Próxima semana à lupa: Dos mercados à economia – e outras coisas que precisa de saber

Do calendário económico ao que vai mexer com os mercados na próxima semana. Saiba o que vai estar na agenda nacional e internacional.

Como será a próxima semana? 

Durante a próxima semana teremos a divulgação dos dados do PMI, onde se poderá constatar que os PMIs de manufatura estão a atingir picos em todo o mundo. Um dos fatores a ter em conta, é os tempos de entrega dos fornecedores, que muito provavelmente continuarão a aumentar, o que manterá os PMIs de manufatura elevados durante o início do verão. Aliás todos nós temos sentido isso no nosso dia a dia com os produtos a esgotarem e a demorarem uma eternidade a serem repostos. No entanto, a tendência subjacente pode estar prestes a enfraquecer, conforme sugerido pelo rollover dos dados de crédito chineses.

Os PMIs da zona euro ainda têm muito potencial de “recuperação”, sobretudo os PMIs de serviços, à medida que os vários países desconfinam gradualmente. Provavelmente ainda será muito cedo para esperar que os PMIs de serviços explodam na Europa na próxima semana, mas certamente essa subida chegará o mais tardar em junho. Poderemos até entrar num período de correlação negativa entre os PMIs de manufatura e serviços, com os PMIs de serviços a aumentarem e os PMIs de manufatura a diminuírem.

No geral, ainda temos um risco claro de que os PMIs compostos saiam em alta nos meses de maio e junho, principalmente na zona euro. Provavelmente, isso será o suficiente para manter intacta a tendência de aumento das yields dos títulos de mais longo prazo nos próximos 1 a 2 meses.

Na terça e quarta-feira teremos as minutas do RBA e da FOMC, respetivamente, não se esperando que possa ter um impacto significativo no mercado.

Na quinta-feira, sairá o inquérito Philly Fed onde se encontram evidências crescentes de estarmos perante um máximo no índice principal, o que deve levar o mercado a uma desaceleração do ritmo de crescimento durante o segundo semestre deste ano.

O aumento do da inflação, conforme podemos comprovar pelos dados do CPI desta semana, e o abrandamento do momentum do crescimento claramente não são o mesmo que um ambiente de inflação estagnada, mas não está excluído que os mercados irão negociá-lo como tal durante o terceiro trimestre deste ano.

Nuno Mello, analista XTB

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