumir um papel mais ativo na procura de uma solução diplomática para a guerra.</p>
<p>Montenegro considerou ainda que Bruxelas “não pode estar eternamente dependente” da intermediação de terceiros, numa referência aos esforços dos Estados Unidos para aproximar as partes e tentar criar condições para uma paz “justa e duradoura” na Ucrânia. &#8220;A Europa deve tomar a iniciativa de estabelecer esse diálogo com as partes envolvidas: a Ucrânia, naturalmente, que tem um acompanhamento que é permanente, e também com a Rússia, porque essa é a forma de podermos alcançar um processo de paz que possa configurar uma nova etapa, e que nos possamos concentrar na reconstrução da Ucrânia e no restabelecimento das condições de paz e segurança na Europa.&#8221;</p>
<p>A posição do primeiro-ministro português surge pouco depois de Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, ter afirmado que Vladimir Putin está disponível para negociar diretamente com a Europa. Para Moscovo, esse canal tornou-se indispensável num momento em que os esforços diplomáticos americanos enfrentam novos obstáculos, também devido ao agravamento da crise no Irão.</p>
<p>A ideia de uma negociação entre Rússia e Europa não significa, contudo, que haja consenso sobre quem deve representar os interesses europeus. Putin terá sugerido o nome de Gerhard Schröder, antigo chanceler alemão, para liderar o processo, mas a proximidade do ex-líder alemão ao Kremlin tornou essa hipótese difícil de aceitar entre os 27.</p>
<p>Em alternativa, têm circulado outros nomes com maior aceitação política na União Europeia, entre eles Angela Merkel, Mario Draghi, Emmanuel Macron e até António Costa.</p>
<p>Para Portugal, a prioridade parece passar por garantir que a Europa não fica apenas como observadora de um processo conduzido pelos Estados Unidos. Montenegro defende que Bruxelas deve ter lugar próprio na mesa, não só por estar diretamente afetada pela guerra, mas também porque a segurança europeia dependerá das condições de qualquer acordo futuro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768628]]></sapo:autor>
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		<title>Aeroportos europeus registam esperas até 3,5 horas nas fronteiras e preveem verão difícil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 16:48:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[CORREÇÃO: Lisboa, 27 mai 2026 (Lusa) -- Os aeroportos europeus estão a registar esperas até 3,5 horas nos controlos fronteiriços em períodos de pico e antecipam um verão "particularmente difícil", apontando falta de efetivos e falhas técnicas na implementação do novo sistema europeu.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>CORREÇÃO: Lisboa, 27 mai 2026 (Lusa) &#8212; Os aeroportos europeus estão a registar esperas até 3,5 horas nos controlos fronteiriços em períodos de pico e antecipam um verão &#8220;particularmente difícil&#8221;, apontando falta de efetivos e falhas técnicas na implementação do novo sistema europeu. </P><br />
<P>Em respostas enviadas por escrito à Lusa, a associação dos aeroportos europeus, ACI Europe, adianta que os tempos de espera nos controlos fronteiriços atingem atualmente até 3,5 horas nos momentos de pico, um agravamento face às duas horas registadas no anterior inquérito feito junto dos seus membros, em 09 de abril.</P><br />
<P>Numa consulta realizada junto de 45 aeroportos em 20 Estados-membros da União Europeia, a ACI Europe concluiu que o cenário é &#8220;preocupante&#8221;, com vários aeroportos que anteriormente não reportavam esperas excessivas, superiores a uma hora, a passarem agora a fazê-lo.</P><br />
<P>&#8220;A julgar por todos os sinais, será um verão particularmente difícil&#8221;, indicou a associação questionada sobre as perspetivas para os próximos meses em matéria de tempos de espera nos controlos fronteiriços e fluxos de passageiros.</P><br />
<P>Segundo a ACI Europe, os tempos de espera agravaram-se não apenas para os passageiros à chegada, mas também nas partidas, &#8220;apesar do recurso alargado, pelos Estados-membros, à suspensão parcial do Sistema de Entrada/Saída da União Europeia&#8221;, conhecido pela sigla inglesa EES, que entrou em vigor em outubro de 2025.</P><br />
<P>A associação diz não dispor de uma desagregação detalhada por categorias de tráfego, nomeadamente entre passageiros Schengen e não Schengen ou entre controlos de entrada e de saída, mas defende que os Estados-membros devem reportar os tempos de espera nos postos de controlo fronteiriço em plena cooperação com os operadores de transporte.</P><br />
<P>Entre os principais fatores identificados para o congestionamento nos aeroportos europeus aponta &#8220;a falta de pessoal nos controlos fronteiriços, a instabilidade do sistema informático central e das interfaces nacionais do EES&#8221;, incluindo interrupções e falhas recorrentes.</P><br />
<P>A ACI Europe aponta ainda limitações técnicas e operacionais dos quiosques de autoatendimento, bem como a &#8220;persistente incapacidade de utilizar eficazmente as portas automáticas de controlo fronteiriço&#8221; e a implantação limitada da aplicação móvel do EES.</P><br />
<P>O alerta surge numa altura em que se verificam longas filas de espera nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, associadas aos controlos fronteiriços e à implementação do novo sistema europeu, que substituiu os tradicionais carimbos no passaporte por registos digitais.</P><br />
<P>Hoje, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, voltou a admitir suspender, pelo menos nas &#8220;horas críticas&#8221;, o novo sistema de controlo de fronteiras nos aeroportos, para garantir que a economia portuguesa &#8220;não é penalizada&#8221;.</P><br />
<P>Hoje, a vice-presidente executiva da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, disse que Bruxelas está disponível para apoiar Portugal relativamente à implementação do EES, admitindo dificuldades em alguns Estados-membros.</P><br />
<P>Questionada especificamente sobre a situação em Portugal, admitiu que a nova legislação entrou em vigor &#8220;muito recentemente&#8221; e que, &#8220;em alguns Estados-membros&#8221;, há dificuldades na sua implementação.</P><br />
<P>Há precisamente uma semana, a Comissão Europeia negou à Lusa que as filas nos aeroportos em Portugal se devam ao novo EES, apontando que o processamento dos registos demora, em média, pouco mais de um minuto.</P><br />
<P>Novamente questionada pela Lusa, a instituição europeia recordou a resposta anterior e escusou-se a dar dados nacionais, alegando que tal cabe aos Estados-membros.</P><br />
<P>Na altura, em reação, o Governo rejeitou as críticas e defendeu que se trata de um problema europeu e não apenas nacional, relembrando que em breve serão implementadas medidas para reforçar a resposta operacional e reduzir o tempo de espera, como o aumento do número de &#8216;boxes&#8217; de controlo manual de fronteiras a partir de 29 de maio.</P><br />
<P>Além disso, a PSP vai reforçar os aeroportos portugueses com 360 polícias em julho.</P><br />
<P>Portugal iniciou a implementação do sistema no dia 12 de outubro de 2025. Mas em 11 e 12 de abril deste ano a recolha de biometria nas partidas dos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro já tinha sido suspensa devido ao tempo de espera acima do desejado para os passageiros embarcarem.</P><br />
<P>Previsto está que, em caso de falhas técnicas do sistema, os Estados-membros possam recorrer temporariamente a procedimentos alternativos, incluindo registo manual e carimbos no passaporte, até à reposição do funcionamento normal.</P><br />
<P></P><br />
<P>(NOVA VERSÃO PARA CORRIGIR NO 9.º PARÁGRAFO O DIA EM QUE O PRIMEIRO-MINISTRO PROFERIU AS DECLARAÇÕES QUE FOI HOJE) </P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768618]]></sapo:autor>
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		<title>Metro de Lisboa conclui trabalhos em Santos e devolve circulação à Avenida D. Carlos I esta quinta-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 16:42:37 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Metropolitano de Lisboa]]></category>
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					<description><![CDATA[Reposição da circulação resulta de uma articulação entre o Metropolitano de Lisboa, a Carris e a Câmara Municipal de Lisboa, após os constrangimentos provocados pelas obras naquela zona da cidade]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Metropolitano de Lisboa vai repor, a partir das 10 horas desta quinta-feira, a circulação rodoviária na Avenida D. Carlos I, depois da conclusão dos trabalhos associados à construção da futura estação Santos.</p>
<p>A intervenção decorreu na zona do Largo Vitorino Damásio, nos quarteirões entre a Rua da Boavista e a Rua D. Luís I, onde foi necessário interromper temporariamente o trânsito rodoviário para permitir a execução dos trabalhos.</p>
<p>Com a reabertura da circulação automóvel, será também retomada a operação de várias carreiras da Carris. As carreiras 706, 727, 774NFS e 67B voltam a circular a partir desta quinta-feira, enquanto a carreira 25E será reposta a partir de 1 de junho.</p>
<p>A reposição da circulação resulta de uma articulação entre o Metropolitano de Lisboa, a Carris e a Câmara Municipal de Lisboa, após os constrangimentos provocados pelas obras naquela zona da cidade.</p>
<p><strong>Nova estação Santos integra futura linha Circular</strong></p>
<p>Os trabalhos foram realizados no âmbito do prolongamento da rede do Metropolitano de Lisboa entre a estação Rato, na linha Amarela, e o Cais do Sodré, na linha Verde.</p>
<p>Este projeto prevê a criação da nova linha Circular, que incluirá duas novas estações, Estrela e Santos. A entrada em funcionamento está prevista para o primeiro trimestre de 2027.</p>
<p>Com cerca de dois quilómetros de extensão, a linha Circular pretende reforçar a oferta de transporte público em Lisboa, melhorar a conectividade da rede de metro e reduzir tempos de deslocação urbana.</p>
<p>O projeto é apresentado como uma intervenção estruturante para a mobilidade na capital, ao criar novas ligações internas e melhorar a articulação entre diferentes modos de transporte. O objetivo é garantir ligações mais rápidas, frequentes e eficientes entre vários pontos da rede.</p>
<p>Em comunicado, o Metropolitano de Lisboa agradeceu &#8220;a compreensão da população pelos constrangimentos causados durante a execução da obra&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768613]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Estrangeiros representaram 28% das compras de casas em Portugal em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 16:34:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os estrangeiros representaram 28% das compras de casas em Portugal no ano passado, segundo dados do Banco de Portugal divulgados hoje no Relatório de Estabilidade Financeira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os estrangeiros representaram 28% das compras de casas em Portugal no ano passado, segundo dados do Banco de Portugal divulgados hoje no Relatório de Estabilidade Financeira.</p>
<p>Os principais países de origem desses compradores estrangeiros (residentes e não residentes em Portugal) são Brasil, Angola e França.</p>
<p>De acordo com o BdP, a proporção dos compradores estrangeiros tem-se mantido relativamente estável desde 2019 (25% em 2019 e máximo de 31% em 2023).</p>
<p>O valor das transações feitas por compradores estrangeiros é, em média, superior.</p>
<p>O Relatório de Estabilidade Financeira, hoje divulgado, considera que os principais riscos para a estabilidade financeira vêm aumentando, sobretudo devido às tensões geopolíticas.</p>
<p>&#8220;O agravamento destas tensões ou a eventual correção súbita dos mercados financeiros, sobretudo se ocorrerem ao mesmo tempo, podem afetar negativamente a atividade económica, a inflação, os preços dos ativos e a capacidade de famílias e empresas pagarem os seus créditos&#8221;, lê-se no documento.</p>
<p>O impacto pode ser também nos preços no mercado imobiliário, onde considera o BdP que há &#8220;o risco de uma redução abrupta e inesperada dos preços das casas&#8221;.</p>
<p>Sobre o sistema bancário, o BdP diz que tem demonstrado solidez e resiliência, mas que os bancos devem &#8220;manter uma gestão cuidadosa dos riscos&#8221;.</p>
<p>O BdP mostra-se ainda preocupado com os riscos climáticos físicos, recordando que, no início de 2026, houve em Portugal a &#8220;ocorrência de um choque climático extremo em algumas regiões que evidenciou a crescente importância dos riscos climáticos e da natureza&#8221;, referindo-se às tempestades que afetaram em especial a região Centro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768608]]></sapo:autor>
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		<title>Montenegro compara Governo a &#8220;corredor de fundo&#8221; após críticas de Passos sobre falta de ritmo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/montenegro-compara-governo-a-corredor-de-fundo-apos-criticas-de-passos-sobre-falta-de-ritmo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 16:32:27 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Pedro Passos Coelho]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho considerou na terça-feira que seria desejável "um pouco mais de ritmo" na atividade política, admitindo que os portugueses "estão impacientes"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro comparou hoje o seu Governo a um &#8220;corredor de fundo&#8221; que &#8220;não pode &#8216;sprintar&#8217; nos primeiros tempos&#8221;, depois de Pedro Passos Coelho ter pedido &#8220;um pouco mais de ritmo&#8221; na política portuguesa.</p>
<p>Durante o debate quinzenal, na Assembleia da República, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, foi o primeiro a fazer uma alusão às palavras do antigo primeiro-ministro social-democrata Pedro Passos Coelho, afirmando de forma irónica que está solidário com Montenegro.</p>
<p>&#8220;Vou-lhe confessar: sou a única pessoa neste Parlamento solidária com o primeiro-ministro. Aqueles que dizem que o senhor não tem ritmo, ai que ritmo que tem: é desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde, com os olhos postos na Segurança Social, é o ataque aos direitos, é a falta de resolução para os problemas, tudo é negócio, a habitação, as creches, é o ataque brutal com o pensamento no século XIX, com o pacote laboral,&#8230; Se não houvesse ritmo, então o que é que seria de nós?&#8221;, questionou com ironia.</p>
<p>Na resposta ao líder do PCP, o primeiro-ministro aproveitou para responder também às palavras de Pedro Passos Coelho.</p>
<p>&#8220;Agradeço a sua solidariedade. Quando estamos assim no Governo, somos presos por ter cão e por não ter cão. Há os que dizem que estamos num ritmo demasiado lento ou demasiado rápido. Nós não estamos numa coisa nem noutra, nós estamos no nosso ritmo. Somos corredores com &#8216;endurance&#8217;, somos corredores de fundo, somos corredores que sabem que para chegar ao fim numa maratona não se pode &#8216;sprintar&#8217; nos primeiros tempos, nem se pode ir demasiado devagar e deixá-los fugir e depois não os conseguir alcançar&#8221;, argumentou.</p>
<p>O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho considerou na terça-feira que seria desejável &#8220;um pouco mais de ritmo&#8221; na atividade política, admitindo que os portugueses &#8220;estão impacientes&#8221;, num diálogo com André Ventura à entrada para a apresentação de um livro, em Lisboa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768604]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>IL exige divulgação de relatório sobre o SIRESP e diz que Governo é incapaz de resolver</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 16:25:17 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[SIRESP]]></category>
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					<description><![CDATA[A presidente da IL exigiu hoje a divulgação do relatório do grupo de trabalho para uma alternativa ao SIRESP e acusou o Governo de ser "incapaz de resolver" os problemas nas comunicações, avisando que neste verão não haverá desculpas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A presidente da IL exigiu hoje a divulgação do relatório do grupo de trabalho para uma alternativa ao SIRESP e acusou o Governo de ser &#8220;incapaz de resolver&#8221; os problemas nas comunicações, avisando que neste verão não haverá desculpas.</P><br />
<P>No debate quinzenal com o primeiro-ministro, Mariana Leitão questionou o líder do Governo sobre se vai ou não partilhar as conclusões do grupo de trabalho criado pelo executivo para encontrar uma alternativa ao SIRESP, apontando para o que considera ter sido uma &#8220;situação caricata&#8221; na apresentação das conclusões deste organismo.</P><br />
<P>&#8220;No dia 05 de maio, o Ministério da Administração Interna fez um evento público para  supostamente apresentar as conclusões do relatório, mas sem publicar o relatório. E, portanto, é mais uma vez propaganda inconsequente e mal feita&#8221;, atirou, acrescentando que não é possível neste momento fazer o devido escrutínio do Governo.</P><br />
<P>Na réplica, Luís Montenegro reiterou que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, estará no parlamento para &#8220;prestar todos os esclarecimentos e para partilhar toda a informação&#8221;, assegurando que o relatório em causa ser-lhe-á entregue.</P><br />
<P>Posteriormente, Mariana Leitão voltou a criticar o Governo neste matéria, afirmando que nas conclusões apresentadas não há qualquer referência à ligação &#8216;Starlink&#8217; que tinha sido prometida e que o que se tem atualmente é uma despesa de &#8220;800 milhões de euros por um sistema que falha&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Pagou-se um ano de trabalho a um grupo técnico, o resultado supostamente público é um comunicado de imprensa de 3 páginas e um PowerPoint com meia dúzia delas sobre o programa de investimentos e sobre as conclusões do relatório. O que é que os senhores vão fazer no futuro? Nada, absolutamente nada&#8221;, criticou.</P><br />
<P>E acrescentou: &#8220;Nós começamos a ficar verdadeiramente cansados de estar a alertar sucessivamente e a tempo para problemas graves que o Governo se mostra sempre incapaz de resolver. Senhor primeiro-ministro, é a terceira vez que eu venho aqui em debates consigo falar deste tema e continuamos a ver o vazio das respostas do Governo&#8221;.</P><br />
<P>A líder da IL disse ainda que, com a chegada do verão e as temperaturas a bater recordes, o país corre riscos com a atual &#8220;capacidade de comunicações admitidamente insuficientes&#8221; e perguntou se há ou não um plano de contigência pensado, alertando que &#8220;não vai haver desculpas desta vez&#8221;.</P><br />
<P>O primeiro-ministro lamentou que a deputada liberal veja que a &#8220;situação está sempre igual&#8221;, argumentando que isso não é verdade.</P><br />
<P>Luís Montenegro apontou que as conclusões do grupo de trabalho sobre o Siresp já foram apresentadas, apesar do atraso, e que no dia 25 de maio foi nomeada uma nova equipa para a gestão do SIRESP.</P><br />
<P>&#8220;A avaliação foi feita e a equipa de gestão está nomeada, está empoderada para poder agora desenvolver o seu trabalho. E o Governo, sobre as conclusões do relatório e da equipa técnica, já decidiu executar mudanças em três fases&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P></P><br />
<P>TS // SF</P><br />
<P>Lusa / Fim</P></p>
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		<item>
		<title>Bolsa de Lisboa fecha em baixa numa Europa maioritariamente positiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 16:24:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa fechou hoje em baixa, com o índice PSI a recuar 0,65% para 9.136,10 pontos, numa Europa maioritariamente positiva.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa de Lisboa fechou hoje em baixa, com o índice PSI a recuar 0,65% para 9.136,10 pontos, numa Europa maioritariamente positiva.</p>
<p>Das 16 cotadas que integram o PSI, sete desceram e nove subiram.</p>
<p>A liderar as descidas ficou a Galp, que baixou 3,48% para 18,60 euros.</p>
<p>No resto da Europa, Madrid progrediu 0,49%, Paris 0,43% e Londres 0,13%, enquanto Frankfurt cedeu 0,03%.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768589]]></sapo:autor>
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		<title>A Comissão Europeia promove carros elétricos&#8230; mas a sua própria frota tem dificuldade em chegar a Estrasburgo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 16:21:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Viagem até ao Parlamento Europeu, com cerca de 440 quilómetros, já demora perto de cinco horas. Mas, quando os carros oficiais precisam de uma paragem de carregamento de 20 a 30 minutos, o percurso torna-se ainda mais longo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia quer acelerar a transição para os carros elétricos, mas a sua própria frota está a expor um problema conhecido por muitos condutores: a autonomia nem sempre chega. O &#8216;POLITICO&#8217; relata que alguns comissários europeus estão irritados por terem de parar numa estação de serviço no Luxemburgo para carregar os veículos elétricos durante as deslocações entre Bruxelas e Estrasburgo.</p>
<p>A viagem até ao Parlamento Europeu, com cerca de 440 quilómetros, já demora perto de cinco horas. Mas, quando os carros oficiais precisam de uma paragem de carregamento de 20 a 30 minutos, o percurso torna-se ainda mais longo, segundo responsáveis de vários gabinetes de comissários citados pelo jornal.</p>
<p>A situação tornou-se motivo de desconforto dentro da própria Comissão, numa altura em que o executivo europeu tem defendido metas ambiciosas para a eletrificação da mobilidade. As queixas internas ecoam críticas já feitas por grupos políticos e pela indústria automóvel, que alertam para a diferença entre os objetivos climáticos definidos em Bruxelas e a realidade da infraestrutura de carregamento disponível.</p>
<p>A Comissão Europeia lançou em 2022 um plano para tornar a sua frota de 128 veículos totalmente livre de emissões até 2027, objetivo reafirmado em dezembro passado. Atualmente, cerca de 80% da frota já é elétrica, de acordo com um porta-voz da instituição.</p>
<p>O problema é que alguns dos modelos usados na frota, incluindo automóveis de grande dimensão da BMW, não serão os mais adequados para viagens longas sem carregamento intermédio. A Comissão não confirmou ao &#8216;POLITICO&#8217; quais os modelos utilizados pelos comissários.</p>
<p>A alternativa a parar para carregar passa por conduzir mais devagar para poupar bateria. Mas essa solução também não convence. Um responsável citado pelo jornal afirmou que “não funciona realmente”, e outro adiantou que, dessa forma, a viagem pode estender-se até sete horas.</p>
<p>A questão terá sido discutida numa reunião do Colégio de Comissários no início deste ano, depois de um comissário se queixar da inconveniência dos veículos elétricos. A resposta terá sido que o assunto deveria ser encaminhado para Piotr Serafin, comissário responsável pelo Orçamento e pela administração.</p>
<p>Apesar das dificuldades, os comissários também não parecem inclinados a optar pelo comboio. Um responsável de outro gabinete explicou que há reservas por motivos de confidencialidade, uma vez que os comissários podem precisar de fazer chamadas sensíveis durante o trajeto. Ao mesmo tempo, há desagrado com as paragens para carregar, especialmente à noite, no final de semanas longas de plenário em Estrasburgo.</p>
<p>Há quem tenha encontrado soluções alternativas. Três responsáveis disseram que Olivér Várhelyi, comissário húngaro, já terá viajado algumas vezes para Estrasburgo numa carrinha com a sua equipa, deixando de lado o carro oficial. O gabinete de Várhelyi não respondeu ao pedido de comentário.</p>
<p>Ursula von der Leyen fica fora deste problema. A presidente da Comissão Europeia viaja num veículo blindado por razões de segurança, e um responsável citado pelo &#8216;POLITICO&#8217; explicou que não existe atualmente um modelo elétrico blindado adequado às suas necessidades.</p>
<p>O episódio surge numa altura politicamente sensível. A Comissão deverá apresentar em julho o seu plano de eletrificação, depois de o pacote ter sido adiado face ao calendário inicial de meados de junho. A proposta deverá incluir uma nova meta ambiciosa para acelerar a eletrificação da economia, da indústria, do aquecimento das casas e da mobilidade.</p>
<p>A ironia política é evidente: enquanto Bruxelas pressiona cidadãos, empresas e fabricantes a acelerarem a transição elétrica, os próprios comissários descobrem, nas viagens oficiais, os limites práticos da autonomia, dos tempos de carregamento e da infraestrutura disponível.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768593]]></sapo:autor>
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		<title>SATA quer que novo processo de venda contribua para sustentabilidade da Azores Airlines</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 15:56:07 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A SATA Holding disse hoje que com o novo processo de privatização da Azores Airlines pretende assegurar uma operação que "valorize o ativo, atraia investimento qualificado e contribua para a sustentabilidade futura" da companhia aérea açoriana.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A SATA Holding disse hoje que com o novo processo de privatização da Azores Airlines pretende assegurar uma operação que &#8220;valorize o ativo, atraia investimento qualificado e contribua para a sustentabilidade futura&#8221; da companhia aérea açoriana.</P><br />
<P>Simultaneamente, o processo visa reforçar &#8220;o papel estratégico da Azores Airlines no desenvolvimento e na coesão territorial da Região Autónoma dos Açores&#8221;, referiu também a empresa em comunicado.</P><br />
<P>A posição da SATA Holding foi assumida a propósito da publicação em Jornal Oficial, na sexta-feira, do caderno de encargos relativo ao processo de alienação de pelo menos 75% do capital social da SATA Internacional/Azores Airlines. </P><br />
<P>Segundo a nota, a operação &#8220;consiste na oportunidade de investimento numa transportadora aérea com relevância estratégica no Atlântico Norte e com um papel central na conectividade da Região Autónoma dos Açores&#8221;.</P><br />
<P>O caderno de encargos publicado &#8220;estabelece as condições da operação, assegurando um enquadramento transparente, concorrencial e aberto à participação de entidades que demonstrem idoneidade e capacidade financeira para desenvolver o projeto empresarial&#8221;, esclarece.</P><br />
<P>Na quinta-feira, a agência Lusa revelou que a proposta de caderno de encargos de privatização da SATA Internacional/Azores Airlines propõe a venda de pelo menos 75% da companhia e impede a extinção de postos de trabalho e despedimentos coletivos durante 30 meses.</P><br />
<P>O caderno de encargos proposto pelo conselho de administração da SATA ao Governo dos Açores estabelece um modelo de &#8220;negociação particular&#8221; para a privatização da companhia aérea, que vai ter de ser concluída até final do ano, segundo o plano de reestruturação aprovado pela Comissão Europeia.</P><br />
<P>A venda de pelo menos 75% da empresa representa uma diferença face ao anterior concurso, que previa uma alienação mínima de 51% e máxima de 85%, um procedimento encerrado a 06 de março sem privatização, após o júri e a administração da SATA terem considerado que a proposta do Atlantic Connect Group, a única admitida, apresentava &#8220;riscos inaceitáveis&#8221;.</P><br />
<P>O Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) aprovou na quinta-feira a proposta do caderno de encargos, indicando que o procedimento aprovado se estrutura &#8220;como um processo de negociação particular, incorporando maior flexibilidade e capacidade de adaptação, sem prejuízo da salvaguarda dos princípios de transparência, concorrência e igualdade entre interessados&#8221;.</P><br />
<P>No caderno de encargos definem-se as obrigações mínimas a assumir pelo eventual comprador, designadamente &#8220;a manutenção da sede da empresa na Região Autónoma dos Açores por um período mínimo de 30 meses, a salvaguarda dos postos de trabalho, com a não realização de despedimentos coletivos durante o mesmo período, e a garantia da continuidade das ligações aéreas entre os Açores e os principais destinos nacionais e da diáspora, igualmente por 30 meses&#8221;.</P><br />
<P>O processo contará com o acompanhamento de um supervisor independente, o professor Augusto Mateus, que presidiu ao júri do anterior concurso de privatização, sendo a decisão final sujeita a aprovação do Governo dos Açores.</P><br />
<P>Segundo a nota da SATA, o procedimento agora adotado decorre sob a forma de negociação particular, &#8220;permitindo uma abordagem faseada e mais eficiente na interação com investidores, sem prejuízo dos princípios de transparência, igualdade e concorrência, a uma verificação inicial da idoneidade e capacidade financeira dos interessados.</P><br />
<P>&#8220;Segue-se a apresentação de propostas não vinculativas, seguida de uma fase subsequente de propostas vinculativas com base em diligências aprofundadas&#8221;, é referido.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768576]]></sapo:autor>
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		<title>PS acusa Governo de teimosia na inflação, Montenegro lembra opções de Costa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 15:54:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[José Luis Carneiro]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
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		<category><![CDATA[ps]]></category>
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					<description><![CDATA[Estas posições foram trocadas entre José Luís Carneiro e Luís Montenegro no debate quinzenal, no Parlamento, após o líder dos socialistas advertir que Portugal é um dos países da União Europeia que regista maior subida da inflação]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O secretário-geral do PS acusou hoje o Governo de teimosia ao não mitigar os efeitos da inflação, mas o primeiro-ministro invocou a necessidade de prudência e que o executivo de Costa demorou um ano para tomar medidas.</p>
<p>Estas posições foram trocadas entre José Luís Carneiro e Luís Montenegro no debate quinzenal, no Parlamento, após o líder dos socialistas advertir que Portugal é um dos países da União Europeia que regista maior subida da inflação.</p>
<p>José Luís Carneiro considerou insuficientes as medidas de mitigação da inflação até agora tomadas pelo Governo e apontou dados sobre subidas elevadas dos custos ao nível de bens alimentares não transformados, ou nos setores dos combustíveis (gasóleo e gasolina), rendas ou habitação.</p>
<p>&#8220;Desde que tomou posse, aumentou os impostos sobre os combustíveis e os portugueses estão a pagar as suas decisões. Até quando vai manter esta insensibilidade e esta teimosia?&#8221;, perguntou.</p>
<p>Luís Montenegro respondeu que o último executivo de António Costa também se deparou com uma conjuntura de alta da inflação a partir de 2022, após a pandemia da covid-19 e na sequência da intervenção militar russa na Ucrânia.</p>
<p>&#8220;O Governo socialista, do qual o senhor deputado [José Luís Carneiro] fez parte teve uma taxa de inflação mais do dobro do que a atual e demorou mais de um ano a tomar medidas. Medidas que agora o PS reclama que sejam tomadas numa semana&#8221;, reagiu.</p>
<p>De acordo com Luís Montenegro, esse Governo socialista, como atual, perante este fenómeno da inflação, procuraram responderam com prudência&#8221;.</p>
<p>&#8220;É isso que estamos a fazer com sentido de responsabilidade&#8221;, sustentou</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768575]]></sapo:autor>
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		<title>Super El Niño: se acha que já está calor, prepare-se para o que pode vir a seguir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 15:41:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
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					<description><![CDATA[O El Niño é um fenómeno climático natural e cíclico associado ao aquecimento das águas superficiais no Pacífico equatorial central e oriental]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um possível ‘super El Niño’ pode estar a caminho e os cientistas admitem que o fenómeno poderá ter força recorde, agravando extremos meteorológicos em várias regiões do mundo. O &#8216;The Independent&#8217; cita Adam Scaife, responsável pela previsão de longo prazo do Met Office britânico, que deixou um aviso direto: “Há definitivamente algo a caminho. Estamos muito confiantes disso, e parece que será um grande evento.”</p>
<p>O El Niño é um fenómeno climático natural e cíclico associado ao aquecimento das águas superficiais no Pacífico equatorial central e oriental. Em condições normais, os ventos alísios empurram a água quente da América do Sul em direção à Ásia, permitindo que águas frias subam das profundezas junto à costa americana. Quando o El Niño se instala, esse equilíbrio é alterado: os ventos enfraquecem, as águas quentes deslocam-se para leste e a corrente de jato do Pacífico muda de posição.</p>
<p>As consequências não ficam limitadas ao oceano. O enfraquecimento da subida de águas frias reduz o transporte de nutrientes para a superfície, afetando o fitoplâncton, os peixes e, por arrasto, cadeias alimentares inteiras. Mas o impacto mais visível sente-se no clima: seca em algumas regiões, chuvas intensas noutras, maior risco de cheias, perturbações nas monções e alterações nas temporadas de furacões e tufões.</p>
<p>Nos Estados Unidos e no Canadá, algumas zonas do norte tendem a ficar mais quentes e secas, enquanto a costa do Golfo e o sudeste dos EUA podem enfrentar mais chuva e risco de inundações. No Pacífico tropical, países como Chile e Indonésia também costumam ser fortemente afetados, com maior probabilidade de chuva intensa no primeiro caso e de seca no segundo.</p>
<p>Na Europa, o efeito do El Niño é habitualmente mais indireto, mas pode acentuar extremos. No Reino Unido, por exemplo, o fenómeno pode contribuir para invernos mais frios, sobretudo na parte final da estação, e para verões mais quentes. Bill McGuire, professor emérito de riscos geofísicos e climáticos na University College London, admite que as temperaturas de verão possam ser afetadas, talvez já este ano, mas mais provavelmente no próximo, à medida que o planeta continua a aquecer. “Não ficaria nada surpreendido se víssemos calor acima dos 40 ºC”, afirmou.</p>
<p>A diferença entre um El Niño comum e um ‘super El Niño’ está sobretudo na temperatura da superfície do mar. Segundo Mark Roulston, investigador da Universidade de Lancaster, considera-se que há condições de El Niño quando as temperaturas da superfície do mar naquela zona estão mais de 0,5 ºC acima do normal para a época. Um ‘super El Niño’ costuma ser definido quando esse desvio ultrapassa os 2 ºC.</p>
<p>O aquecimento do oceano acelerou nas últimas semanas e deverá continuar nos próximos meses, com pico previsto para o outono. Embora alguns episódios de El Niño possam prolongar-se até 18 meses, as condições mais extremas associadas a um ‘super El Niño’ tendem a durar menos tempo, entre dois e quatro meses.</p>
<p>As previsões citadas pelo &#8216;The Independent&#8217; apontam para uma probabilidade superior a 85% de condições de El Niño durante o próximo inverno no hemisfério norte, entre dezembro, janeiro e fevereiro, e para cerca de 45% de possibilidade de o fenómeno atingir intensidade suficiente para ser classificado como ‘super El Niño’. A NOAA, agência americana para os oceanos e atmosfera, atribui uma probabilidade de 66% a um El Niño forte ou muito forte no inverno.</p>
<p>Mais de metade dos modelos do Centro Europeu de Previsão do Tempo a Médio Prazo apontam para uma possível subida da temperatura oceânica superior a 2,5 ºC no outono, valor que colocaria o fenómeno em território de ‘super El Niño’. Para McGuire, é possível que o limiar dos 2,5 ºC seja ultrapassado e que o fenómeno se aproxime dos 3 ºC, desafiando o evento extremo de 1877-1878.</p>
<p>Eventos de El Niño significativos ocorrem a cada dois a sete anos, mas os ‘super El Niño’ são raros. Desde o grande episódio de 1877-1878, apenas três ultrapassaram o limiar dos 2 ºC: 1982-1983, 1997-1998 e 2015-2016. O &#8216;The Independent&#8217; lembra que o episódio de 1997-1998 esteve associado à morte estimada de 16% dos recifes de coral do mundo.</p>
<p>O risco agora é que um novo episódio extremo se some a um planeta já mais quente. Um ‘super El Niño’ pode contribuir para que 2027 se torne o ano mais quente já registado e para que a temperatura média global ultrapasse de forma persistente a referência de 1,5 ºC acima dos níveis pré-industriais prevista no Acordo de Paris.</p>
<p>O impacto não seria apenas ambiental. Episódios deste tipo podem agravar secas severas, falhas nas colheitas, escassez alimentar, incêndios florestais e cheias devastadoras. Liz Stephens, professora de risco climático e resiliência na Universidade de Reading, alertou que a redução das colheitas por seca ou inundação pode pressionar ainda mais os preços, com potenciais impactos humanitários significativos.</p>
<p>Os cientistas sublinham ainda que o El Niño não substitui nem contraria as alterações climáticas. Pelo contrário, os seus efeitos são agravados por um planeta em aquecimento. Depois de eventos extremos, pode haver anos ligeiramente menos quentes, o que já foi usado no passado por negacionistas para alegar que o aquecimento global tinha parado. Roulston rejeita essa leitura e chama-lhe uma “ilusão estatística”: a tendência de fundo continua a ser de subida das temperaturas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768545]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ébola: Uganda encerra fronteira com RDCongo devido ao aumento de casos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 15:19:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Uganda]]></category>
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					<description><![CDATA[As autoridades ugandesas ordenaram hoje o encerramento da fronteira com a República Democrática do Congo (RDCongo), "com efeito imediato", devido ao aumento dos casos de Ébola no país vizinho e ao surgimento de casos suspeitos no próprio território.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As autoridades ugandesas ordenaram hoje o encerramento da fronteira com a República Democrática do Congo (RDCongo), &#8220;com efeito imediato&#8221;, devido ao aumento dos casos de Ébola no país vizinho e ao surgimento de casos suspeitos no próprio território.</p>
<p>A decisão foi tomada por um grupo de trabalho local sobre o Ébola, liderado pela vice-presidente Jesca Alupo, na sequência de um aumento do número de profissionais de saúde ugandeses expostos ao vírus por doentes congoleses que atravessaram a fronteira antes da declaração do surto, em 15 de maio.</p>
<p>O Uganda registou sete casos de Ébola, incluindo uma morte.</p>
<p>Embora o número de casos da doença no Uganda não esteja a aumentar drasticamente, o número de habitantes locais expostos à infeção através dos profissionais de saúde tem vindo a aumentar.</p>
<p>&#8220;Eles têm famílias, e por isso o número tem vindo a aumentar&#8221;, afirmou a secretária do Ministério da Saúde do Uganda, Diana Atwine, referindo-se aos profissionais de saúde.</p>
<p>Até à data, foram identificados 311 contactos para acompanhamento no Uganda.</p>
<p>Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos suspeitos de Ébola no leste da RDCongo aproxima-se dos 1.000, com pelo menos 223 mortes suspeitas.</p>
<p>Esta epidemia também é complexa devido à falta de vacinas e tratamentos aprovados para esta estirpe Bundibugyo do Ébola, e cuja taxa de letalidade varia entre 30% e 50%, segundo a OMS.</p>
<p>O vírus provavelmente começou a circular em Ituri cerca de dois meses antes de ser declarado então o surto, segundo a OMS, que classificou esta epidemia em 17 de maio como &#8220;emergência de saúde pública de importância internacional&#8221;.</p>
<p>Na passada sexta-feira, a OMS elevou de &#8220;alto&#8221; para &#8220;muito alto&#8221; o risco devido ao surto na RDCongo e em Uganda, enquanto o risco continua &#8220;alto&#8221; ao nível da região da África subsaariana e &#8220;baixo&#8221; a nível global.</p>
<p>Dez países africanos, entre eles Angola, estão em &#8220;alto risco&#8221; de serem afetados pela epidemia na RDCongo e no Uganda, por partilharem fronteira com essas duas nações.</p>
<p>Este é a 17.ª epidemia de Ébola registada na RDCongo desde que o vírus foi detetado pela primeira vez em 1976.</p>
<p>A RDCongo, nação vizinha de Angola, é regularmente afetada por surtos e epidemias do vírus Ébola, que se transmite através do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.</p>
<p>O Ébola provoca uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768529]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Governo acusa juristas e consultores de vistos &#8216;gold&#8217; de terem enganado clientes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 15:18:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ntónio Leitão Amaro comentou o anúncio de um processo promovido por requerentes de Autorizações de Residência para Investimento (ARI) devido ao alargamento do prazo de acesso à nacionalidade e lamentou as falsas expectativas criadas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Presidência acusou hoje juristas e consultores de pedidos de vistos de investimento (vistos &#8216;gold&#8217;) de terem prometido o acesso à nacionalidade aos seus clientes.</p>
<p>Falando na Comissão Parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, António Leitão Amaro comentou o anúncio de um processo promovido por requerentes de Autorizações de Residência para Investimento (ARI) devido ao alargamento do prazo de acesso à nacionalidade e lamentou as falsas expectativas criadas.</p>
<p>&#8220;Nós tivemos muitos casos de muitos consultores, juristas e financeiros que aconselharam erradamente e geraram falso aconselhamento aos seus clientes&#8221;, dizendo: &#8220;tens ARI, tens visto &#8216;gold&#8217; e tens passaporte&#8221;.</p>
<p>Mas isso &#8220;nunca foi a regra, nem nos governos do PS ou do PSD. Nós sempre recusámos isso&#8221;, disse Leitão Amaro, considerando que &#8220;há quem tenha enganado os seus clientes e agora tenta culpar o Estado&#8221;.</p>
<p>Sobre o chumbo do Tribunal Constitucional à lei que permitia retirar a nacionalidade a cidadãos de origem estrangeira, em resposta a uma pergunta do Chega, Leitão Amaro salientou que a eventual nova discussão do diploma &#8220;cabe aos grupos parlamentares e não ao Governo&#8221;.</p>
<p>No que respeita ao reagrupamento familiar, uma reivindicação dos partidos de esquerda, Leitão Amaro recordou que Portugal aprovava &#8220;20 mil casos por ano&#8221; e apenas &#8220;quando o tribunal mandava&#8221;, porque as &#8220;portas estavam fechadas&#8221; e, só este ano, &#8220;já foram feitos 55 mil agendamentos, com 35 mil atendimentos&#8221; de pedidos.</p>
<p>Num balanço da política migratória e a pedido do PS, Leitão Amaro referiu que metade dos pedidos de asilo eram indeferidos, mas salientou que o &#8220;número relativamente limitado&#8221; (1.991 pedidos em 2022, 2.700 em 2023) resulta do facto de existir a figura de manifestação de interesse.</p>
<p>&#8220;Como Portugal teve um sistema de manifestação de interesse que permitia uma concessão sem controlo, as pessoas não tinham necessidade de pedir asilo&#8221; e, em muitos casos (40 mil), já tinham feito pedidos de proteção noutros países que foram recusados, explicou.</p>
<p>&#8220;Os indeferimentos dos pedidos de asilo andam na ordem dos 50%&#8221; e &#8220;temos muitos indeferimentos porque [os requerentes] estavam em situação irregular e não podemos permitir um efeito de chamada assim&#8221;, explicou, salientando a importância de políticas que resolvam pontos de entrada irregular.</p>
<p>&#8220;Quando estava o portão todo escancarado toda a gente entrava pelo portão escancarado&#8221;, mas &#8220;quando a porta se fecha, tentam entrar pela janela&#8221;, explicou o governante, que abordou também a política de outros países.</p>
<p>&#8220;Nós resolvemos processos e emitimos 500 mil cartões&#8221; e a &#8220;nossa opção não foi anunciar uma chamada&#8221;, como fez o governo espanhol, disse, sem criticar diretamente o executivo vizinho, mas respondendo a uma pergunta do deputado (IL) Rui Rocha, que questionou o ministro sobre o impacto do anúncio de regularização em massa de imigrantes por Madrid.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768530]]></sapo:autor>
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		<title>Primeiro-ministro admite suspender novo sistema de controlo de fronteiras &#8220;nas horas críticas&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 15:18:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Luís Montenegro]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro voltou hoje a admitir suspender, pelo menos nas "horas críticas", o novo sistema de controlo de fronteiras nos aeroportos para garantir que a economia portuguesa "não é penalizada".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro voltou hoje a admitir suspender, pelo menos nas &#8220;horas críticas&#8221;, o novo sistema de controlo de fronteiras nos aeroportos para garantir que a economia portuguesa &#8220;não é penalizada&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Não queremos chegar ao ponto de suspender procedimentos, mas se o tivermos de fazer, mormente em horas críticas, ao abrigo das regras que os nossos compromissos europeus também permitem, nós fá-lo-emos enquanto todo este mecanismo não tiver um funcionamento absolutamente normal&#8221;, afirmou Luís Montenegro, no debate quinzenal no Parlamento.</P><br />
<P>Em resposta ao líder parlamentar do PSD, Montenegro referiu-se também à polémica com a escolha do responsável do SIRESP, que levou à demissão do secretário-geral adjunto da Administração Interna António Pombeiro, mas atirou as responsabilidades pelo mau funcionamento das comunicações de emergência para o passado.</P><br />
<P>&#8220;O foco aqui é corrigir aquilo que não funcionou no passado e poder fazê-lo com um grau de eficiência que seja o mais intenso, o mais robusto, o mais profundo possível&#8221;, disse, reiterando a disponibilidade já anunciada pelo ministro Luís Neves para dar explicações no Parlamento.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768539]]></sapo:autor>
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		<title>Rússia ameaça Arménia com guerra económica devido à aproximação à União Europeia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 15:17:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Guerra económica começou, na realidade, há quase dois meses, praticamente ao mesmo tempo que a campanha eleitoral na Arménia - as eleições legislativas realizam-se a 7 de junho -, quando o Kremlin se opôs à reeleição do atual primeiro-ministro arménio, Nikol Pashinyan]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia deu hoje mais um passo no confronto com a Arménia, em vésperas das eleições legislativas no país, ao ameaçar suspender o fornecimento de petróleo e gás devido à crescente aproximação de Erevan à União Europeia (UE).</p>
<p>A guerra económica começou, na realidade, há quase dois meses, praticamente ao mesmo tempo que a campanha eleitoral na Arménia &#8212; as eleições legislativas realizam-se a 07 de junho -, quando o Kremlin se opôs à reeleição do atual primeiro-ministro arménio, Nikol Pashinyan.</p>
<p>Moscovo já puniu Erevan com a proibição de exportar para o mercado russo flores, água mineral e, parcialmente, conhaque e vinho, ameaçando fazer o mesmo com frutas e legumes, alegando motivos fitossanitários.</p>
<p>O Kremlin recorreu anteriormente a métodos semelhantes para pressionar outros vizinhos considerados rebeldes que procuravam afastar-se da órbita russa, como a Ucrânia ou a Moldova.</p>
<p>Até agora, Moscovo limitava-se a advertir Pashinyan sobre uma eventual subida dos preços das exportações, mas a Rússia entregou hoje uma carta ao Governo arménio ameaçando suspender os fornecimentos de petróleo, gás e diamantes em bruto.</p>
<p>&#8220;Caso continue o processo de integração da República da Arménia na UE, a parte russa suspenderá ou denunciará unilateralmente o acordo entre os governos da Rússia e da Arménia sobre cooperação no domínio do fornecimento de gás natural, produtos petrolíferos e diamantes em bruto, de 02 de dezembro de 2013&#8221;, explicou Maria Zakharova, porta-voz da diplomacia russa.</p>
<p>A carta é assinada pelo ministro da Energia russo, Serguei Tsiviliov, que, segundo o diário Kommersant, que teve acesso ao documento, argumenta que o aprofundamento das relações entre o país caucasiano e a UE põe em causa décadas de estreita cooperação com Moscovo.</p>
<p>Ao abrigo do acordo assinado em 2013, a Arménia recebe da Rússia &#8220;em condições preferenciais&#8221;, segundo Tsiviliov, 85% das importações de gás, dois terços dos produtos petrolíferos e 50% dos diamantes.</p>
<p>O Presidente russo, Vladimir Putin, já tinha insinuado há algumas semanas que a Arménia poderia deixar de pagar 177 dólares (152 euros) por cada mil metros cúbicos de gás e passar a pagar 600 dólares (515 euros), tarifa aplicada a outros países europeus.</p>
<p>Além disso, advertiu que a intenção da Ucrânia de assinar, em 2013, um Acordo de Associação com a UE foi uma das causas do atual conflito.</p>
<p>O Kremlin tenta influenciar por todos os meios o desenrolar da campanha eleitoral. Para isso, irá levantar na sexta-feira, na cimeira da União Económica Eurasiática (UEE), liderada por Moscovo, a questão do eventual conflito relacionado com a futura integração arménia na UE.</p>
<p>&#8220;Os planos da Arménia não podem deixar de suscitar preocupação nos outros países que cooperam com a Arménia no quadro da UEE&#8221;, explicou Yuri Ushakov, conselheiro de política internacional do Kremlin.</p>
<p>O problema é que, como admitiu o diplomata, não é possível expulsar a Arménia, já que o procedimento não está previsto nos estatutos da organização. Cabe ao próprio país declarar a intenção de suspender a participação &#8220;por uma razão ou outra&#8221;.</p>
<p>Ushakov recordou que a Arménia &#8220;recebe enormes benefícios da cooperação no quadro da UEE&#8221;, uma vez que, desde a adesão, o Produto Interno Bruto (PIB) &#8220;praticamente duplicou&#8221;, passando de 11.600 milhões para 20.200 milhões de dólares (de 9.660 milhões para 1.740 milhões de euros), enquanto os salários aumentaram 50%.</p>
<p>Insistiu que a economia arménia apresenta &#8220;ritmos extraordinários de crescimento&#8221;, de 12,6% em 2022 para 7,2% em 2025, o que demonstra que a Arménia &#8220;recebe enormes benefícios da cooperação no quadro da UEE&#8221;, destino de 38,5% das exportações do país.</p>
<p>O primeiro-ministro arménio respondeu hoje que o povo arménio deve ter alternativas: &#8220;pertencer à UEE ou à UE&#8221;.</p>
<p>&#8220;Não serei eu a decidir, mas os cidadãos da Arménia. A minha tarefa é que exista uma alternativa e ela existe&#8221;, afirmou Pashinyan, acrescentando que &#8220;os parceiros que respondem a isto com ameaças, mesmo que veladas, agem contra si próprios&#8221;.</p>
<p>&#8220;Não é lógico ameaçar a Arménia com preços elevados&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Após a Rússia não ter ajudado a Arménia no conflito com o Azerbaijão, em 2023, pelo controlo da região de Nagorno-Karabakh, Pashinyan decidiu congelar a participação na aliança militar pós-soviética e aproximar-se do Ocidente, acolhendo no início deste mês a cimeira da Comunidade Política Europeia e, na terça-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768540]]></sapo:autor>
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		<title>Plano polémico de Trump: americanos expostos ao Ébola podem ser tratados no Quénia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 15:13:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Ébola]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
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		<category><![CDATA[quénia]]></category>
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					<description><![CDATA[Decisão marca uma mudança face a surtos anteriores, em que americanos expostos ou infetados eram transportados para unidades especializadas nos EUA]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Administração Trump estará a preparar um plano para enviar cidadãos americanos expostos ao vírus Ébola para o Quénia, em vez de os repatriar para os Estados Unidos para observação e tratamento, avança o &#8216;The Independent&#8217;, citando uma investigação do ‘The New York Times’. A decisão marca uma mudança face a surtos anteriores, em que americanos expostos ou infetados eram transportados para unidades especializadas nos EUA.</p>
<p>O plano surge numa altura em que a República Democrática do Congo enfrenta um novo surto de Ébola, com casos também detetados no Uganda. A Organização Mundial da Saúde declarou a situação uma emergência de saúde pública de preocupação internacional, o nível mais elevado de alerta formal da organização.</p>
<p>Segundo o &#8216;The Independent&#8217;, três fontes com conhecimento dos planos afirmaram que os americanos expostos ao vírus seriam enviados para o Quénia para observação e tratamento. Duas dessas fontes disseram que a intenção seria manter fora dos Estados Unidos cidadãos americanos potencialmente expostos ao Ébola.</p>
<p>A Casa Branca confirmou ao &#8216;The Independent&#8217; que está a criar uma instalação “de última geração” no Quénia, num esforço coordenado entre os departamentos de Estado, Saúde e Serviços Humanos e Defesa. Um responsável da Administração justificou a medida com a necessidade de retirar rapidamente cidadãos americanos da República Democrática do Congo e garantir quarentena sem os riscos de uma longa evacuação médica até aos EUA.</p>
<p>“O tempo é essencial para doentes com Ébola”, afirmou o responsável, defendendo que a instalação permitirá aos americanos na região receber cuidados mais rapidamente, sem um voo de evacuação médica superior a 12 horas. A mesma fonte acrescentou que a unidade deverá ter capacidade para tratar todo o espectro da doença, incluindo necessidades de cuidados críticos.</p>
<p>De acordo com o plano citado, oficiais do Serviço de Saúde Pública dos EUA estão a ser treinados para serem destacados para o Quénia e prestar cuidados médicos a cidadãos americanos considerados em risco elevado de desenvolver Ébola. Inicialmente, a ideia seria monitorizar esses cidadãos no Quénia e transferir para a Europa quem começasse a apresentar sintomas. Agora, a Administração pretende que o tratamento também possa ocorrer naquele país africano.</p>
<p>A opção está a gerar críticas entre especialistas em saúde pública. Tom Inglesby, diretor do Johns Hopkins Center for Health Security, disse ao ‘The New York Times’ que ficou surpreendido com a decisão de não repatriar oficiais do Serviço de Saúde Pública para os EUA, defendendo que existe um compromisso ético forte de lhes garantir os melhores cuidados possíveis em território americano.</p>
<p>Craig Spencer, especialista em saúde pública da Universidade Brown, foi mais duro e considerou que deixar cidadãos americanos em África representa uma “dramática abdicação” daquilo que os Estados Unidos devem aos seus próprios cidadãos. Spencer contraiu Ébola em 2014, depois de tratar doentes na Guiné, e foi assistido durante 19 dias no Bellevue Hospital, em Nova Iorque.</p>
<p>O especialista reconheceu que uma instalação no Quénia poderá ser melhor do que uma unidade na República Democrática do Congo, mas duvidou que consiga igualar rapidamente a capacidade das estruturas americanas especializadas em Ébola, desenvolvidas ao longo da última década.</p>
<p>Os dados do CDC indicavam, a 26 de maio, 906 casos suspeitos e 105 casos confirmados na República Democrática do Congo, além de 223 mortes suspeitas e 10 mortes confirmadas. O Uganda reportava sete casos confirmados e uma morte. O CDC sublinha que, até agora, não foram registados casos associados a este surto nos Estados Unidos e que o risco para a população americana em geral continua baixo.</p>
<p>O surto atual é causado pelo vírus Bundibugyo, uma espécie de Ébola relacionada, mas distinta, do vírus Zaire, responsável pela epidemia de 2013-2016 na África Ocidental. A situação tem sido agravada por conflito, deslocações populacionais, fragilidade das infraestruturas e dificuldades de acesso das equipas de saúde nas zonas afetadas.</p>
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