Uma professora de Português do 3.º ciclo e Secundário foi penalizada e está impedida de lecionar até final do atual ano letivo, após um erro em que se atrasou a aceitar a colocação numa escola da Grande Lisboa. Elisabete Gouveia, que é docente desde 2002, apercebeu-se da falha dentro do período legal para apresentar a justificação, mas o Ministério tem recusado os pedidos de levantamento do ‘castigo’.
O caso é relatado pelo Diário de Notícias, a quem a professora explica: “Contactei o ministério e falei com a DGAE por telefone dentro das 48 horas após ter terminado o prazo. Pedi encarecidamente que me deixassem aceitar o horário para que me pudesse apresentar na escola e começar a trabalhar. Todos os pedidos foram indeferidos”.
A escola onde foi colocada até tem falta de professores de Português, mas mesmo assim o Ministério da Educação tem recusado levantar a penalização.
Nos últimos dois anos letivos a tutela tem levantado as penalizações, mas este ano não, algo com que Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) discorda. “Penalizando os professores, estamos a penalizar milhares de alunos e, neste momento, não nos podemos dar ao luxo de o fazer”, indica o responsável.
A professora continua a candidatar-se a horários de Contratação de Escola, mas tem levado ‘negas’ constantes, devido à penalização, sendo que só poderá ser selecionada se não houver mais candidatos, ainda que se tratem de pessoas sem habilitações profissionais para a docência.
A docente lamenta, e avisa que os mais prejudicados são os alunos. “Trata-se de uma gestão danosa de recursos que prejudica enormemente os alunos. Quem fica com o futuro comprometido são os miúdos, que têm professores formados em Direito ou Geografia, por exemplo, a dar Português e em anos em que são sujeitos a exame nacional”.














