Próximo ano lectivo? «Ao fim de um mês as escolas fecham e vai tudo para casa», alertam professores

A falta de medidas de protecção contra o novo coronavírus no próximo ano lectivo, é uma das maiores preocupações da Federação Nacional de Professores (Fenprof), que considera que a comunidade educativa não está devidamente salvaguardada, segundo o ‘Correio da Manhã’ (CM).

Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, defende que «começar o ano lectivo sem rastreios e com um distanciamento físico de um metro, abaixo do que a própria Direcção-Geral da Saúde (DGS) preconizava para o secundário é insuficiente», afirmou citado pelo ‘CM’.

«O ministro já disse que as turmas terão a dimensão habitual, por isso vão ter de pôr dois alunos por carteira e a distância de um metro é impraticável», afirma, acrescentando: «Vamos ter o Ministério da Educação a fingir que está tudo na normalidade e ao fim de um mês as escolas fecham e vai tudo para casa», refere Mário Nogueira ao ‘CM’.

Por sua vez, Jorge Ascensão, dirigente da Confederação Nacional de Associações de Pais, (Confap), exige que exista uma maior «clareza e coerência na comunicação», no que diz respeito à redução da distância física.

«A questão não é se é 1 metro. A maior parte das pessoas tem noção de que, com máscara, 1 metro de distância poderá não significar grande risco. Só que a DGS diz 1 metro se possível, e as escolas estão confusas», afirmou o responsável citado pelo ‘CM’.

Jorge Ascensão acrescenta ainda: «Se dizem que não é possível desdobrar as turmas ter-se-ia de aumentar as salas para cumprir um metro de distância. Então digam que é possível estar em segurança a menos de 1 metro. Deve haver disponibilidade para algum risco, mas as famílias querem que lhes digam que será um risco mínimo».

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