PS aposta as fichas em coligações nas eleições autárquicas: PAN e Livre são os parceiros preferidos dos socialistas

Partido Socialista pretende manter-se a maior força política nas câmaras municipais do país e vai apresentar-se nas eleições autárquicas de 12 de outubro com mais coligações do que em 2021

Revista de Imprensa
Agosto 7, 2025
10:00

O Partido Socialista pretende manter-se a maior força política nas câmaras municipais do país e vai apresentar-se nas eleições autárquicas de 12 de outubro com mais coligações do que em 2021, revelou esta quinta-feira o ‘Diário de Notícias’. Ao todo são já 13 os acordos firmados, mais cinco do que nas últimas autárquicas.

Em 2021, o PS conquistou 148 câmaras municipais – concorreu sozinho em todas -, mais 44 do que o PSD. Apesar de acordos com Livre, Bloco de Esquerda e PAN, em nenhum dos casos o PS ganhou. No entanto, a estratégia para as autárquicas foi uma aproximação aos partidos do mesmo espectro político, à exceção do PCP – que recusou qualquer aproximação socialista, porque concorre com os socialistas em capitais de distrito como Setúbal e Évora.

O Livre foi, desde o início, um parceiro importante nas negociações, com peso reforçado depois de ter eleito seis deputados nas últimas legislativas: o objetivo é encontrar pontes conjuntas nos temas comuns aos dois partidos: habitação, transportes e ecologia.

Ainda assim, será com o PAN que o PS se vai apresentar nas autárquicas em mais concelhos: nove. O Livre vem a seguir, com oito. “Se repararmos o que têm sido os entendimentos a nível do Governo central, também se verifica essa tendência de o Livre e o PAN se terem aproximado”, apontou André Rijo, coordenador autárquico do PS, sublinhando que ambos os partido têm tido “proximidade ao PS na negociação do Orçamento de Estado”.

O Bloco de Esquerda é parceiro de coligação em três concelhos – com destaque para Lisboa, para combater a reeleição de Carlos Moedas, apoiado por PSD, CDS-PP e Iniciativa Liberal. No entanto, em vários quadrantes do partido, a associação ao Bloco de Esquerda representa uma certa “radicalização” socialista. “Houve a chamada Geringonça, de 2015-2019, um acordo de incidência parlamentar com António Costa a governar o país. Depois, já não foi possível repeti-lo e as partes foram-se afastando”, indicou André Rijo. Por último, seguem-se coligações com MPT, Movimento Cidadãos por Coimbra e Nós Cidadãos, em uma ocasião cada.

O PS quis incluir toda a esquerda nas capitais de distrito: no entanto, a corrida do PCP em Évora e Setúbal fez descartar a possibilidade. em Lisboa foi possível o entendimento em torno de Alexandra leitão, tal como em Coimbra, com Ana Abrunhosa. No entanto, Faro, Porto, Aveiro e a curta coligação em Braga podem complicar as expectativas eleitorais. “Há um aumento de coligações em relação a 2021. Eram oito em 2021, mas reconhecemos que não é um aumento assim tão grande”, indicou André Rijo.

“Temos as lideranças de Leiria, Beja, Viana do Castelo e Vila Real e há objetivo de aumentar as capitais de distrito. Apostámos forte em todos os concelhos e com candidatos a full time, não com nomes que pertençam às bancadas parlamentares. Não foram às últimas listas para eleições legislativas para se candidatarem às autárquicas”, concluiu André Rijo.

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