PSD encurta distâncias para o PS: diferença situa-se em menos de 6 pontos percentuais, revela sondagem

Se houvesse hoje eleições, a direita já podia sonhar em formar Governo uma vez que a soma de votos do PSD, Chega e Iniciativa Liberal ultrapassa as intenções de voto dos socialistas

Francisco Laranjeira

O Governo de António Costa está a perder terreno nas intenções de voto, segundo revelou esta segunda-feira o barómetro de setembro da Intercampus para o ‘Correio da Manhã’, ‘CMTV’ e ‘Jornal de Negócios’ – se antes a diferença era na ordem dos 10 pontos percentuais, a distância para o PSD reduz-se para menos de 6 pontos percentuais: 30,6% para os socialistas ao passo que os sociais-democratas de Luís Montenegro soma 24,7%.

Se houvesse hoje eleições, a direita já podia sonhar em formar Governo uma vez que a soma de votos do PSD, Chega e Iniciativa Liberal ultrapassa as intenções de voto dos socialistas. A terceira força política é o Chega, que se consolida nesta posição, apesar do clima de guerrilha interna. A Iniciativa Liberal (5,2%) disputa como Bloco de Esquerda o papel de quarta força, enquanto a CDU definha. PAN e Livre ainda têm votos para grupo parlamentar, enquanto o velho CDS fica no patamar de 1,1%.

A subida das intenções de voto do PSD tem sido, em parte, ação da liderança renovada de Luís Montenegro – o atual líder tem saldo positivo, com 39,9% a dizer que está a ser um bom líder da oposição, enquanto 34,2% dão-lhe nota negativa. Mas António Costa ainda tem vantagem na escolha para primeiro-ministro. Na questão sobre qual dos dois seria melhor na liderança do Governo para enfrentar esta crise económica e o aumento de preços, Costa ganha por 43,6% contra 30% de Montenegro.

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