O processo BPN, que tem como arguido Luís Filipe Vieira, foi arquivado por falta de provas, avança a ‘TVI24’. Segundo a estação, que teve acesso ao despacho do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, considerou-se “não existirem indícios suficientes da prática de crime”.
Apesar de o Ministério Público não descartar que Vieira tivesse dado permissão a este esquema, defende que existe uma “dúvida razoável”, optando pelo arquivamento do processo, adianta o canal.
“Em abstrato e em tese geral, de acordo com as regras da experiência comum, poder-se-ia afirmar que, sendo o arguido Luís Filipe Vieira acionista maioritário e administrador com o pelouro financeiro da Inland, obviamente terá tido conhecimento e até autorizado a concretização dos factos”, pode ler-se no despacho, que acrescenta: “Todavia, um tal juízo, por no caso concreto lhe faltar a essencial concretização, não pode fundamentar a sua responsabilização criminal.”
No documento lê-se ainda: “É que tal juízo não pode afirmar, com um mínimo de razoabilidade e segurança, que no caso em apreço assim tenha sucedido, sempre permanecendo uma dúvida razoável que, não sendo preenchida com prova, impõe o arquivamento dos autos, nesta parte, por escassez de indícios”.
Recorde-se que Luís Filipe Vieira era suspeito dos crimes de burla qualificada, falsificação e branqueamento de capitais, num processo que investigou suspeitas de que o Grupo Inland, presidido pelo responsável, teria montado um esquema que lhe permitiu não pagar o crédito pedido e recebido do BPN.













