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PSI 20 cai 3% em outubro e mantém trajetória de quebra do 2.º semestre

No final de outubro o PSI 20, índice que agrega as 20 maiores empresas cotadas na Euronext Lisboa, atingiu o valor de 3945, representando uma diminuição mensal de -3%, mantendo-se na trajetória da quebra que se vem verificando ao longo do 2.º semestre, segundo análise da Maxyield – Clube dos Pequenos Acionistas.

O ligeiro crescimento do PSI 20 verificado nas duas primeiras semanas de outubro, deu origem a uma trajetória descendente na segunda quinzena, terminando o mês a nível próximo de 27 de março.

A tendência de crescimento ao longo do 2.º trimestre foi interrompida pelo quarto mês consecutivo, que indicia fraqueza e debilidade no processo de recuperação do crash bolsista.

Os analistas destacam o comportamento positivo da EDP Renováveis e da Sonae Capital com taxas de crescimento de forte amplitude (superiores a 10%). Neste mês, a Ibersol, os CTT, a Pharol, a Semapa, a Sonae SGPS, a Galp, a Altri e a Navigator constituem referências negativas, apresentando diminuições superiores a -10%.

O índice PSI 20 tem uma variação anual de -33% relativamente a 31 de dezembro / 2019, e apenas as sociedades emitentes EDP, EDP Renováveis, NOVABASE e Sonae Capital apresentam em 2020 crescimento anual das suas cotações.

As empresas com modelos de negócio mais expostos à pandemia, foram afetadas de forma muito intensa e com consequências mais severas, designadamente BCP, Ibersol, GALP, Semapa, Navigator, Sonae SGPS, ALTRI e Mota-Engil com diminuição anual das cotações superior a -40% no final do mês de outubro.

Relativamente ao ponto mais baixo do crash bolsista (19 de março / 2020) em que o PSI 20 atingiu o valor de 3596, verifica-se no final de outubro um aumento de 9,7% relativamente àquele mínimo.

Em linha com tendência negativa dos índices europeus

A evolução do PSI20 no mês de outubro, insere-se no contexto de quebra dos índices europeus, os quais se encontram com tendência de diminuição desde final de agosto. A análise mostra que o comportamento do PSI 20 está a “descolar” pelo lado negativo da tendência evolutiva dos índices europeu STOXX600, britânico FTSE100 e alemão DAX 30. O índice alemão DAX 30 está a perder força e a convergir com o índice europeu STOXX600. Em sentido contrário encontra-se o IBEX35 cujo afastamento do STOXX600 se mantém de forma persistente.

Os EUA lideram o processo de recuperação internacional dos mercados bolsistas, sendo que o S&P500, índice composto pelas maiores 500 sociedades cotadas na NYSE, apresenta uma evolução mais rápida e mais acentuada que os índices europeus, embora não tenha «resistido» à tendência geral de quebra das cotações no mês de outubro. Contudo o S&P500 encontra-se “em cima” da cotação atingida em 19 de fevereiro/ 2020, que representa o pico atingido antes do crash.

Índice espanhol continua com fraca performance

O mercado bolsista espanhol medido pelo IBEX 35 apresenta uma diminuição acumulada anual de -32,4% e semelhante à evolução do PSI 20 que foi de -33%. Por outro lado, mantém-se o ‘gap’ do IBEX 35 em relação ao índice europeu STOXX600 e PSI 20 após o crash bolsista. Apenas a Iberdola apresenta uma variação anual positiva. No intervalo de diminuição entre -35% e -50% encontram-se a Caixa Bank e Maphre. O Santander, o BBVA, a Repsol, a Merlin e a Telefónica apresentam uma diminuição anual das cotações superior a -50%.

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