PSI cai em março: Praça de Lisboa “arrastada” pela turbulência financeira que afeta os mercados bolsistas

O PSI termina o mês de março com o valor de 6.046,6 pontos, o que representa uma diminuição mensal de -0,2%. A praça de Lisboa negoceia uma vez mais com 16 cotadas com a Ibersol a negociar novamente em bolsa.

André Manuel Mendes
Abril 3, 2023
12:36

O PSI termina o mês de março com o valor de 6.046,6 pontos, o que representa uma diminuição mensal de -0,2%. A praça de Lisboa negoceia uma vez mais com 16 cotadas com a Ibersol a negociar novamente em bolsa.

As Cotadas na Bolsa de Lisboa tiveram uma variação mensal do PSI oscila entre 11,3% da J. Martins e os –1% da Galp. Os dados do comportamento do PSI no mês de março da Maxyield mostram que oito sociedades cotadas do PSI tiveram variação mensal positiva, merecendo referência o setor energético através do Grupo EDP e da REN.

As ações com crescimento mensal das suas cotações foram a J. Martins (11,3%), a EDP Renováveis (8,7%), a REN (6,1%), a EDP (5%), a Ibersol (3,8%), a Corticeira Amorim (2,4%), a Altri (2,3%) e a NOS (0,8%),

Por outro lado, oito grupos empresariais sofreram diminuição mensal de valor das suas ações, basicamente concentrados em torno dos setores industrial, bancário e petrolífero. Os títulos com diminuição mensal de valor foram a Mota-Engil (-14,6%), o BCP (-10,6%), a Galp (- 9,5%), a Greenvolt (-8,7%), a Semapa (-4,6%), os CTT (-3,6%), a Sonae SGPS (-3,1%) e a Navigator (-1%).

A trajetória do PSI ao longo do mês de Março mostra o “arrastamento do PSI pela espuma de marés vermelhas bolsistas, associadas ao contexto de incerteza provocado pelo colapso de bancos regionais norte-americanos e Credit Suisse”, explica a Maxyield.

Este contexto de incerteza foi provocado pelo colapso de três bancos regionais norte-americanos, o Silicon Valley Bank, Silvergate Bank e Signature Bank, e da venda do Credit Suisse ao seu concorrente UBS.

“O PSI aproximou-se do nível de suporte correspondente ao limite inferior da faixa de variação [57501 – 63002], mas terminou o mês no centro deste intervalo, que constitui um referencial para níveis atingidos há 7 anos e posicionamento dominante em 2022”, explicam.

No que respeita à variação anual,  o crescimento anual do PSI encontra-se em torno de 5,6% que se deve ao comportamento positivo nos dois primeiros meses do ano. A banda de variação anual oscila entre 39,3% do BCP e -17% da Galp, sendo que doze cotadas apresentam uma variação anual positiva e quatro sofreram quebras na sua cotação.

As sociedades com variação anual positiva foram o BCP (39,3%), a Mota-Engil (35,7%), a Ibersol (19,9%) os CTT (17,4%), a Corticeira Amorim (14,7%), a NOS (11,4%), a Semapa (10,7%), a EDP (7,7%), a Sonae SGPS (7,5%), a J. Martins (7,1%) a REN (7,1%) e a EDP Renováveis (2,5%),

As quatro sociedades com quebra na cotação foram a GALP (-17%), a Greenvolt (-15%), a Altri (-5,2%) e a Navigator (-4,6%).

 

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