Professores querem vacinação prioritária da comunidade escolar no plano de desconfinamento

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) defende que a vacinação dos «docentes e não docentes» contra a Covid-19 deve ser uma prioridade no plano português, depois de a ministra da saúde, Marta Temido, ter admitido essa possibilidade.

Num comunicado enviado às redações, o organismo «espera que essa possibilidade se concretize e lembra que, nas reuniões realizadas com os secretários de estado do Ministério da Educação, em 7 de janeiro e 2 de fevereiro, apresentou tal proposta».

Segundo a Federação, foi enviada uma carta ao primeiro-ministro, em meados do mês passado, com diversas propostas para a retoma das aulas presenciais, de entre as quais se destaca a «vacinação imediata dos docentes que se encontram em atividade presencial, devendo os restantes ser vacinados até final do 2.º período».

«Esta posição da Fenprof está em linha com o que se passa em outros países e acompanha as recomendações de diversas organizações internacionais: a UNESCO apela aos governos para que deem prioridade aos professores, por serem profissionais essenciais que devem ser tratados como os trabalhadores da linha da frente», refere.

Para além disso, continua, também «a UNICEF afirma que a pandemia causou estragos na Educação em todo o mundo e que vacinar os professores é um passo crucial para recolocá-la no seu caminho», sublinhando que «reabrir escolas com segurança para as manter abertas é um imperativo, pelo que os professores e funcionários das escolas deverão ser considerados grupo prioritário nos esforços de vacinação».

«A vacinação de docentes e demais trabalhadores das escolas é uma de entre várias medidas que deverão constar do plano de desconfinamento, no capítulo relativo ao regresso ao ensino presencial», defende o organismo na mesma nota.

Adicionalmente, a Fenprof pede também «a realização de testes periódicos e sempre que se verifiquem casos de Covid-19, o reforço das medidas de segurança sanitária, a colocação do número de assistentes operacionais necessário para garantir os níveis de limpeza e desinfeção que a situação exige e o reforço do número de professore», afirma aguardando «a marcação, pelo Ministério da Educação, de uma reunião negocial para os próximos dias».

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