Professores retomam greve às horas extra na próxima semana

Os professores vão voltar a recusar trabalhar para lá das 35 horas semanais dos seus horários a partir da próxima segunda-feira. A greve às horas extraordinárias é convocada por 10 estruturas sindicais – FENPROF, FNE, ASPL, SPLIU, SIPPEB, SEPLEU, Pró-Ordem, FEPECI, FENEI e SIPE – e não inclui as aulas. Incide sobre o trabalho não letivo como ações de formação ou reuniões, incluindo as reuniões de avaliação que começarão já em meados do próximo mês.

A plataforma sindical recorda que, “o ano passado, o Ministério da Educação emitiu uma nota à comunicação social com procedimentos que deveriam ser adotados pelas escolas, que, a serem respeitados, eliminariam a generalidade dos abusos e ilegalidades praticados pelas escolas, contudo, nunca transformou aquelas informações em orientações oficiais, tolerando e tornando-se cúmplice dos mais diversos atropelos aos horários de trabalho dos professores”.

A greve ao trabalho suplementar dos professores começou há quase um ano. E apesar de o Ministério da Educação ter aproveitado para tentar “fazer passar a ideia” de que a paralisação “não teve impacto”, os sindicalistas dizem que isso “é falso”. A plataforma sindical sublinha que nem por isso a greve deixou de ter resultados já que “em muitas escolas, levou as respetivas direções a corrigir as ilegalidades e a acabar com os abusos”.

No documento que reitera a disponibilidade para um novo período de greve, a plataforma sindical acusa o Ministério da tutela de “indisponibilidade” para dialogar, esclarecendo-se que se realizou apenas uma reunião sobre este tema e “dela nada resultou que pusesse cobro às situações de abuso existentes”.

E os sindicalistas não deixam ainda de considerar “inaceitável que o mesmo governo que elimina anos de trabalho aos professores imponha, em cada ano, horários que o agravam em 30%”.

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