A procuradoria-geral ucraniana anunciou esta quarta-feira os primeiros julgamentos de soldados russos por crimes de guerra cometidos no conflito na Ucrânia, de acordo com o The Guardian. Três soldados russos, que são prisioneiros de guerra, foram acusados de homicídio e de atacarem civis, e há um quarto militar russo que foi acusado de homicídio e de violação.
Vadim Shysimarin, um comandante de uma divisão de tanques, deverá ser o primeiro soldado russo a ser julgado pelo alegado homicídio de um homem de 68 anos. Shysimarin pode enfrentar uma pena entre os 10 e os 15 anos de prisão.
Há outros dois soldados que dispararam rockets contra casas ou edifícios de civis na vila de Kozacha Lopan, em Kharkiv. Tal como Shysimarin, estes dois militares russos também estão sob custódia das autoridades ucranianas mas os seus nomes não foram revelados.
O quarto militar é o único que não está sob a custódia ucraniana e é provável que o julgamento decorra sem a sua presença. Trata-se de Mikhail Romanov, que é acusado de ter invadido uma casa na região de Brovarsky em março, tendo depois assassinado um homem e violado repetidamente a sua mulher.
A procuradora-geral ucraniana Iryna Venediktova admitiu que as autoridades ucranianas não têm conhecimento do paradeiro de Romanov, mas que vão acusá-lo ainda assim. “Queremos mostrar a estes criminosos que vamos encontrá-los. E vamos evitar as mortes de outras pessoas noutros territórios”, declarou a procuradora-geral.
A procuradoria-geral da Ucrânia já documentou mais de 10.700 crimes de guerra cometidos desde o início da invasão russa.













