Processo BES/GES: debate instrutório arranca esta manhã no Tribunal de Monsanto

Recorde-se que o início da fase de instrução foi há cerca de um ano e já passaram quase três anos depois de ter sido conhecida a acusação do Ministério Público

Francisco Laranjeira

O início do debate instrutório do processo BES/GES está agendado para esta terça-feira – estão já marcadas as sessões para os restantes dias da semana – depois do adiamento decretado pelo Tribunal de Monsanto, em Lisboa, no passado dia 11, depois de se ter confirmado a falta de notificação de alguns arguidos para comparecer no tribunal.

Recorde-se que o início da fase de instrução foi há cerca de um ano e já passaram quase três anos depois de ter sido conhecida a acusação do Ministério Público.

No dia 14 de julho de 2020, a investigação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) traduziu-se na acusação a 25 arguidos (18 pessoas e sete empresas), entre os quais o antigo presidente do Grupo Espírito Santo (GES), Ricardo Salgado. Foram imputados 65 crimes ao ex-banqueiro, nomeadamente associação criminosa, corrupção ativa, falsificação de documento, burla qualificada, branqueamento, infidelidade e manipulação de mercado.

A decisão do juiz de instrução Pedro Santos Correia foi tomada na sequência de uma interrupção da diligência, depois de um debate entre os advogados e o Ministério Público e pela falta de notificação de alguns arguidos, tendo esta última questão sido a única apontada pelo magistrado no anúncio do adiamento.

“Designa-se os dias 2, 3, 4 e 5 de maio, às 09h30, com continuação às 14h, todos os dias neste tribunal de Monsanto”, afirmou o juiz Pedro Santos Correia.

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Considerado um dos maiores processos da história da justiça portuguesa, este caso agrega no processo principal 242 inquéritos, que foram sendo apensados, e queixas de mais de 300 pessoas, singulares e coletivas, residentes em Portugal e no estrangeiro.

Segundo o Ministério Público (MP), cuja acusação contabilizou cerca de quatro mil páginas, a derrocada do Grupo Espírito Santo (GES), em 2014, terá causado prejuízos superiores a 11,8 mil milhões de euros.

No dia 14 de julho de 2020, a investigação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) traduziu-se na acusação a 25 arguidos (18 pessoas e sete empresas), entre os quais o antigo presidente do Grupo Espírito Santo (GES), Ricardo Salgado. Foram imputados 65 crimes ao ex-banqueiro, nomeadamente associação criminosa, corrupção ativa, falsificação de documento, burla qualificada, branqueamento, infidelidade e manipulação de mercado.

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