PSD votou «em coerência com o que sempre disse», garante Rui Rio

O deputado do PSD, Rui Rio, falou esta quinta-feira aos jornalistas sobre a proposta do Orçamento de Estado para 2021, contra a qual se opôs, mas que ainda assim foi viabilizada. Quando questionado sobre a irresponsabilidade de que foi acusado por parte do Governo, o responsável não concorda.

O voto sobre o Novo Banco foi dado «em coerência com aquilo que sempre disse», garantiu o responsável  «Aquela proposta dá a garantia, do meu lado, de que o Estado vai cumprir, quando o Novo Banco cumprir também», disse afirmando que independentemente do partido, o seu voto seria sempre o mesmo.

«O Novo Banco anda a vender património um atrás do outro sabe-se lá a quem, há um momento em que é preciso dizer basta», defende Rio sublinhando que escolheu «não massacrar os contribuintes» e pedindo «coerência» ao Governo nas suas ações.

Rui Rio diz seguir sempre a «justeza das propostas». «Quando estou ao lado do Chega sou fascista, se calhar ao lado do Bloco de Esquerda sou comunista», ironizou. «Por mim, o Estado cumpre, desde que os outros cumpram também», garante.

«Precisamos que a auditoria ande depressa e o Novo Banco vai reclamar a verba lá para maio e aí vamos ter de ver o momento em que o Estado honra o compromisso», afirma o deputado do PSD, ressalvando que não tem «garantia que a auditoria chega a tempo, ou que seja em maio ou que sejam 400 e tal milhões. Mas tenho a garantia que não passa mais dinheiro nenhum para lá se o Governo não vier aqui autorizar».


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