Há 46 empresas que vão participar no projeto-piloto da semana de trabalho de 4 dias, indicou esta sexta-feira o Governo em sessão de esclarecimento – ao todo, serão abrangidos cerca de 20 mil trabalhadores. Nas próximas semanas, as empresas participantes terão acesso a formação para as ajudar a adaptar ao teste, que começa em junho
O balanço da primeira fase do programa contou com 99 empresas que mostraram interesse em saber mais sobre o projeto-piloto e 46 das quais decidiram avançar para a próxima fase. O processo de adesão não está encerrado: qualquer empresa interessada em participar podem contactar a equipa coordenadora através do site do IEFP dedicado ao programa.
Esta experiência-piloto tem a duração de seis meses e quem participar não terá uma contrapartida financeira, sendo que o Estado será apenas um veículo de suporte técnico e administrativo para apoiar a transição da empresa para esta nova realidade.
Segundo a ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, as empresas interessadas em aderir ao projeto da semana de quatro dias de trabalho são de vários setores, sobretudo da indústria, comércio, informação e comunicação, com variedade geográfica e de diferentes dimensões.
“Cada vez mais as empresas têm necessidade de se posicionar como empresas que valorizam novas formas de organização dos tempos de trabalho e que dão espaço aos seus trabalhadores para terem capacidade de conciliarem a vida pessoal e familiar com a profissional”, disse a governante no final de uma reunião da Concertação Social em novembro passado, na qual apresentou o projeto-piloto da semana de quatro dias de trabalho.
Recorde-se que este projeto é voluntário e reversível, e que a redução horária não terá qualquer influência na remuneração dos participantes.
“A semana de quatro dias como prática de gestão – sem corte de salário e com redução de horas semanais (distinta do trabalho a tempo parcial ou da semana concentrada) – tem sido adotada por diversos países com o objetivo de aumentar a produtividade e a competitividade, bem como promover o bem-estar dos trabalhadores reduzindo, por exemplo, o stresse e o burnout”, pode ler-se na página do IEFP.
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