A bolsa de Lisboa terminou o mês de janeiro com o valor de 6.322,8 pontos, que significa uma diminuição mensal de -1,2%, num contexto de crescimento dos mercados norte-americano e europeus.
No primeiro terço do mês, registou-se uma evolução crescente do índice, no entanto, a partir deste momento, seguiu-se uma tenência descendente, ao contrário da tendência dos mercados europeu e norte-americano, que após uma estabilização na primeira quinzena do mês, apresentam uma trajetória crescente.
“No entanto, o PSI termina o mês de janeiro /2024 na faixa de variação [63001- 77502], para a qual entrou em novembro de 2023, reportando-nos para máximos ocorridos em 2014 e níveis atingidos há 10 anos. Merece uma referência especial, a quebra do o seu nível de suporte em diversas sessões no mês de janeiro, correspondente ao limite inferior daquele intervalo”, explica a Maxyield à Executive Digest.
No mês de janeiro, sete das sociedades cotadas do PSI tiveram crescimento mensal das suas cotações, envolvendo a Mota-Engil (34,6%), a Galp (9,6%), a Navigator (7,7%), a Semapa (6,7%), os CTT (5,4%), a Corticeira Amorim (3,4%) e a NOS (2,5%).
Paralelamente, verifica-se que oito sociedades sofreram quebra das cotações em janeiro, com particular relevo dos sectores energético e retalhista, sendo elas a EDP Renováveis (-18,8%), a EDP (-9,1%), a J. Martins (-8,5%), a REN (-2,2%), a Altri (-1,7%), o BCP (-1,6%), a Greenvolt (-1,2%) e a Sonae SGPS (-0,9%).
A Ibersol manteve o seu valor inalterado entre o início e o fim de janeiro.

Já em comparação com o mesmo período do ano anterior, a variação homóloga do PSI foi de 7,4%, que suporta o confronto com o benchmark europeu, mas fica aquém dos principais índices norte-americanos.
O top 5 de maior crescimento homólogo inclui a Mota-Engil (213,5%), o BCP (38,3%), a Navigator (18,9%), a Semapa (18%) a Galp (16,2%),
Apenas cinco sociedades apresentam diminuição homóloga de valor, a EDP Renováveis (-24,5%), a REN (-9,9%), a EDP (-9,1%), a Sonae SGPS (-4,2%) e a ALTRI (-2,3%).
“A variação homóloga confirma o fraco desempenho do setor energético, para o qual contribuem o desempenho comercial, nível de endividamento e influência negativa do aumento das taxas de juro”, sublinham.
















