Procura por escritórios ultrapassa níveis de 2021. Nova sede da Fidelidade e negócio do BNP Paribas são as maiores operações até ao momento

O mercado dos escritórios viu os níveis de procura dispararem no primeiro semestre de 2022, sendo que na área da Grande Lisboa os números quadruplicaram em comparação com o período homólogo do ano anterior.

De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pela Worx Real Estate Consultants, apenas o mercado da Grande Lisboa absorveu 168.300 m2 de espaços de escritórios no 1º semestre do ano, num total de 105 operações, quatro vezes mais que no ano anterior.

“Estes números são influenciados por algumas grandes operações, em parte de ocupação própria e outras contratualizadas, mas cujas ocupações apenas se realizarão no futuro, como no caso de novas sedes e edifícios que ainda não foram concluídos”, explica a Workx.

De acordo com a mesma fonte, a ocupação de quase 28.000 m2 da Fidelidade na sua futura sede em Entrecampos e a compra do BNP Paribas de dois edifícios em construção no Parque das Nações com mais de 38.000 m2 protagonizaram as maiores operações do ano até agora.

As zonas do Parque das Nações (zona 5) e a Zona Emergente (zona 3) foram as que concentraram a maior parte da procura, com 30% e 24% respetivamente.

Uma das tendências que tem vindo a ganhar preponderância no mercado dos escritórios é a da sustentabilidade, sendo que o setor já representa 56% das certificações LEED aprovadas e 14% das certificações BREEAM concedidas, não havendo ainda edifícios com certificação WELL.

“Considerando o atraso que existe no mercado português face ao contexto europeu, é muito relevante que as certificações sejam agora vistas como algo imperativo e não apenas como um extra nos edifícios de escritórios, dado que há empresas multinacionais que praticamente já só olham para edifícios certificados”, explicam.

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