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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 15 Jul 2026 11:45:26 +0000</lastBuildDate>
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		<title>“Precisamos de pás, não de espingardas”. Trinta mil voluntários fizeram o que o Estado não conseguiu: resgatar, alimentar e enterrar os mortos na Venezuela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 11:42:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Cerca de 30 mil pessoas inscreveram-se como voluntárias nas zonas atingidas pelo terramoto, enquanto moradores e familiares denunciam a chegada tardia e insuficiente das Forças Armadas e da Proteção Civil]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante três semanas, dezenas de milhares de voluntários assumiram tarefas que deveriam ter sido asseguradas pelo Estado venezuelano: procurar sobreviventes, remover toneladas de betão, distribuir alimentos, organizar equipas médicas e enterrar os mortos. Entre os escombros, a revolta cresce à medida que o Governo prepara a demolição de edifícios onde as famílias acreditam que permanecem corpos.</p>
<p>Segundo o jornal ‘ABC’, cerca de 30 mil pessoas inscreveram-se como voluntárias nas zonas atingidas pelo terramoto, enquanto moradores e familiares denunciam a chegada tardia e insuficiente das Forças Armadas e da Proteção Civil. Muitos militares terão aparecido apenas ao terceiro dia, transportando espingardas, mas sem ferramentas de resgate.</p>
<p>Na urbanização OPP 33, em La Guaira, Dayana Suárez passou 20 dias a escavar uma das torres da Grande Missão Habitação Venezuela, que desabou na madrugada de 24 de junho. Centenas de pessoas terão ficado presas sob a estrutura.</p>
<p>Durante uma semana, trabalhou ao lado de uma equipa mexicana de busca e salvamento. Os cães assinalaram zonas onde poderiam existir sobreviventes, mas, depois da partida dos especialistas estrangeiros, não chegaram reforços com capacidade semelhante.</p>
<p>A revolta tornou-se visível durante a visita do major-general Rubén Darío Belzares Escobar, comandante do Exército Bolivariano. Dayana confrontou-o por não ter sido enviada a grua telescópica necessária para recuperar dois corpos.</p>
<p>“Temos pedido uma grua há duas semanas. Ontem mandaram uma que não serve. Para que a enviaram?”, questionou. O general respondeu que estava a trabalhar. “Eu é que estou a trabalhar”, devolveu a voluntária, antes de o responsável militar abandonar o local.</p>
<p><strong>“Não estamos numa guerra civil”</strong></p>
<p>A presença de soldados armados entre pessoas que escavam com pás tornou-se uma das imagens mais criticadas pelas vítimas. A organização venezuelana Provea documentou militares com armas longas nas operações e grupos armados a controlarem o acesso a hospitais.</p>
<p>“Não temos socorristas, não temos ferramentas. Temos apenas polícias armados, mas não estamos numa guerra civil, estamos numa tragédia”, denunciou uma das familiares citadas pelo ‘ABC’. “Precisamos de pessoas para escavar, não de gente que venha gravar vídeos para o TikTok.”</p>
<p>Grande parte da maquinaria pesada utilizada nos primeiros dias foi contratada por particulares. Vizinhos e familiares juntaram dinheiro para pagar retroescavadoras capazes de remover as lajes, enquanto os militares permaneciam sobretudo encarregados de guardar os perímetros.</p>
<p>Para as vítimas, a incapacidade de resposta contrasta com a dimensão das Forças Armadas venezuelanas. O país terá cerca de dois mil generais para aproximadamente 130 mil militares, uma proporção muito superior à registada noutros exércitos.</p>
<p><strong>“Quero o corpo do meu filho”</strong></p>
<p>Geraldine Coromoto Rivero permanece junto à OPP 33. Debaixo dos escombros estão o filho de dois anos e o pai da criança. A mulher acredita que uma intervenção mais rápida poderia ter salvado muitas pessoas.</p>
<p>“Se tivessem atuado durante as primeiras 72 horas, teria sido possível salvar um número incrível de pessoas”, afirmou. Durante mais de duas semanas, diz não ter visto o governador, a vice-presidente ou outros dirigentes nacionais. O presidente da câmara foi o único responsável local a deslocar-se ao local, em duas ocasiões.</p>
<p>Geraldine afirma ter sido uma apoiante convicta do chavismo, mas garante que perdeu toda a confiança no regime depois de assistir à resposta à catástrofe.</p>
<p>A ordem de demolição dos edifícios agravou a indignação. As famílias receiam que as máquinas destruam os vestígios humanos que ainda permanecem nas ruínas e impeçam a recuperação e identificação dos mortos.</p>
<p>“Não há cães ali, há seres humanos. Quero que mo entreguem, vivo ou morto. Preciso do corpo do meu filho”, afirmou Geraldine.</p>
<p>Os familiares acusam o Governo de tentar acelerar as demolições para retirar a tragédia do espaço público. Sustentam que os trabalhos não respeitam os protocolos necessários enquanto existirem pessoas desaparecidas.</p>
<p><strong>Voluntários chegaram de dentro e de fora do país</strong></p>
<p>O vazio institucional foi ocupado por cidadãos venezuelanos e equipas internacionais. Mais de 30 mil voluntários trabalharam nas zonas afetadas, enquanto 43 equipas médicas oriundas de 22 países prestaram assistência no terreno.</p>
<p>No cemitério La Esperanza, em Catia la Mar, voluntários enterraram 314 vítimas que o sistema funerário não conseguiu receber e processar.</p>
<p>Augusto Rafael Segovia foi um dos que regressaram ao país para ajudar. Antigo bombeiro venezuelano, vivia há uma década em Bogotá, na Colômbia. Depois de acompanhar as notícias, juntou dinheiro, atravessou a fronteira por conta própria e integrou as buscas.</p>
<p>Na urbanização OPP 26, procurava os filhos desaparecidos de outra mãe. Nunca tinha participado numa catástrofe desta dimensão, mas considerou que não poderia ficar afastado.</p>
<p>A mobilização estendeu-se à alimentação e ao apoio quotidiano. Moradores levaram arepas, água, gelo e doces para as equipas, numa resposta espontânea que funcionou dia e noite.</p>
<p><strong>“O que ruiu foram também os alicerces do Estado”</strong></p>
<p>Arturo Peraza, reitor da Universidade Católica Andrés Bello, comparou a atual resposta com a tragédia de Vargas, em 1999. Nessa altura, recordou, os militares mobilizaram-se rapidamente e trabalharam junto da população.</p>
<p>“Sentia-se que as Forças Armadas estavam muito mais próximas das necessidades das pessoas. Agora, essa não tem sido a sensação”, afirmou o padre jesuíta.</p>
<p>Para Peraza, o terramoto não expôs apenas a fragilidade dos edifícios. Revelou também o colapso gradual das instituições venezuelanas e da capacidade do Estado para proteger a população.</p>
<p>De acordo com o índice INFORM, citado pelo ‘ABC’, a Venezuela é atualmente o segundo país mais vulnerável da América Latina, apenas atrás do Haiti. A avaliação da capacidade estatal de resposta deteriorou-se de 5,5 pontos, em 2015, para 7,0 em 2026, numa escala em que os valores mais elevados representam maior risco.</p>
<p><strong>Quase cinco mil mortos nos números oficiais</strong></p>
<p>Até 14 de julho, o balanço oficial apontava para 4.734 mortos, 16.740 feridos e 6.462 pessoas resgatadas. Cerca de 190 edifícios tinham desabado e outros 856 apresentavam danos.</p>
<p>Mais de 17.900 pessoas ficaram sem casa e pelo menos 30 mil tiveram de ser deslocadas. O Serviço Geológico dos Estados Unidos estimava, porém, que o número final de vítimas mortais pudesse ultrapassar as dez mil.</p>
<p>Os prejuízos são calculados em mais de 37 mil milhões de dólares, aproximadamente 32 mil milhões de euros, valor equivalente a cerca de 43% do produto interno bruto venezuelano.</p>
<p>A resposta humanitária recebeu mais de 300 milhões de dólares, cerca de 263 milhões de euros, mas as Nações Unidas estimam que faltem ainda 627 milhões, aproximadamente 550 milhões de euros. O Governo venezuelano anunciou um fundo de reconstrução de 200 milhões de dólares, cerca de 175 milhões de euros.</p>
<p>Três semanas depois, Dayana continua à espera da grua. Geraldine continua a exigir o corpo do filho. Augusto continua a procurar desaparecidos. O Estado prepara-se para demolir o que resta, enquanto as famílias insistem que, sob aqueles edifícios, continuam pessoas — e respostas que ninguém lhes deu.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789544]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Comissão Europeia pressiona Portugal por atraso em transpor regras económicas da UE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 11:35:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Comissão Europeia abriu processos de infração contra Portugal e outros Estados-membros por falhas na transposição de novas regras da União Europeia (UE) destinadas a reforçar os mercados de capitais e melhorar a gestão de riscos financeiros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Comissão Europeia abriu processos de infração contra Portugal e outros Estados-membros por falhas na transposição de novas regras da União Europeia (UE) destinadas a reforçar os mercados de capitais e melhorar a gestão de riscos financeiros.</P><br />
<P>Em causa estão processos incompletos de incorporação de regras comunitárias na lei nacional, com Bruxelas a exigir desde logo que Portugal e 17 outros Estados-membros (Bélgica, Bulgária, República Checa, Dinamarca, Irlanda, Grécia, Espanha, França, Croácia, Chipre, Hungria, Letónia, Malta, Países Baixos, Polónia, Roménia e Eslovénia) concluam a transposição das novas regras relativas às ações com voto plural.</P><br />
<P>Estas regras permitem que empresas que pretendam entrar nos mercados de capitais possam criar estruturas acionistas em que determinados acionistas, nomeadamente fundadores ou investidores de longo prazo, mantêm um maior poder de decisão através de ações com direitos de voto reforçados, mesmo após a entrada de novos investidores no capital da empresa.</P><br />
<P>Segundo a Comissão Europeia, o pacote de admissão à cotação pretende &#8220;tornar os mercados públicos de capitais da UE mais atrativos&#8221;, nomeadamente através da melhoria do &#8220;acesso ao capital para empresas de menor dimensão&#8221;, contribuindo para os objetivos da União da Poupança e dos Investimentos.</P><br />
<P>O prazo para a transposição desta diretiva para a legislação nacional terminou em 05 de junho de 2026, mas de acordo com Bruxelas os 18 Estados-membros abrangidos &#8220;não comunicaram a transposição completa&#8221; das regras.</P><br />
<P>Também hoje, a Comissão Europeia abriu um procedimento contra 21 Estados-membros, incluindo Portugal, por falhas na transposição da diretiva que atualiza as regras europeias para tornar mais seguro o funcionamento dos mercados de derivados, obrigando instituições financeiras a controlar melhor os riscos associados a estes contratos.</P><br />
<P>O objetivo é criar &#8220;um conjunto uniforme de regras para responder ao risco de contraparte&#8221; em operações com derivados realizadas por organismos de investimento coletivo e compensadas através de contrapartes centrais reconhecidas.</P><br />
<P>Bruxelas indica que as alterações visam incentivar instituições de crédito e empresas de investimento a adaptarem os seus modelos de negócio aos novos requisitos de compensação de derivados, reforçando as práticas de gestão de risco e permitindo um melhor controlo do risco de concentração.</P><br />
<P>O prazo para a transposição destas alterações terminou em 25 de junho de 2026, mas, segundo Bruxelas, Portugal e 20 Estados-membros (Bélgica, Bulgária, República Checa, Estónia, Irlanda, Grécia, Espanha, França, Croácia, Itália, Chipre, Letónia, Lituânia, Hungria, Malta, Países Baixos, Polónia, Roménia, Eslovénia e Finlândia) ainda não comunicaram a conclusão do processo.</P><br />
<P>No âmbito de um terceiro procedimento hoje divulgado, o executivo comunitário enviou cartas de notificação para cumprir a 24 Estados-membros, incluindo Portugal, por não terem comunicado a transposição integral da diretiva relativa a procedimentos de emergência para avaliação da conformidade de produtos associados a situações de crise no mercado interno.</P><br />
<P>A Comissão Europeia explica que estas alterações visam garantir &#8220;a circulação ininterrupta de bens essenciais, serviços e pessoas&#8221; e a disponibilidade de &#8220;fornecimentos críticos&#8221; durante uma crise.</P><br />
<P>Nos três casos, Bruxelas enviou cartas de notificação para cumprir aos Estados-membros abrangidos, que dispõem agora de dois meses para responder, concluir a transposição e comunicar as medidas adotadas.</P><br />
<P>&#8220;Na ausência de uma resposta satisfatória&#8221;, a Comissão Europeia poderá decidir emitir pareceres fundamentados, avançando para uma fase seguinte dos processos de infração, é ainda referido.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789558]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Portugal recebe dados de 103 autoridades fiscais em 2025 sobre rendimentos fora do país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 11:29:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A autoridade tributária portuguesa recebeu, em 2025, dados de 103 países sobre os rendimentos de residentes nacionais no estrangeiro, numa altura em que a partilha automática de informações sobre contribuintes está a aumentar, segundo um relatório do Governo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A autoridade tributária portuguesa recebeu, em 2025, dados de 103 países sobre os rendimentos de residentes nacionais no estrangeiro, numa altura em que a partilha automática de informações sobre contribuintes está a aumentar, segundo um relatório do Governo.</P><br />
<P>Segundo o relatório sobre o combate à fraude e evasão fiscais e aduaneiras em 2025, entregue no parlamento pela secretária de Estado dos Assuntos Fiscais, Cláudia Reis Duarte, o número de jurisdições com as quais Portugal troca informações sobre rendimentos, através de mecanismos automáticos entre as administrações fiscais, tem aumentado de ano para ano.</P><br />
<P>A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) recebeu informações de 103 jurisdições em 2025, o que compara com 96 em 2022, 98 em 2023 e 101 em 2024.</P><br />
<P>Ao todo, A AT recebeu 3.628.864 registos de informações no ano passado, sobretudo referentes a rendimentos que cidadãos, empresas e outras entidades coletivas com atividade em Portugal têm em contas bancárias na Alemanha, Brasil, Canadá, Espanha, França, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Reino Unido e Suíça.</P><br />
<P>Estes países representam 86% das informações recebidas por Portugal, refere o Governo no documento.</P><br />
<P>Ao mesmo tempo, a AT enviou de forma automática, em 2025, dados para 92 jurisdições sobre os rendimentos que os residentes em outros países têm em Portugal.</P><br />
<P>O número também cresceu nos últimos anos, comparando com o envio de informações para 81 jurisdições em 2022, 85 em 2023 e 89 em 2024.</P><br />
<P>Portugal enviou de forma automática 4.411.729 registos de informação em 2025, sendo que 87% dos dados comunicados também seguiram para a Alemanha, Brasil, Canadá, Espanha, França, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Reino Unido e Suíça.</P><br />
<P>A troca automática foi implementada pela União Europeia e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) de forma progressiva, abarcando dados sobre salários, pensões, bens imobiliários, seguros de vida e contas financeiras existentes noutros territórios, bem como sobre receitas, lucros, impostos pagos pelas grandes multinacionais.</P><br />
<P>As estatísticas divulgadas pelo Governo português contabilizam a troca automática que decorre das várias regras em vigor, quer das diretivas europeias conhecidas por DAC 1, DAC 2 e DAC 4, quer das regras do Common Reporting Standard (CRS) da OCDE e do Foreign Account Tax Compliance Act (FATCA) que prevê a comunicação de dados com os Estados Unidos da América.</P><br />
<P>Os dados recebidos e enviados podem ser utilizados pelas administrações fiscais para definir matrizes de risco para inspeções fiscais e para utilizar nas investigações de casos em que os contribuintes fazem planeamento fiscal através de jurisdições internacionais para desviar lucros, procurar ocultar rendimentos ou diminuir a tributação.</P><br />
<P>Além da troca automática, as autoridades tributárias continuam a partilhar informações pontuais, quando pedem dados sobre um contribuinte específico (por exemplo, no âmbito de um inquérito criminal), quando recebem um pedido particular de uma congénere ou quando enviam uma informação de forma espontânea.</P><br />
<P>Na sequência de pedidos feitos a outras autoridades fiscais, a AT recebeu 330 informações em 2025 e, em resposta a solicitações enviadas pelas administrações de outros países, fez chegar 250 informações a entidades congéneres.</P><br />
<P>De forma espontânea, recebeu 50 informações e partilhou 66 registos.</P><br />
<P>Nestas comunicações, a Alemanha, Bélgica, Espanha, Estados Unidos da América, França, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Reino Unido e Suíça &#8220;representam 84% dos pedidos recebidos e 72% dos pedidos enviados&#8221;.</P><br />
<P>A troca a pedido &#8220;engloba as situações em que um Estado pede informações específicas e concretas a outro Estado&#8221; e a espontânea acontece &#8220;quando um Estado, no decurso da aplicação da sua própria legislação fiscal e no desenvolvimento das suas competências, obtém informações que considera serem relevantes para o outro Estado&#8221;, explica o executivo no relatório.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789556]]></sapo:autor>
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		<title>Prejuízos do incêndio em Paredes estão a ser apurados pela proteção civil e autoridades</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/prejuizos-do-incendio-em-paredes-estao-a-ser-apurados-pela-protecao-civil-e-autoridades/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 11:23:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Proteção Civil Municipal de Paredes, distrito do Porto, está hoje a fazer o levantamento do número de funcionários afetados e dos prejuízos provocados pelo incêndio que hoje destruiu 10 armazéns, na freguesia de Sobrosa, no concelho de Paredes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Proteção Civil Municipal de Paredes, distrito do Porto, está hoje a fazer o levantamento do número de funcionários afetados e dos prejuízos provocados pelo incêndio que hoje destruiu 10 armazéns, na freguesia de Sobrosa, no concelho de Paredes.</P><br />
<P>Em declarações à Lusa, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Paredes, José Morais, disse que o incêndio já foi completamente extinto, estando agora a ser apurados pela Proteção Civil Municipal e pelas autoridades (PJ e GNR) os prejuízos e o número de funcionários que ali trabalhava.</P><br />
<P>Contudo, José Morais considerou que o número de trabalhadores não será muito elevado, uma vez que se trata, na maioria dos casos, de armazenamento de diversos produtos distintos, sem laboração.</P><br />
<P>Apenas três armazéns tinham porta aberta, nomeadamente um mercado de produtos chineses, uma empresa de instalação de som e uma oficina mecânica de uma empresa de transporte de medicamentos urgentes.</P><br />
<P>&#8220;Aqui, o principal problema, que fez com que o incêndio tivesse a dimensão que abrangeu todos os pavilhões, é que na estrutura existente não existe nenhuma compartimentação contra incêndios&#8221;, salientou o responsável.</P><br />
<P>Nessas condições, &#8220;foi extremamente fácil as chamas progredirem em todos os pavilhões&#8221;, disse, salientando que &#8220;as próprias paredes exteriores não são de alvenaria, são também de chapa, tipo sanduíche, portanto, toda a estrutura acabou por colapsar, devido às altas temperaturas&#8221;.</P><br />
<P> José Morais acrescentou que à chegada dos bombeiros a estrutura já estava &#8220;absolutamente tomadas pelas chamas. Foi uma propagação muito rápida&#8221;.</P><br />
<P>Todos os armazéns têm o mesmo proprietário, que a Lusa contactou para obter mais esclarecimentos, mas sem sucesso até ao momento.</P><br />
<P>O alerta para este incêndio, que não provocou vítimas, foi recebido às 04:41 de hoje.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789555]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Lucro da Blackrock aumenta 33% até junho para 3.617 M€</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 11:20:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[BlackRock]]></category>
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					<description><![CDATA[A gestora de ativos Blackrock registou, entre janeiro e junho, um lucro líquido de 4.126 milhões de dólares (cerca de 3.617 milhões de euros), mais 33% do que no primeiro semestre de 2025, informou hoje a empresa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A gestora de ativos Blackrock registou, entre janeiro e junho, um lucro líquido de 4.126 milhões de dólares (cerca de 3.617 milhões de euros), mais 33% do que no primeiro semestre de 2025, informou hoje a empresa.</P><br />
<P>No segundo trimestre o lucro da maior gestora de ativos do mundo, sediada em Nova Iorque, fixou-se nos 1.914 milhões de dólares (cerca de 1.678 milhões de euros), mais 20,15% do que no ano anterior.</P><br />
<P>Neste período, o lucro por ação aumentou 19,6%, para 12,19 dólares.</P><br />
<P>As receitas atingiram os 13.782 milhões de dólares (cerca de 12.084 milhões de euros) no primeiro semestre do ano, um aumento de 28,8%.</P><br />
<P>No final de junho, a Blackrock registava o valor recorde de 15,34 biliões de dólares em ativos sob gestão, um aumento de 22%.</P></p>
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		<item>
		<title>Bruxelas insta Portugal a proteger jornalistas de ações judiciais abusivas na UE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 11:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Comissão Europeia abriu uma infração contra Portugal por falhas na transposição das regras comunitárias destinadas a proteger a participação pública contra ações judiciais abusivas, que podem visar jornalistas e defensores dos direitos humanos, dando dois meses para resposta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Comissão Europeia abriu uma infração contra Portugal por falhas na transposição das regras comunitárias destinadas a proteger a participação pública contra ações judiciais abusivas, que podem visar jornalistas e defensores dos direitos humanos, dando dois meses para resposta.</P><br />
<P>Em comunicado, o executivo comunitário indica que &#8220;decidiu hoje instaurar processos de infração, através do envio de cartas de notificação para cumprir, a 14 Estados-membros&#8221;, entre os quais Portugal, por estes &#8220;não terem comunicado a transposição completa das regras da União Europeia destinadas a proteger as pessoas contra as chamadas ações judiciais estratégicas contra a participação pública&#8221;, designadas como SLAPP.</P><br />
<P>Em causa estão &#8220;ações judiciais infundadas e abusivas&#8221; que têm como objetivo &#8220;silenciar aqueles que trabalham em defesa do interesse público&#8221;.</P><br />
<P>Entre os alvos destes processos podem estar jornalistas, defensores dos direitos humanos ou organizações da sociedade civil.</P><br />
<P>A diretiva da UE estabelece mecanismos para permitir uma resposta mais eficaz a estes processos, incluindo a possibilidade de os tribunais rejeitarem ações manifestamente infundadas numa fase inicial, além de prever medidas de reparação para as pessoas visadas e proteção contra determinadas decisões judiciais provenientes de países terceiros.</P><br />
<P>Os Estados-membros tinham até 07 de maio de 2026 para transpor estas regras para o direito nacional, mas Portugal e os 13 restantes países abrangidos por este processo de infração (Bulgária, República Checa, Alemanha, Irlanda, Grécia, Espanha, Itália, Luxemburgo, Hungria, Países Baixos, Áustria, Roménia e Eslováquia) não comunicaram a transposição completa da diretiva.</P><br />
<P>O executivo comunitário dá agora dois meses aos Estados-membros em causa para responderem e comunicarem as medidas adotadas, sendo que, na ausência de uma resposta satisfatória, a Comissão Europeia poderá decidir emitir um parecer fundamentado, avançando para uma fase posterior do processo de infração.</P><br />
<P>Num procedimento separado, a instituição abriu também um processo contra 22 Estados-membros &#8211; incluindo Portugal &#8211; por não terem comunicado a transposição completa das diretivas relativas aos novos padrões aplicáveis aos organismos de promoção da igualdade.</P><br />
<P>Bruxelas explica que estes organismos desempenham um papel na promoção da igualdade de tratamento, &#8220;apoiando vítimas de discriminação, realizando inquéritos, publicando relatórios e emitindo recomendações&#8221; sobre questões relacionadas com práticas discriminatórias.</P><br />
<P>As novas regras europeias estabelecem requisitos mínimos comuns para garantir que estes organismos têm &#8220;independência face a influências externas&#8221;, recursos humanos, técnicos e financeiros suficientes e poderes adequados para cumprir o seu mandato.</P><br />
<P>Entre as áreas abrangidas estão o combate à discriminação com base na religião ou crença, deficiência, idade e orientação sexual no contexto laboral, bem como a discriminação em razão do sexo no domínio da segurança social.</P><br />
<P>Os Estados-membros tinham até 19 de junho de 2026 para transpor estas diretivas, mas de acordo com Bruxelas os 22 países (Portugal e também Bélgica, República Checa, Dinamarca, Alemanha, Estónia, Irlanda, Grécia, Espanha, França, Croácia, Chipre, Lituânia, Luxemburgo, Hungria, Malta, Países Baixos, Áustria, Polónia, Roménia, Eslováquia e Finlândia) ainda não comunicaram a conclusão desse processo.</P><br />
<P>Dispõem agora de dois meses para responderem às preocupações identificadas pela Comissão Europeia.</P><br />
<P>Caso as respostas não sejam consideradas suficientes, o executivo comunitário poderá igualmente avançar para a emissão de um parecer fundamentado.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789550]]></sapo:autor>
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		<title>Metro de Lisboa inicia obras na estação Praça de Espanha e anuncia alterações na circulação até outubro. Veja as mudanças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 11:14:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Metropolitano de Lisboa iniciou uma intervenção de reabilitação na estação Praça de Espanha, da Linha Azul, numa obra que deverá prolongar-se até ao final de outubro de 2026 e que decorrerá sem interrupção do funcionamento da estação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Metropolitano de Lisboa iniciou uma intervenção de reabilitação na estação Praça de Espanha, da Linha Azul, numa obra que deverá prolongar-se até ao final de outubro de 2026 e que decorrerá sem interrupção do funcionamento da estação. Segundo o comunicado da empresa, a empreitada visa melhorar as condições de utilização e conservação da infraestrutura, através da renovação integral dos pavimentos dos átrios Norte e Sul e dos cais, numa intervenção integrada na estratégia de modernização da rede. Apesar da manutenção do serviço, os passageiros terão de enfrentar alterações temporárias na circulação dos comboios e no acesso à estação.</p>
<p>De acordo com o comunicado do Metropolitano de Lisboa, os trabalhos foram planeados para minimizar o impacto na operação, embora sejam inevitáveis encerramentos alternados de acessos e dos cais, devidamente sinalizados no local. A primeira fase decorrerá entre 20 de julho e 10 de agosto, período em que ficará encerrado o cais no sentido Santa Apolónia, pelo que os comboios com esse destino deixarão de efetuar paragem na estação Praça de Espanha. O encerramento terá início na madrugada de 19 para 20 de julho e prolongar-se-á durante cerca de três semanas. Numa segunda fase, entre 10 e 31 de agosto, será reaberto esse cais e encerrado o cais no sentido Reboleira, fazendo com que os comboios com esse destino também não parem temporariamente naquela estação.</p>
<p>A intervenção inclui ainda alterações ao funcionamento dos átrios. O átrio Norte encontra-se encerrado desde 29 de junho, devendo reabrir a 27 de julho, data prevista igualmente para a entrada em funcionamento dos novos elevadores instalados na estação. Posteriormente, a partir de 24 de agosto, será encerrado o átrio Sul, obrigando à transferência temporária do Posto de Venda para o átrio Norte, que ficará equipado com o novo sistema de acessibilidade vertical. Segundo o Metro de Lisboa, estas alterações procuram melhorar as condições de acessibilidade e a experiência dos utilizadores.</p>
<p>Durante o período das obras, o Metropolitano recomenda que os passageiros confirmem antecipadamente qual o cais que se encontra encerrado antes de iniciarem a viagem. Sempre que possível, aconselha a utilização das estações Jardim Zoológico ou São Sebastião como alternativa. Outra opção passa por seguir viagem até à estação seguinte no cais que permaneça em funcionamento e aí efetuar transbordo para um comboio no sentido pretendido.</p>
<p>A empreitada decorrerá em regime contínuo, 24 horas por dia, estando as zonas de intervenção devidamente delimitadas e sinalizadas durante o horário de funcionamento da estação para garantir a segurança de trabalhadores e passageiros. No comunicado, o Metropolitano de Lisboa sublinha que esta reabilitação integra a estratégia de valorização das estações da rede, reforçando o compromisso de promover melhorias contínuas na qualidade do serviço prestado e consolidar o papel do Metro como elemento central da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789497]]></sapo:autor>
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		<title>Ébola: Mais de dois mil casos confirmados e 754 mortes na RDCongo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ebola-mais-de-dois-mil-casos-confirmados-e-754-mortes-na-rdcongo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 11:12:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os casos confirmados de Ébola na República Democrática do Congo atingiram os 2.011, incluindo 754 mortes, segundo dados do Governo, com as autoridades a considerarem ser a epidemia deste vírus com o crescimento mais rápido de que há registo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os casos confirmados de Ébola na República Democrática do Congo atingiram os 2.011, incluindo 754 mortes, segundo dados do Governo, com as autoridades a considerarem ser a epidemia deste vírus com o crescimento mais rápido de que há registo.</P><br />
<P>Um total de 753 pessoas continuam em isolamento ou hospitalizadas, enquanto 366 já recuperaram, de acordo com dados do Ministério da Saúde da República Democrática do Congo (RDCongo), nação vizinha de Angola, divulgados na terça-feira à noite.</P><br />
<P>O rastreio de contactos neste país, com mais de 100 milhões de habitantes, continua a ser um desafio, com a cobertura das pessoas expostas ainda nos 67%.</P><br />
<P>Segundo um comunicado hoje divulgado, pela organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), o Ébola está a propagar-se a um ritmo &#8220;sem precedentes&#8221; na RDCongo.</P><br />
<P>&#8220;Há cada vez mais pessoas infetadas, mais famílias perdem os seus entes queridos e a epidemia torna-se cada vez mais difícil de conter&#8221;, segundo a coordenadora de emergências da MSF, Trish Newport.</P><br />
<P>Por isso, é necessária &#8220;uma ação internacional mais firme e coordenada para agir com maior rapidez e melhorar o acesso tanto aos cuidados médicos para o Ébola como a outros serviços de saúde essenciais&#8221;, sublinhou Newport.</P><br />
<P>A RDCongo, país da África central, tem vindo a combater a epidemia do Ébola causado pelo raro vírus Bundibugyo desde maio.</P><br />
<P>Dois meses após o início, a epidemia continua a propagar-se mais rapidamente do que as autoridades de saúde conseguem acompanhar, apesar de uma resposta cada vez mais ampla. </P><br />
<P>Pelo menos 80% dos novos casos provêm de cadeias de transmissão desconhecidas, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na terça-feira.</P><br />
<P>No mesmo dia a OMS alertou, ainda, que a dimensão da epidemia do vírus Ébola na RDCongo poderá ser &#8220;duas a quatro vezes&#8221; superior às estimativas oficiais.</P><br />
<P>Um dos principais desafios é que as autoridades de saúde ainda não identificaram o &#8220;paciente zero&#8221; da epidemia, enquanto as deslocações decorrentes de conflitos armados, bem como os movimentos relacionados com a exploração mineira, têm dificultado o rastreio de milhares de pessoas que entraram em contacto com infetados.</P><br />
<P>Muitas das mortes recentemente registadas são de pessoas que nunca chegaram a um centro de saúde e que nunca receberam cuidados, afirmou na terça-feira o Chikwe Ihekweazu, responsável pelas emergências sanitárias da OMS, após regressar de Bunia, em Ituri, a província mais afetada.</P><br />
<P>Os profissionais de saúde também estão em greve em diferentes partes de Ituri. Afirmam que não receberam qualquer pagamento desde que começaram a trabalhar no início da epidemia. </P><br />
<P>Os esforços de resposta têm também sido dificultados pela falta de vacinas ou tratamentos aprovados para o vírus Bundibugyo.</P><br />
<P>Em apenas dois meses, o surto de Ébola &#8211; que entretanto evoluiu para epidemia &#8211; é o 17º a afetar a RDCongo, tornou-se o terceiro maior e o de crescimento mais rápido de todos os registados até à data.  </P><br />
<P> Oficialmente declarada em maio em Ituri, província fronteiriça com o Uganda e o Sudão do Sul, a epidemia alastrou-se igualmente ao Uganda, onde foram confirmados 20 casos, 15 dos quais importados da RDCongo, entre os quais se contam duas mortes.</P><br />
<P>A epidemia está associada à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade oscila entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, de acordo com a OMS, que considera &#8220;elevado&#8221; o risco de propagação do surto na África subsaariana e &#8220;baixo&#8221; à escala global.</P><br />
<P>A OMS estima que o vírus tenha começado a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração do surto e classificou a epidemia, no passado dia 17 de maio, como uma &#8220;emergência de saúde pública de importância internacional&#8221;.</P><br />
<P>O vírus transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789545]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Governo fará tudo para proteger interesse estratégico da refinaria de Sines, garante ministro</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/governo-fara-tudo-para-proteger-interesse-estrategico-da-refinaria-de-sines-ministro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 11:08:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro das Finanças disse hoje que o Governo está a acompanhar o processo de fusão dos negócios de refinação e comercialização da Galp e Moeve e que tudo fará para "proteger o interesse estratégico da refinaria de Sines".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ministro das Finanças disse hoje que o Governo está a acompanhar o processo de fusão dos negócios de refinação e comercialização da Galp e Moeve e que tudo fará para &#8220;proteger o interesse estratégico da refinaria de Sines&#8221;.</P><br />
<P>Questionado sobre a fusão das duas empresas numa audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, Joaquim Miranda Sarmento assegurou que o Governo está a acompanhar o processo. </P><br />
<P>&#8220;Tudo faremos dentro daquilo que é a legalidade e a atuação do Estado para proteger o interesse estratégico da refinaria de Sines&#8221;, garantiu o ministro. </P><br />
<P>O governante recordou que um estado de direito &#8220;tem de atuar de acordo com a lei&#8221;, mas disse que o executivo não deixará de &#8220;tudo procurar fazer para proteger o interesse estratégico de longo prazo da única refinaria que Portugal ainda tem, depois do fecho da refinaria de Matosinhos&#8221;.</P><br />
<P>O acordo entre a Galp e a espanhola Moeve para fusão dos negócios de refinação e comercialização deverá está concluído no segundo semestre deste ano, segundo disse esta segunda-feira a petrolífera portuguesa.</P><br />
<P>Num comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a Galp indicou que &#8220;as discussões com os acionistas da Moeve continuam a avançar de forma construtiva, mantendo-se todas as partes empenhadas em avançar com uma transação que criaria um valor estratégico e financeiro significativo&#8221;.</P><br />
<P>Segundo o grupo, &#8220;dada a dimensão da integração proposta, prevê-se agora que um eventual acordo seja assinado durante o segundo semestre de 2026&#8221;.</P><br />
<P>O acordo em discussão com a antiga Cepsa prevê a criação de duas plataformas empresariais separadas: uma dedicada ao retalho de combustíveis e mobilidade, que reunirá as redes de postos de abastecimento e será co-controlada pela Galp e pela Moeve, e uma plataforma industrial, focada em refinação, petroquímica, &#8216;trading&#8217; e combustíveis de baixo carbono (como biocombustíveis e hidrogénio).</P><br />
<P>Nesta plataforma industrial, a Galp terá uma participação minoritária, superior a 20%, enquanto a maioria do capital ficará nas mãos dos acionistas da espanhola Moeve. </P><br />
<P>Entre os ativos potencialmente integrados encontra-se a refinaria de Sines, considerada estratégica para o abastecimento energético nacional. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789541]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Explicador. Como a Rússia vende “pacotes de segurança para ditadores” e expande império militar e comercial em África</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 11:07:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Estratégia é descrita por Jędrzej Czerep, responsável pelo programa para o Médio Oriente e África do Instituto Polaco de Assuntos Internacionais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia continua a ampliar a sua presença militar, política e comercial em África, apesar dos recursos consumidos pela guerra na Ucrânia. O Kremlin oferece proteção a regimes militares, garante acesso a matérias-primas e preserva grande parte do império económico criado pelo grupo Wagner no continente.</p>
<p>A estratégia é descrita por Jędrzej Czerep, responsável pelo programa para o Médio Oriente e África do Instituto Polaco de Assuntos Internacionais. Em declarações à &#8216;TVP World&#8217;, citadas pelo ‘Kyiv Post’, o especialista considerou que Moscovo está a desenvolver um projeto de longo prazo, sem sinais de recuo.</p>
<p>As declarações surgem depois de combatentes do Africa Corps russo e forças do Mali terem recuperado o controlo da localidade de Anéfis, no norte do país. A conquista não deverá alterar de forma significativa o equilíbrio militar na região, mas representa uma vitória simbólica após vários reveses perante separatistas tuaregues e grupos jihadistas.</p>
<p>“Parecia que a cidade estava prestes a cair”, afirmou Czerep. Para o analista, a recuperação de Anéfis envia a mensagem de que a presença russa no Mali ainda não terminou e de que Moscovo pretende continuar a apoiar a junta militar.</p>
<p>O Africa Corps substituiu formalmente o grupo Wagner em várias operações africanas depois da morte do seu fundador, Yevgeny Prigozhin, em 2023. Ao contrário da organização mercenária, a nova estrutura está diretamente subordinada ao Estado russo.</p>
<p>A presença de Moscovo já não se limita ao Mali, Burkina Faso e Níger. Segundo o especialista citado pelo ‘Kyiv Post’, militares ou agentes russos foram também identificados na Guiné Equatorial e em Madagáscar, enquanto existem relatos de cooperação militar na República do Congo e, possivelmente, no Togo.</p>
<p>Czerep descreve a oferta russa como um “pacote de segurança para ditadores”. O modelo dirige-se sobretudo a líderes militares ou autoritários que procuram proteção contra rebeliões, golpes de Estado e contestação interna, apresentando-se simultaneamente como adversários do antigo domínio colonial ocidental.</p>
<p>Em troca, Moscovo ganha influência política, presença militar e acesso a recursos naturais. A relação permite ainda à Rússia contornar parte do isolamento provocado pela invasão da Ucrânia e conquistar aliados em votações internacionais.</p>
<p>A expansão surpreende porque a guerra poderia ter obrigado o Kremlin a reduzir as operações em regiões distantes. O que aconteceu foi o contrário: África tornou-se uma prioridade crescente, precisamente numa altura em que as relações de Moscovo com a Europa e os Estados Unidos se deterioraram.</p>
<p>Na República Centro-Africana, a transformação do Wagner no Africa Corps não destruiu a rede de empresas construída pelos mercenários. Grande parte do império comercial criado durante os anos de Prigozhin permanece em funcionamento.</p>
<p>Os interesses abrangem setores como a exploração de madeira e ouro, produção de cerveja, água engarrafada e café. A rede terá também entrado em atividades criminosas, aproveitando o controlo territorial, as ligações ao poder e a fragilidade das instituições locais.</p>
<p>O ‘Wall Street Journal’ revelou que elementos ligados ao Wagner estabeleceram na República Centro-Africana uma operação lucrativa de tráfico de tramadol, um analgésico opioide utilizado em doses elevadas como estimulante. A atividade junta-se ao contrabando de ouro, estimado em cerca de 180 milhões de dólares anuais — aproximadamente 155 milhões de euros, dependendo da taxa de câmbio.</p>
<p>O medicamento chega sobretudo através da República Democrática do Congo e é posteriormente distribuído por vários mercados da África Central e Ocidental. Parte dos lucros permite financiar armas, combatentes e milícias aliadas.</p>
<p>Até cerca de 500 antigos elementos do Wagner permanecerão na República Centro-Africana. A estrutura mantém ligações às forças armadas, à guarda presidencial e a grupos armados próximos do poder, exercendo uma influência que ultrapassa largamente a prestação de serviços de segurança.</p>
<p>A estratégia africana alimenta também diretamente a guerra contra a Ucrânia. Czerep estima que entre 1.500 e 5.000 cidadãos africanos estejam a combater ao lado das forças russas.</p>
<p>Alguns terão viajado para a Rússia depois de receberem promessas de trabalho em fábricas, construção civil ou outros setores, acabando enviados para a frente de combate. Outros terão aderido conscientemente através de contratos militares anunciados em diferentes países africanos.</p>
<p>Os recrutas capturados pelas forças ucranianas afirmam frequentemente que foram enganados. Czerep considera, contudo, que o número de combatentes que aceitaram voluntariamente contratos poderá ser superior ao de trabalhadores atraídos com falsas propostas.</p>
<p>“Tenho a impressão de que existem mais mercenários do que trabalhadores enganados”, afirmou.</p>
<p>Para Moscovo, a presença em África cumpre assim várias funções em simultâneo: protege regimes aliados, garante recursos financeiros, abre mercados, reduz o isolamento diplomático e fornece novos combatentes para a guerra.</p>
<p>O modelo iniciado pelo Wagner não desapareceu com Prigozhin. Foi parcialmente absorvido pelo Estado russo e continua a adaptar-se, combinando operações militares oficiais com redes comerciais e ilícitas que permanecem ativas em diferentes pontos do continente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789527]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Filas, racionamento e mercado negro: Crise dos combustíveis alastra pela Rússia</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/filas-racionamento-e-mercado-negro-crise-dos-combustiveis-alastra-pela-russia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:58:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Rússia, um dos maiores produtores e exportadores mundiais de petróleo, enfrenta uma crise de abastecimento de combustíveis que já afeta dezenas de regiões e chegou à própria capital.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia, um dos maiores produtores e exportadores mundiais de petróleo, enfrenta uma crise de abastecimento de combustíveis que já afeta dezenas de regiões e chegou à própria capital. Filas de várias horas nas bombas de gasolina, limitações à venda de combustível, mercado paralelo, veículos empurrados manualmente por falta de gasolina e até casas de banho portáteis junto às longas filas tornaram-se imagens cada vez mais frequentes, num cenário que contrasta com a ideia de estabilidade que o Kremlin procurou transmitir desde o início da invasão da Ucrânia, em 2022.</p>
<p>A situação resulta, em grande medida, dos sucessivos ataques ucranianos contra refinarias, depósitos de combustível e infraestruturas logísticas russas. Depois de a Crimeia ter sido uma das primeiras regiões afetadas, as restrições estenderam-se a grande parte do território russo e atingiram também Moscovo, onde, em várias estações de serviço, os automobilistas enfrentam esperas que podem chegar a uma hora ou encontram apenas gasóleo disponível — ou, nalguns casos, nenhum combustível. Nas redes sociais multiplicam-se relatos e vídeos que mostram longas filas, distribuição de água e alimentos entre condutores e até cidadãos a ajudarem a empurrar carros que ficam sem combustível enquanto aguardam para abastecer.</p>
<p>Segundo informações divulgadas por vários meios independentes russos, mais de 40 regiões anunciaram oficialmente algum tipo de restrição, embora o número de territórios afetados possa já rondar os 75, praticamente todo o país, se forem contabilizados encerramentos temporários de postos, limitações locais e restrições impostas por cadeias de distribuição. Em regiões como Kursk, Briansk e Tambov foi proibido ou limitado o enchimento de bidões. Em Samara foram impostas restrições de 40 litros de gasolina e 100 litros de gasóleo por veículo ligeiro durante duas semanas, enquanto em Lipetsk o limite foi fixado em 30 litros por automóvel. Noutras zonas, as vendas foram reduzidas para apenas 15 litros por abastecimento, exclusivamente diretamente no depósito do veículo. As autoridades justificam estas medidas com a necessidade de evitar o açambarcamento, mas a própria limitação da oferta acaba por alimentar novas corridas aos postos de combustível.</p>
<p>A escassez está igualmente a evidenciar desigualdades no acesso ao combustível. Enquanto cidadãos e empresas privadas enfrentam longas esperas e restrições, funcionários públicos, forças de segurança e setores considerados estratégicos continuam, segundo vários relatos, a beneficiar de abastecimento prioritário. Paralelamente, o Telegram transformou-se numa plataforma de referência para localizar postos ainda abastecidos ou adquirir combustível a preços muito superiores aos oficiais. De acordo com dados da indústria citados pela Reuters, a produção de gasolina na Rússia caiu cerca de 25% entre 15 e 21 de junho, face à média diária de junho de 2025. O Presidente Vladimir Putin reconheceu publicamente os problemas de abastecimento a 28 de junho, depois de inicialmente o Governo ter minimizado a dimensão da crise. Entretanto, a presidente do Senado russo, Valentina Matvienko, apelou à população para &#8220;não dramatizar&#8221; a situação.</p>
<p>A crise já começa também a preocupar o setor agrícola. A deputada Nina Ostanina acusou as autoridades de esconderem a verdadeira dimensão do problema e alertou que a falta de gasóleo e gasolina pode comprometer a campanha das colheitas. &#8220;O país pode ficar sem pão&#8221;, afirmou, defendendo que as consequências poderão ir muito além das dificuldades enfrentadas pelos automobilistas. Em paralelo, o mercado negro disparou, com relatos de preços que passaram de cerca de 1,70 euros para quase quatro euros por litro em poucos dias. Para aumentar a oferta, o Governo autorizou temporariamente a comercialização de gasolina e gasóleo com maior teor de enxofre e prepara importações de combustível, incluindo fornecimentos provenientes do Cazaquistão, Bielorrússia e gasolina refinada na Índia a partir de petróleo russo. Ao mesmo tempo, Moscovo reduziu exportações para vários países vizinhos para privilegiar o abastecimento interno.</p>
<p>A situação é particularmente grave em algumas regiões. Na Crimeia, as autoridades pró-russas restringiram a venda de combustível a particulares e empresas, reservando o abastecimento para serviços públicos e necessidades consideradas essenciais, impondo limites de 20 litros por veículo, sistemas de talões e medidas de poupança. Em Sebastopol, segundo dados da agência oficial Rosstat, o preço da gasolina aumentou cerca de 30% numa semana. Na região de Irkutsk, onde existe uma refinaria em Angarsk, chegaram a registar-se esperas de até 18 horas. Um dos episódios mais marcantes ocorreu quando uma ambulância que transportava uma mulher em trabalho de parto teve de ser acompanhada por uma carrinha carregada com um barril de gasolina para garantir que chegava ao destino, embora o bebé tenha acabado por nascer durante o percurso. Em Anapa, junto ao Mar Negro, as autoridades mobilizaram cossacos e voluntários para organizar as filas e evitar conflitos, enquanto analistas como Serguei Vakulenko, do Carnegie Russia Eurasia Center, consideram que a evolução da crise dependerá da capacidade da Ucrânia para manter ou intensificar os ataques contra as infraestruturas energéticas russas. Entretanto, começam também a surgir mudanças no comportamento dos consumidores, com concessionários a registarem um aumento significativo da procura por veículos elétricos e híbridos chineses, numa tentativa de reduzir a dependência da gasolina.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789535]]></sapo:autor>
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		<title>Perda de sono pelo calor relacionado com clima duplicou, revela estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:54:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A perda de sono devido às altas temperaturas relacionadas com as alterações climáticas duplicou nos últimos 50 anos nas principais cidades do mundo, Lisboa incluída, indica um estudo hoje divulgado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A perda de sono devido às altas temperaturas relacionadas com as alterações climáticas duplicou nos últimos 50 anos nas principais cidades do mundo, Lisboa incluída, indica um estudo hoje divulgado.</P><br />
<P>A investigação envolveu a análise de 1.338 cidades, incluindo a capital portuguesa, e foi da responsabilidade da &#8220;Climate Central&#8221;, uma organização que analisa e divulga informações sobre ciência climática.</P><br />
<P>Segundo o estudo, nos últimos cinco anos, no mundo, cada pessoa perdeu quase 56 horas de sono por ano em média devido às altas temperaturas.</P><br />
<P>Mais de 10% dessas horas perdidas são atribuídas às alterações climáticas causadas pelas emissões da queima de combustíveis fósseis e pela desflorestação.</P><br />
<P>Para Lisboa, a análise indica uma perda anual de 40 horas de sono devido ao calor, 10% das quais, quatro horas, causadas pelas alterações climáticas.</P><br />
<P>Madrid, a título comparativo, perde anualmente 30 horas de sono, 16% da quais (cinco horas) devido às alterações climáticas.</P><br />
<P>Segundo os autores, esta é a primeira análise a quantificar diretamente quantas horas de sono foram perdidas devido às alterações climáticas, juntando a investigação mais recente sobre o efeito das temperaturas no sono, fundamental para a saúde e bem-estar das pessoas. </P><br />
<P>A &#8220;Climate Central&#8221; aponta que as alterações climáticas estão a levar ao aumento das temperaturas noturnas em todo o mundo, &#8220;prejudicando o sono e causando uma série de impactos graves na saúde física e mental&#8221;. </P><br />
<P>O documento indica que é no Médio Oriente que se registam os níveis mais elevados de perda de sono atribuídos às alterações climáticas (entre 2020 e 2025).</P><br />
<P>Cidades da Arábia Saudita, Omã e Emirados Árabes Unidos perderam entre 55 e 87 horas de sono anualmente devido às temperaturas noturnas mais elevadas, com 12 a 16 dessas horas perdidas atribuídas às alterações climáticas. </P><br />
<P>Também no sul da Índia e em vários países do Sudeste Asiático as pessoas perderam entre 78 e 91 horas de sono em cada ano, entre oito e nove horas devido à mudança do clima.</P><br />
<P>Os autores do documento realçam que as altas temperaturas noturnas são particularmente perigosas, pois impedem o corpo de arrefecer e de recuperar do calor diurno, o que aumenta o risco de acidentes vasculares cerebrais, outras doenças cardiovasculares e mortalidade. </P><br />
<P>As noites quentes também degradam a qualidade e a duração do sono, com impactos negativos na saúde física e mental, no funcionamento cognitivo e no desenvolvimento das crianças, e reduz a esperança de vida. </P><br />
<P>Os impactos dessas noites quentes são maiores nos idosos, crianças e mulheres grávidas. E as populações mais pobres são também mais afetadas, pelas diferenças na qualidade da habitação, incluindo o acesso a ar condicionado.</P><br />
<P>Nas cidades, devido ao efeito ilha de calor, as temperaturas podem ser substancialmente mais elevadas do que nas regiões à volta.</P><br />
<P>As alterações climáticas, dizem os responsáveis, estão a fazer aumentar mais rapidamente as temperaturas noturnas. No ano passado, cidades do Médio Oriente bateram recordes de temperaturas durante a noite.</P><br />
<P>Courtney Howard, presidente da Associação Médica do Canadá, diz citada num comunicado sobre o estudo que os adultos precisam de sete a nove horas de sono por noite para uma saúde ideal. </P><br />
<P>Outro estudo publicado recentemente, da organização não governamental &#8220;Adelphi Global&#8221;, também dá conta dos graves impactos causados pelo calor extremo induzido pelas alterações climáticas na saúde humana, que tem um efeito mais negativo nas pessoas mais pobres.</P><br />
<P>O relatório aponta que em casos extremos perdem-se 20 dias de trabalho por ano devido ao calor, o que em setores como agricultura ou construção pode resultar na perda direta de rendimentos, sem contar com gastos médicos, levando ao aumento do risco de pobreza.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789496]]></sapo:autor>
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		<title>Relatório alerta para repressão policial e aumento da extrema-direita em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:52:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Extrema-direita]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum Cívico Europeu]]></category>
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		<category><![CDATA[Observatório do Espaço Cívico]]></category>
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					<description><![CDATA[Violações da privacidade dos dados, repressão policial abusiva de protestos pacíficos, falta de financiamento das organizações e aumento da extrema-direita são alguns dos alertas de um relatório sobre o espaço público português hoje divulgado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Violações da privacidade dos dados, repressão policial abusiva de protestos pacíficos, falta de financiamento das organizações e aumento da extrema-direita são alguns dos alertas de um relatório sobre o espaço público português hoje divulgado.</p>
<p>O relatório, promovido pelo Fórum Cívico Europeu e o Observatório do Espaço Cívico, considera o espaço público português aberto, mas alerta contra a &#8220;normalização de narrativas xenófobas&#8221;, particularmente contra imigrantes, que facilitam &#8220;o aumento dos crimes de ódio&#8221; e &#8220;um ambiente hostil à defesa dos direitos humanos&#8221;.</p>
<p>Apesar da boa classificação em comparação com outros países, &#8220;verificou-se uma deterioração substancial das liberdades cívicas no país&#8221;, lê-se no relatório, salientando que, &#8220;na prática, o espaço cívico em Portugal continuou a encolher ao longo de 2025.&#8221;</p>
<p>&#8220;A liberdade de associação é cada vez mais limitada por reformas restritivas em matéria de migração e nacionalidade, pela disfunção administrativa, pela insegurança sistémica do financiamento e pelas pressões decorrentes da gentrificação e da especulação imobiliária, que estão a forçar organizações culturais e comunitárias a encerrar&#8221;, pode ler-se.</p>
<p>&#8220;Estas barreiras estruturais afetam de forma desproporcional os migrantes, as comunidades racializadas, os grupos de base e as organizações que trabalham em estreita colaboração com pessoas vulneráveis&#8221;, refere o documento.</p>
<p>Por outro lado, assiste-se à &#8220;crescente influência da extrema-direita, campanhas de desinformação e aumento dos crimes de ódio, enfraquecendo a ação cívica, a organização coletiva, a responsabilização do Estado e a participação pública&#8221;.</p>
<p>Em 2025, o país assistiu a &#8220;incidentes de intimidação, discriminação e violência policial&#8221; que ilustram &#8220;uma interferência direta na liberdade de associação&#8221;, escrevem os autores, dando como exemplo rusgas &#8220;sem mandados judiciais e resultaram em agressões físicas, insultos homofóbicos e, por fim, no encerramento e expulsão&#8221; de uma comunidade da comunidade LGBTQI+ em Loures.</p>
<p>Por outro lado, o preço dos imóveis colocou várias associações &#8220;sob constante ameaça de encerramento&#8221; e &#8220;não têm existido medidas ou propostas consistentes por parte do Governo para impedir que associações e espaços geridos pela comunidade sejam forçados a sair&#8221;.</p>
<p>O relatório deu a classificação do centro comercial STOP no Porto, como um &#8220;exemplo positivo&#8221; da ação das autarquias.</p>
<p>Mas lamentou que esse exemplo não se repita noutros pontos do país, levando a que as organizações da sociedade civil vivam numa &#8220;crise estrutural de sustentabilidade financeira&#8221;.</p>
<p>Exemplificou com o caso das IPSS, 25 por cento das quais têm défices orçamentais anuais, num momento em que &#8220;são chamadas a apoiar um número crescente de pessoas&#8221;.</p>
<p>Enquanto isso, &#8220;a estrutura do financiamento disponível atua cada vez mais na direção oposta, enfraquecendo precisamente os atores comunitários que estão mais próximos das pessoas&#8221;.</p>
<p>A combinação de &#8220;barreiras administrativas ao direito à participação cívica dos migrantes&#8221;, a &#8220;pressão imobiliária&#8221;, a &#8220;intimidação policial de comunidades vulneráveis&#8221; e uma &#8220;crise estrutural de financiamento&#8221; está a criar um ambiente de redução do espaço cívico.</p>
<p>No plano dos &#8216;media&#8217;, &#8220;a liberdade de expressão em Portugal continua formalmente protegida&#8221;, mas com limitações causadas por &#8220;um ecossistema mediático economicamente frágil e concentrado&#8221;, &#8220;condições de trabalho que geram autocensura e vulnerabilidade&#8221; e &#8220;um ambiente de ameaças, desinformação e impunidade que penaliza quem denuncia abusos e contesta narrativas extremistas&#8221;.</p>
<p>O relatório nota também o crescimento da extrema-direita e criticou a remoção do capítulo &#8220;Extremismo e Ameaças Híbridas&#8221; do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), por parte das autoridades.</p>
<p>Pede mais atenção à &#8220;presença de elementos neonazis no seio das forças de segurança&#8221;, porque constituem &#8220;uma grave ameaça ao Estado de direito&#8221;.</p>
<p>Sobre o Chega, a sua &#8220;ascensão eleitoral foi acompanhada por uma retórica sobre a migração descontrolada e por discursos xenófobos, racistas e homofóbicos difundidos online&#8221;, que tem eco na Assembleia da República, com &#8220;impunidade parlamentar resultante da invocação da &#8216;liberdade de expressão&#8217; pelo presidente&#8221; do parlamento, que representa um &#8220;escudo institucional para a radicalização do discurso público&#8221;, alerta o relatório.</p>
<p>&#8220;Devido ao seu crescimento, o Chega tem agora o poder de moldar a agenda mediática, definir os debates e condicionar as negociações parlamentares&#8221;, pelo que &#8220;o discurso extremista já não é marginal, tendo-se tornado uma voz institucional com tempo de antena, recursos públicos e proteção, como a imunidade&#8221;.</p>
<p>Nas suas recomendações, o relatório defende a criação de &#8220;um mecanismo independente para prevenir e combater o racismo institucional e o uso ilegal da força&#8221; pelas forças de segurança, bem como de um &#8220;regime de financiamento de base estável&#8221; para as organizações civis.</p>
<p>Para &#8220;combater a discriminação, os crimes de ódio e o racismo institucional, reforçando as respostas aos crimes de ódio&#8221;, o relatório defende mais recursos e autonomia para a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial e, para os media, é pedido mais apoio ao &#8220;jornalismo local e comunitário&#8221;, e que &#8220;as plataformas digitais tomem medidas contra o incitamento à violência&#8221;.</p>
<p>Entre os 34 países europeus analisados, Portugal está entre os 12 que possuem um espaço público considerado &#8220;aberto&#8221;, com 14 na categoria de &#8220;limitado&#8221;, sete na condição de &#8220;obstruído&#8221; e um considerado &#8220;reprimido&#8221;.</p>
<p>Em comparação com os anos anteriores, verificou-se uma degradação das condições em quatro países, com a França, Alemanha e Itália a passarem a ser classificadas na categoria de espaço público &#8220;limitado&#8221; e a Sérvia &#8220;reprimido&#8221;.</p>
<p>Nas conclusões europeias, os autores consideram que, &#8220;em 2025, as restrições à sociedade civil estavam a tornar-se institucionalizadas e generalizadas em todo o continente&#8221;, com &#8220;padrões restritivos cada vez mais adotados, legitimados e reforçados ao nível da UE&#8221;.</p>
<p>Além disso, o relatório alerta para a &#8220;criminalização dos movimentos de protesto, que se está a tornar uma prática normalizada em toda a Europa&#8221;, que &#8220;se tornou uma tendência sustentada e institucionalizada na restrição do espaço cívico&#8221;, a par da &#8220;criminalização contínua da solidariedade para com os migrantes e refugiados&#8221;, que se tornou numa &#8220;tendência estrutural&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789517]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PM diz que vai continuar &#8220;a arriscar&#8221; mesmo que &#8220;aqui ou ali&#8221; as coisas corram &#8220;menos bem&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:51:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Montenegro]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo vai continuar "a arriscar, mesmo que aqui ou ali as coisas possam correr menos bem", e defendeu que "o país tem de perder o medo de falhar".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo vai continuar &#8220;a arriscar, mesmo que aqui ou ali as coisas possam correr menos bem&#8221;, e defendeu que &#8220;o país tem de perder o medo de falhar&#8221;.</P><br />
<P>Luís Montenegro falava no 1.º Encontro Ciência e Inovação 2026, no Centro de Congressos de Lisboa, onde esteve também o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre.</P><br />
<P>Numa intervenção em que nunca se referiu diretamente aos problemas que se estão a registar na correção digital dos exames do ensino secundário, o primeiro-ministro começou por aproveitar o exemplo da ciência como uma metáfora para a estratégia que defende para o país.</P><br />
<P>&#8220;O país tem de arriscar. Investigar é arriscar. O país tem de ousar. Inovar é ousar. O país tem de perder o medo de falhar, porque só quem não tem medo de falhar é que consegue acertar verdadeiramente&#8221;, disse.</P><br />
<P>Mais à frente, admitiu que, tal como no setor científico, também no campo político &#8220;não é preciso que estejamos sempre todos de acordo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Não vou dizer que nós procuramos na política a validação científica daquilo que decidimos, mas procuramos sempre que aquilo que decidimos seja o mais adequado e o mais sustentado na realidade, na realidade que temos hoje e na realidade que queremos construir para amanhã&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>E, também no campo político, reiterou o princípio de preferir o risco.</P><br />
<P>&#8220;Também aí não nos importamos de arriscar. Mesmo que aqui ou ali as coisas possam correr menos bem, nós vamos arriscar na mesma. Até por uma razão moral, porque se nós incitamos a sociedade a fazê-lo, nós temos de ser os primeiros também a dar o exemplo&#8221;, disse.</P><br />
<P>Na sua intervenção, de cerca de meia hora, Montenegro aproveitou também para responder aos que consideram que a estratégia de valorização da administração pública é apenas eleitoralista.</P><br />
<P>&#8220;Ao invés daqueles que, de forma precipitada e muitas vezes superficial, entendem que a valorização da administração pública é apenas uma espécie de benefício que se dá a quem está mais perto de quem comanda os destinos da governação e que está a ser namorada para ter depois um retorno eleitoral, eu quero aqui dizer com todas as letras: o nosso investimento na administração pública é um investimento no serviço prestado ao cidadão, no serviço prestado à empresa e à sociedade&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>À entrada, o primeiro-ministro foi abordado por representantes de uma concentração de investigadores científicos (algumas dezenas manifestavam-se a alguma distância da entrada do Centro de Congressos de Lisboa) pelo fim da precariedade na ciência.</P><br />
<P>A comunicação social não pôde acompanhar a conversa, mas foi audível que transmitiram ao chefe do Governo preocupações com o financiamento orçamental para a ciência e a situação de bolseiros precários há 20 anos. Também à saída não houve declarações do primeiro-ministro aos jornalistas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789518]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Europa enfrenta hoje tempestades violentas: granizo gigante pode chegar aos 10 centímetros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:49:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[mau tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[Maior perigo concentra-se no norte de Itália, mas a área de risco estende-se pelo leste de França, Suíça, sudoeste da Alemanha, Áustria, Eslovénia, Croácia, Chéquia, Eslováquia, Polónia e países vizinhos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Europa Central e parte da Europa Ocidental enfrentam esta quarta-feira um episódio de instabilidade particularmente intenso, com condições favoráveis à formação de supercélulas, queda de granizo de grandes dimensões, rajadas destrutivas e chuva torrencial.</p>
<p>O maior perigo concentra-se no norte de Itália, mas a área de risco estende-se pelo leste de França, Suíça, sudoeste da Alemanha, Áustria, Eslovénia, Croácia, Chéquia, Eslováquia, Polónia e países vizinhos.</p>
<p>Segundo o &#8216;Luso Meteo&#8217;, o continente encontra-se dividido por um forte contraste atmosférico. Um anticiclone instalado sobre a Escandinávia está a provocar temperaturas muito elevadas no norte da Europa, enquanto uma depressão em altitude sobre o norte da Alemanha interage com uma perturbação que se desloca entre França e a Áustria.</p>
<p>O choque entre massas de ar, conjugado com o calor e a humidade acumulados, cria condições para o rápido desenvolvimento de tempestades organizadas ao longo da margem sul daquele sistema depressionário.</p>
<p>O mapa divulgado pelo European Severe Storms Laboratory, elaborado a partir de uma combinação dos modelos ECMWF, ICON-EU e GFS, mostra probabilidades particularmente elevadas de trovoadas e de granizo com pelo menos dois centímetros entre o norte de Itália e a região alpina.</p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/europa-enfrenta-hoje-tempestades-violentas-granizo-gigante-pode-chegar-aos-10-centimetros/screenshot-9/" rel="attachment wp-att-789522"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/748746382_1269180078511174_1121217497601786851_n.jpg" alt="" width="821" height="540" class="alignnone size-full wp-image-789522" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/748746382_1269180078511174_1121217497601786851_n.jpg 821w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/748746382_1269180078511174_1121217497601786851_n-300x197.jpg 300w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/748746382_1269180078511174_1121217497601786851_n-684x450.jpg 684w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/748746382_1269180078511174_1121217497601786851_n-768x505.jpg 768w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/748746382_1269180078511174_1121217497601786851_n-600x395.jpg 600w" sizes="(max-width: 821px) 100vw, 821px" /></a></p>
<p>As linhas brancas representadas na carta identificam as áreas onde existe risco de granizo muito grande, com cinco ou mais centímetros. Quanto mais espessa for a linha, maior é a probabilidade de o fenómeno ocorrer num raio de 40 quilómetros de determinado ponto. O mapa é probabilístico e não significa que toda a região assinalada será atingida.</p>
<p>No norte de Itália, os modelos apontam para valores muito elevados de energia disponível para alimentar tempestades. O Luso Meteo refere que a energia potencial convectiva poderá atingir cerca de 3.500 joules por quilograma, favorecendo correntes ascendentes suficientemente intensas para formar pedras de granizo gigantes.</p>
<p>Algumas simulações de alta resolução admitem que o granizo possa, pontualmente, aproximar-se dos dez centímetros. Uma pedra destas dimensões pode provocar danos graves em automóveis, telhados, janelas, culturas agrícolas e painéis solares.</p>
<p>O ESTOFEX colocou partes do norte de Itália no nível 3, o mais elevado da sua escala, sobretudo devido ao risco de granizo muito grande ou gigante e de rajadas destrutivas. A área circundante encontra-se em nível 2, com possibilidade de chuva excessiva, vento severo e tornados junto à costa norte do Adriático.</p>
<p>As planícies da Lombardia e da Emilia-Romagna deverão estar entre as regiões mais expostas. Ao final da tarde e durante a noite, poderão formar-se supercélulas de longa duração, capazes de atravessar o norte de Itália e avançar em direção à Eslovénia e à Croácia.</p>
<p>Além do granizo, estas tempestades poderão produzir rajadas muito violentas, forte atividade elétrica e precipitação intensa em períodos curtos. A possibilidade de tornado é considerada mais baixa, mas não está excluída nas zonas próximas do Adriático, onde a interação com a brisa marítima poderá reforçar a rotação das células.</p>
<p>Na Suíça, Áustria e Eslovénia, a instabilidade deverá ser intensificada pelo relevo montanhoso. As tempestades poderão nascer junto aos Alpes e deslocar-se depois para áreas mais baixas, acompanhadas por granizo, vento forte e chuva torrencial.</p>
<p>Mais a leste, nomeadamente na Chéquia, Polónia, Eslováquia e nordeste da Alemanha, o principal risco poderá ser a deslocação lenta das células. Algumas áreas poderão receber entre 50 e 150 milímetros de chuva em poucas horas, aumentando a possibilidade de cheias rápidas e inundações urbanas.</p>
<p>Também existe potencial para tempestades isoladas no nordeste de Espanha e no sul de França. Contudo, os modelos apresentam maior divergência nestas regiões e admitem que uma camada de ar mais estável possa dificultar a formação das células.</p>
<p>Portugal encontra-se fora do corredor onde se prevê o tempo mais severo. O território continental não aparece nas zonas de risco elevado de granizo representadas no mapa, embora a evolução do padrão atmosférico europeu deva continuar a ser acompanhada.</p>
<p>O &#8216;Luso Meteo&#8217; associa a violência potencial das tempestades ao calor persistente no sul da Europa e às temperaturas anormalmente elevadas do Mediterrâneo. Águas próximas dos 30 graus libertam grandes quantidades de humidade para a atmosfera, fornecendo combustível adicional aos sistemas convectivos.</p>
<p>As previsões não permitem determinar com exatidão quais as localidades que serão atingidas. Numa situação deste género, pequenas alterações na temperatura, humidade ou direção do vento podem mudar rapidamente a trajetória e a intensidade das tempestades.</p>
<p>Ainda assim, a conjugação dos diferentes modelos e o aviso máximo emitido para partes do norte de Itália apontam para um episódio com potencial significativo de causar danos, justificando um acompanhamento contínuo dos alertas emitidos pelas autoridades locais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789516]]></sapo:autor>
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		<title>Estudo propõe máximo anual de 250 euros para medicamentos focado nas famílias de menores rendimentos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:44:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A criação de um tecto máximo anual para a despesa com medicamentos poderá reforçar a proteção financeira das famílias portuguesas, sobretudo das que têm menores rendimentos, desde que a medida seja direcionada para os agregados mais vulneráveis.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A criação de um tecto máximo anual para a despesa com medicamentos poderá reforçar a proteção financeira das famílias portuguesas, sobretudo das que têm menores rendimentos, desde que a medida seja direcionada para os agregados mais vulneráveis. Esta é a principal conclusão de uma nota informativa divulgada esta quarta-feira pelo Observatório da Despesa em Saúde, intitulada &#8220;Tectos de Despesa em Medicamentos: Quanto Custa Proteger as Famílias?&#8221;, que analisa diferentes modelos de comparticipação pública e o respetivo impacto financeiro para o Estado e para os cidadãos.</p>
<p>Segundo comunicado divulgado pelo Observatório, Portugal continua entre os países europeus onde as famílias suportam uma parcela particularmente elevada das despesas em saúde. Em 2025, cerca de 27,8% da despesa total em saúde foi paga diretamente pelos agregados familiares, de acordo com dados do INE citados no estudo. Os medicamentos adquiridos nas farmácias comunitárias representam cerca de 20% desses pagamentos diretos, afetando de forma mais significativa as famílias com menores recursos. O comunicado cita ainda dados da OCDE e do estudo Barros &#038; Santos (2025), segundo os quais 52% das pessoas pertencentes ao escalão socioeconómico mais baixo declararam não ter adquirido toda a medicação prescrita em 2025, enquanto entre os grupos de rendimento mais elevado essa realidade afetou apenas cerca de 1% dos indivíduos.</p>
<p>O trabalho, desenvolvido no âmbito da Iniciativa para a Equidade Social, uma parceria entre a Fundação &#8220;la Caixa&#8221;, o BPI e a Nova SBE, foi elaborado pelos investigadores Margarida Pires e Pedro Pita Barros, titular da Cátedra BPI | Fundação &#8220;la Caixa&#8221; em Economia da Saúde. Com base num exercício de microssimulação utilizando dados do Inquérito às Despesas das Famílias de 2022, do INE, foram testados tectos anuais de 200, 250, 300 e 400 euros por pessoa, bem como diferentes níveis de abrangência, desde a aplicação apenas ao quintil de menores rendimentos até uma cobertura universal. O mecanismo analisado prevê que, quando a despesa anual ultrapassa o limite estabelecido, o agregado passe a suportar apenas 5% do valor excedente, ficando os restantes 95% a cargo do Serviço Nacional de Saúde.</p>
<p>Os investigadores concluem que o custo da medida depende diretamente do modelo escolhido. Um tecto universal de 250 euros por pessoa representaria uma despesa anual situada entre 1,83 e 3,83 mil milhões de euros, dependendo das hipóteses consideradas. Já uma aplicação limitada aos dois quintis de menores rendimentos (Q1 e Q2) reduziria o custo líquido para cerca de 548 milhões de euros, depois de descontada a poupança fiscal resultante da diminuição das deduções de despesas de saúde no IRS, que poderá compensar entre 8% e 12,5% do custo direto da política, segundo o comunicado.</p>
<p>O estudo alerta ainda que uma aplicação universal da medida acabaria por beneficiar, em média, os agregados de maior rendimento. De acordo com os resultados apresentados, um tecto de 250 euros traduzir-se-ia num ganho médio anual de 274 euros para os agregados do quintil mais elevado (Q5), enquanto os do quintil mais baixo (Q1) beneficiariam, em média, de 128 euros. Isto acontece porque as despesas mais elevadas com medicamentos são mais frequentes entre famílias com rendimentos superiores: 36,8% dos agregados do Q5 ultrapassam o tecto de 250 euros, contra 23,4% no Q1, sendo também superior a despesa média anual em medicamentos (677 euros no Q5, face a 493 euros no Q1). Os autores sublinham que esta diferença também reflete um problema de acesso, uma vez que muitas famílias de baixos rendimentos acabam por abdicar da compra dos medicamentos por razões financeiras.</p>
<p>Perante estes resultados, os investigadores recomendam a adoção de um tecto anual fixo de 250 euros dirigido exclusivamente aos quintis Q1 e Q2, considerando que essa solução oferece o melhor equilíbrio entre proteção social, sustentabilidade financeira e progressividade. O comunicado refere ainda que, numa fase posterior, poderá ser desenvolvido um modelo proporcional ao rendimento, semelhante ao aplicado na Alemanha, embora essa solução dependa da articulação entre a Autoridade Tributária, a SPMS e o INFARMED. Citados no comunicado, os autores concluem que o estudo demonstra ser &#8220;tecnicamente viável e analiticamente sustentável avançar com um mecanismo de proteção financeira contra despesas elevadas em medicamentos em Portugal&#8221;, defendendo que as entidades públicas com acesso aos dados necessários poderão apoiar a decisão política a tempo de o próximo Orçamento do Estado contemplar medidas concretas de proteção das famílias portuguesas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789478]]></sapo:autor>
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		<title>Greenvolt multiplica por nove produção de energia renovável numa fábrica portuguesa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:43:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Greenvolt, através da Greenvolt Next, concluiu a expansão da unidade fotovoltaica da Portalum, em Fafe, aumentando a capacidade instalada para mais de 1,1 MWp e elevando a produção anual de energia renovável de 157 MWh para quase 1,5 GWh.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Greenvolt, através da Greenvolt Next, concluiu a expansão da unidade fotovoltaica da Portalum, em Fafe, aumentando a capacidade instalada para mais de 1,1 MWp e elevando a produção anual de energia renovável de 157 MWh para quase 1,5 GWh.</p>
<p>O reforço da infraestrutura permite multiplicar por mais de nove vezes a energia disponível para autoconsumo e assegurar 27% das necessidades energéticas da unidade industrial.</p>
<p>O projeto foi desenvolvido ao abrigo do modelo SolarXchange, uma solução da Greenvolt Next que passa pela aquisição de ativos solares existentes e pelo investimento na sua valorização e expansão. O objetivo é permitir às empresas aumentar a produção de energia renovável e continuar a beneficiar da eletricidade gerada através de contratos de longo prazo, sem necessidade de realizar novos investimentos.</p>
<p>Especializada na produção e comercialização de soluções em alumínio, a Portalum passa agora a cobrir mais de um quarto do seu consumo energético com produção renovável nas próprias instalações. Ao mesmo tempo, beneficia de um contrato com duração de 15 anos, que garante maior previsibilidade dos custos de eletricidade.</p>
<p>Pedro Ramalhosa, Managing Partner da Greenvolt Next Portugal, sublinha que muitas empresas dispõem de instalações fotovoltaicas que &#8220;já não acompanham as suas necessidades energéticas atuais&#8221;. Segundo o responsável, &#8220;à medida que o mercado amadurece, a discussão deixa de ser apenas sobre instalar nova capacidade e passa também por maximizar o valor dos ativos existentes&#8221;, acrescentando que o modelo SolarXchange permite transformar essas infraestruturas em soluções &#8220;mais eficientes e rentáveis&#8221;, sem investimento adicional por parte dos clientes.</p>
<p>António Rodriguez Melgar, gerente da Portalum, considera que a expansão permite reforçar &#8220;significativamente&#8221; a produção de energia renovável da empresa e garantir maior previsibilidade de custos, sem necessidade de investimento. O responsável destaca ainda que a gestão da unidade fotovoltaica passa a ser assegurada pela Greenvolt Next, incluindo a operação, manutenção e otimização contínua da instalação.</p>
<p>Segundo a Greenvolt, o SolarXchange é um modelo já implementado em Portugal e noutros mercados europeus, cuja procura tem vindo a aumentar num contexto de maior volatilidade dos mercados energéticos e de crescente aposta das empresas na competitividade e na descarbonização das suas operações. Neste cenário, a otimização de ativos solares já instalados assume um papel cada vez mais relevante na redução dos custos energéticos e na maximização do retorno dos investimentos realizados.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789512]]></sapo:autor>
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		<title>“Um evento corporativo não é apenas uma despesa operacional”: Sílvia Ferreira, CEO do Grupo Wine Tourism in Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:21:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em entrevista à Executive Digest, Sílvia Ferreira, CEO da ExperienceA e CEO do Grupo Wine Tourism in Portugal, considera que o futuro passa por desenhar experiências com propósito, capazes de gerar impacto muito para além do momento em que acontecem.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante anos, os eventos corporativos foram vistos sobretudo como momentos de networking, celebração ou apresentação de resultados. Hoje, essa lógica está a mudar. Num contexto em que as empresas procuram reforçar a cultura organizacional, fidelizar clientes e diferenciar-se através da experiência, os eventos assumem um papel cada vez mais estratégico.</p>
<p>Para Sílvia Ferreira, CEO da ExperienceA e CEO do Grupo Wine Tourism in Portugal, o futuro passa por desenhar experiências com propósito, capazes de gerar impacto muito para além do momento em que acontecem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que é que vos fez olhar para o universo corporate como uma extensão natural do trabalho no turismo de luxo?</strong></p>
<p>O segmento corporate está hoje a viver uma transformação muito semelhante àquela que o turismo de luxo atravessou nos últimos anos. Em ambos os casos, deixou de ser suficiente oferecer um serviço de excelência, é preciso criar experiências com impacto.</p>
<p>No turismo de luxo percebemos cedo que os viajantes mais exigentes já não procuravam apenas conforto ou exclusividade. Procuravam experiências desenhadas em função da sua identidade, dos seus interesses e daquilo que valorizam. O luxo tornou-se profundamente pessoal.</p>
<p>Hoje vemos exatamente a mesma evolução nas empresas. Os eventos deixaram de ser momentos protocolares para passarem a ser ferramentas de liderança, cultura organizacional, relacionamento e posicionamento.</p>
<p>Foi essa convergência que tornou natural a nossa entrada neste segmento. A lógica é exatamente a mesma, compreender profundamente quem está do outro lado e desenhar experiências capazes de criar valor muito para além do momento em que acontecem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quando pensam &#8220;experiência corporativa premium&#8221;, o que é que isso significa na prática — e o que é que não é?</strong></p>
<p>Durante muito tempo confundimos experiências premium com maior investimento. Hoje sabemos que não existe uma relação direta entre uma coisa e outra.</p>
<p>Uma experiência premium distingue-se porque é relevante. Porque responde aos objetivos da organização e às expectativas das pessoas que nela participam. Porque existe uma intenção clara por detrás de cada decisão.</p>
<p>O luxo contemporâneo deixou de ser demonstrativo para passar a ser profundamente individual. O verdadeiro privilégio já não é aceder ao extraordinário, é sentir que aquela experiência foi criada especificamente para nós.</p>
<p>Isso implica abandonar modelos estandardizados. Cada organização tem uma cultura própria, desafios distintos e objetivos diferentes. É essa compreensão que permite transformar um evento numa experiência verdadeiramente diferenciadora.</p>
<p>No final, o sucesso mede-se menos pelo efeito imediato e mais pela qualidade das relações que consegue fortalecer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O evento corporativo deixou de ser um &#8220;momento&#8221; e passou a ser uma &#8220;ferramenta&#8221;. O que é que isso muda na forma de desenhar experiências?</strong></p>
<p>Muda o ponto de partida.</p>
<p>Durante muitos anos começava-se por definir a agenda, escolher o espaço e organizar a logística. Hoje, a primeira reflexão é muito mais estratégica, perceber que mudança se pretende gerar após aquele encontro, seja reforçar a confiança entre equipas, consolidar a cultura organizacional, fortalecer relações comerciais ou criar as condições certas para decisões importantes.</p>
<p>Quando esse objetivo está claramente definido, todas as restantes decisões deixam de ser meramente operacionais e passam a servir uma estratégia.</p>
<p>Acredito que esta é uma mudança estrutural. Os eventos estão cada vez mais próximos da gestão do que da produção. Tornaram-se instrumentos para desenvolver pessoas, consolidar relações, reforçar o posicionamento das organizações e criar valor para o negócio.</p>
<p>É precisamente por isso que a experiência passou a ter um valor económico muito superior ao que lhe era atribuído há alguns anos. As empresas começam a perceber que o verdadeiro retorno de um evento não se mede apenas pela sua execução, mas pelo impacto que consegue gerar nas pessoas e nas relações que pretende fortalecer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>As empresas já sabem tirar valor estratégico dos eventos ou ainda estão a aprender?</strong></p>
<p>Existe uma evolução muito clara, embora o mercado ainda esteja em diferentes fases de maturidade.</p>
<p>As organizações que já incorporaram a experiência na sua estratégia de negócio compreenderam que um evento não é apenas uma despesa operacional. É uma oportunidade para gerar confiança, reforçar a cultura organizacional, aumentar o engagement, aproximar clientes e criar diferenciação.</p>
<p>Outras continuam mais focadas na execução do que na intenção estratégica que está por detrás de cada encontro.</p>
<p>Mas acredito que esta mudança será inevitável. Vivemos numa economia em que a tecnologia democratizou praticamente tudo. Os produtos são rapidamente comparáveis e os serviços tornam-se cada vez mais semelhantes. A verdadeira diferenciação está na qualidade das relações que uma marca consegue construir e na forma como cria experiências com significado.</p>
<p>É precisamente neste contexto que os eventos assumem um papel estratégico. Quando são pensados com intenção, deixam de ser apenas momentos de comunicação e passam a ser plataformas para criar confiança, fortalecer relações e gerar valor para o negócio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que é que Portugal tem de único para se posicionar neste segmento premium internacional?</strong></p>
<p>Portugal reúne uma combinação de fatores muito difícil de replicar.</p>
<p>Tem infraestruturas, segurança, estabilidade, património, gastronomia e uma enorme diversidade territorial. Mas esses atributos, sendo importantes, já não são suficientes para diferenciar um destino.</p>
<p>O que verdadeiramente distingue Portugal é a autenticidade.</p>
<p>Num mercado onde muitos destinos premium se tornaram excessivamente uniformizados, Portugal continua a proporcionar experiências profundamente humanas, ligadas às comunidades, às pessoas e ao território.</p>
<p>Essa autenticidade tornou-se um ativo económico extremamente relevante.</p>
<p>As organizações procuram hoje contextos que favoreçam relações mais próximas, criatividade e experiências genuínas. Portugal oferece exatamente esse enquadramento e tem todas as condições para afirmar-se como uma referência internacional neste segmento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ainda estamos a subestimar o potencial do país enquanto destino de experiências empresariais?</strong></p>
<p>Diria que sim.</p>
<p>Portugal fez um excelente trabalho enquanto destino turístico, mas acredito que ainda existe margem para afirmar o país como um destino de experiências empresariais de elevado valor acrescentado.</p>
<p>Há uma diferença importante entre vender localização e vender contexto.</p>
<p>As empresas já não escolhem apenas um destino. Escolhem ambientes que potenciem relações, inovação, colaboração e tomada de decisão.</p>
<p>Portugal reúne condições únicas para oferecer esse contexto, mas isso exige uma abordagem cada vez mais baseada na curadoria, na personalização e na criação de experiências alinhadas com os objetivos estratégicos de cada organização.</p>
<p>É esta evolução que permitirá reforçar o posicionamento internacional do país neste segmento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Que formatos ou tendências internacionais vos estão a inspirar neste momento?</strong></p>
<p>Mais do que formatos, interessa-nos compreender como estão a evoluir as expectativas das pessoas.</p>
<p>Existe uma tendência muito clara para experiências mais pequenas, mais personalizadas e mais intencionais.</p>
<p>Também observamos uma integração crescente entre negócio, cultura, gastronomia, bem-estar, sustentabilidade e identidade local. As organizações procuram criar momentos onde o contexto é tão importante como o conteúdo.</p>
<p>Ao mesmo tempo, há uma valorização crescente da autenticidade. O luxo contemporâneo afasta-se da ostentação e aproxima-se daquilo que é genuíno, humano e difícil de replicar.</p>
<p>Na prática, estamos a assistir à passagem de uma lógica de produção de eventos para uma lógica de criação de experiências.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Que mudança gostava mesmo de provocar na forma como as empresas pensam eventos?</strong></p>
<p>Gostava que as empresas deixassem de perguntar &#8220;como organizamos este evento?&#8221; e começassem por perguntar &#8220;que impacto queremos criar nas pessoas que aqui vão estar?&#8221;.</p>
<p>Essa mudança de perspetiva altera completamente o papel que os eventos desempenham dentro das organizações.</p>
<p>Quando existe uma intenção estratégica, a experiência deixa de ser um fim em si mesma e passa a ser um instrumento para fortalecer relações, desenvolver cultura, reforçar liderança e criar valor para a marca.</p>
<p>Acredito que, nos próximos anos, as organizações que mais se destacarão não serão necessariamente as que comunicam mais, mas aquelas que conseguem criar experiências que as pessoas vivem, recordam e associam naturalmente à sua identidade.</p>
<p>Porque, no final, as marcas são cada vez menos definidas pelo que dizem e cada vez mais pela forma como fazem as pessoas sentir.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789503]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>UE autoriza Ucrânia a comprar componentes chineses para drones com financiamento europeu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:20:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[drone]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
		<category><![CDATA[União europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia vai permitir que a Ucrânia utilize parte de um financiamento europeu destinado à defesa para adquirir componentes chineses para drones, numa decisão que evidencia as dificuldades da indústria europeia em responder às necessidades militares de Kiev.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia vai permitir que a Ucrânia utilize parte de um financiamento europeu destinado à defesa para adquirir componentes chineses para drones, numa decisão que evidencia as dificuldades da indústria europeia em responder às necessidades militares de Kiev. A autorização surge no âmbito da primeira tranche de um programa de apoio financeiro à defesa ucraniana e representa uma exceção às regras que privilegiam aquisições dentro da União Europeia ou junto de parceiros aprovados.</p>
<p>Segundo avançou o Financial Times (FT), Bruxelas aceitou um pedido apresentado por Kiev para recorrer a fornecedores chineses em determinados componentes de drones que continuam a ser escassos ou indisponíveis em quantidades suficientes na Europa. A decisão foi confirmada ao jornal por duas fontes conhecedoras do processo.</p>
<p>A autorização abrange parte de uma tranche de 5,9 mil milhões de euros, integrada num primeiro desembolso de cerca de 6 mil milhões de euros destinado ao reforço das capacidades militares da Ucrânia. Este financiamento faz parte de um programa europeu mais amplo que prevê 60 mil milhões de euros para aquisição de equipamentos de defesa.</p>
<p>A decisão evidencia as limitações que continuam a existir na capacidade produtiva da indústria europeia de defesa, apesar do esforço desenvolvido por Bruxelas para reforçar a autonomia estratégica do continente e incentivar que o apoio militar à Ucrânia beneficie prioritariamente fabricantes europeus. Ao mesmo tempo, expõe a forte dependência de componentes produzidos na China para um dos equipamentos mais determinantes no conflito.</p>
<p>Os drones assumiram um papel central na guerra entre a Ucrânia e a Rússia. De acordo com responsáveis ucranianos, estes sistemas não tripulados são atualmente responsáveis por cerca de 80% das baixas russas no campo de batalha, tornando-se o principal meio de combate utilizado pelas forças de Kiev. Apesar de a Ucrânia ter desenvolvido, sob os bombardeamentos russos, uma das indústrias de defesa mais inovadoras da Europa, a procura por drones continua a ultrapassar a capacidade nacional e dos seus aliados para fabricar todos os componentes necessários.</p>
<p>A indústria ucraniana conseguiu, em diversas áreas, ultrapassar o ritmo de desenvolvimento de vários fabricantes europeus tradicionais, mas continua dependente do fornecimento externo de peças críticas, sobretudo para responder à intensidade das operações militares.</p>
<p>O recurso à China assume também um significado político delicado. A União Europeia tem acusado Pequim de ser &#8220;o principal facilitador da guerra da Rússia contra a Ucrânia&#8221;, considerando que fornece componentes essenciais ao complexo militar-industrial russo. Ainda assim, Bruxelas reconhece que a própria indústria de defesa ucraniana depende igualmente de componentes chineses para manter a produção de armamento.</p>
<p>As regras do programa europeu determinam que os equipamentos militares adquiridos com estes fundos devem ser produzidos maioritariamente na União Europeia, na Ucrânia ou em países parceiros autorizados, como o Canadá. Outros aliados também podem participar desde que celebrem uma parceria de segurança com a União Europeia, contribuam para o mecanismo financeiro e prestem apoio substancial à Ucrânia. O Reino Unido aderiu recentemente ao programa.</p>
<p>Para fornecedores localizados fora desse grupo de países, a regulamentação estabelece que apenas até 35% do valor de um contrato pode corresponder a componentes provenientes de Estados não abrangidos pelo mecanismo, determinando ainda que as aquisições não podem contrariar os interesses de segurança e defesa da União Europeia.</p>
<p>Contudo, a legislação prevê uma cláusula de exceção. Sempre que produtos equivalentes não possam ser obtidos com rapidez suficiente ou em quantidade adequada junto dos países elegíveis, a Ucrânia pode solicitar autorização específica à Comissão Europeia para recorrer a fornecedores alternativos.</p>
<p>Foi precisamente esse mecanismo que Kiev acionou para esta primeira tranche dedicada à aquisição de drones, obtendo luz verde para comprar determinados componentes chineses considerados indispensáveis e indisponíveis no mercado europeu em quantidade suficiente.</p>
<p>Até ao momento, nem a Comissão Europeia nem o Ministério da Defesa da Ucrânia responderam aos pedidos de comentário sobre esta decisão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789504]]></sapo:autor>
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		<title>Urso “ladrão” põe cidade japonesa em alerta depois de invadir casas e roubar donuts</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:09:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Japão]]></category>
		<category><![CDATA[urso]]></category>
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					<description><![CDATA[Principal suspeito de pelo menos 14 furtos é um urso-negro-asiático que terá entrado em casas, aberto frigoríficos e levado comida, incluindo donuts de uma loja]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma cidade japonesa está em alerta devido a uma sucessão de invasões pouco habitual. O principal suspeito de pelo menos 14 furtos é um urso-negro-asiático que terá entrado em casas, aberto frigoríficos e levado comida, incluindo donuts de uma loja.</p>
<p>Segundo o ‘20 Minutos’, os episódios ocorreram nas últimas duas semanas em Shizukuishi, na prefeitura de Iwate. As autoridades acreditam que o mesmo animal poderá estar por trás de várias incursões em edifícios da zona.</p>
<p>Um dos casos mais recentes aconteceu na noite desta segunda-feira. Mitsuo Matsubara, de 87 anos, ouviu ruídos vindos da cozinha e foi perceber o que se passava.</p>
<p>Quando chegou à divisão, encontrou um urso de grandes dimensões, o frigorífico aberto e alimentos espalhados pelo chão. O homem e a mulher conseguiram afastar-se e contactaram a polícia.</p>
<p>As autoridades instalaram armadilhas e cercas elétricas em redor de algumas das casas mais visadas. Foram também reforçadas as patrulhas destinadas a alertar os moradores para a presença do animal.</p>
<p>“É pouco comum um urso regressar várias vezes à mesma zona”, explicou Shiho Chida, especialista da Divisão de Natureza da prefeitura de Iwate, citada pelo ‘20 Minutos’. O objetivo das equipas é localizar e capturar o animal com a maior rapidez possível.</p>
<p>Nas últimas duas semanas, um urso foi visto a entrar em edifícios da mesma área em pelo menos quatro ocasiões. Num desses episódios, as câmaras de segurança registaram o momento em que o animal tentou abrir a porta de correr de uma quinta durante a noite.</p>
<p>O urso acabou por fugir depois de o proprietário apontar uma lanterna na sua direção e gritar. Noutra ocorrência, um morador regressou a casa e encontrou um animal com cerca de 1,65 metros no corredor.</p>
<p>O urso saiu quando o homem bateu com força numa porta, mas tentou entrar novamente. Durante cerca de 30 segundos, o morador teve de segurar a porta de correr enquanto o animal, erguido sobre as patas traseiras, tentava forçá-la.</p>
<p>Uma mulher encontrou igualmente um urso a remexer alimentos na sua cozinha. No domingo, outro episódio ocorreu numa loja de doces japoneses, onde o animal terá aberto um frigorífico e levado vários donuts.</p>
<p>As incursões acontecem num período em que o Japão regista números elevados de ataques de ursos. Desde 1 de abril, pelo menos cinco pessoas morreram em incidentes com estes animais, todas na região de Tohoku.</p>
<p>No ano anterior, o país tinha registado 13 ataques fatais, o valor mais elevado desde que existem dados comparáveis.</p>
<p>Especialistas associam o aumento dos encontros entre pessoas e ursos ao despovoamento das zonas rurais, ao abandono de terrenos agrícolas e à maior aproximação dos animais a áreas habitadas em busca de alimento.</p>
<p>Em Shizukuishi, porém, a preocupação imediata é outra: encontrar o urso antes que uma nova incursão a uma cozinha termine com consequências mais graves.</p>
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