Alguns professores responsáveis pela reapreciação dos exames nacionais da primeira fase estão a receber um novo prazo para terminar o trabalho, com a data limite a ser prolongada até 6 de agosto.
As convocatórias iniciais apontavam para esta terça-feira como o último dia tanto para concluir as reapreciações da primeira fase como para terminar a classificação dos exames da segunda fase.
De acordo com a Renascença, várias escolas estão agora a informar os professores relatores de que dispõem de mais dois dias para finalizar os processos de reapreciação.
Pautas podem não estar todas afixadas a 7 de agosto
Cristina Mota, do movimento Missão Escola Pública, admite que o prolongamento possa impedir a afixação de todas as pautas na data prevista.
A responsável afirma que, se os professores tiverem até 6 de agosto para concluir as reapreciações, dificilmente todos os resultados estarão disponíveis no dia seguinte.
O novo prazo diz respeito, até ao momento, apenas aos pedidos de reapreciação dos exames da primeira fase.
No caso das provas da segunda fase, a dirigente diz não ter conhecimento de qualquer prolongamento. Os classificadores mantêm, assim, o final desta terça-feira como limite para terminar o trabalho.
Plataforma terá dificultado classificação dos exames
Segundo a Renascença, novos itens foram disponibilizados aos professores classificadores nos últimos dias, apesar de o prazo estar próximo do fim.
Cristina Mota acrescenta que a plataforma informática esteve várias vezes indisponível, impedindo os docentes de continuar o processo de classificação.
A dirigente considera, por isso, provável que alguns professores ainda estejam a concluir a avaliação dos exames da segunda fase nos próximos dias, mesmo sem existir uma indicação oficial de extensão do prazo.
Ministro diz que 97% das respostas já estavam avaliadas
Na segunda-feira à tarde, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, afirmou que 97% dos itens dos cerca de 90 mil exames da segunda fase já tinham sido classificados.
O governante adiantou também que mais de metade dos cerca de 20 mil pedidos de reapreciação da primeira fase estava concluída.
O movimento Missão Escola Pública, contudo, manifesta dúvidas sobre estes números.
Cristina Mota recorda que dados anteriormente divulgados pelo Ministério da Educação acabaram por ser revistos e não corresponderam à situação posteriormente conhecida.
Missão Escola Pública contesta dados oficiais
A dirigente refere como exemplo as declarações de Fernando Alexandre de 17 de julho, quando o ministro indicou que todas as classificações estavam terminadas.
Nos dias seguintes, segundo Cristina Mota, percebeu-se que o processo ainda não estava totalmente concluído.
A responsável considera que os números agora apresentados também não oferecem garantias suficientes, sobretudo porque foram divulgados na véspera da data inicialmente prevista para o fim dos trabalhos.
Para a Missão Escola Pública, ter 97% dos itens da segunda fase classificados e pouco mais de metade das reapreciações concluídas tão perto do prazo revela que o processo continua sob pressão.
A extensão concedida a alguns professores confirma que pelo menos parte das reapreciações não ficará terminada dentro do calendário inicialmente comunicado.














