Profissionais de saúde portugueses são dos mais mal pagos da Europa

Médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica e assistentes operacionais em Portugal do Serviço Nacional de Saúde recebem menos do que os colegas europeus.

Revista de Imprensa

Médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica e assistentes operacionais em Portugal do Serviço Nacional de Saúde recebem menos do que os colegas europeus, revela o “Jornal de Notícias” (JN).

O “JN” escreve que os dados internacionais, tal como os nacionais, são escassos. Em 2017, a Pordata adianta que as despesas em saúde representaram 8,9% do Produto Interno Bruto – Espanha 8,9%, Itália 8,8%, França 11,3% e Alemanha 11,4%.

Em declarações ao jornal, José Abraão, dirigente da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap) diz que os assistentes técnicos e operacionais «têm sido até agora os mais desvalorizados de todo o sistema», bastando olhar para Espanha, onde «o salário mínimo são mil euros». «Percebe-se com relativa facilidade as discrepâncias que há fazendo as mesmas funções», afirmou, sublinhando que a Fesap tem vindo a requerer a regulamentação do subsídio de risco e de penosidade, previsto na Lei do Trabalho em Funções Públicas.

Quanto aos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, Luís Dupont, presidente do Sindicato Nacional dos técnicos superiores de saúde das áreas de diagnóstico e terapêutica, refere que os valores para os profissionais de análises clínicas, brutos e no início de carreira, variam entre os 16.800 euros por ano em Portugal e os 53.200 euros a 79.800 euros na Suiça. Para Luís Dupont, a «qualificação destas pessoas», bem como «o desgaste físico e psicológico» devem ser valorizados.

Já Guadalupe Simões, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses explica que os salários destes profissionais varia entre regiões nos próprios países, dando o exemplo de Espanha: em Andaluzia, o vencimento é inferior ao pago em Madrid ou na Catalunha.

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Por sua vez, o presidente da Federação Nacional dos Médicos, Noel Carrilho, lembra que, em comparação com outras carreiras da Administração Pública, estes profissionais demoraram muito mais tempo a entrar e só depois de «muitos anos de diferenciação» é que são tratados como médicos «de pleno direito». Para o responsável, esta seria «a altura ideal» para a tutela pagar de forma diferenciada o trabalho nas urgências e regular o regime de risco e penosidade.

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