Professores e assistentes operacionais de escolas em Setúbal estão hoje em greve convocada pelo STOP

Mais de 200 professores e assistentes operacionais do concelho de Setúbal decidiram com uma greve esta terça-feira em defesa da escola pública e por melhores condições de trabalho para os profissionais do setor.

Executive Digest com Lusa
Abril 1, 2025
8:10

Mais de 200 professores e assistentes operacionais do concelho de Setúbal decidiram com uma greve esta terça-feira em defesa da escola pública e por melhores condições de trabalho para os profissionais do setor.

A decisão foi aprovada no final de um plenário dos profissionais da educação, docentes e não docentes, do concelho de Setúbal, em fevereiro, organizado pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP) junto à Câmara Municipal para exigir o direito à Caixa Geral de Aposentações para todos, uma avaliação justa e sem quotas e uma gestão democrática, bem como o fim da municipalização das escolas.



Segundo o coordenador interino do STOP, Daniel Martins, a greve deverá abranger todas as escolas do distrito de Setúbal, mas até lá vão realizar-se vários plenários em diversas escolas da região.

“Hoje, o que ficou decidido foi que, em Setúbal, até dia 1 de abril, nós vamos continuar a fazer plenários e protestos junto das escolas do concelho de Setúbal, mas vamos alargar a iniciativa a todo o distrito”, disse aos jornalistas Daniel Martins no fim do plenário realizado na Praça do Bocage, em frente aos Paços do Concelho de Setúbal.

“E dia 1 de abril — embora pareça mentira, mas não é —, dia em que a Câmara assumiu a gestão dos assistentes operacionais e das escolas do concelho, queremos assinalar esse dia protestando, exatamente pela questão da municipalização e por tudo o que aqui falámos hoje”, acrescentou o dirigente do STOP.

Daniel Martins salientou ainda que a greve de docentes e não docentes do próximo dia 1 de abril pretende alertar, mais uma vez, para o problema da falta de docentes e de assistentes operacionais e para a degradação progressiva do ensino público.

“Achamos que a escola é um trabalho de equipa e, como tal, tem de ser também um trabalho de equipa a lutar para garantir uma melhor escola para todos os alunos deste país”, frisou o coordenador interino do STOP.

Segundo dados revelados pela Câmara de Setúbal, a autarquia sadina assumiu a responsabilidade pela gestão das escolas e de quase 600 auxiliares, no âmbito de transferência de competências da administração central para os municípios na área da educação.

O concelho de Setúbal, ainda segundo informação do município sadino, tem atualmente 15 jardins de infância, 31 escolas do 1º ciclo, quatro escolas do 2º e 3º ciclos, duas escolas básicas e secundárias e três escolas secundárias.

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