Em apenas um mês, a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) diz ter registado perdas superiores a 30%, devido ao avançar do novo coronavírus. Contudo, com o cancelamento em massa das reservas, a associação informou esta quinta-feira, em conferência de imprensa, que estima uma quebra de 20% nas receitas finais de 2020.
Compiladas as respostas dos empresários da hotelaria nacional sobre os eu desempenho até ao dia 9 março, a AHP avança com dois cenários, com condicionantes distintas mas sempre sob pressão e possíveis de agravamento da pandemia do coronavírus.
Sempre no período compreendido entre 1 de março e 30 de junho, “quatro meses fulcrais para a atvidade turística em Portugal”, com o ressalvou Raúl Martins, presidente da AHP, num primeiro cenário as perdas podem atingir os 500 milhões de euros mas pode escalar para um outro, onde as perdas já poderão atingir os 800 milhões de euros.
Considerando que este mês de março, “ainda é um tempo de esperança” quanto à evolução da pandemia, o responsável afirmou que a “tendência será para piorar, “o que levará, muito provavelmente, a hotelaria a enfrentar, em média, uma redução de 50% e a atingir, como em Espanha já está a acontecer, taxas de ocupação na ordem dos 15 a 20%”.
Os resultados preliminares do referido inquérito confirmam as informações partilhadas, desde o início do surto, pela AHP e que já sublinhavam o facto de as taxas de cancelamento estarem muito acima das verificadas em anos anteriores. A AHP também tem vincado o efeito do COVID-19 não só nos cancelamentos imediatos mas também nas reservas futuras, com os hoteleiros a indicar que estão já a registar importantes cancelamentos de reservas futuras.
Até ao momento, a hotelaria regista 346 497 cancelamentos, o que se traduz numa quebra de 30% da taxa de ocupação. Contudo, a este número vão somar-se, inevitavelmente, os cancelamentos permitidos pelas plataformas até 48 horas antes.
A recente decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no sentido de suspender as viagens da Europa para aquele território, e atendendo ao crescente número de turistas norte-americanos que estavam a escolher visitar Portugal, também constitui, segundo a associação, um agravamento para os números agora revelados.







