Processo contra a Google revela que a gigante tecnológica gerou 9,50 mil milhões em receitas com a app store

A Google gerou 9,50 mil milhões de euros em receitas com sua loja oficial de aplicações em 2019, segundo informação divulgada no âmbito de um processo judicial aberto no sábado passado. Foi a primeira vez que os resultados financeiros do serviço se tornaram públicos, segundo a ‘Reuters’.

A gigante tecnológica está a ser processada por procuradores-gerais de 37 estados norte-americanos, por alegadas violações das regras antistrust (anticoncorrenciais) com a app store.

Em causa estão um lucro líquido de 7,21 mil milhões de euros e uma receita operacional de 5,94 mil milhões de euros em 2019, para uma margem operacional acima de 62%. De acordo com a ‘Reuters’, os números englobam a vendas de aplicações, bem como a compra e os anúncios na plataforma.

Em declarações à agência noticiosa, fonte da Google defende que os dados “estão a ser utilizados para ​​para descaracterizar os negócios naquele que é um processo sem fundamento”.

A empresa e a acusação admitiram recentemente que o alegado abuso ilegal do monopólio por parte da Google deverá ser levado a julgamento no final de 2022.

Nas divulgações financeiras trimestrais, a Google tem como prática agrupar as receitas da aplicação Play com as de outros serviços, contabilizando as receitas de publicidade da loja como integrantes de outra categoria mais ampla.

Os procuradores-gerais, além do criador de aplicações para smartphones Epic Games e outras partes que estão a processar a Google separadamente, acusam a multinacional de gerar lucros enormes através da Play Store, recebendo 30% da taxa para cada produto digital vendido dentro da aplicação.

O Google argumenta que existem alternativas à loja e aos sistemas de pagamento da empresa, mas os críticos alegam que essas formas são impraticáveis e que, por vezes, foram bloqueadas.

De acordo com as partes que acusam a Google, a empresa, por meio de acordos anticompetitivos, estendeu benefícios e impôs restrições a grandes criadores, como a fabricante de “League of Legends”, Riot Games, para impedi-los de deixar a Play Store.

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