Profissão dos pais é o principal fator que em Portugal contribui para a desigualdade de oportunidades

É a profissão dos pais, com influência direto nos recursos que podem dedicar aos filhos de forma a garantir-lhes maiores possibilidades, o principal fator que, em Portugal contribui para a desigualdade de oportunidades.

Revista de Imprensa
Fevereiro 9, 2024
9:19

É a profissão dos pais, com influência direto nos recursos que podem dedicar aos filhos de forma a garantir-lhes maiores possibilidades, o principal fator que, em Portugal contribui para a desigualdade de oportunidades.

Segundo um estudo da Comissão Europeia, publicado no início do ano e citado pelo Jornal de Negócios, o exercício de profissões que necessitam de mais qualificações por parte dos pais justifica 28% da parte ‘injusta’ na distribuição de rendimento (a parte que decore das circunstâncias individuais, e independentemente do esforço de cada indivíduo). Este fator tem maior influência do que a educação que os pais tiveram, o local onde se nasceu, a idade, género, limitações físicas dos indivíduos ou composição das famílias.

Só na Roménia é que este fatos pesa mais do que em Portugal. Já em 2011 Portugal era o país da UE em que este fator era o que mais contribuía para desigualdade de oportunidades (justificava 34% das diferenças na altura).

O objetivo do estudo, que olhou a vários inquéritos ás condições de vida, é avaliar os impactos da ultima crise financeira na desigualdade de oportunidades, de forma a depois poder dar diretrizes sobre como as políticas públicas devem responder na recuperação da crise pandémica.

“Por um lado, o impacto da educação dos pais tem-se reduzido, principalmente em resultado da expansão duradoura das políticas de educação, que pode ter limitado o impacto negativo da crise”, explica o relatório. mas, por outro lado, “a crise parece ter agravado o impacto da profissão dos pais, que principalmente determina a quantidade de recursos monetários (e não-monetários) que podem ser dedicados aos seus filhos para lhes garantirem um futuro melhor ou perspetivas de resultados melhores”.

As diferenças de género têm.se mantido com contributos estáveis, mas ainda assim elevados, representando em Portugal 16% da desigualdade de oportunidades.

Segundo as contas, no nosso País a desigualdade relativa de oportunidades era de 14,29%, percentagem que ilustra o peso que as várias diferentes circunstâncias individuais têm na desigualdade de distribuição de rendimentos.

Este valor é o sexto mais elevado entre os 27 Estados-membros da UE (fica ‘empatado’ com a Grécia e Alemanha), e acima da média da UE, de 12,64%. Ainda assim, regista-se melhoria, uma vez que Portugal é dos países que mais reduziram a parte injusta das desigualdades, que era de 16% em 2011.

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