Um soldado ucraniano que tenta travar a ofensiva russa no leste do país encontrou algum tempo nesta semana para regressar, embora de forma breve, ao seu trabalho diário. A imagem tornou-se viral nas redes sociais esta sexta-feira e mostra Fedir Shandor, professor da Universidade Nacional de Uzhhorod, em uniforme militar completo com a sua arma de assalto ao colo, a dar uma aula aos seus alunos sobre… turismo.
This is Prof. Fedir Shandor, giving a lecture to students. An ethnic Hungarian from the westernmost part of 🇺🇦. A serviceman of the #UaArmy who has volunteered to defend 🇺🇦 and is currently serving 1,000 km from his home. This is what the pride of European civilization looks like pic.twitter.com/bA8Bsd31pY
— Defence of Ukraine (@DefenceU) May 6, 2022
“Bem, as aulas para os alunos são sagradas, não podem ser perdidas”, garantiu a universidade, em comunicado, acrescentando que o professor alistou-se no primeiro dia da guerra.
“Se houver sons de bombardeamentos em algum lugar ao fundo, eles não afetarão a palestra”, apontou Shandor. “O som é como um trator a passar perto. Dou sempre aulas perto do abrigo. Agora mesmo houve um bombardeamento, fui ao abrigo e continuei a aula.”
Fedir Shandor tem aulas às 8 horas às segundas e terças-feiras e garantiu que, até ao momento, não perdeu uma – os seus comandantes concordaram que o professor-soldado poderia alternar no serviço de combate durante a noite para que possa estar disponível para aulas online pela manhã.
Shandor é um dos muitos exemplos de como o esforço de guerra da Ucrânia é reforçado por homens e mulheres comuns, incluindo muitos profissionais que trocaram os seus meios de subsistência e carreiras por exercícios militares e combate ao vivo. Todos os homens entre os 18 e 60 anos que podem lutar foram proibidos de deixar o país quando a Rússia invadiu, a 24 de fevereiro. Para Shandor, há um princípio em jogo. “Estamos a lutar por uma nação educada. Se não der aulas, será uma pena. Então por que fui para a guerra em primeiro lugar”, salientou.













