A plataforma Recuperar Portugal disponibilizou dados recentes sobre a aprovação e pagamento dos fundos do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR). Segundo as informações divulgadas, 87% das dotações já foram aprovadas, enquanto apenas 24% dos valores foram efetivamente pagos.
Analisando a distribuição dos fundos aprovados, destaca-se que 62% são atribuídos a administrações públicas (AP), 5% a empresas públicas fora do perímetro das AP, e 33% a entidades do setor privado, incluindo empresas e particulares.
Os dados recolhidos por Cláudia Braz e Sharmin Sazedj, do Departamento de Estudos Económicos do Banco de Portugal, mostram que as AP recebem as maiores dotações entre os valores aprovados, com destaque para o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, que foi contemplado com 756 milhões de euros, seguido pelo Metropolitano de Lisboa (748 milhões de euros), Infraestruturas de Portugal (512 milhões de euros), Metro do Porto (418 milhões de euros) e os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (301 milhões de euros). Juntas, estas entidades representam 14% do total aprovado.
Apesar das AP receberem montantes significativos, uma análise mais detalhada revela que, em média, as empresas públicas obtêm valores mais elevados do que as AP, enquanto o setor privado é o que recebe os montantes mais baixos.
No que diz respeito à percentagem de montantes pagos em relação aos valores aprovados, o setor privado apresenta uma média de 29%, ligeiramente superior aos 28% das empresas públicas e aos 19% das AP. Este panorama indica que o setor privado não só recebe valores superiores em termos absolutos, como também demonstra uma menor dispersão em comparação com os outros setores.














