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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 23 Jul 2026 07:14:18 +0000</lastBuildDate>
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		<title>“Não falta investimento. Falta o Estado decidir”: especialista aponta bloqueios que travam as energias renováveis e custam 1,7 mil milhões de euros por ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 07:15:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Susana Serôdio]]></category>
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					<description><![CDATA[Susana Serôdio, coordenadora de Políticas e Inteligência de Mercado da APREN, falou à 'Executive Digest' sobre o gargalo fiscal que o Estado teima em não resolver, com custos milionários]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal tem cerca de 60 mil milhões de euros em intenções de investimento prontos para entrar no setor das energias renováveis. No entanto, esses projetos continuam presos entre licenciamentos que podem demorar até sete anos, limitações da rede elétrica e um sistema administrativo que, segundo a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), deixou de acompanhar o ritmo da transição energética.</p>
<p>O resultado tem um custo elevado. De acordo com um estudo desenvolvido pela Nova SBE e pela Lobo Carmona para a APREN, cada ano de atraso representa uma perda potencial de cerca de 1,7 mil milhões de euros em receita fiscal para o Estado. Para Susana Serôdio, coordenadora de Políticas e Inteligência de Mercado da associação, o principal problema já não é económico.</p>
<p>&#8220;O problema não é a oposição pública nem a falta de interesse privado. O bloqueio resulta da incapacidade administrativa de responder com celeridade.&#8221;</p>
<p>A responsável lembra que existe investimento disponível, que o apoio da população é esmagador — 95% dos portugueses aceitam projetos de energias renováveis nas suas localidades, segundo uma sondagem da Marktest para a APREN — e que o país definiu metas ambiciosas para a transição energética. O que falta, diz, é transformar essa ambição em decisões.</p>
<p>&#8220;É urgente traduzir a vontade política de aceleração da transição energética em decisões consistentes, modernização de processos e reformas estruturais.&#8221;</p>
<p>Um dos principais obstáculos continua a ser o licenciamento. Em Portugal, um projeto pode esperar entre cinco e sete anos por todas as autorizações necessárias, enquanto países como a Alemanha reduziram esses prazos para cerca de 18 meses.</p>
<p>Para Susana Serôdio, a diferença não está numa menor exigência ambiental, mas numa organização administrativa mais eficiente.</p>
<p>&#8220;A Alemanha provou que encurtar os prazos é uma questão de desenho processual e eficácia administrativa, e não de redução do rigor ambiental.&#8221;</p>
<p>Entre as medidas que considera prioritárias estão a criação de um verdadeiro balcão único digital, a simplificação dos pareceres e a aplicação plena da Diretiva Europeia RED III, que prevê licenciamentos muito mais rápidos.</p>
<p>A fiscalidade é outro dos temas centrais da entrevista. Apesar de o setor ter entregue 1,11 mil milhões de euros ao Estado em 2024, a APREN considera que Portugal continua a aplicar uma carga sem paralelo conhecido na Europa.</p>
<p>No centro da crítica está a Contribuição Extraordinária sobre o Setor Energético (CESE), criada como uma medida temporária, mas que continua em vigor e incide sobre os ativos das empresas, independentemente de estas apresentarem lucros.</p>
<p>&#8220;Portugal é o único país da Europa que mantém uma taxa permanente desta natureza sobre as renováveis.&#8221;</p>
<p>Na prática, explica a responsável, trata-se de um sistema que penaliza precisamente quem investe. &#8220;Um promotor em Portugal paga CESE mesmo que registe prejuízo. Quanto mais investimos em nova potência instalada para cumprir as metas nacionais, mais CESE somos obrigados a pagar.&#8221;</p>
<p>A APREN defende que eliminar estes bloqueios seria financeiramente mais vantajoso para o próprio Estado. Segundo o estudo, se Portugal conseguir cumprir as metas previstas no Plano Nacional Energia e Clima 2030, a contribuição fiscal anual do setor poderá subir dos atuais 1,11 mil milhões para cerca de 2,8 mil milhões de euros, gerando um dividendo fiscal acumulado entre 12 e 17 mil milhões de euros na próxima década.</p>
<p>&#8220;O Estado ganhará muito mais por via do crescimento económico e da nova capacidade instalada do que ao manter uma fiscalidade predatória e regressiva sobre as centrais que já estão em operação.&#8221;</p>
<p>Para Susana Serôdio, o desafio deixou há muito de ser tecnológico. As soluções existem, o investimento também. O que falta, conclui, é um Estado capaz de decidir à velocidade exigida pela transição energética.</p>
<p><strong>“Quanto mais investimos, mais somos penalizados”</strong></p>
<p>Se a burocracia impede que novos projetos avancem, a fiscalidade reduz a atratividade daqueles que conseguem chegar ao terreno. Para Susana Serôdio, Portugal criou um paradoxo: exige mais capacidade renovável para cumprir as metas climáticas, mas mantém uma contribuição que aumenta à medida que as empresas investem em novos ativos.</p>
<p>No centro da crítica está a Contribuição Extraordinária sobre o Setor Energético (CESE), criada como uma medida temporária, mas transformada numa cobrança permanente. Ao contrário de outros mecanismos europeus, explica a especialista, não incide sobre lucros extraordinários, mas sobre o valor dos ativos das empresas.</p>
<p>“Um promotor em Portugal paga CESE mesmo que registe prejuízo”, sublinha. “Quanto mais investimos em nova potência instalada para cumprir as metas nacionais, mais CESE somos obrigados a pagar.”</p>
<p>Segundo a coordenadora de Políticas e Inteligência de Mercado da APREN, Portugal tornou-se um caso praticamente isolado na Europa. Outros países adotaram contribuições excecionais em momentos de crise energética, mas aplicaram-nas aos lucros ou limitaram-nas no tempo.</p>
<p>“Portugal é o único país da Europa que mantém uma taxa permanente desta natureza sobre as renováveis”, afirma.</p>
<p><strong>Setor entrega 1,11 mil milhões ao Estado</strong></p>
<p>A crítica não significa, insiste Susana Serôdio, que o setor pretenda ficar à margem do esforço fiscal. Em 2024, as energias renováveis entregaram ao Estado 1,11 mil milhões de euros, o equivalente a cerca de 1,16% da receita fiscal nacional.</p>
<p>No mesmo período, o setor contribuiu com 5,34 mil milhões de euros para o PIB, sustentou mais de 62 mil postos de trabalho e permitiu evitar importações de combustíveis fósseis avaliadas em 2,1 mil milhões.</p>
<p>Apesar deste contributo, as empresas suportam uma carga fiscal total próxima de 35% dos lucros, à qual se somam contribuições específicas. Entre 2020 e 2024, os produtores renováveis pagaram 312 milhões de euros através da CESE e do mecanismo de clawback.</p>
<p>Para a responsável da APREN, manter esta pressão fiscal enquanto o país procura atrair dezenas de milhares de milhões de euros em novo investimento transmite um sinal contraditório.</p>
<p><strong>Estado ganharia mais se deixasse os projetos avançar</strong></p>
<p>A associação argumenta que remover os bloqueios seria mais vantajoso para as próprias contas públicas do que conservar uma tributação que penaliza os projetos existentes.</p>
<p>Se Portugal instalar a capacidade prevista no Plano Nacional Energia e Clima 2030, a contribuição fiscal anual do setor poderá aumentar dos atuais 1,11 mil milhões para cerca de 2,8 mil milhões de euros. Entre 2025 e 2034, o Estado poderia arrecadar mais 12 a 17 mil milhões.</p>
<p>“O Estado ganhará muito mais por via do crescimento económico e da nova capacidade instalada do que ao manter uma fiscalidade predatória e regressiva sobre as centrais que já estão em operação”, defende Susana Serôdio.</p>
<p>É neste ponto que a burocracia deixa de representar apenas um incómodo para os investidores. Cada ano de atraso na instalação de nova capacidade renovável poderá custar cerca de 1,7 mil milhões de euros em receita fiscal potencial.</p>
<p>Ou seja, enquanto procura aumentar a cobrança sobre um setor já instalado, o Estado estará a perder uma receita muito superior ao impedir que novos projetos avancem.</p>
<p><strong>Rede elétrica tornou-se outro grande travão</strong></p>
<p>O licenciamento não é, contudo, o único bloqueio. Mesmo os projetos que obtêm autorização podem esbarrar na falta de capacidade da rede elétrica para receber nova produção.</p>
<p>A expansão das redes de transporte e distribuição não acompanhou o aumento das intenções de investimento em energia solar e eólica. Sem novas ligações, muitos projetos permanecem suspensos, independentemente da sua viabilidade económica ou ambiental.</p>
<p>A APREN defende, por isso, um reforço urgente do investimento na rede, acompanhado por maior previsibilidade na atribuição de capacidade e pelo regresso dos leilões de energia renovável, interrompidos desde 2022.</p>
<p>Sem um calendário estável, explica Susana Serôdio, os investidores têm dificuldade em planear projetos de longo prazo e em decidir onde aplicar o capital disponível.</p>
<p><strong>IMI pode criar mais um obstáculo</strong></p>
<p>A possibilidade de aplicar IMI a equipamentos como painéis solares e aerogeradores é outro motivo de preocupação. Para a associação, esta solução agravaria uma carga fiscal que já considera excessiva e poderia comprometer a rentabilidade de novos projetos.</p>
<p>Em vez de tributar diretamente os equipamentos produtivos, a APREN propõe que uma parcela maior das receitas geradas pelas energias renováveis seja distribuída pelos municípios e territórios que recebem as infraestruturas.</p>
<p>A ideia é permitir que as populações locais sintam de forma mais direta os benefícios económicos dos parques solares e eólicos, sem criar um novo imposto capaz de afastar investimento.</p>
<p><strong>“O desafio já não é tecnológico”</strong></p>
<p>Para Susana Serôdio, Portugal dispõe de recursos naturais, investidores, tecnologia e apoio social suficientes para acelerar a transição energética. O problema está na capacidade de transformar esses fatores em projetos concretos.</p>
<p>“É urgente traduzir a vontade política de aceleração da transição energética em decisões consistentes, modernização de processos e reformas estruturais”, conclui.</p>
<p>O diagnóstico é claro: não faltam empresas interessadas, nem dinheiro disponível. Falta reduzir os anos de espera, reforçar a rede elétrica e substituir uma fiscalidade que penaliza o investimento por um modelo capaz de aproveitar o valor económico que as energias renováveis já estão a criar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792551]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Greenvolt reforça linha de crédito para 472,5 milhões e prolonga maturidade até 2029</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/greenvolt-reforca-linha-de-credito-para-4725-milhoes-e-prolonga-maturidade-ate-2029/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 07:14:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[Greenvolt]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Greenvolt aumentou de 315 milhões para 472,5 milhões de euros o montante da sua linha de financiamento revolving, numa operação de refinanciamento que pretende reforçar a solidez financeira do grupo e apoiar a próxima fase de expansão da atividade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Greenvolt aumentou de 315 milhões para 472,5 milhões de euros o montante da sua linha de financiamento revolving, numa operação de refinanciamento que pretende reforçar a solidez financeira do grupo e apoiar a próxima fase de expansão da atividade.</p>
<p>A operação representa um reforço de 157,5 milhões de euros face à linha de crédito anterior e inclui ainda o prolongamento da maturidade por mais três anos, até julho de 2029. O financiamento tinha sido originalmente contratado em 2024, no âmbito de uma operação de 400 milhões de euros, e estava inicialmente previsto vigorar até outubro de 2027.</p>
<p>No âmbito da operação, a estrutura de financiamento passa a contar com uma maturidade alargada e um reembolso bullet a três anos, estando sujeita aos termos e condições habitualmente aplicáveis a operações desta natureza, incluindo garantias.</p>
<p>O sindicato bancário que assegura o financiamento foi também reforçado com a entrada de quatro novas instituições financeiras, enquanto os bancos que já integravam o grupo aumentaram os compromissos assumidos. Com esta operação, o sindicato passa a reunir 12 instituições financeiras internacionais.</p>
<p>Segundo a empresa, o reforço da linha de crédito permitirá à Greenvolt acelerar a execução da sua estratégia de crescimento, nomeadamente através do desenvolvimento do pipeline de projetos no segmento Utility-Scale. Este portefólio ascende atualmente a 12,8 GW, ponderados pela probabilidade de concretização, e inclui projetos de energia solar, eólica e sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS).</p>
<p>&#8220;Esta operação de refinanciamento demonstra a solidez da plataforma de desenvolvimento de projetos de energias renováveis da Greenvolt e a qualidade do seu pipeline de projetos, proporcionando simultaneamente a flexibilidade financeira necessária para acelerar o crescimento, em particular no segmento Utility-Scale, e executar a nossa estratégia de longo prazo&#8221;, afirma João Manso Neto, CEO do Grupo Greenvolt.</p>
<p>Do total de 12,8 GW que compõem o pipeline da empresa, 5 GW correspondem a projetos de armazenamento de energia, 4,9 GW a projetos solares e 2,9 GW a projetos eólicos, distribuídos por 20 países.</p>
<p>Além da atividade no segmento Utility-Scale, a Greenvolt está presente na área da Geração Distribuída, com operações em 12 geografias. A produção de energia limpa a partir de biomassa sustentável constitui igualmente um dos pilares da estratégia do grupo, que conta com cinco centrais em Portugal e está também presente no Reino Unido, através da Tilbury Green Power e da central de Kent.</p>
<p>Com o reforço da capacidade de financiamento e o alargamento da maturidade da linha de crédito, a Greenvolt pretende assegurar maior flexibilidade financeira para concretizar os projetos em desenvolvimento e sustentar a expansão da sua atividade no setor das energias renováveis.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792776]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Quem vai suceder a António Guterres? Candidatos participam hoje em debate na ONU</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/quem-vai-suceder-a-antonio-guterres-candidatos-participam-hoje-em-debate-na-onu/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 07:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A corrida à sucessão de António Guterres como secretário-geral das Nações Unidas entra esta quinta-feira numa das fases mais importantes do processo de escolha do próximo líder da organização.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A corrida à sucessão de António Guterres como secretário-geral das Nações Unidas entra esta quinta-feira numa das fases mais importantes do processo de escolha do próximo líder da organização, com a realização de um debate público entre os candidatos já oficialmente apresentados ao cargo.</p>
<p>O encontro, promovido pelo Gabinete do Presidente da Assembleia-Geral das Nações Unidas, com o apoio da Bloomberg, decorrerá na sede da ONU, em Nova Iorque, sob o título &#8220;UN Town Hall: The Next Secretary-General&#8221;, reunindo representantes dos Estados-membros, observadores, funcionários das Nações Unidas e organizações da sociedade civil.</p>
<p>O debate constitui um dos momentos centrais do processo de seleção do sucessor de António Guterres, cujo segundo mandato termina a 31 de dezembro de 2026. O próximo secretário-geral iniciará funções em 1 de janeiro de 2027.</p>
<p><strong>Quatro candidatos já estão oficialmente na corrida</strong><br />
Até ao momento, foram oficialmente indicados quatro candidatos para suceder ao atual secretário-geral português:</p>
<ul>
<li>Michelle Bachelet, antiga Presidente do Chile e ex-alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos;</li>
<li>Rafael Grossi, diplomata argentino e diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA);</li>
<li>Rebeca Grynspan, economista costa-riquenha, atual secretária-geral da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e</li>
<li>Desenvolvimento (UNCTAD) e antiga vice-presidente da Costa Rica;</li>
<li>Macky Sall, antigo Presidente do Senegal e ex-presidente da União Africana.</li>
</ul>
<p>Durante o debate, os candidatos responderão a perguntas colocadas por jornalistas moderadores, representantes dos Estados-membros, organizações da sociedade civil e funcionários da ONU, apresentando igualmente as suas prioridades para a liderança da organização.</p>
<p><strong>Debate marca etapa importante do processo de escolha</strong><br />
Embora o secretário-geral seja formalmente nomeado pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, composta pelos 193 Estados-membros, a escolha depende, na prática, de uma recomendação do Conselho de Segurança.</p>
<p>Os cinco membros permanentes — Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França — mantêm poder de veto sobre qualquer candidatura, tornando o consenso entre estas potências um elemento determinante para a eleição do futuro líder da organização.</p>
<p>O debate desta quinta-feira não tem caráter vinculativo, mas representa uma oportunidade para os candidatos apresentarem as suas propostas, responderem a questões sobre os principais desafios internacionais e demonstrarem a capacidade de liderança perante a comunidade internacional.</p>
<p><strong>ONU enfrenta desafios crescentes</strong><br />
A escolha do sucessor de António Guterres acontece numa altura particularmente complexa para as Nações Unidas.</p>
<p>A organização enfrenta críticas relacionadas com a crescente polarização internacional, o agravamento de vários conflitos armados, dificuldades na defesa dos direitos humanos, acusações de politização de alguns organismos e preocupações quanto à eficácia das respostas multilaterais perante crises globais.</p>
<p>Neste contexto, espera-se que os candidatos sejam confrontados com questões relacionadas com a guerra na Ucrânia, o conflito no Médio Oriente, o papel da ONU perante regimes autoritários, as reformas institucionais, a credibilidade dos mecanismos internacionais de direitos humanos e o futuro do multilateralismo.</p>
<p><strong>UN Watch apresentou questões aos candidatos</strong><br />
Antes da realização do debate, a organização não-governamental UN Watch divulgou uma análise sobre os candidatos já anunciados e tornou públicas várias perguntas que pretende ver respondidas durante o processo de seleção.</p>
<p>Entre os temas levantados encontram-se a necessidade de restaurar a credibilidade da ONU, o combate aos chamados &#8220;duplos critérios&#8221; na aplicação dos direitos humanos, o papel dos regimes autoritários dentro da organização, a independência dos mecanismos internacionais de monitorização e a resposta das Nações Unidas perante violações graves dos direitos humanos.</p>
<p>A organização pretende ainda que os candidatos esclareçam qual será a sua posição relativamente à composição do Conselho dos Direitos Humanos, ao financiamento dos relatores especiais, à atuação da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) e à necessidade de reforçar os mecanismos de responsabilização dentro do sistema das Nações Unidas.</p>
<p><strong>Perfis dos candidatos em análise</strong><br />
Na avaliação divulgada pela UN Watch, Rafael Grossi é descrito como um diplomata experiente e tecnicamente credível, sobretudo no domínio da não proliferação nuclear. Contudo, a organização considera que permanece por esclarecer até que ponto estará disposto a assumir posições firmes perante países como a Rússia ou a China em matéria de direitos humanos.</p>
<p>Sobre Rebeca Grynspan, a análise refere que representa uma candidatura de continuidade relativamente ao mandato de António Guterres, apontando dúvidas quanto à capacidade para alterar práticas consideradas excessivamente politizadas dentro da organização.</p>
<p>Já Michelle Bachelet é alvo de críticas relacionadas com o período em que liderou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. A organização considera que adotou posições demasiado prudentes perante alguns regimes autoritários, nomeadamente a China, ao mesmo tempo que dirigiu críticas mais frequentes a países democráticos.</p>
<p>Relativamente a Macky Sall, antigo Presidente do Senegal, a análise recorda acusações de repressão de manifestações, detenções de opositores e limitações às liberdades durante o seu mandato presidencial, questionando a sua capacidade para liderar uma organização cuja missão assenta na defesa dos direitos humanos.</p>
<p><strong>Um momento importante antes da escolha final</strong><br />
Embora o debate desta quinta-feira não determine diretamente o vencedor da corrida, trata-se de uma etapa relevante do processo de seleção, permitindo aos Estados-membros, funcionários da ONU e representantes da sociedade civil conhecerem melhor a visão estratégica de cada candidato para o futuro da organização.</p>
<p>Nas próximas semanas deverão prosseguir as consultas diplomáticas entre os Estados-membros e, posteriormente, o Conselho de Segurança iniciará as deliberações formais que culminarão com a recomendação de um nome à Assembleia-Geral.</p>
<p>Só depois dessa recomendação será realizada a votação que confirmará oficialmente quem sucederá a António Guterres como secretário-geral das Nações Unidas a partir de janeiro de 2027.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792591]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>PM timorense reafirma &#8220;tolerância zero&#8221; para o jogo &#8216;online&#8217;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/pm-timorense-reafirma-tolerancia-zero-para-o-jogo-online/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 06:50:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Díli, 23 de julho de 2026 (Lusa) -- O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, afirmou hoje que o Governo vai aplicar uma política de tolerância zero em relação às atividades ilegais 'online' para proteger a segurança nacional e a reputação de Timor-Leste.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Díli, 23 de julho de 2026 (Lusa) &#8212; O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, afirmou hoje que o Governo vai aplicar uma política de tolerância zero em relação às atividades ilegais &#8216;online&#8217; para proteger a segurança nacional e a reputação de Timor-Leste.</P><br />
<P>&#8220;Vamos continuar a reforçar o combate a estas práticas e as relações de cooperação com os países da ASEAN [Associação das Nações do Sudeste Asiático] para as combater&#8221;, afirmou Xanana Gusmão.</P><br />
<P>O primeiro-ministro falava aos jornalistas no final do encontro semanal com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, no Palácio da Presidência, em Díli, a quem informou sobre o trabalho que o Governo está a desenvolver para eliminar as atividades ilegais &#8216;online&#8217;.</P><br />
<P>Nas últimas semanas, as autoridades policiais timorenses detiveram mais de 400 pessoas, a maioria cidadãos da China, Camboja e Indonésia, suspeitas de envolvimento em atividades ilegais &#8216;online&#8217;, sobretudo relacionadas com o jogo ilegal e fraudes.</P><br />
<P>Hoje e quarta-feira foram detidos mais 19 estrangeiros por suspeitas de atividades ilegais &#8216;online&#8217;.</P><br />
<P>Um relatório divulgado esta semana pelo Escritório das Nações Unidas sobre a Droga e o Crime (UNODC) referiu que os recentes desenvolvimentos em Timor-Leste mostram a deslocação dos centros de burlas no Sudeste Asiático.</P><br />
<P>Em setembro do ano passado, o UNODC tinha já alertado para o aumento da presença de redes criminosas em Oecusse, o enclave timorense situado em território indonésio, na ilha de Timor. Segundo a agência da ONU, investigações recentes demonstram que a região começou a ser influenciada por atividades criminosas organizadas.</P><br />
<P>O Conselho de Ministros timorense aprovou quarta-feira um projeto de proposta de lei que solicita ao Parlamento Nacional autorização legislativa em matéria de crimes e de processo penal no âmbito da cibersegurança e de definição do regime jurídico do ciberespaço nacional.</P><br />
<P>O pedido visa conceder ao Governo autorização para aprovar um pacote integrado em matéria de cibersegurança, que inclui a Estratégia Nacional de Cibersegurança, o regime jurídico da segurança do ciberespaço nacional, o regime dos serviços digitais e o enquadramento penal e processual penal aplicável aos crimes praticados em ambiente digital, incluindo as regras relativas à recolha de prova eletrónica.</P><br />
<P>A autorização legislativa vai também permitir ao Governo definir novos tipos de crime praticados em ambiente digital, estabelecer mecanismos de prevenção, investigação, combate e repressão de criminalidade informática, recolha de prova digital, bem como a remoção ou bloqueio de conteúdos ilícitos, entre outros.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792766]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Eurodeputados querem esgotar negociações com Pequim para evitar guerra comercial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 06:47:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia pretende evitar uma guerra comercial com a China e privilegiar o diálogo para resolver as atuais disputas económicas, afirmaram hoje eurodeputados europeus, que defenderam relações futuras baseadas na reciprocidade e na transparência.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A União Europeia pretende evitar uma guerra comercial com a China e privilegiar o diálogo para resolver as atuais disputas económicas, afirmaram hoje eurodeputados europeus, que defenderam relações futuras baseadas na reciprocidade e na transparência.</P><br />
<P>Citado pela agência EFE, o eurodeputado espanhol Nicolás Pascual de la Parte (Partido Popular Europeu) disse que a UE &#8220;quer esgotar todas as possibilidades de negociação antes de adotar medidas de retaliação&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Não queremos uma guerra comercial, queremos evitá-la&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>O também espanhol Javi López (Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas) advertiu que &#8220;qualquer medida unilateral no domínio comercial desencadeará uma medida equivalente da outra parte&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Sabemos onde isso conduz: a uma escalada comercial com um país com o qual mantemos relações muito intensas e que, sendo honestos, tem uma grande capacidade de resistência e sofre menos pressão da opinião pública na tomada de decisões&#8221;, acrescentou, citado pela agência de notícias espanhola.</P><br />
<P>Apesar do que classificou como um &#8220;desequilíbrio insustentável&#8221; na balança comercial entre a UE e a China, Pascual de la Parte explicou que, nas reuniões com responsáveis chineses, incluindo o ministro dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, Pequim rejeitou as críticas.</P><br />
<P>&#8220;Eles consideram que o desequilíbrio não resulta de práticas protecionistas chinesas, mas da dinâmica dos mercados e, por isso, entendem que não têm qualquer responsabilidade&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Segundo López, as autoridades chinesas responderam que cumprem as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e desafiaram Bruxelas a recorrer aos mecanismos da organização caso considere existirem violações.</P><br />
<P>O eurodeputado lamentou as &#8220;consequências de grande alcance&#8221; que o desequilíbrio comercial tem para as economias europeias e apelou às autoridades chinesas para serem &#8220;imaginativas&#8221; na procura de soluções.</P><br />
<P>Pascual de la Parte afirmou ainda que Wang Yi acusou Bruxelas de &#8220;politizar&#8221; as divergências comerciais.</P><br />
<P>&#8220;Fazem uma seleção das regras que querem cumprir e das que não querem cumprir. É isso que tem de ser resolvido&#8221;, disse o eurodeputado, citando o ministro chinês.</P><br />
<P>Segundo Pascual de la Parte, Pequim mostra-se particularmente incomodada com a classificação da China como &#8220;rival sistémico&#8221; por parte da UE.</P><br />
<P>&#8220;Não se veem como rivais da União Europeia, mas como parceiros. No fundo, o objetivo final é afastar os Estados Unidos da Europa e aproximar a Europa da China&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Questionado sobre a multa de 500 milhões de euros aplicada pela UE à plataforma chinesa de comércio eletrónico AliExpress, Pascual de la Parte considerou que a decisão constitui &#8220;um sinal de que a Europa leva as questões comerciais a sério&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Vamos analisar tudo com atenção e aplicar o princípio da reciprocidade. A partir de agora, as relações comerciais, económicas e políticas assentarão na transparência e na reciprocidade&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>O eurodeputado defendeu ainda que o desenvolvimento tecnológico chinês beneficiou da transferência de tecnologia ocidental.</P><br />
<P>&#8220;A China chegou onde está graças à transferência maciça de tecnologia ocidental, sobretudo de empresas norte-americanas e alemãs. Hoje produz, por exemplo, comboios de alta velocidade mais baratos e vende-os aos antigos fornecedores&#8221;, disse, apontando casos semelhantes nos setores do alumínio, painéis solares e veículos elétricos.</P><br />
<P>Outro dos temas abordados durante a visita foi a acusação, feita por líderes da França e da Alemanha, de que a China manipula a taxa de câmbio da sua moeda para reforçar a competitividade das exportações, uma crítica também repetidamente formulada pelos Estados Unidos.</P><br />
<P>López estimou que essa &#8220;desvalorização artificial&#8221; ronde entre 20% e 30%.</P><br />
<P>Já Pascual de la Parte considerou que Pequim &#8220;está a perceber que esse modelo chegou aos seus limites&#8221;, tanto nas relações com os Estados Unidos como com a Europa.</P><br />
<P>Na sua opinião, após a pandemia e a invasão russa da Ucrânia, a segurança das cadeias de abastecimento passou a prevalecer sobre os ganhos económicos imediatos, mesmo que isso implique custos acrescidos para os consumidores.</P><br />
<P>&#8220;A Europa tem de encontrar o seu lugar num mundo em mudança, hostil e incómodo. Não tínhamos o vocabulário nem as estruturas adequadas, mas acredito que aprenderemos rapidamente a lição&#8221;, apontou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792765]]></sapo:autor>
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		<title>Rússia e EUA voltam hoje à mesa das negociações com Ucrânia no centro das conversações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 06:45:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reúnem-se esta quinta-feira em Manila, nas Filipinas, naquele que será o primeiro encontro presencial entre ambos em quase um ano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reúnem-se esta quinta-feira em Manila, nas Filipinas, naquele que será o primeiro encontro presencial entre ambos em quase um ano. A reunião decorrerá à margem do fórum regional da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e surge num momento de elevada tensão entre Moscovo e Washington, com a guerra na Ucrânia a dominar a agenda diplomática e as perspetivas de um cessar-fogo a permanecerem incertas.</p>
<p>O encontro deverá centrar-se sobretudo na evolução do conflito na Ucrânia e nos chamados &#8220;acordos de Anchorage&#8221;, que, segundo Moscovo, resultaram de contactos mantidos entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o Presidente norte-americano, Donald Trump. Apesar do agravamento da retórica entre os dois países nas últimas semanas, a reunião representa uma das poucas oportunidades recentes para um diálogo direto entre as duas maiores potências nucleares do mundo.</p>
<p><strong>Guerra na Ucrânia será o principal tema das conversações</strong><br />
Segundo informações divulgadas pelo Kyiv Post, esta será a primeira reunião presencial entre Lavrov e Rubio desde setembro do ano passado, num contexto marcado pela continuação da guerra na Ucrânia e pelo impasse nas tentativas de alcançar uma solução diplomática.</p>
<p>Além da situação militar no terreno, deverão igualmente ser discutidos os contactos anteriormente estabelecidos entre Moscovo e Washington, que a Rússia designa como &#8220;acordos de Anchorage&#8221;, entendendo que esses entendimentos continuam a servir de base para eventuais negociações futuras.</p>
<p><strong>Lavrov diz que Moscovo acredita que Washington mantém propostas anteriores</strong><br />
Antes da deslocação a Manila, Sergey Lavrov afirmou que a Rússia parte do princípio de que os Estados Unidos continuam a considerar válidas as propostas debatidas durante os contactos entre Vladimir Putin e Donald Trump.</p>
<p>O chefe da diplomacia russa indicou ainda que pretende questionar Marco Rubio sobre as recentes declarações do Presidente norte-americano, que afirmou acreditar que um eventual acordo para pôr fim à guerra poderá estar agora mais próximo.</p>
<p>Estas declarações surgem numa altura em que Moscovo procura perceber qual é a posição efetiva da administração norte-americana relativamente às possibilidades de negociação.</p>
<p><strong>Estados Unidos defendem manutenção do diálogo</strong><br />
Do lado norte-americano, Marco Rubio justificou a realização da reunião sublinhando que Estados Unidos e Rússia, enquanto maiores potências nucleares do mundo, não podem interromper totalmente os canais de comunicação, apesar das profundas divergências provocadas pela invasão da Ucrânia.</p>
<p>A posição norte-americana procura manter abertas as vias diplomáticas, mesmo num momento em que persistem fortes desacordos relativamente ao conflito e ao apoio militar ocidental a Kiev.</p>
<p><strong>Kremlin endurece posição antes da reunião</strong><br />
O encontro acontece, porém, num contexto em que Moscovo aparenta endurecer a sua posição negocial.</p>
<p>De acordo com informações avançadas pela agência Bloomberg e citadas pelo Kyiv Post, o Kremlin terá abandonado a hipótese de uma troca de territórios com a Ucrânia e pretende manter as áreas atualmente ocupadas nas regiões ucranianas de Sumy e Kharkiv como uma zona tampão.</p>
<p>As mesmas informações indicam ainda que Vladimir Putin continua convencido de que as forças russas poderão conquistar a totalidade da região de Donbass até ao final de 2026.</p>
<p>No entanto, fontes ligadas ao Ministério da Defesa russo consideram esse objetivo demasiado otimista e apontam antes para 2027 como horizonte mais plausível para uma eventual concretização dessa meta militar.</p>
<p><strong>Moscovo acusa Washington de incumprir compromissos</strong><br />
Nas últimas semanas, Sergey Lavrov intensificou também as críticas dirigidas aos Estados Unidos, acusando Washington de não cumprir os compromissos assumidos durante anteriores contactos diplomáticos.</p>
<p>O ministro russo afirmou igualmente que Moscovo deixou de considerar os Estados Unidos um mediador imparcial no conflito, sugerindo que as conversações realizadas anteriormente no Alasca poderão ter servido apenas para dar tempo aos aliados ocidentais de reforçarem o apoio militar prestado à Ucrânia.</p>
<p>Estas declarações refletem o agravamento da desconfiança entre as duas potências, num momento em que continuam sem existir sinais concretos de aproximação relativamente às condições para um eventual cessar-fogo.</p>
<p>Apesar das posições cada vez mais distantes entre Moscovo e Washington, a reunião desta quinta-feira em Manila representa uma rara oportunidade para que os dois países mantenham um canal de diálogo direto.</p>
<p>Embora não sejam esperados avanços imediatos nas negociações sobre a guerra na Ucrânia, o encontro entre Sergey Lavrov e Marco Rubio poderá permitir esclarecer posições sobre os contactos anteriores entre os dois países e avaliar se existem condições para futuras iniciativas diplomáticas destinadas a reduzir a escalada do conflito.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792570]]></sapo:autor>
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		<title>Terminam hoje as provas finais do 9.º ano (2.ª fase), mas exames nacionais continuam até sexta-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 06:30:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As provas finais do 9.º ano da segunda fase chegam ao fim esta quinta-feira, com a realização da prova de Matemática, encerrando o calendário de avaliação externa do ensino básico.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As provas finais do 9.º ano da segunda fase chegam ao fim esta quinta-feira, com a realização da prova de Matemática, encerrando o calendário de avaliação externa do ensino básico. No entanto, para milhares de alunos do ensino secundário, a época de exames nacionais ainda prossegue, com provas marcadas para esta quinta e sexta-feira, antes do encerramento da segunda fase.</p>
<p>O dia fica assim marcado pelo último exame do ensino básico e pela continuação da avaliação externa dos estudantes do 11.º e 12.º anos, que ainda têm várias disciplinas por realizar ao longo dos dois últimos dias desta fase.</p>
<p>No ensino básico, os alunos do 9.º ano realizam esta manhã, às 9h30, a prova final de Matemática (código 92), que marca o encerramento oficial da segunda fase das provas finais.</p>
<p>Esta prova sucede aos exames de Português, Português Língua Segunda e Português Língua Não Materna, realizados na passada terça-feira, 21 de julho.</p>
<p>Apesar de terminar hoje a componente escrita das provas finais, o calendário mantém ainda em curso o período destinado às componentes orais de Português Língua Não Materna (PLNM) e dos alunos autopropostos a Português, que decorre entre 21 e 24 de julho.</p>
<p>As classificações desta segunda fase serão afixadas a 7 de agosto, estando o período destinado aos pedidos de reapreciação marcado para 28 de agosto.</p>
<p><strong>Ensino secundário entra na reta final da segunda fase</strong><br />
Enquanto os alunos do ensino básico concluem hoje o processo de avaliação externa, os estudantes do ensino secundário continuam a realizar exames nacionais, numa fase decisiva para melhoria de classificação, conclusão de disciplinas ou acesso ao ensino superior.</p>
<p>Esta quinta-feira realiza-se um dos dias mais preenchidos da segunda fase.</p>
<p>Às 9h30, os alunos do 11.º ano fazem os exames de Biologia e Geologia (702) e História B (723), enquanto os estudantes do 12.º ano realizam a prova de História A (623).</p>
<p>Durante a tarde, com início às 14h00, decorrem os exames de Geometria Descritiva A (708), Alemão (501), Espanhol (547 e 847), Francês (517), Italiano (849) e Mandarim (848), todos destinados ao 11.º ano.</p>
<p><strong>Último dia da segunda fase acontece sexta-feira</strong><br />
A segunda fase dos exames nacionais termina amanhã, sexta-feira, 24 de julho.</p>
<p>Nesse dia, às 9h30, os alunos do 11.º ano realizam as provas de Física e Química A (715) e Geografia A (719), enquanto às 14h00 decorre o exame de Inglês (550).</p>
<p>Já no 12.º ano, o calendário encerra com a realização da prova de Desenho A (706), marcada para as 9h30.</p>
<p>Tal como acontece no ensino básico, as componentes orais das Línguas Estrangeiras e de Português Língua Não Materna mantêm-se em realização até 28 de julho.</p>
<p><strong>Resultados conhecidos em agosto</strong><br />
Após a conclusão de todas as provas escritas, os alunos terão ainda de aguardar pela divulgação oficial das classificações.</p>
<p>As pautas da segunda fase, tanto das provas finais do ensino básico como dos exames nacionais do ensino secundário, serão afixadas no dia 7 de agosto.</p>
<p>Posteriormente, os alunos poderão solicitar a reapreciação das provas, estando a divulgação desses resultados prevista para 28 de agosto, concluindo assim o calendário oficial da avaliação externa referente ao ano letivo de 2025/2026.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792597]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Casa para Viver organiza protesto e entrega hoje carta aberta ao Governo contra alterações ao arrendamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 06:15:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[A Plataforma Casa para Viver entrega esta quinta-feira, uma carta aberta no Ministério das Infraestruturas e Habitação, numa iniciativa de contestação às alterações ao Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU) aprovadas em Conselho de Ministros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Plataforma Casa para Viver entrega esta quinta-feira, uma carta aberta no Ministério das Infraestruturas e Habitação, numa iniciativa de contestação às alterações ao Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU) aprovadas em Conselho de Ministros. A concentração está marcada para as 18h30, junto ao ministério tutelado por Miguel Pinto Luz, e pretende denunciar aquilo que o movimento considera serem medidas que agravam a precariedade habitacional e reduzem a proteção dos inquilinos.</p>
<p>Segundo a convocatória divulgada pela plataforma, a iniciativa surge em resposta ao pacote de alterações legislativas aprovado pelo Governo, que, na perspetiva dos promotores, representa uma mudança profunda na política de habitação. A Casa para Viver afirma que as propostas «assumem com frontalidade a política da AD», acusando o Executivo de pretender «acabar com as poucas proteções que ainda restavam aos inquilinos, continuando a favorecer o investimento imobiliário, a propriedade e a especulação».</p>
<p>Plataforma alerta para aumento da precariedade no arrendamento</p>
<p>No centro da contestação está a proposta de alteração ao NRAU, que ainda terá de ser discutida e votada na Assembleia da República. Para os ativistas, as mudanças previstas poderão «fazer explodir a precariedade habitacional», ao reforçarem os poderes dos senhorios e reduzirem as garantias atualmente atribuídas aos arrendatários.</p>
<p>Entre as principais alterações criticadas pela plataforma encontra-se a eliminação do limite de 2% para a atualização das rendas entre contratos, permitindo que os proprietários passem a definir livremente o novo valor da renda sempre que exista uma mudança de inquilino.</p>
<p>A proposta prevê igualmente que os senhorios possam estabelecer o montante da caução e exigir até três rendas antecipadas no momento da celebração do contrato de arrendamento.</p>
<p>Despejos e renovação dos contratos entre as medidas contestadas</p>
<p>Outro dos aspetos que motiva a contestação prende-se com as regras relativas ao incumprimento das rendas. De acordo com a proposta, poderá ser desencadeado um processo de despejo caso um arrendatário acumule três atrasos de oito dias no pagamento da renda ao longo do período de um ano.</p>
<p>Além disso, os proprietários passariam também a poder recusar a renovação do contrato logo após o primeiro ano de vigência, uma possibilidade que, segundo os movimentos pela habitação, aumentará a instabilidade dos agregados familiares que vivem em casas arrendadas.</p>
<p>Na perspetiva da Casa para Viver, estas alterações reforçam a posição negocial dos senhorios e contribuem para um mercado de arrendamento ainda mais precário, dificultando o acesso e a permanência das famílias na habitação.</p>
<p>Protesto integra semana de luta pela habitação</p>
<p>A concentração desta quinta-feira conta também com o apoio do movimento Porta a Porta – Casa para Todos, que iniciou esta semana, no Porto, uma série de iniciativas de protesto sob o lema «Agora toca-te a ti», dirigidas contra a orientação das políticas de habitação do Governo liderado por Luís Montenegro.</p>
<p>Os promotores da mobilização defendem que o atual rumo das políticas públicas favorece o investimento imobiliário em detrimento do direito à habitação, razão pela qual pretendem entregar hoje uma carta aberta ao Ministério das Infraestruturas e Habitação, apelando à revisão das medidas aprovadas em Conselho de Ministros antes da sua apreciação parlamentar.</p>
<p>A iniciativa está agendada para as 18h30, junto ao Ministério das Infraestruturas e Habitação, em Lisboa, onde os movimentos esperam reunir apoiantes e dar visibilidade às críticas às alterações propostas para o regime do arrendamento urbano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792567]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Universidade de Lisboa investe mais de 20 milhões de euros em dois novos datacenters em Oeiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 06:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Universidades]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Executive IT]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Data center~]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade de Lisboa]]></category>
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					<description><![CDATA[A Universidade de Lisboa (ULisboa) vai investir mais de 20 milhões de euros na criação de uma das maiores infraestruturas digitais do ensino superior português, com a construção de dois novos datacenters nos campus de Oeiras, no Taguspark, e da Cidade Universitária, em Lisboa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Universidade de Lisboa (ULisboa) vai investir mais de 20 milhões de euros na criação de uma das maiores infraestruturas digitais do ensino superior português, com a construção de dois novos datacenters nos campus de Oeiras, no Taguspark, e da Cidade Universitária, em Lisboa.</p>
<p>O projeto resulta da aprovação das candidaturas ULISBOA CORE – Computational Omics for Resilient Economies e ULISBOA CORE+ – Sovereign AI4Science Cloud for Bio-Digital Data, no âmbito do Programa Regional Lisboa 2030. A iniciativa é desenvolvida em parceria pelo Instituto Superior Técnico (IST), pela Faculdade de Ciências, pelo Gulbenkian Institute for Molecular Medicine (GIMM) e pela Reitoria da ULisboa.</p>
<p>Com conclusão prevista para outubro de 2028, a nova infraestrutura distribuída pretende aumentar de forma significativa a capacidade de armazenamento e processamento da Universidade, estando preparada para uma expansão substancial ao longo dos próximos anos.</p>
<p>Os dois datacenters vão suportar serviços avançados de inteligência artificial, computação de alto desempenho e armazenamento seguro de dados, ficando disponíveis para escolas, centros de investigação e laboratórios da ULisboa. A infraestrutura deverá responder ao crescimento do volume de dados científicos produzido em áreas como a saúde, biotecnologia, medicina de precisão, investigação clínica, descoberta de novos fármacos e vigilância epidemiológica.</p>
<p>Um dos principais componentes do projeto será a criação de uma cloud soberana, permitindo à Universidade armazenar e processar dados científicos em infraestruturas sob a sua própria gestão. A solução será concebida para cumprir elevados padrões de segurança, disponibilidade e governação de dados, assumindo particular relevância para projetos que envolvam informação sensível e de elevada complexidade.</p>
<p>A infraestrutura terá ainda uma componente ligada ao tecido empresarial, através do apoio ao Ecossistema de Inovação ULisboa. Empresas, PME, startups, spin-offs e parceiros industriais poderão beneficiar dos recursos disponibilizados, com o objetivo de aproximar a investigação académica das empresas, acelerar o desenvolvimento de soluções tecnológicas e facilitar a transformação de conhecimento científico em novos produtos e serviços.</p>
<p>“Estes datacenters representam um passo decisivo para reforçar a capacidade científica e tecnológica da Universidade de Lisboa e para colocar a inteligência artificial, a computação avançada e a cloud soberana ao serviço da investigação, da inovação e da sociedade”, afirma Luís Ferreira, reitor da ULisboa.</p>
<p>A execução do projeto será faseada até outubro de 2028 e incluirá a construção das infraestruturas, a instalação das tecnologias digitais e a certificação dos novos centros de dados.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792552]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Incêndios: Dominado fogo no concelho de Alijó</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/incendios-dominado-fogo-no-concelho-de-alijo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 05:58:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O incêndio que deflagrou na quarta-feira no concelho de Alijó foi dominado hoje, às 06:20, estando os operacionais a fazer trabalhos de rescaldo em vários pontos do perímetro do fogo, disse à Lusa fonte da proteção civil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O incêndio que deflagrou na quarta-feira no concelho de Alijó foi dominado hoje, às 06:20, estando os operacionais a fazer trabalhos de rescaldo em vários pontos do perímetro do fogo, disse à Lusa fonte da proteção civil.</P><br />
<P>&#8220;O incêndio entrou em fase de resolução às 06:20. Os operacionais no terreno estão agora a proceder ao rescaldo de vários pontos quentes ao longo do perímetro do fogo e vigilância. A esta hora [06:40) estão no local 480 operacionais, com o apoio de 160 veículos&#8221;, disse o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Douro.</P><br />
<P>De acordo com José Requeijo, dois bombeiros sofreram ferimentos ligeiros durante o combate ao incêndio.</P><br />
<P>O comandante tinha dito anteriormente à Lusa que a circulação no Itinerário Complementar 5 (IC5) ficou normalizada às 00:00, depois de ter estado cortada nos dois sentidos, entre Pópulo e Alijó.</P><br />
<P>Por volta das 23:00 de quarta-feira, quando o incêndio tinha duas frentes ativas, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro, Miguel Fonseca, disse à Lusa que duas aldeias do concelho de Alijó, Freixo e Ribalonga, estiveram na linha do fogo o que obrigou a ações de defesa do perímetro, além do combate direto às chamas.</P><br />
<P>Foram também preparadas ações de confinamento para a população, em articulação com a GNR, que não foram necessárias, acrescentou.</P><br />
<P>O alerta para o fogo foi dado pelas 13:35 de quarta-feira na localidade de Agrelas, concelho de Alijó.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792764]]></sapo:autor>
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		<title>Suspensão de juízes reacende debate sobre a independência da justiça timorense</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 05:55:09 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A suspensão de quatro juízes do Supremo Tribunal de Recurso de Timor-Leste pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ) reacendeu o debate sobre a independência da justiça no país, com críticas da sociedade civil e da oposição política.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A suspensão de quatro juízes do Supremo Tribunal de Recurso de Timor-Leste pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ) reacendeu o debate sobre a independência da justiça no país, com críticas da sociedade civil e da oposição política.</P><br />
<P>O CSMJ decidiu a semana passada suspender quatro juízes conselheiros do Tribunal de Recurso, nomeadamente Deolindo dos Santos, Maria Natércia Gusmão, Jacinta Correia e Duarte Tilman, com base numa denúncia anónima.</P><br />
<P>A medida recebeu críticas internas e externas, incluindo da União Internacional de Juízes de Língua Portuguesa (UIJLP), que, em comunicado hoje divulgado, disse ter desrespeitado os procedimentos legais previstos.</P><br />
<P>Para a organização dos juízes lusófonos, está em causa uma &#8220;questão que toca o próprio cerne da independência judicial&#8221;, salientando que a magistrada suspensa era a única vogal eleita pelos seus pares para o Conselho Superior de Magistratura Judicial timorense.</P><br />
<P>&#8220;Na prática, uma suspensão disciplinar ilegal operou como mecanismo de destituição, alterando a própria composição orgânica do Conselho e afastando dele a única voz eleita pela magistratura&#8221;, afirmam os juízes lusófonos.</P><br />
<P>A UIJLP manifestou também preocupação como a deliberação foi tomada, ou seja, sem a presença de Maria Natércia Gusmão, a exclusão da suplente e a ausência do procurador-geral da República.</P><br />
<P>&#8220;A decisão coube a um núcleo de membros de indicação política, do Presidente da República, do Governo e do Parlamento Nacional, precisamente a componente que a garantia de autogoverno judicial visa equilibrar&#8221;, acrescenta.</P><br />
<P>Para a diretora-executiva do Programa de Monitorização do Sistema Judicial, Ana Paula Marçal, a &#8220;observância dos requisitos legais nos processos disciplinares é essencial&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Não apenas para proteger os direitos individuais dos visados, mas também para salvaguardar a credibilidade do CSMJ e a confiança do público no sistema de justiça. Num Estado de direito democrático, a legitimidade de qualquer medida disciplinar depende igualmente da rigorosa observância dos procedimentos estabelecidos na lei&#8221;, afirmou Ana Paula Marçal, num comunicado divulgado à imprensa.</P><br />
<P>A decisão do CSMJ foi também hoje criticada pelo partido líder da oposição timorense, Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin).</P><br />
<P>A Fretilin acusou o CSMJ desrespeitar os procedimentos legais e comprometer a imparcialidade, a credibilidade e a legitimidade institucional dos tribunais, mas também de fragilizar a confiança pública na justiça e gerar tensões no sistema judiciário.</P><br />
<P>Para o deputado, a decisão não respeitou o procedimento disciplinar e &#8220;impede o normal funcionamento do Tribunal de Recurso&#8221;.</P><br />
<P>O vogal do Governo do CSMJ, Alexandre Corte-Real, explicou que os juízes suspensos proferiram uma decisão num processo em que estavam envolvidas pessoas da família de um dos juízes.</P><br />
<P>&#8220;Segundo as regras deontológicas, quando existem familiares envolvidos no processo, o juiz não pode decidir o caso e deve declarar o seu impedimento, afastando-se da sua apreciação. Isso não aconteceu. Os outros juízes tinham conhecimento dessa situação, mas não a denunciaram. Essa omissão consciente também deve ser objeto de investigação&#8221;, disse Alexandre Corte-Real.</P><br />
<P>O juiz explicou também que o CSMJ que ainda não foi fez uma &#8220;averiguação completa&#8221; e foi nomeado um instrutor para &#8220;realizar uma investigação com base na denúncia anónima&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Os quatro juízes que estão ligados a este assunto foram sujeitos a uma suspensão provisória, de modo a permitir que o inquérito decorra normalmente&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>MSE / DPYF // NCM</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792763]]></sapo:autor>
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		<title>World Vision apoiou mais de 165.000 moçambicanos em saúde e nutrição em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 05:51:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A World Vision Moçambique apoiou mais de 165.000 pessoas em programas de saúde e nutrição no país em 2025, incluindo mais de 70.000 crianças menores de cinco anos, segundo o relatório anual da organização.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A World Vision Moçambique apoiou mais de 165.000 pessoas em programas de saúde e nutrição no país em 2025, incluindo mais de 70.000 crianças menores de cinco anos, segundo o relatório anual da organização.</P><br />
<P>De acordo com o documento, disponibilizado hoje, aquela Organização Não-Governamental (ONG) registou &#8220;progressos substanciais rumo ao seu objetivo de assegurar que todas as crianças com menos de cinco anos estejam protegidas de infeções e doenças&#8221;. Beneficiou diretamente 165.731 pessoas, das quais 117.501 receberam apoio através de serviços de saúde e 48.230 foram abrangidas por programas de nutrição.</P><br />
<P>O documento indica que o apoio chegou a 70.709 menores de cinco anos, com diversos serviços de assistência, enquanto 15.960 foram submetidas a rastreio nutricional para deteção precoce de casos de desnutrição.</P><br />
<P>A organização refere que, neste processo, 3.220 crianças foram identificadas com desnutrição aguda grave e &#8220;reencaminhadas com sucesso para unidades sanitárias para tratamento especializado&#8221;.</P><br />
<P>No reforço da resposta comunitária, a World Vision apoiou 331 comités de saúde, que integram 8.275 membros, além de capacitar 4.620 voluntários na iniciativa &#8220;Desvio Positivo/Atelier Doméstico&#8221; e formar outros 5.536 em &#8220;Aconselhamento no Momento Certo e Direcionado&#8221;.</P><br />
<P>No mesmo período, a ONG distribuiu 5,32 milhões de redes mosquiteiras, permitindo proteger cerca de 9,45 milhões de pessoas em todo o país. A organização acrescenta que 6.884 voluntários e 2.214 líderes comunitários e religiosos receberam formação em prevenção da malária e em abordagens sensíveis ao género.</P><br />
<P>Além dos resultados na área da saúde e nutrição, a organização destaca a sua intervenção ao nível das políticas públicas. Segundo o relatório, a World Vision Moçambique contribuiu para influenciar 23 políticas a nível local e nacional no ano passado, com potencial para beneficiar cerca de 11,8 milhões de crianças em todo o país.</P><br />
<P>De acordo com o documento, sete das políticas influenciadas estiveram relacionadas com o combate à violência contra as crianças, enquanto cinco contribuíram para reforçar os esforços de combate à desnutrição infantil no âmbito da campanha &#8220;Já Chega&#8221;, lançada para promover ações de prevenção e redução da desnutrição crónica.</P><br />
<P>No capítulo da advocacia, a World Vision indica ter capacitado mais de 5.000 membros das comunidades no modelo de responsabilização social &#8220;Cidadania, Voz e Ação&#8221; e mobilizado mais de 2.000 jovens para iniciativas de participação cívica e diálogo com decisores públicos.</P><br />
<P>Na área da educação, a ONG diz ter apoiado 126.669 beneficiários através de programas de alimentação escolar implementados em 157 escolas primárias das províncias de Nampula e Zambézia, tendo distribuído 4,26 milhões de refeições escolares no âmbito do projeto Parcerias para Resultados de Educação Sustentável.</P><br />
<P>O relatório destaca que o projeto é implementado em alinhamento com o Plano Estratégico da Educação 2020-2029, que reconhece a alimentação escolar como uma estratégia para reduzir o absentismo, o abandono escolar e os efeitos da desnutrição nos resultados de aprendizagem. Além da distribuição de refeições, o apoiou a melhoria das infraestruturas escolares, com a construção de 157 cozinhas, 30 blocos de latrinas e a abertura e equipamento de 23 furos de água nas escolas abrangidas.</P><br />
<P>O acesso à água e ao saneamento continuou a ser uma das prioridades da ONG em 2025 e, como resultado, 79.395 pessoas passaram a ter acesso a fontes básicas de água, enquanto mais de 133.000 beneficiaram de infraestruturas de saneamento. Nas escolas apoiadas pela ONG, mais de 15.000 alunos passaram a dispor de água potável.</P><br />
<P>A World Vision é uma organização humanitária internacional cristã fundada em 1950 e presente em cerca de 100 países, trabalhando nas áreas de proteção e bem-estar da criança, saúde, nutrição, educação, segurança alimentar, água ou saneamento. A organização afirma apoiar anualmente mais de 200 milhões de crianças vulneráveis em todo o mundo.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792762]]></sapo:autor>
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		<title>China inicia dois dias de exercícios com fogo real no estreito de Taiwan</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 05:48:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A China iniciou hoje dois dias de exercícios militares com fogo real no estreito de Taiwan, numa zona em frente à província costeira de Fujian, no sudeste do país, segundo um aviso divulgado pela Administração de Segurança Marítima provincial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A China iniciou hoje dois dias de exercícios militares com fogo real no estreito de Taiwan, numa zona em frente à província costeira de Fujian, no sudeste do país, segundo um aviso divulgado pela Administração de Segurança Marítima provincial.</P><br />
<P>O aviso delimita duas áreas junto à ilha chinesa de Dongshan, a segunda maior de Fujian, onde as manobras decorrem entre as 06:00 e as 18:00 locais (23:00 de quarta-feira e 11:00 de hoje em Lisboa), prolongando-se na sexta-feira no mesmo horário, estando proibida a entrada de qualquer embarcação.</P><br />
<P>Até ao momento, nem o Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular, responsável pelas operações em torno de Taiwan, nem o ministério da Defesa taiwanês comentaram os exercícios.</P><br />
<P>As forças chinesas têm realizado repetidamente manobras na ilha de Dongshan e nas águas circundantes, incluindo simulacros de desembarque anfíbio.</P><br />
<P>Em dezembro do ano passado, Pequim realizou exercícios militares de grande escala em torno de Taiwan, designados &#8220;Missão Justiça-2025&#8221;, envolvendo unidades do exército, marinha, força aérea e força de mísseis.</P><br />
<P>Durante o segundo dia dessas manobras, a China lançou 27 projéteis para águas a norte e a sul de Taiwan, dos quais dez caíram na chamada &#8220;zona contígua&#8221; da ilha, que se estende até 24 milhas náuticas (cerca de 44,5 quilómetros) da costa.</P><br />
<P>Na altura, o porta-voz do ministério da Defesa chinês, Zhang Xiaogang, classificou os exercícios como &#8220;plenamente legítimos e necessários&#8221; e garantiu que Pequim derrotaria &#8220;com firmeza&#8221; qualquer tentativa de &#8220;ingerência externa&#8221; em Taiwan, numa referência implícita aos Estados Unidos e ao Japão.</P><br />
<P>Desde então, a China não voltou a anunciar exercícios militares de grande dimensão em torno da ilha, mas reforçou a presença da guarda costeira e de outras embarcações oficiais nas águas próximas de Taiwan, em especial ao largo da costa oriental, onde lançou, no mês passado, uma &#8220;operação de controlo do tráfego marítimo&#8221;.</P><br />
<P>Pequim considera Taiwan uma &#8220;parte inalienável&#8221; do território chinês e nunca excluiu o recurso à força para assumir o controlo da ilha, posição rejeitada pelas autoridades de Taipé, que defendem que apenas os 23 milhões de habitantes de Taiwan podem decidir o seu futuro político.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792761]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Parque moçambicano da Gorongosa prepara nova contagem aérea de fauna em outubro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 05:46:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Parque Nacional da Gorongosa, no centro de Moçambique, vai realizar em outubro uma nova contagem aérea de fauna bravia de grande porte, abrangendo 210 mil hectares, para monitorizar a recuperação da biodiversidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Parque Nacional da Gorongosa, no centro de Moçambique, vai realizar em outubro uma nova contagem aérea de fauna bravia de grande porte, abrangendo 210 mil hectares, para monitorizar a recuperação da biodiversidade.</P><br />
<P>A iniciativa consta de um edital de concurso público a que a Lusa teve hoje acesso, lançado pelo Projeto de Restauração da Gorongosa para apoiar a realização da Contagem Aérea de Fauna Bravia 2026, uma operação considerada fundamental para avaliar a evolução das populações animais naquele que é um dos mais importantes ecossistemas protegidos de África.</P><br />
<P>Segundo o documento, para contratar os serviços aéreos da operação, a contagem decorrerá de 01 a 25 de outubro e irá abranger uma área estimada em 210.000 hectares, através de trajetos lineares previamente definidos, permitindo recolher informação científica sobre a distribuição e abundância da fauna de grande porte.</P><br />
<P>&#8220;O helicóptero deverá cumprir cerca de 90 horas de voo, incluindo deslocações adicionais que totalizam aproximadamente 550 quilómetros&#8221;, lê-se no edital.</P><br />
<P>A operação surge depois de o Parque Nacional da Gorongosa ter anunciado anteriormente um recorde histórico de fauna bravia, com 110.513 animais de grande porte contabilizados num levantamento aéreo realizado entre 08 e 22 de outubro de 2025.</P><br />
<P>De acordo com dados anteriormente divulgados pelo parque, a contagem de 2025 decorreu numa área de 197 mil hectares e registou &#8220;os números mais elevados alguma vez registados&#8221;, refletindo décadas de recuperação ecológica após a destruição provocada pela guerra civil moçambicana.</P><br />
<P>A celebrar este mês 66 anos de existência, o Parque Nacional da Gorongosa indicou albergar mais de 500 espécies de borboletas, resultado de um processo de restauração da biodiversidade que tem sido apontado como um dos mais bem-sucedidos do continente africano.</P><br />
<P>Criado em 1960, o parque perdeu grande parte da sua fauna durante os anos de conflito armado, mas recuperou progressivamente através de programas de proteção, translocação de espécies e gestão dos habitats, desenvolvidos no âmbito do Projeto de Restauração da Gorongosa.</P><br />
<P>Segundo o parque, a recuperação permitiu transformar novamente a área protegida num refúgio para espécies vulneráveis e criticamente ameaçadas, incluindo populações de abutres e outras aves de conservação prioritária.</P><br />
<P>A monitorização regular das populações animais através de censos aéreos constitui um dos pilares da gestão científica da área protegida, fornecendo dados considerados essenciais para orientar as estratégias de conservação e avaliar o estado do ecossistema.</P><br />
<P>O Parque Nacional da Gorongosa tem igualmente apostado na integração das comunidades locais nas iniciativas de conservação, através de programas de educação, ciência participativa e criação de rendimento sustentável.</P><br />
<P>Em 2025, a administração do parque sublinhou que a sua missão consiste em &#8220;proteger a biodiversidade e melhorar o nível de vida das pessoas&#8221;, combinando renaturalização, educação juvenil e conservação liderada pelas comunidades.</P><br />
<P>O Projeto de Restauração da Gorongosa resulta de uma parceria entre o Governo moçambicano e a fundação do filantropo norte-americano Greg Carr. Em 2008, a fundação assinou um acordo de gestão do parque por 20 anos, posteriormente prolongado por mais 25 anos, em 2018.</P><br />
<P>Ao longo desse período, o número de animais de grande porte aumentou de cerca de 10.000 para mais de 110.000, enquanto os projetos de conservação passaram a incluir iniciativas em áreas como agricultura sustentável, produção de café e mel, educação e apoio às populações vizinhas.</P><br />
<P>Localizado no distrito de Gorongosa, na província de Sofala, junto ao limite sul do Grande Vale do Rift Africano, o parque é considerado uma das principais reservas naturais de Moçambique e um dos destinos mais reputados de turismo de natureza do país.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792760]]></sapo:autor>
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		<title>Último adeus a Luís Represas: Velório realiza-se hoje na Basílica da Estrela em Lisboa</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ultimo-adeus-a-luis-represas-velorio-realiza-se-hoje-na-basilica-da-estrela-em-lisboa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 05:45:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal presta esta quinta-feira a última homenagem a Luís Represas, um dos nomes mais marcantes da música portuguesa das últimas cinco décadas. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal presta esta quinta-feira a última homenagem a Luís Represas, um dos nomes mais marcantes da música portuguesa das últimas cinco décadas. O velório do cantor e compositor decorre hoje na Basílica da Estrela, em Lisboa, onde familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores poderão despedir-se publicamente do artista entre as 16h00 e as 22h30. O funeral realiza-se na sexta-feira. Luís Represas morreu na quarta-feira, aos 69 anos, vítima de doença prolongada, segundo confirmou a agência que o representava.</p>
<p>A morte do músico provocou uma onda de consternação no meio artístico, cultural e político, com inúmeras homenagens a recordar o legado deixado por um dos intérpretes e compositores mais influentes da música portuguesa contemporânea. Nas redes sociais, a equipa do artista deixou uma breve mensagem de despedida: &#8220;Muito obrigado! Até sempre!&#8221;</p>
<p>Entretanto, foi também conhecida a causa da morte do cantor. Segundo a revista Blitz, Luís Represas enfrentava um cancro do pulmão em estado avançado e preparava-se para iniciar um tratamento inovador no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. De acordo com a mesma publicação, o músico tinha sido encaminhado para o START, uma unidade especializada em ensaios clínicos na área da oncologia integrada num dos maiores consórcios internacionais dedicados ao desenvolvimento de novos tratamentos contra o cancro. A doença encontrava-se já numa fase avançada, tendo sido identificadas metástases, circunstância que levou à procura de novas abordagens terapêuticas. Apesar do diagnóstico, o cantor optou por manter a situação no plano privado, nunca abordando publicamente o seu estado de saúde.</p>
<p>A notícia da morte surgiu precisamente no ano em que Luís Represas celebrava 50 anos de carreira, um percurso dividido entre os Trovante e a carreira a solo. Ainda este ano, voltou aos palcos com a histórica banda para uma série de concertos nos Coliseus de Lisboa e do Porto, realizados em março, que reuniram milhares de fãs e assinalaram meio século de atividade artística.</p>
<p>A propósito desse reencontro, o músico esteve no programa &#8220;A Escuta do Mundo&#8221;, da TSF, onde recordou o nascimento dos Trovante durante o verão de 1976, em Sagres. Na entrevista, descreveu o grupo como um conjunto de jovens que passava férias em tendas junto à praia, tocando guitarra noite dentro, até perceberem que existia &#8220;alguma coisa em comum, musicalmente&#8221;. Numa outra conversa com a TSF, Luís Represas resumiu também a identidade do projeto que marcou várias gerações, afirmando: &#8220;O Trovante não é uma banda, é um grupo.&#8221;</p>
<p>Nascido em Lisboa, em 1956, Luís Represas tornou-se conhecido como vocalista dos Trovante, formação que marcou profundamente a música portuguesa ao cruzar influências da música tradicional com sonoridades contemporâneas. O grupo manteve-se ativo até ao início da década de 1990, deixando álbuns incontornáveis como Baile no Bosque (1981) e Cais das Colinas (1983). Depois da separação, os elementos seguiram carreiras individuais, voltando a reunir-se em ocasiões especiais, nomeadamente em 1999, 2006, 2017 e, mais recentemente, em março deste ano.</p>
<p>Em 1993, Luís Represas iniciou uma carreira a solo com o álbum &#8220;Represas&#8221;, gravado em Cuba, experiência que marcou profundamente o seu percurso artístico. Desse trabalho nasceram temas como &#8220;Fora de Tempo&#8221;, &#8220;Neva sobre a marginal&#8221; e &#8220;Feiticeira&#8221;, que se tornaram alguns dos maiores sucessos da sua discografia. O mais recente álbum, &#8220;Miragem&#8221;, foi editado em 2024.</p>
<p>Ao longo da carreira, colaborou com alguns dos mais importantes nomes da música portuguesa e internacional. Entre eles destacam-se Fausto Bordalo Dias, José Afonso, Carlos do Carmo, Bernardo Sassetti, Jorge Palma, Pablo Milanés, Ivan Lins, Martinho da Vila, Simone, Phil Collins, Compay Segundo, Gilberto Gil e Carlinhos Brown.</p>
<p>O percurso de Luís Represas ficou também ligado à causa da independência de Timor-Leste. A canção &#8220;Timor&#8221;, com música de João Gil e letra de João Monge, integrada no álbum &#8220;Um destes dias&#8221; (1990), transformou-se num dos principais símbolos da luta timorense quando os Trovante voltaram a interpretá-la em 1999. A letra seria posteriormente traduzida para tétum por Xanana Gusmão.</p>
<p>O envolvimento do cantor com Timor-Leste foi reconhecido pelas mais altas figuras do país. Em 2000, Luís Represas integrou a visita oficial do então Presidente da República, Jorge Sampaio, ao território timorense. Mais tarde, em 2016, recebeu a Medalha da Ordem de Timor-Leste, atribuída pelo então Presidente Taur Matan Ruak, em reconhecimento pelo seu contributo para a causa da independência.</p>
<p>Também em Portugal o músico foi distinguido pelo Estado. Em 2005, foi condecorado com a Ordem do Mérito, no grau de Comendador, reconhecendo o contributo prestado à cultura e à música portuguesa.</p>
<p>O velório que hoje decorre na Basílica da Estrela deverá reunir familiares, amigos, colegas de profissão, figuras públicas e muitos admiradores que pretendem prestar uma última homenagem a um artista que marcou profundamente várias gerações de portugueses. Depois de cinco décadas dedicadas à música, Luís Represas deixa uma obra que atravessa diferentes épocas da música nacional e um legado que continuará a ocupar um lugar de destaque na cultura portuguesa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792541]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal escapa ao calor extremo de Espanha, mas temperaturas voltam a subir esta quinta-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 05:15:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal deverá continuar esta quinta-feira relativamente protegido da intensa onda de calor que está a afetar grande parte da Europa Ocidental e, em particular, Espanha, onde as temperaturas poderão aproximar-se dos 48 graus em algumas regiões.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal deverá continuar esta quinta-feira relativamente protegido da intensa onda de calor que está a afetar grande parte da Europa Ocidental e, em particular, Espanha, onde as temperaturas poderão aproximar-se dos 48 graus em algumas regiões. Ainda assim, o calor continuará a fazer-se sentir em território nacional, sobretudo nas regiões do Interior, num dia marcado por céu geralmente limpo, índice de radiação ultravioleta muito elevado e temperaturas da água do mar excecionalmente altas para esta altura do ano.</p>
<p>De acordo com as previsões do portal especializado <a href="https://lusometeo.com/previsao-diaria/tempo-na-quinta-23-jul-31570/" target="_blank" rel="noopener">LusoMeteo</a>, a situação meteorológica em Portugal continuará a beneficiar da influência de uma depressão posicionada a oeste da Península Ibérica, que tem permitido a entrada de ar marítimo no litoral, atenuando as temperaturas máximas junto à costa. Enquanto isso, do outro lado da fronteira, uma poderosa dorsal anticiclónica de origem africana deverá impulsionar temperaturas próximas dos 48ºC em diversas zonas de Espanha, num dos episódios de calor mais intensos registados nos últimos anos.</p>
<p>Segundo a previsão, a circulação atmosférica deverá manter-se praticamente inalterada face aos dias anteriores. O anticiclone permanecerá a norte da Península Ibérica, embora com tendência para um enfraquecimento gradual, permitindo que a depressão atlântica continue a exercer influência sobre Portugal continental, especialmente nas regiões costeiras.</p>
<p>Este padrão favorecerá temperaturas significativamente mais moderadas no litoral quando comparadas com Espanha, onde a massa de ar muito quente continuará a dominar. Já nas regiões do Interior português, mais afastadas da influência oceânica, espera-se um ambiente bastante quente, ainda que dentro dos valores considerados normais para esta época do ano e sem atingir os extremos previstos para o território espanhol.</p>
<p><strong>Interior continua muito quente e litoral mantém influência marítima</strong><br />
Para Portugal continental, prevê-se uma quinta-feira com céu pouco nublado ou limpo durante praticamente todo o dia. Durante a manhã poderão persistir algumas nuvens baixas e bancos de neblina ou nevoeiro junto ao litoral Norte e Centro, mas deverão dissipar-se rapidamente.</p>
<p>Durante a tarde, a previsão aponta apenas para alguma nebulosidade de desenvolvimento vertical nas regiões montanhosas do Norte, podendo ameaçar trovoadas isoladas, embora sem consequências significativas.</p>
<p>O vento deverá soprar geralmente fraco a moderado de oeste, entre os 10 e os 20 quilómetros por hora, intensificando-se durante a tarde no litoral Oeste, contribuindo para manter temperaturas mais amenas junto à costa. Nas terras altas poderão registar-se rajadas entre os 30 e os 45 quilómetros por hora, circunstância que poderá aumentar o risco de incêndio rural.</p>
<p><strong>Temperaturas até 38 graus no sul do país</strong><br />
As temperaturas deverão sofrer poucas alterações relativamente aos dias anteriores.</p>
<p>As máximas deverão variar entre os 24 e os 28 graus no litoral, enquanto no Interior oscilarão entre os 31 e os 36 graus, podendo aproximar-se localmente dos 38 graus no Baixo Alentejo e no Algarve.</p>
<p>As temperaturas mínimas deverão situar-se entre os 15 e os 20 graus, embora no Algarve possam manter-se entre os 21 e os 23 graus, originando uma noite tropical em algumas localidades. Ainda assim, os valores ficam muito abaixo daqueles previstos para diversas zonas de Espanha, onde as temperaturas noturnas poderão não descer dos 30 graus.</p>
<p><strong>Água do mar continua excecionalmente quente</strong><br />
Um dos aspetos que continua a destacar-se nesta situação meteorológica é a temperatura da água do mar.</p>
<p>Segundo a previsão, esta quinta-feira poderá marcar o pico desta onda de calor marinha, com a água a atingir 23 a 24 graus na costa ocidental, podendo mesmo alcançar localmente os 24 graus em alguns pontos do litoral Oeste, um valor considerado excecionalmente raro para o mês de julho.</p>
<p>No Algarve, a água deverá manter-se igualmente próxima dos 24 graus, proporcionando condições muito favoráveis para a prática balnear.</p>
<p>A ondulação continuará inferior a um metro em praticamente toda a costa portuguesa, mantendo o mar muito calmo.</p>
<p><strong>Índice UV muito elevado exige precauções</strong><br />
Apesar de Portugal escapar aos valores extremos registados no resto da Península Ibérica, os níveis de radiação ultravioleta deverão manter-se muito elevados.</p>
<p>O índice UV deverá atingir o valor 10 em praticamente todo o território continental, enquanto nos Açores e na Madeira deverá situar-se entre os níveis 8 e 9.</p>
<p>Perante este cenário, continuam a justificar-se cuidados acrescidos durante as horas de maior exposição solar, nomeadamente através da utilização de proteção adequada e da limitação da permanência ao sol nas horas de maior intensidade.</p>
<p><strong>Açores e Madeira com tempo estável</strong><br />
Nos Açores, o tempo deverá manter-se relativamente estável, embora com maior nebulosidade do que no continente.</p>
<p>São esperadas abertas em todas as ilhas, alternando com períodos de céu muito nublado e possibilidade de aguaceiros fracos e dispersos, sobretudo no Grupo Central durante a madrugada e a manhã.</p>
<p>As temperaturas deverão variar entre os 19 e os 25 graus, com vento fraco a moderado de nordeste entre os 10 e os 25 quilómetros por hora. A ondulação deverá rondar um metro e a temperatura da água situar-se perto dos 23 graus.</p>
<p>Na Madeira prevê-se mais um dia tipicamente de verão, com céu pouco nublado e apenas alguma nebulosidade persistente nas vertentes norte e regiões montanhosas.</p>
<p>As temperaturas deverão oscilar entre os 20 e os 26 graus, com vento moderado do quadrante norte entre os 20 e os 30 quilómetros por hora, enquanto a água do mar deverá manter-se próxima dos 24 graus.</p>
<p>Portugal continua afastado dos extremos europeus</p>
<p>Apesar da onda de calor histórica que continua a afetar grande parte da Europa e da previsão de temperaturas excecionalmente elevadas em Espanha, Portugal deverá permanecer relativamente resguardado graças à persistência da influência marítima.</p>
<p>Ainda assim, o calor continuará a fazer-se sentir sobretudo nas regiões do Interior, num contexto de elevado risco associado às temperaturas, à radiação ultravioleta intensa e às rajadas de vento nas zonas mais elevadas, enquanto as condições marítimas deverão continuar particularmente favoráveis para quem optar por passar o dia nas praias portuguesas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792559]]></sapo:autor>
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		<title>Chefes da diplomacia norte-americana e russa discutem guerra na Ucrânia em Manila</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 05:13:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os chefes da diplomacia dos Estados Unidos e da Rússia, Marco Rubio e Sergei Lavrov, respetivamente, reuniram-se hoje em Manila para discutir a guerra na Ucrânia e possíveis formas de pôr fim ao conflito.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os chefes da diplomacia dos Estados Unidos e da Rússia, Marco Rubio e Sergei Lavrov, respetivamente, reuniram-se hoje em Manila para discutir a guerra na Ucrânia e possíveis formas de pôr fim ao conflito.</P><br />
<P>&#8220;O encontro entre Lavrov e Rubio começou em Manila&#8221;, anunciou o ministério russo dos Negócios Estrangeiros numa mensagens no canal Telegram, acompanhada de um vídeo da chegada do representante de Moscovo à sala onde decorreu a reunião, realizada à margem do encontro de chefes da diplomacia da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).</P><br />
<P>Na quarta-feira, o secretário de Estado norte-americano afirmou que a guerra na Ucrânia &#8220;dificultou em muitos aspetos a capacidade da Rússia e dos Estados Unidos para encontrar pontos em comum&#8221;, embora não tenha excluído procurar &#8220;outras áreas de possível cooperação&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Somos os dois países com maior arsenal nuclear do planeta. Não falar seria imprudente e irresponsável. Temos de manter uma relação com o Governo russo, mesmo havendo áreas de desacordo, e no caso da Ucrânia talvez haja uma oportunidade, se pudermos desempenhar um papel construtivo, para pôr fim ao conflito&#8221;, sublinhou Rubio perante os jornalistas.</P><br />
<P>Lavrov assegurou também na quarta-feira que Moscovo considera que, &#8220;por enquanto&#8221;, os EUA não abandonaram as propostas apresentadas na cimeira de agosto de 2025, no Alasca, onde se reuniram os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump.</P><br />
<P>Embora essas propostas não sejam públicas, a imprensa ocidental informou na altura que Trump se mostrou disposto a aceitar que a Rússia ficasse com toda a província ucraniana do Donbass, desde que cessasse os combates na Ucrânia.</P><br />
<P>Nos últimos meses, Rubio tem sido mais crítico da campanha militar russa, classificando-a como um &#8220;fracasso estratégico&#8221; e afirmando que Moscovo não tem hipóteses de vencer a guerra, declarações que desagradaram a Lavrov.</P><br />
<P>As negociações de paz entre Moscovo e Kiev, com mediação de Washington, estão bloqueadas desde fevereiro, quando os EUA lançaram a sua ofensiva contra o Irão. Desde então, os ucranianos intensificaram ataques contra a retaguarda russa, levando Moscovo a aumentar os bombardeamentos sobre Kiev e o porto de Odessa, no Mar Negro.</P><br />
<P>Rubio reiterou esta quarta-feira o desejo de que a guerra, iniciada em fevereiro de 2022, termine e voltou a apresentar-se como mediador entre as partes.</P><br />
<P>&#8220;Os Estados Unidos continuam abertos e dispostos a desempenhar um papel construtivo para pôr fim a esta guerra (&#8230;), acreditamos que neste momento, e penso que os russos concordariam, provavelmente somos o único país do mundo capaz de desempenhar esse papel&#8221;, afirmou o chefe da diplomacia norte-americana.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792759]]></sapo:autor>
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		<title>Eurodeputados dizem que pressão chinesa sobre Moscovo é condição para normalizar relações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 05:04:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A delegação da Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu que visitou esta semana a China acusou hoje Pequim de recusar assumir responsabilidades pela guerra na Ucrânia e defendeu que pressione Moscovo para normalizar relações com a União Europeia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A delegação da Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu que visitou esta semana a China acusou hoje Pequim de recusar assumir responsabilidades pela guerra na Ucrânia e defendeu que pressione Moscovo para normalizar relações com a União Europeia.</P><br />
<P>&#8220;Não quiseram assumir qualquer responsabilidade. Disseram que têm uma relação especial com ambos os países, com a Rússia e com a Ucrânia, em especial com a Rússia, com a qual partilham mais de 2.000 quilómetros de fronteira, e que, por isso, mantêm a mesma equidistância que têm mantido até agora&#8221;, afirmou o eurodeputado espanhol Nicolás Pascual de la Parte (Partido Popular / Partido Popular Europeu), em Xangai, antes da última etapa da visita, citado pela agência EFE.</P><br />
<P>No mesmo sentido pronunciou-se o também eurodeputado espanhol Javi López (Partido dos Socialistas da Catalunha / Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas), que revelou que, durante as reuniões com altos responsáveis chineses, incluindo o ministro dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, a delegação europeia insistiu que a China &#8220;não é um ator alheio à guerra&#8221;.</P><br />
<P>López considerou que a &#8220;invasão brutal&#8221; lançada pela Rússia provocou &#8220;uma rutura da arquitetura de segurança europeia&#8221; e apelou a Pequim para assumir a sua &#8220;grande responsabilidade&#8221; na resolução de conflitos e na garantia da estabilidade da paz mundial, tendo em conta a influência internacional do país e o facto de ser membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, tal como a Rússia.</P><br />
<P>&#8220;Eles falaram sempre em termos de equidistância e da necessidade de as duas partes regressarem à mesa das negociações, mas ficámos com a impressão de que não estão dispostos a exercer qualquer pressão significativa sobre [o Presidente russo, Vladimir] Putin&#8221;, afirmou Pascual de la Parte.</P><br />
<P>Segundo o eurodeputado, para Bruxelas, o uso por parte da China da sua &#8220;capacidade de influência&#8221; sobre Putin constitui &#8220;uma condição prévia para normalizar as relações&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Se continuarem à margem ou numa posição de equidistância, consideraremos isso uma atitude hostil em relação à Europa, porque o que está em causa na Ucrânia não é apenas o destino da Ucrânia, mas o destino de toda a Europa e da arquitetura de segurança europeia&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Pascual de la Parte considerou ainda que a posição chinesa terá &#8220;um custo reputacional muito grave&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Não se pode pretender ser uma grande potência e um ator internacional responsável sem tentar resolver conflitos, sobretudo quando existe um agressor claramente identificado. Esta é uma guerra de agressão, em sentido pleno&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>López sublinhou que a delegação europeia transmitiu aos interlocutores chineses a importância do &#8220;papel que terceiros atores podem desempenhar para resolver uma ameaça de caráter existencial&#8221;.</P><br />
<P>Na opinião de Pascual de la Parte, Pequim mantém a posição de equidistância por razões &#8220;essencialmente económicas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Querem preservar boas relações económicas com a Rússia, das quais estão a beneficiar mais do que qualquer outro país. Estão a comprar petróleo e gás com um desconto de cerca de 50% face ao preço de mercado, tornando a sua indústria muito mais competitiva do que a nossa&#8221;, denunciou.</P><br />
<P>O eurodeputado defendeu ainda que Pequim encara o conflito como &#8220;uma questão essencialmente ocidental&#8221;, em parte por não sentir pressão dos países do chamado &#8220;Sul Global&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O único aspeto positivo é que reconhecem à União Europeia um papel ativo em qualquer processo de negociação para resolver o conflito na Ucrânia&#8221;, disse.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792758]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>UNESCO declara antiga cidade grega na Crimeia como Património Mundial em Perigo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 05:01:09 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O comité da UNESCO decidiu hoje inscrever a antiga cidade grega de Quersoneso Táurico, na península da Crimeia ocupada pela Rússia, na lista de Património Mundial em Perigo, após a reunião anual da organização.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O comité da UNESCO decidiu hoje inscrever a antiga cidade grega de Quersoneso Táurico, na península da Crimeia ocupada pela Rússia, na lista de Património Mundial em Perigo, após a reunião anual da organização.</P><br />
<P>A inclusão do único sítio Património da Humanidade na península da Crimeia sob ocupação russa &#8220;confirma a magnitude e a natureza sistemática das alterações que estão a ocorrer na propriedade sob ocupação temporária&#8221;, afirmou a delegação ucraniana após a decisão.</P><br />
<P>O sítio arqueológico de Quersoneso foi inscrito na lista de Património Mundial em 2013, um ano antes da anexação da península pela Rússia. O relatório agora adotado pela UNESCO destaca a escavação de mais de 12 milhões de objetos arqueológicos desde então e a sua transferência para instituições russas sem autorização da Ucrânia.</P><br />
<P>&#8220;A magnitude, a intensidade e o caráter cumulativo das intervenções denunciadas suscitam sérias preocupações&#8221;, refere o documento da UNESCO publicado após a reunião anual da organização realizada em Busan, na Coreia do Sul.</P><br />
<P>A Lista do Património Mundial em Perigo da UNESCO identifica locais sob ameaça severa devido a conflitos, desastres naturais, poluição ou urbanização descontrolada. Inclui atualmente mais de 50 locais, como a antiga cidade fenícia de Tiro (Líbano), o Centro Histórico de Odessa (Ucrânia) e as Ilhas do Golfo da Califórnia (México).</P><br />
<P>Mais de quatro anos após o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, a delegação ucraniana denunciou que a destruição das ruínas da antiga cidade grega não é um incidente isolado, mas &#8220;reflete uma política coerente&#8221; de Moscovo destinada a integrar o património cultural da República Autónoma da Crimeia sob ocupação temporária. </P><br />
<P>Kiev já tinha acusado o Kremlin de levar a cabo uma &#8220;limpeza cultural&#8221; para apagar a existência de uma identidade distinta.</P><br />
<P>Após o agradecimento da delegação ucraniana, seguiu-se a contestação dos representantes russos, que classificaram a decisão como &#8220;um novo exemplo da politização&#8221; da UNESCO, com Moscovo a alegar que as ameaças ao sítio provêm de &#8220;constantes ataques terroristas do regime ucraniano&#8221;.</P><br />
<P>A antiga cidade de Quersoneso Táurico foi fundada por gregos dórios no século V a.C. e, segundo a UNESCO, compreende seis sítios com restos urbanos e terras agrícolas divididas em centenas de choras, parcelas retangulares de igual tamanho que albergavam vinhas.</P><br />
<P>Quersoneso junta-se assim a outros monumentos ucranianos já inscritos na lista de património mundial em perigo devido às ameaças da invasão russa, como a Catedral de Santa Sofia de Kiev, o conjunto monástico de Kiev-Petchersk e o centro histórico de Lviv.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792757]]></sapo:autor>
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		<title>O que vai acontecer com as taxas de juro? BCE reúne-se hoje mas economistas estão mais preocupados com setembro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 05:00:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[reunião]]></category>
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					<description><![CDATA[Na reunião de política monetária agendada para esta quinta-feira, o mercado prevê que o organismo liderado por Christine Lagarde mantenha as taxas de juro inalteradas, após a última subida.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Banco Central Europeu (BCE) decidiu na reunião do passado mês de junho subir as taxas de juro em 25 pontos base, para 2,25%, naquele que foi o primeiro aumento das taxas diretoras em quase três anos, desde setembro de 2023.</p>
<p>A última subida das taxas diretoras tinha ocorrido em 2023, tendo-se seguido um período de pausa até junho de 2024, quando o BCE começou a cortar os juros. Desde julho de 2025 que o banco central mantinha os juros inalterados, voltando agora a mexer nas taxas para uma subida de 25 pontos base.</p>
<p>Com esta decisão, as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de depósito, às operações principais de refinanciamento e à facilidade permanente de cedência de liquidez foram aumentadas para, respetivamente, 2,25%, 2,40% e 2,65%, com efeitos a partir de 17 de junho de 2026.</p>
<p>A reunião do Conselho do BCE acontece num contexto marcado pelo aumento da instabilidade geopolítica e pela subida dos preços da energia, fatores que podem voltar a pressionar a inflação na Zona Euro.</p>
<p><strong>E agora?</strong></p>
<p>Na reunião de política monetária agendada para esta quinta-feira, o mercado prevê que o organismo liderado por Christine Lagarde mantenha as taxas de juro inalteradas, após a última subida.</p>
<p>Roman Ziruk, analista sénior de mercados da Ebury, considera que o BCE deverá manter as taxas de juro inalteradas, mas o agravamento das tensões entre os Estados Unidos e o Irão poderá reforçar as expectativas de uma nova subida dos juros em setembro.</p>
<p>Os mercados estão atualmente a antecipar quase integralmente uma subida das taxas em setembro, enquanto, no total, estão descontados cerca de 44 pontos base de aumentos dos juros até ao final do ano.</p>
<p>A Ebury considera, contudo, que estas expectativas poderão ser excessivamente agressivas. Roman Ziruk, defende que o BCE deve adotar uma postura cautelosa perante um choque energético que resulta sobretudo de fatores do lado da oferta, e não de uma pressão da procura.</p>
<p>Depois de uma trégua entre os EUA e o Irão ter contribuído para aliviar a pressão sobre os mercados energéticos, o cenário deteriorou-se novamente. O preço do petróleo Brent chegou a cair para cerca de 70 dólares por barril, aproximadamente 55 dólares abaixo do pico registado em abril, enquanto os preços do gás natural também recuaram, embora de forma menos acentuada.</p>
<p>Este alívio contribuiu para reduzir os receios de novas pressões inflacionistas. O relatório de inflação da Zona Euro relativo a junho veio, entretanto, abaixo das expectativas, reforçando a perceção de que o BCE não teria necessidade de acelerar o aperto da política monetária.</p>
<p>A mesma visão é partilhada por Martin Wolburg, economista sénior da Generali Investments, que considera que, apesar de os membros do Conselho do BCE terem mantido uma comunicação globalmente marcada por uma posição mais restritiva, a evolução recente da inflação e a descida dos preços da energia contribuíram para aliviar as pressões sobre a política monetária.</p>
<p>De acordo com o economista, as perspetivas para a inflação estão agora mais próximas do cenário benigno do que do cenário base apresentado pelo BCE na reunião de junho. Esta evolução deverá permitir ao Conselho do BCE manter as taxas de juro no nível atual, pelo menos por enquanto.</p>
<p>Ainda assim, os riscos continuam inclinados para uma eventual subida dos juros. Martin Wolburg considera que o BCE poderá voltar a aumentar as taxas já em setembro, sobretudo se a recente escalada do conflito entre o Irão e Israel persistir e provocar novas pressões sobre os preços da energia.</p>
<p>A evolução do conflito no Médio Oriente surge, assim, como um dos principais fatores de risco para as próximas decisões do BCE, podendo condicionar a trajetória da inflação e obrigar a uma nova resposta da autoridade monetária europeia.</p>
<p>Para já, a expectativa é de estabilidade na reunião de julho, mas o cenário para os meses seguintes permanece dependente da evolução da inflação, dos preços energéticos e das tensões geopolíticas.</p>
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