Prolongamento das férias escolares? Pais e professores estão contra e exigem regresso às aulas presenciais

Os docentes e encarregados de educação não concordam com um eventual prolongamento das férias escolares para lá de 9 de janeiro, em virtude da pandemia de Covid-19, exigindo o regresso às aulas presenciais.

Revista de Imprensa

Os docentes e encarregados de educação não concordam com um eventual prolongamento das férias escolares para lá de 9 de janeiro, em virtude da pandemia de Covid-19, exigindo o regresso às aulas presenciais, avança o ‘Correio da Manhã (CM).

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Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, considera que “seria uma enorme asneira prolongar as férias. Era não respeitar as crianças e os jovens”.

“Três semanas em casa já é demasiado mau para o seu crescimento. E não sabemos como esses dias a mais seriam compensados”, defendeu, citado pelo mesmo jornal.

O responsável adiantou ainda que entre prolongar as férias ou ter aulas online, a última opção seria a mais adequada, ainda que existam condições para manter as aulas presenciais.

“Estamos melhor agora do que no arranque do ano letivo. Já há crianças e jovens vacinados contra a Covid e muitos professores vão aparecer com a dose de reforço tomada, porque os maiores de 50 já vão recebê-la”, disse ao ‘CM’.

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Na mesma linha, também a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (Cnipe), considera que as aulas presenciais devem regressar.

A nossa grande vontade e esperança é que haja aulas presenciais. Esperamos que os responsáveis políticos não tomem uma posição contrária”, disse o seu presidente, Rui Martins, citado pelo jornal.

“Manter os alunos em casa só agrava o problema ( da recuperação de aprendizagens) e está em causa a saúde mental dos nossos filhos. Além disso não sei como seria possível compensar esses dias de férias”, sublinhou.

Recorde-se que o Governo decidiu que pelo menos até dia 9 de janeiro as aulas estariam suspensas para férias de Natal prolongadas devido à evolução da crise de saúde pública, para a qual contribuiu também o período festivo do Natal e Ano Novo.

Contudo, já há rumores de que essa pausa possa ser novamente prolongada para lá de dia 9, uma vez que as infeções por Covid-19 têm registado números recorde diariamente.

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