Proprietários pagam mais 20% para limpar terrenos em ano de risco agravado de incêndios

A limpeza dos terrenos em Portugal começou a ser feita mais cedo este ano, mas os proprietários estão a pagar mais 20% pelo serviço do que no ano passado.

Revista de Imprensa
Abril 10, 2023
9:27

A limpeza dos terrenos em Portugal começou a ser feita mais cedo este ano, mas os proprietários estão a pagar mais 20% pelo serviço do que no ano passado.

Também, segundo empresários do setor ouvidos pelo Jornal de Notícias, há fata de mão de obra para cumprir esta obrigação de limpeza dos terrenos florestais ou agrícolas, que tem de ser cumprida até final de abril. O aumento de preço e falta de mão de obra surgem num ano em que tanto a omissão Europeia como a Proteção Civil preveem risco agravado de incêndios, já que o verão deverá ser muito seco.

Nos primeiros três meses do ano ocorreram 1566 incêndios rurais em Portugal, num total de 6086 hectares de área ardida, sendo que o número de fogos já ultrapassou o total registado entre janeiro e março de 2021. Ainda assim os números são melhores do que os registados no início de 2022, altura em que se registaram dois mil incêndios e oito mil hectares consumidos pelas chamas.

Até 30 de abril os proprietários de terrenos florestais e agrícolas têm de cumprir a obrigação de limpeza, sendo que o prazo é alargado até 31 de maio para os terrenos em espaço urbano. Já em maio, a GNR começará a fiscalização, com as multas por incumprimento a começarem nos 150 euros.

Aos proprietários, este ano estão a ser cobrados valores entre os 300 e 400 euros por hectare, no caso de terrenos fáceis de limpar, mas a fatura pode chegar entre 1500 e 2000 mil euros por hectare no caso das zonas de difícil acesso e limpeza, segundo relata Pedro Serra Ramos, presidente da Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente.

Na origem do aumento de 20% do preço estão, segundo o responsável, fatores como o aumento do preço dos combustíveis, equipamentos e a necessidade de material de substituição.

São, para já, as pequenas empresas que estão a desenvolver este trabalho, já que as de maiores dimensões estão ao serviço do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), o que torna mais evidente e falta de mão de obra nesta área.

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