Procura por moradias regista crescimento de 63% em fevereiro

A procura por moradias regista um crescimento contínuo em fevereiro de 2021 de cerca de 63% face ao mesmo período do ano anterior. A conclusão é de um estudo do Imovirtual, «no qual analisa a evolução dos preços médios anunciados de venda e arrendamento em Portugal».

Segundo Ricardo Feferbaum, diretor-geral do Imovirtual, «a procura por moradias continua a crescer, provando que a generalidade das pessoas passou a dar maior valor à sua casa e à importância que esta pode ter no seu bem-estar diário».

A pesquisa mostra ainda que, no diz respeito ao arrendamento, em termos absolutos, o preço médio anunciado em fevereiro era de 1.004 euros. Uma descida ligeira face ao mês anterior em que o valor se fixou em 1.005 euros e também face ao mesmo período do ano passado (1.175 euros).

Porto (-20,6%), Lisboa (-16,2%) e Setúbal (-13.2%) apresentam quebras significativas ao passarem de 1.094 para 869 euros, de 1.517 para 1.272 euros e de 904 para 785 euros, respetivamente, segundo o Imovirtual. Évora é o distrito que teve o maior crescimento percentual (+8,7%) face a janeiro, ao passar de 488 para 530 euros.

Quanto à venda, em termos absolutos, o preço médio anunciado em fevereiro de 2021 foi de 349.208 euros, o que representa um ligeiro aumento de 0,8% face ao mês anterior, cujo valor foi de 346.503 euros, e de 0,4% em relação aos 347.676 euros registados em fevereiro de 2020.

O distrito com o maior crescimento do preço em fevereiro face ao mês anterior foi o Porto (+2%). Aveiro surge em 2º lugar com um crescimento de 1,6% em comparação com janeiro de 2021 e de +7,5% em comparação com o período homólogo (a maior variação positiva).

Face ao mês anterior, Beja (-2,9%) apresenta a maior queda na variação do preço médio ao passar de 141.810 para 137.669 euros. No entanto, se a comparação for feita com fevereiro de 2020, observa-se um crescimento de +6,6%.

«O mercado imobiliário, no que diz respeito à venda, continua minimamente estável e sem grandes oscilações nos valores quando comparado com períodos anteriores. Com os números que temos vindo a apresentar, verificamos que é no arrendamento que se regista a maior quebra no valor médio», afirma Ricardo Feferbaum.

O responsável refere que, com «os planos de vacinação mais adiantados, e com alguns países a terem planos de desconfinamento já fechados, como o Reino Unido, a perspetiva de que o setor do Turismo comece a mexer já em junho poderá trazer novidades relevantes em termos da evolução deste indicador», acrescenta.

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