Os professores portugueses são os que apresentam maiores níveis de stress quando comparados com os de outros países da Europa. A conclusão é do relatório «Professores na Europa – Carreiras, Desenvolvimento e Bem-estar», citado pelo ‘Expresso’.
A pesquisa tem por base o cruzamento de dados qualitativos da Eurydice (a rede de informação sobre os sistemas educativos europeus) com dados quantitativos obtidos pelo TALIS (Teaching and Learning International Survey, ou Inquérito Internacional de Ensino e Aprendizagem), da OCDE.
Assim, Portugal revelou ser o país da Europa onde os professores mais se queixam de algum tipo de stress, com 90% nesta situação. Depois dos portugueses só os húngaros e os britânicos, mas a distância ainda é longa, uma vez que em ambos os casos, apenas 70% dizem sentir stress e ansiedade.
O relatório mostra ainda que 35% dos professores portugueses se inserem na categoria de «muito stress», mais do dobro da média europeia, de 16%. Quando se fala apenas em «algum stress» já são cerca de 53% os portugueses nesta situação, sempre superior à média europeia de 31%.
É ainda possível observar que mais de metade dos professores portugueses consideram que o trabalho diário afeta a respetiva saúde mental, com efeitos físicos. Aqueles que revelam níveis de desgaste mais baixos são os sentem que a atmosfera na escola é «colaborativa», mas que essa cooperação não castra a «autonomia» de cada um.
As razões mais apontadas para este elevados níveis de stress prendem-se essencialmente com o trabalho administrativo, responsabilidade pelo sucesso dos alunos e exigências vindas de superiores. Também o excesso de avaliações feitas aos alunos é um dos pontos referidos no caso português.











