As provas de Monitorização da Aprendizagem, conhecidas como ModA, terminam esta terça-feira para os alunos do 1.º e 2.º ciclos, com a realização da avaliação de Português do 6.º ano pelos estudantes que não a conseguiram fazer na semana passada devido à greve geral. Segundo o Ministério da Educação, apenas 48% dos alunos realizaram a prova na data inicialmente prevista, o que levou à ativação de uma segunda data.
A greve geral contra o pacote laboral, convocada pela CGTP, levou ao encerramento ou funcionamento condicionado de muitas escolas em todo o país. Na prática, 52% dos alunos não realizaram a prova de Português do 6.º ano na data inicialmente prevista.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, garantiu que nenhum aluno será prejudicado pela greve e afirmou que o Ministério já tinha preparado um plano de contingência. O novo enunciado, assegurou, foi elaborado para permitir a comparação dos resultados entre os alunos que fizeram a prova na primeira data e os que a realizam esta terça-feira.
O que são as provas ModA?
As provas ModA, ou provas de Monitorização da Aprendizagem, são realizadas por alunos dos 4.º e 6.º anos e têm como objetivo avaliar o sistema educativo nacional. Abrangem áreas como Português, Matemática, Inglês, Educação Artística e Português Língua Não Materna.
Estas provas não contam para a nota final dos alunos. São realizadas em formato digital e têm a duração de uma hora e 45 minutos.
Na segunda-feira, os alunos do 6.º ano realizaram a prova de Matemática. Esta terça-feira será a vez de recuperar a prova de Português para os estudantes que não a puderam fazer devido à greve geral da semana passada.
Diretores criticaram falta de antecipação
A nova data foi confirmada pelo Ministério da Educação depois de ter sido avançada pela Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas. Os diretores garantiram que as escolas estariam preparadas para assegurar a realização da prova, mas lamentaram que a data não tivesse sido comunicada mais cedo.
A crítica prende-se com a carga administrativa exigida às escolas. Foi necessário convocar professores, reorganizar equipas, informar encarregados de educação e preparar as condições técnicas para a realização da avaliação digital.
Ainda assim, o Ministério insistiu que a realização da prova nesta segunda data garante que todos os alunos terão oportunidade de participar, sem penalização pelo impacto da greve.
Fenprof criticou insistência nas provas
A Fenprof criticou a decisão inicial do Ministério de manter a prova de Português do 6.º ano no dia da greve geral. Para a federação sindical, essa insistência mostrou falta de valorização do momento de avaliação e agravou a pressão sobre escolas, professores e alunos.
O secretário-geral da Fenprof, José Feliciano Costa, afirmou que não se compreendia a realização de uma prova num contexto que, na sua leitura, perturbava as escolas, sobrecarregava docentes e criava stress adicional nos alunos.
A greve geral teve impacto sobretudo nos grandes centros urbanos, com destaque para Lisboa e Porto, embora os efeitos tenham sido sentidos em escolas de todo o país.
Ministério garante comparabilidade dos resultados
A principal preocupação agora está na comparabilidade dos resultados. Como parte dos alunos realizou a prova na data inicial e outra parte a fará esta terça-feira, o Ministério assegura que o novo enunciado foi preparado com cuidado para evitar desigualdades.
Fernando Alexandre garantiu que a segunda versão permitirá comparar os resultados e que nenhum aluno será prejudicado por ter ficado impedido de realizar a prova devido à greve.
Com a realização desta prova, encerra o calendário das ModA deste ano letivo, depois de uma semana marcada por perturbações causadas pela greve geral, críticas sindicais e reorganização das escolas.




