O mercado habitacional português arrancou 2025 com forte dinamismo, especialmente nas zonas periféricas dos grandes centros urbanos. Segundo dados da Century 21 Portugal, os concelhos do Seixal, Sintra e Almada registaram os maiores crescimentos no número de transações no primeiro trimestre do ano, com subidas de 56%, 41% e 30%, respetivamente.
Este aumento reflete uma mudança estrutural no comportamento dos compradores, que se afastam das zonas centrais devido à escassez de oferta e às limitações orçamentais. “Mais do que uma escolha, muitos movimentos residenciais são hoje motivados por restrições orçamentais e pela crescente dificuldade em aceder à habitação nas zonas centrais”, sublinha Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal.
Lisboa continua a ser a cidade com o valor médio de venda mais elevado do país (435.335 euros), mas também aqui se observou uma retoma da atividade, com um aumento de 26% nas vendas de apartamentos. Já concelhos como Pombal e Sesimbra destacam-se pela elevada proporção de moradias transacionadas (76% e 60%, respetivamente), contrastando com o predomínio de apartamentos em Sintra (15%) e Seixal (21%).
A evolução observada acompanha a tendência nacional, com destaque para o Alentejo, que viu o volume de negócios duplicar (aumento de 108%) e um crescimento de 32% nas vendas, segundo dados da Confidencial Imobiliário. Na Área Metropolitana de Lisboa, os municípios periféricos também contribuíram decisivamente para a subida de 32% nas transações, acompanhada de um aumento do preço médio para 338.797 euros.














