PRR deve ser usado para reforçar o crescimento e as finanças públicas, aconselha a OCDE

O relatório divulgado esta sexta-feira pela OCDE revela a importância de continuar com os investimentos e as reformas estruturais que irão “melhorar as condições de vida, reforçar as finanças públicas e favorecer uma trajetória de crescimento sustentável, forte e resiliente”.

André Manuel Mendes
Dezembro 10, 2021
14:17

O relatório divulgado esta sexta-feira pela OCDE revela a importância de continuar com os investimentos e as reformas estruturais que irão “melhorar as condições de vida, reforçar as finanças públicas e favorecer uma trajetória de crescimento sustentável, forte e resiliente”.

“Portugal está a recuperar rapidamente de um choque económico profundo, e a previsão é de que essa recuperação irá continuar”, afirmou o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, acrescentando que “será fundamental otimizar a intensidade e a qualidade da recuperação, através de uma maior produtividade e acelerando as transições digital e verde. O Plano de Recuperação e Resiliência constitui uma oportunidade para atingir esse objetivo, pelo que deverá ser implementado de forma rápida e eficiente”.

A OCDE recorda que a pandemia pandemia afetou arduamente a economia portuguesa e que, após uma queda de 8,4 % em 2020, o PIB português deverá voltar a crescer 4,8 % em 2021 e 5,8 % em 2022.

O estudo reforça a importância de manter os apoios dirigidos às famílias e às empresas sejam mantidos, reforçar o apoio aos jovens e aos trabalhadores pouco qualificados à procura de emprego, e reforçar também os apoios à capitalização das empresas viáveis.

Com o disparar da relação dívida-PIB, a OCDE refere a importância de adotar um plano claro e credível para o ajuste orçamental a médio prazo, sendo necessárias reformas para preparar o país para uma redução da população ativa, bem como para melhorar o desempenho da administração pública.

“Ainda existe margem para reforçar a sustentabilidade a longo prazo do sistema de pensões. A pandemia aumentou também os riscos financeiros no setor empresarial, e os bancos portugueses enfrentam um elevado nível de empréstimos não produtivos”, revela o estudo, que recomenda ainda o reforço dos incentivos aos bancos para reduzirem o nível de ativos de alto risco.

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