Próxima semana à lupa: Dos mercados à economia – e outras coisas que precisa de saber

O índice de preços no consumidor (IPC) do mês de agosto saiu acima do esperado na semana passada e desencadeou a maior queda diária no S&P 500 em mais de dois anos e elevou as expectativas das taxas de juro. A Fed respondeu esta semana em conformidade, ao aumentar as taxas de juro em 75 pontos base para 3,00-3,25%. A projeção económica para o PIB foi revista em baixa e, em alta, as previsões para a taxa de desemprego e da inflação PCE em 2022 e 2023. Esperamos que as taxas ultrapassem o neutro e entrem em território restritivo no início do próximo ano e permaneçam lá pelo tempo que for necessário para fazer o trabalho necessário sobre a inflação. Na nossa opinião isso exigirá um longo período de altas taxas.

Da parte do BCE, esperamos outro aumento de 75 pb em outubro, e que a taxa de depósito aumente ainda mais para 2,25% no início do próximo ano.

 

A próxima semana

A próxima semana será relativamente calma. Há que recordar, no entanto, que Itália vai a votos no próximo domingo e o sucessor de Draghi poderá ser uma mulher. Segundo as sondagens, Giorgia Meloni, que lidera um partido de extrema-direita, está à frente nas intenções de voto e isso poderá trazer alguma volatilidade acrescida para o euro.

Ainda assim há alguns indicadores que merecem a atenção dos investidores:

 

Segunda-feira (26 de setembro)

– Índice Ifo sobre o clima empresarial alemão referente ao mês de setembro.

 

Terça-feira (27 de setembro)

– Encomendas de mercadorias duráveis nos EUA referente a agosto;

– Vendas de novas casas nos EUA, referentes a agosto;

– Índice de confiança do consumidor da Conference Board nos EUA referente ao mês de setembro;

– Stocks e petróleo do API.

 

Quarta-feira (28 de setembro)

– Minutas do banco do Japão;

– Inventários de petróleo do DOE.

 

Quinta-feira (29 de setembro)

– PIB anualizado (2ºT) nos EUA;

– PCE core T/T (2ºT) nos EUA.

 

Sexta-feira (29 de setembro)

– PMI de manufatura chinês referente ao mês de setembro;

– PIB do 2º trimestre no Reino Unido;

– Dados da Universidade de Michigan nos EUA (sentimento do consumidor e perspectivas de inflação a 1 e a 5 anos).

 

Nuno Mello
Analista XTB

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