O arguido do processo Face Oculta, Paulo Penedos, entregou-se esta segunda-feira no estabelecimento prisional de Coimbra, depois de ter sido condenado a uma pena de quatro anos de prisão, avança a ‘TVI24’.
Segundo a estação televisiva, que testemunhou o momento, o responsável disse estar «de consciência tranquila» no cumprimento da sentença que lhe foi atribuída, «apesar de discordar» da decisão que foi tomada. «Estou absolutamente tranquilo, quer porque tenho a minha consciência tranquila quer que como advogado quer como cidadão nunca equacionei outra postura que não fosse esta», disse.
«Ou seja, uma vez tomado conhecimento, ainda que não oficialmente, depois de ter conhecimento dos mandados expedidos, apresento-me aqui para cumprir uma pena que, apesar de não estar ainda fechada nas instâncias superiores (está pendente no Tribunal Constitucional um recurso que tem prazo até ao próximo 10 de dezembro). Discordando, aqui estou.», revela citado pela ‘TVI 24’.
Também o advogado de Paulo Penedos, Ricardo Sá Fernandes, pôs em causa «o timing da expedição dos mandados de detenção», questionando: «Um processo que se arrastou ao longo de 10 anos sem ser por nossa culpa, porque é que agora a 15 dias do Natal se toma esta decisão?», disse citado pelo mesmo canal.
«Para quem tem família, filhos, um pai em estado grave, que perdeu a mãe há cerca de dois meses, é de uma violência inusitada. Mas espero que as senhoras magistradas, quer do Ministério Público, quer do Tribunal de Aveiro, fiquem bem com a sua consciência e, como não sou uma pessoa rancorosa, desejo-lhe boas festas», acrescentou o responsável.
Paulo Penedos entregou-se esta manhã na sequência de a juíza do Tribunal de Aveiro ter emitido um mandato de detenção para os arguidos no processo, Paulo Penedos, José Penedos e Domingos Paiva Nunes.
Recorde-se que o processo Face Oculta, cujo julgamento teve início em 2011, diz respeito a uma alegada rede de corrupção, criada para beneficiar o grupo empresarial do sucateiro Manuel Godinho nos negócios com empresas do setor do Estado e privadas. Paulo Penedos foi condenado por tráfico de influências.













